sábado, 31 de outubro de 2026

História de Halloween: O clipe que dava medo

 

Michael Jackson no clipe Thriller




Hoje, Halloween, Dia das Bruxas. Tem quem goste e quem não goste. 
Não se preocupe se você não curte ou não acha certo brincar de gostosuras ou travessuras pelas mais diversas razões. 
Razões legítimas e que respeito.  Não estou aqui para julgar ninguém. Apenas para contar uma história. 
Para começar, faço uma pergunta: Do que vocês tinham medo na infância? Qual era aquele "monstro" que te deixava apavorado de medo quando era criança?
Eu também tive meus medos infantis. 
Quem já leu minhas postagens sabe que eu vivi a infância da década de 1980. Uma época de riqueza cultural e musical intensas em que tudo era exagerado e muito colorido.
Acessórios da moda eram grandes e muito extravagantes. 
Brilhos de lantejoulas, paetês e neon; maquiagem forte e marcante; penteados volumosos e elaborados... Mas tudo ali combinava muito bem.
O ano era 1983. Michael Jackson já era um artista consagrado, mas estava destinado a alcançar uma dimensão de sucesso e influência cultural que mudaria sua carreira e sua vida para sempre.
Uma revolução muito grande para a época.
A música Thriller era lançada de um jeito diferente. Michael Jackson não aparecia só cantando mas também atuando em um vídeo clipe que mais parecia um pequeno filme. Ao longo do clipe com duração de 13 minutos, Michael Jackson vai "se transformando" em zumbi com ajuda de maquiagem e efeitos especiais para dançar com outros zumbis.
Nessa época eu era apenas uma menina de 8 anos.  
Ainda não tinha o completo discernimento para separar o que era real do que era apenas faz de conta. 
Não me lembro exatamente mas o mais provável é que eu vi o clipe de Thriller no programa Fantástico da Globo que naquela época era a revista eletrônica de mais audiência na TV (isso se não fosse a única).  
O Fantástico nos anos 1980, pouco antes do encerramento, apresentava clipes de cantores nacionais e internacionais que lançavam suas músicas e sempre era um espaço que trazia grande repercussão e o consequente  sucesso. Com Michael Jackson não seria diferente.
O fato é que, sem entender nada, vi aquele zumbi imenso na TV e fiquei muito assustada. Um grande desespero tomou conta de mim.
Gritei, chorei, tremia muito. Tinha medo dele "me pegar". E ainda tinha aquela voz grossa com a icônica e tenebrosa risada que me causava arrepios gélidos
Gostava da música mas nunca comprei o LP. O medo daquele zumbi horrível e de "mortos caminhando" me apavoraram tanto que a ideia de uma imagem qualquer associada à aquela música não era nada bom. Nem mesmo a capa de um LP com o cantor em uma pose bonita e "cara normal". 
Mas se Thriller fosse apenas tocada, eu até gostava.
Carreguei esse medo por muito tempo.  
Mas quando o clipe passava, era um pavor genuíno . Entrava em pânico. 
Hoje, depois de muito tempo, assisti ao clipe novamente para reacender minhas memórias. 
Entendo os efeitos especiais, entendo que existem truques e efeitos para que tudo parecesse real. 
Também  percebo que, ao invés do medo causado na criança, o impacto é outro.
Thriller é o maior clipe musical, o maior álbum vendido, provavelmente seja uma das maiores músicas em reproduções simultâneas nos agregadores e streamings de música. 
Um clipe impactante que transformou a cultura pop para sempre. 
Ditou moda e costumes e imprimiu uma nova linguagem visual que se reflete até hoje. 
Transformou o lançamento de músicas em uma grande produção. Quebrou recordes. 
Não ter comprado o LP é um dos arrependimentos que tenho. 
Hoje não tenho mais medo, sou uma mulher de 51 anos que ao longo dos anos aprendeu a apreciar a expressão da arte e como a influência dessa expressão causa impacto no mundo. 
Tenho apenas admiração e confesso que hoje me diverti bastante não só revisitando o clipe mas também escrevendo esse texto para vocês. 
Feliz Dia das Bruxas com muitas gostosuras e travessuras para todos . 




Figurino e cenário feito pelo Gemini I.A.







sábado, 17 de outubro de 2026

Eu e o Xadrez: Aprendendo e descobrindo o fascínio da estratégia




 Desde muito pequena, sempre tive uma grande curiosidade sobre coisas que eram muito além da realidade infantil, cercada por brincadeiras e o universo da imaginação lúdica próprias de uma criança. 
Sempre me interessei por coisas meio que fora da minha realidade mas que eram bem reais porém complicadas e que eu queria entender mas que não tinha idade para isso. 
Me refiro por exemplo, desde cedo me interessar mais por livros do que por brincadeiras em algumas ocasiões. Até mesmo ler quando eu mal podia juntar letras ou sílabas no jeito certo para "decifrar aquele código" sem conhecer as letras direito. 
E foi nesse tipo de contexto que o tabuleiro de xadrez apareceu no meu radar de interesses.
Não lembro aonde eu estava, nem com quem e nem o que estava fazendo quando vi um tabuleiro de xadrez pela primeira vez. 
Só sei que achei curioso. 
Sempre pedia ás pessoas que me ensinasse mas nunca era possível: ou não tinham tempo ou não sabiam jogar ou tinham esquecido as regras. E na minha casa, ninguém sabia e nem se interessavam porque aprender a jogar xadrez é algo muito difícil.
Para não dizer que eu nunca tinha aprendido nada, ainda entre a infância e o começo da adolescência cheguei a aprender umas breves regras mas depois acabei esquecendo tudo. O pouco que aprendi não foi o suficiente para eu dizer que sabia alguma coisa.
A culpa por não ter aprendido ainda é minha também porque eu raramente falei sobre esse meu interesse específico e minha família nem tinha muito como saber. Além de ninguém na minha casa se interessar por algo tão complicado. 
Já nessa época eu me recordo de ver poucas reportagens a respeito de campeonatos de xadrez em telejornais. O quanto a prática dessa modalidade trazia benefícios para raciocínio e mente.
Tudo vago e dois nomes russos famosos.: Garry Kasparov e Anatoly Karpov, 
E, como fã de James Bond 007, tive uma referência em uma cena do filme Moscou Contra 007, segundo filme da franquia.
A cena era um jogo de xadrez disputado entre o agente da S.P.E.C.T.R.E. Kronsteen e o mestre enxadrista canadense MacAdams.
A curiosidade só aumentava.
Passaram os anos e a oportunidade de aprender xadrez apareceu. 
Com ajuda do aplicativo Duolingo que eu já usava há algum tempo para aprender inglês, comecei a fazer também o cursinho de xadrez.
O processo não é nada fácil, visto que decidi aprender sozinha. 
No dia 29 de setembro de 2025 eu comecei a estudar. xadrez, algo totalmente estranho e novo mas fascinante. 
Peguei um caderno para anotar tudo que pesquisava na internet. 
Além de estudar no Duolingo.  
Pesquisava no Google sobre regras, taticas, etc..
Aos poucos fui descobrindo um mundo interessante que dentro de uma complexidade lógica faz sentido. Interessante conhecer regras, jogadas, táticas e outras particularidades.
Descobri algo muito legal. O xadrez também é esporte, exatamente como o futebol, o vôlei ou o basquete. O que se justifica a realização de competições como a competição fictícia do filme de James Bond que relatei anteriormente. 
Entre os mais famosos enxadristas do mundo destacam - se  o norueguês Magnus Carlsen, os russos Garry Kasparov e Anatoly Karpov e o americano Bob Fisher, dono de um grande feito: popularizar o esporte ao derrotar o soviético Boris Spassky no "Match do Século" em 1972. 
Embora no Brasil o xadrez não seja amplamente divulgado e tampouco popular, nosso país teve um grande destaque: Henrique Mecking (Mequinho): Considerado o maior enxadrista brasileiro de todos os tempos. Foi o primeiro Grande Mestre (GM) do país e da América Latina, alcançando o 3º lugar no ranking mundial da FIDE em 1977 (essa informação pesquisei agora para colocar aqui como curiosidade. Vou pesquisar um pouco mais sobre ele para conhecer melhor).  
Estudar xadrez do zero, só você, um aplicativo, uma I.A. e anotações exige aplicação e concentração. Mas eu estava disposta a encarar esse desafio. 
Não estudo todos os dias mas de forma esporádica. 
E à medida que adquiro conhecimento, vou exercitando minha mente e o raciocínio estratégico. 
Ao mesmo tempo, cuido da saúde mental, tão importante para o dia a dia. Numa conversa informal com um médico, ele me disse que xadrez é um grande aliado para prevenir doenças como alzeimer e outros males da mente. Ajuda no foco e concentração além de ajudar a pensar  em soluções para desafios  complexos, além de exercitar raciocínio lógico e estratégias. 
Os benefícios são muitos para se manter a mente ativa e desenvolver habilidades.
Faço minhas lições de xadrez no aplicativo Duolingo, como já disse. Lá você aprende os conceitos, as regras, revisa jogadas. E o mais legal: simulação em tempo real de partidas de xadrez com o Oscar, o "professor" de xadrez do aplicativo. Oscar é um avatar que interage com você jogando e ensinando. 
A primeira "partida que joguei foi em 22 de Outubro de 2025. Deu empate por afogamento. 
Aqui cabe uma explicação: O afogamento (ou stalemate) no xadrez é uma regra que faz a partida terminar imediatamente em empate. Isso acontece quando o jogador que tem a vez de jogar não possui nenhum lance legal disponível para fazer com nenhuma de suas peças, mas o seu rei não está em xeque. 
E esse resultado "me acompanhou" nas sete primeiras "partidas". 
No dia 31 de Dezembro de 2025,  "venci o Oscar" pela primeira vez por xeque - mate.
Esta é a jogada definitiva do xadrez. Ela ocorre quando o Rei está sob ataque direto e não há mais possibilidade de escapar.
Tela do celular com minha primeira vitória no xadrez


Foi uma vitória muito importante para mim mas não no sentido de vencer. 
Isso foi importante na verdade para que eu tivesse certeza de que estou realmente aprendendo a jogar e não só isso. Mostra também que estou assimilando as regras  e conceitos do jogo. 
Obviamente que vieram derrotas e abandonos (atitude extrema quando você não tem mais o que fazer e o jogo fica "amarrado"). Até mesmo essas duas situações são importantes para meu aprendizado. 
Ganhei um tabuleiro de xadrez do meu tio em março deste ano e resolvi estudar nele também.
Procurei partidas comentadas completas pelo YouTube jogadas por enxadristas profissionais. Assistia aos vídeos e transcrevia as partidas no caderno para depois repetir as jogadas no meu tabuleiro. 
A vantagem de você poder mexer as peças faz com que a compreensão de cada movimento se torne fácil além de palpável.
Comecei também a revisar as "partidas" para observar erros e acertos.
E, finalmente joguei uma partida on line com outra pessoa que também usava o Duolingo para o xadrez. 
O aplicativo escolhe pessoas que teoricamente estão no mesmo nível do que você porém não interfere no jogo. 
Estava nervosa no começo, mesmo sem ver a pessoa, mas consegui fazer minhas jogadas. Acabei ganhando Venci a partida contra a Nina com 4 minutos e 20 segundos. Joguei com as peças pretas e fiz 13 pontos, 

Tela do celular com meu xeque - mate

Vou continuar me aprimorando para conhecer cada vez mais. Quero me dedicar muito. 
Saber mais desse mundo dos tabuleiros e peças em que, muitas palavras ganham outros sentidos, já que é um mundo cheio de peculiaridades.
Pretendo acompanhar campeonatos, pesquisar  sobre  atletas brasileiros e mundiais da atualidade. É sempre tempo para se aprender coisas novas. 
Vou assistir séries que tenham xadrez como tema, não sou de ferro e não preciso levar tudo como se fosse um fardo. 
Aprender algo  também deve ser leve e prazeroso. É o que faz a vida valer a pena.







sábado, 4 de julho de 2026

A história de uma bandeirinha



AVISO IMPORTANTE: O TEXTO A SEGUIR NÃO CONTÉM NENHUM VIÉIS POLÍTICO, IDEOLÓGICO OU QUALQUER COISA DO GÊNERO NEM DEMONSTRA DESRESPEITO COM SÍMBOLOS NACIONAIS BRASILEIROS OU SUBMISSÃO A OUTRO PAÍS. 
TRATA - SE APENAS E TÃO SOMENTE DE UMA  HISTÓRIA PESSOAL MINHA, UMA PARTICULARIDADE QUE QUIS DIVIDIR COM MEUS LEITORES COMO TEXTO PARA ENTRETENIMENTO.

Hoje quero dividir com vocês a história de um item decorativo que possuo há 32 anos. 
Falo de uma bandeira de mesa dos Estados Unidos.
Como toda criança da minha época, quando eu não estava brincando com coleguinhas, primos ou animais de estimação, não estava lendo gibis ou na escola eu gostava muito de ver televisão, especialmente desenhos e filmes. 
Era um mundo sem computadores, celulares, internet, rede social ou inteligência artificial. Não haviam influencers nem blogueiros.
Uma vida mais simplória onde as informações eram passadas bem mais lentamente através de jornalismo profissional transmitidos por rádio, TV ou em forma de texto no jornal impresso. E as pessoas se comunicavam à distância por cartas ou telegrama mas principalmente por telefone fixo.
Falando nos desenhos animados, cresci vendo desenhos que hoje em dia são clássicos como Pica Pau, Tom e Jerry, Popeye, Pantera Cor de Rosa, Pernalonga, Papa Léguas, Corrida Maluca e super heróis. Claro que Mickey e personagens Disney não podiam faltar. 
Todos esses desenhos traziam para aquela sala um mundo de encantamento, diversão e fantasia. Passava horas vidrada na TV. 
Além disso, eles tinham algo em comum. Eram desenhos criados nos Estados Unidos.
Obviamente que mostravam também uma espécie de cotidiano na vida daqueles personagens e contava um pouco da história daquele país de uma forma lúdica e até fantasiosa. 
Mostravam também a bandeira norte americana, especialmente nos episódios alusivos ao 4 de Julho, data da independência deles. 
Sempre achei a bandeira bonita mas também muito interessante a forma como este símbolo era presente nas casas, como era mostrado com relevante destaque. 
Ficava encantada. Mas no sentido de ah que cores bonitas, que bandeira legal. 
Para mim representa a lembrança alegre dos meus personagens preferidos da infância, de uma conexão de um mundo encantado onde nevava no Natal e Papai Noel descia por uma chaminé.
Nunca visitei os Estados Unidos, tenho o sonho de conhecer a Disney. Tudo que sei sobre esse país, aprendi através do que assisti na TV. 
E tive um grande amigo que morou muitos anos na Flórida. Ele sempre me falava alguma curiosidade quando trocávamos e - mail. Infelizmente ele não está mais entre nós. Faleceu vítima da COVID 19.
Já faz algum tempo que eu também acompanho a seleção norte americana em Copas do Mundo onde ela é meu segundo time, depois do Brasil óbvio e também o futebol americano. 
E, justamente numa Copa do Mundo, a de 1994 é que a história da minha bandeirinha começa. 
Um dia de sábado eu acho, saí com minha saudosa mãe para passear no centro de São Paulo. O clima verde e amarelo na moda. E a Copa era disputada justamente em solo norte americano. 
Quando  minha mãe e eu andávamos por uma galeria, vi numa livraria esta bandeira que está na foto. 
Imediatamente eu pedi para minha mãe comprar pois não sabia se algum dia pudesse ver alguma outra bandeira como esta ou mesmo alguma outra para colocar na parede por exemplo. 
Ela comprou. Não lembro o preço mas não foi caro. 
Quando cheguei em casa, toda contente, minha avó viu a bandeira norte americana questionou por que não comprei uma do Brasil. Eu não disse nada mas minha mãe falou "ela sempre gostou, deixa".
Desde então, essa bandeira enfeita minha mesa e meu quarto. Pequenininha. É um objeto do qual gosto muito com o sentido que ele teve para mim. Lembrar de onde vieram os desenhos e filmes que alegraram minha infância. Lembrar de um mundo de sonhos lúdicos.
Não me importo com política.
Por incrível que pareça, lembrar também da primeira Copa em que vi o Brasil vencer. Parece que a bandeirinha trouxe sorte. 
E nada mais adequado do que contar essa história em época de Copa do Mundo em que os Estados Unidos é um dos três países sede e comemora os 250 anos da independência justamente hoje. 
Pra completar, só falta o Brasil ganhar a Copa pela sexta vez. Vai que dá certo. 
Estou torcendo por isso. Coincidências às vezes acontecem. 








sexta-feira, 12 de junho de 2026

Clima de Copa do Mundo ainda existe?



Imagem ilustrativa dos meus álbuns da Copa 

Ontem foi dia da abertura da Copa do Mundo 2026, E para falar sobre Copa de um jeito um pouquinho diferente, começo este texto com uma pergunta despretensiosa que pode pegar de surpresa a maioria dos meus leitores, assim como  me pega  de surpresa também a cada vez que eu refaço esta pergunta para mim mesma. Uma pergunta que o povo brasileiro  se faz a cada quatro anos. O clima de Copa ainda existe?
Já faz algum tempo que esse clima chegou devagar em ruas, casas, comércios e restaurantes de todo o país que "se veste" de verde e amarelo. Vendem todo tipo de artigo com temáticas do Brasil na Copa,
Pessoas que normalmente torcem por times diferentes  a cada quatro anos torcem juntas  por um mesmo time. 
Ruas pintadas e em dias de jogos confraternizações entre amigos e até "estranhos" que se juntam em frente a uma tevê para torcer pelo Brasil.
E a parte mais legal, colecionar o álbum da Copa. 
Tradição que serve para aproximar gerações. Pais e filhos colavam figurinhas juntos e trocavam as repetidas com vizinhos, colegas de escola e trabalho. 
Em praças, condomínios, livrarias e clubes, isso também ajudava na socialização de pessoas que por vezes ocupavam o mesmo espaço e quase nem tinham tempo para trocar um simples cumprimento. E também conhecíamos novas pessoas. Todos num "espírito de equipe" com o objetivo de completar seu álbum e ajudar outros a completarem também. 
Meu primeiro contato com a Copa do Mundo aconteceu na pré-escola.
Lembro que a professora deu um desenho do mascote Naranjito da Espanha para pintarmos. 
Em casa, cheguei a assistir os jogos do Brasil. 
Enquanto assistia, os adultos comentavam muito sobre a Copa de 1970 no México em que o Brasil tinha conquistado o título do tri campeonato.
A cada história que eu ouvia, ficava curiosa para saber como seria a comemoração caso o Brasil fosse campeão do mundo.
A Copa de 1982 eu acompanhei mas pouco me lembro. Só lembro na verdade de ter visto Sócrates e Zico jogarem. 
Em 1986, acompanhei com um pouco mais de consciência. Torcia bastante. Queria ver o Brasil ser campeão. Era muito animada e fiquei triste quando o Brasil não conseguiu vencer em 86 e em 90.
Eu sempre ficava pensando se algum dia veria de perto essa festa do Brasil conquistando o tetra. 
Em 1994, eu ainda me animava bastante, ajudei até a pintar e decorar a rua e assista aos jogos torcendo muito em cada jogo. Em casa mesmo. 
Assisti a todos os jogos no SBT, o que era uma tremenda novidade já que a emissora não tinha costume de transmitir eventos esportivos. Mas tinha o Amarelinho, o bonequinho virtual  que torcia pelo Brasil, vibrando com os gols. 
No jogo da final, assisti lá também mas acompanhei os pênaltis pela Globo porque minha avó trocou de canal. 
Foi tenso acompanhar os pênaltis. Quando Taffarel defendeu uma das cobranças pude ouvir Galvão Bueno gritar com muito entusiasmo o nome do goleiro brasileiro. 
Claro que fiquei feliz. Já estava feliz com a entrada do jogador Viola, o camisa 9 do Corinthians à época. E, por muito pouco ele não marcou um golaço que poderia evitar os pênaltis. Enfim... 
Depois daquela defesa, mal sabia eu que o melhor estava por vir. Roberto Baggio da Itália bateu o pênalti para fora e assim o Brasil conquistou o tetra tão sonhado. 
Como a TV estava na Globo , eu não pude ver o Amarelinho comemorando a conquista da Copa mas vi o primeiro meme viral que surgiu antes mesmo da internet: Galvão Bueno com o microfone na mão gritando É Tetraaaaaa e pulando agarrado ao pescoço de Pelé que fazia os comentários na transmissão da emissora carioca. A imagem ganhou o mundo através de jornais e vídeos que replicavam a façanha.
Chorei muito, gritei até ficar rouca e coloquei o disco do Roberto Carlos com a música Verde e Amarelo no último volume. Finalmente eu tinha descoberto como era o Brasil vencendo a Copa.
Em 1998, ainda quis pintar a rua, ainda torcia mas estava mais tranquila. 
Inclusive quando a França ganhou da seleção brasileira, eu fiquei triste mas passou logo. Parecia que tanto faz como tanto fez. 
Assisti as partidas com vizinhos que puseram a TV no quintal e faziam churrasco. Assistia também com amigos de clube e professores de natação quando os jogos caíam em dias de aulas.
Em 2002, assistia aos jogos que o sono me permitia assistir. 
Trocar o dia pela noite não era "compromisso". 
Os jogos do Brasil geralmente eram disputados entre 6:00h e 8:00h da manhã, dava pra ver..
Preferia a narração do saudoso Luciano do Valle na Band. Já tinha TV no meu quarto há muito tempo. 
E naquela época fazia pouco tempo que realizei o sonho de ter um quarto só meu. 
De madrugada eu dormia. Não vi aos jogos exibidos as 3 da manhã.  
Só duas vezes fiz questão de madrugar: num dia de jogo dos Estados Unidos e num jogo da Inglaterra, dois países que admiro culturalmente. 
Assisti a final de 2002. Final é final. 
A partida foi emocionante. 
Fiz algo inimaginável para qualquer corinthiano: Torcer para o goleiro Marcos pegar pênalti e fazer boas defesas. Ali ele era o goleiro do Brasil. 
Comemorei mais discretamente e só. Vida que segue.
2010 a Copa se resumiu em Wacka Wacka, música da Shakira e completar meu primeiro álbum. 
Via os jogos e até vestia verde e amarelo mas era mais embalada pela euforia do que por outra coisa. Valia mesmo a festa com amigos, parentes ou vizinhos.
Em 2014, o que me animou mais foi a Copa ser no Brasil. 
Tive a chance de ver o clima de um país sede de perto quando fui com minha tia pegar o transporte que levava o público até o estádio. Inclusive escrevi essa experiência em detalhes  aqui mesmo no blog. 
Aliás a Copa de 2014 me inspirou bastante a escrever pois o estádio do Corinthians, naquela época chamado de Arena Corinthians foi o estádio da abertura da Copa. Também fiz o álbum de 2014  para guardar de recordação do ano em que a Copa era disputada no país, na minha terra natal. 
Ultimamente não me animo tanto por Copa como antes. 
E digo porque: há tempos a seleção é feita de rostos desconhecidos pois são jogadores sobre os quais nunca ouvi falar. 
Eu não acompanho futebol árabe. 
Em outros tempos, quando a maioria vinha de times da Europa, ainda dava pra saber quem eles eram. 
Sou do tempo que a seleção convocava de fato os melhores jogadores atuantes no Brasil e alguns do velho continente. Hoje em dia, parece mais que empresários convocam por vários interesses. 
Mas não sou daquelas pessoas que torcem contra ou misturam com política. Gosto mesmo do clima alegre, das pessoas torcendo juntas. Por instantes, pelo menos por noventa minutos parece os problemas "dão um tempo". 
As discussões políticas se amenizam. Rola um clima de harmonia. 
Sinto muita falta de ver o preto e branco do meu Corinthians entrar em campo. 
E então torcer com mais entusiasmo, ter vontade de acompanhar os jogos.
Porém respeito quem ainda se emociona com os jogos da seleção, seja em Copas do Mundo ou em amistosos. 
Sobretudo as gerações que ainda não viram o Brasil campeão.
Por isso vou assistir aos jogos. Vestir a camisa, fazer parte da festa, entrar no clima  
Desejo sorte, desejo que joguem sem desistir, que lutem para vencer a Copa e que todos comemorem juntos, independente de qualquer outra coisa. 
As novas gerações também merecem sentir essa alegria pelo menos uma vez.


















segunda-feira, 1 de junho de 2026

Os Fundadores: Uma história emocionante que bem poderia ser uma saga épica


 "O Corinthians é o time do povo e é o povo que vai fazer o time" (Miguel Bataglia, primeiro presidente do Corinthians em discurso datado de 1910)


Sei que não escrevo aqui muitos textos sobre o Corinthians apesar de ser corinthiana desde meus 5 anos. 

Não se trata de indiferença, esquecimento ou ingratidão. 

Na verdade, é uma opção que fiz pois possuo leitores que torcem para outros times e não quero que meu blog seja um espaço segmentado. Na internet já existem muitos sites, canais, blogs voltados para torcedores do Corinthians e para outros times. é só procurar e prestigiar o trabalho deles, assim como eu também faço. 

Escrevo sobre Corinthians apenas em ocasiões raríssimas e, neste caso, a ocasião merece.

No último sábado, dia 30 de Abril, fui ao Teatro do Corinthians assistir à peça Os Fundadores - A Origem do Time do Povo.

A peça se passa nos anos 1900 e mostra algumas figuras e costumes de época, retratando um pouco da luta de classes sociais apenas para preparar o público para o que viria a seguir. 

A cena - chave é a virada de 1909 para 1910 e o começo de ideias inovadoras misturando a paixão pelo futebol e o pensamento revolucionário e questionador que aos poucos vai fazendo todo sentido.

Mostram pensamentos daquela época em que para os mais humildes não era "permitido" sonhar grande. Não eram aceitos em campos de futebol para bater uma bolinha. O futebol de várzea era uma espécie de submundo e bastante discriminado.

Exatamente por isso, a coragem de cinco trabalhadores inspirados por um jogo de futebol como eles jamais tinham visto protagonizado por um time do país que inventou o futebol (Inglaterra) os impulsionou a sonharem grande. Grande não... GIGANTE.

Anselmo Correia, Antônio Pereira, Carlos Silva, Joaquim Ambrósio e Rafael Perrone, depois de um dia cansativo de trabalho e, encantados com o tal jogo que assistiram no dia anterior, em 1 de Setembro de 1910, iluminados apenas pelo lampião da esquina das ruas Cônego Martins e José Paulino, sem nada a não ser a coragem que os inflamava, fundaram um clube. 

Ali mesmo, discutiram as ideias de nomes. Sugestões como Carlos Gomes, Santos Dumont e Clube dos Operários logo perderam a força quando Joaquim Ambrósio disse : "Seremos o Corinthians" em homenagem ao Corinthian Football Club da Inglaterra, o time que jogava futebol como um jogo de cavalheiros  com lealdade e respeito ao adversário e às regras. O time que eles tinham visto jogar.

O nome tinha que ser grandioso e sonoro, do tamanho da vontade deles de romper com todos os padrões.

Surgia naquele momento o Sport Club Corinthians Paulista. 

Difícil você ser corinthiano e não se emocionar. A identificação é imediata. 

A peça tinha várias metáforas e frases de torcida  que no contexto são usadas como uma espécie de "previsão de futuro!". E isso fez com que a plateia presente interagisse com os atores em cena  deixando a emoção fluir à flor da pele,.

Em várias cenas da peça, confesso, chorei. 

E porque não dizer que isso se misturou também à saudade de  pessoas que mereceriam assistir essa peça: meu tio Joãozinho, que me incentivou a torcer pelo Corinthians quando me deu uma camisa listrada com um "desenho" que eu achei "bonitinho" (o escudo), meu amigo João Bosco Tureta que me ensinou com a paciência de um mestre tudo que sei sobre a história do Corinthians e meu avô João, um corinthiano de torcida discreta.

Meu avô nunca demonstrava as emoções de torcedor, não tinha bandeira, camisa ou qualquer coisa com o escudo do Corinthians mas  me ensinou o que é vibrar com um gol no rádio porque passávamos algumas tardes no quintal de casa escutando os jogos no radinho de pilha dele. Essas coisas batem forte no coração.

Depois dessa peça, ficou claro para mim que se antes eu era torcedora, agora sou mais ainda. Só se confirmou aquilo que eu sempre soube, que eu sempre senti.

O corinthiano  é capaz de mover céus e terras, de sonhar gigante.

De cair e levantar quando a dificuldade é um obstáculo quase intransponível. 

Ele luta  até o último instante, até o apito final . Não só no jogo mas na vida em si. Acredita mesmo que o mundo desacredite.  E, se a vitória não vier, ele junta os cacos para poder recomeçar. 

Ser Corinthiano é um estado de espírito. De espírito de luta. Em cada torcedor do Corinthians há um pouco daqueles cinco operários que ousaram sonhar grande. 

Saí de lá, renovada,  feliz, impactada e muito emocionada. Saí de lá ainda mais corinthiana. 


PS: Dedicado à memória dos cinco fundadores do Sport Club Corinthians Paulista e a todos da Companhia de Teatro Interiorando 


SERVIÇOS:


Os Fundadores – A Origem do Time do Povo


Datas: 09, 16, 23 e 30 de maio; 06, 13, 20 e 27 de junho

Horário: 20h30

Duração: 80 minutos

Classificação: Livre

Local: Teatro Corinthians – R. São Jorge, 777 – Tatuapé

Ingressos: Bilheteria S.C. Corinthians Paulista e  SCCP Ticket: https://sccpticket.corinthians.com.br/



sábado, 2 de maio de 2026

Hercai: Uma estória que nos envolve


 Há alguns anos eu escrevi aqui neste mesmo espaço a respeito de novelas. Não me refiro a novelas mexicanas ou mesmo brasileiras  nem mesmo os doramas (as "novelas" coreanas que estão muito na moda mas que nunca me despertaram interesse). Não tenho opinião formada sobre elas. 
Me refiro na verdade a novelas turcas.
Desde que acompanhei a primeira vez a uma novela turca em 2015 na TV Band canal 13, fiquei fascinada em ver a construção de cada estória, tradições de uma outra cultura que eu nem imaginava existir. 
As tramas são desenvolvidas com muito cuidado, respeitando o comportamento e os costumes da Turquia mesmo que isto cause um pouco de incompreensão e estranheza no começo. 
E tudo é rico em detalhes e beleza poética, mesmo o sofrimento de algum personagem. Costumam também ser longas, durando em média entre um e três anos de exibição.
Quinta - feira, finalmente depois de dois anos, acho, terminei de assistir a mais uma dessas novelas tão lindas: Hercai, Amor e Vingança no Globoplay. Uma trama dividida em 3 temporadas totalizando 256 capítulos .
Baseada no livro Hercai, da escritora Sumeyye Korç (algumas vezes a escritora também é creditada com o nome de Sumeyye Ezel). adaptação para TV das roteiristas Eda Tezcan e Feraye  Şahin, comta a estória do casal Miran (Akin Akinözü) e Reyyan (Ebru Şahin), que vive uma história de rivalidade familiar, os Aslanbey contra os Şadoğlu. Buscando vingança pelo assassinato dos pais, Miran Aslanbey seduz a jovem Reyyan e se casa com ela, mas a abandona no dia seguinte ao casamento, despertando ódio na moça e uma promessa de nunca perdoá-lo pelo que fez. Agindo sob a orientação da avó, Azize (Ayda Aksel), essa sim sedenta de vingança.
Originalmente exibida na A TV da Turquia entre 2019 e 2021, aqui no Brasil chegou também no canal Globoplay Novelas (antigo Viva) em 9 de junho de 2025, terminando a exibição em 2 de abril de 2026. 
Eu comecei antes pelo Globoplay, 60 capítulos à frente da TV. Encontrei por mero acaso e comecei a assistir de segunda a sexta, um capítulo por dia. 
Uma trama turca é composta de grandes reviravoltas dessas que você não espera e, dependendo de fatos que possam comprometer o trabalho dos atores, algum desfecho é antecipado em muitos capítulos ou o personagem simplesmente "some" sem explicações na trama. Cito aqui o exemplo da pequena Gul Sadoglu (Ebrar Alya Demirbilek) que deixou a trama por prevenção contra a COVID 19 que em 2019 tornou - se uma pandemia grave vitimando muitas pessoas em todo o mundo, inclusive crianças com a mesma idade  atriz mirim (5 anos), atendendo a uma decisão dos pais da atriz na vida real.
 Gul era a irmã mais nova de Reyyan e caçula da família  Şadoğlu, uma menina doce e carinhosa que faz as vezes de alívio alegre e pacífico na novela que é cheia de momentos tensos e por vezes extremamente violentos.  
A explicação para a ausência de Gul na novela é que ela  foi enviada para estudar em um colégio interno.
Sua última aparição foi no episódio 50 da terceira temporada quando a pequena personagem visitou Reyyan e Miran em uma cabana.
Como disse antes, Hercai é uma trama cheia de reviravoltas. Não dava pra piscar o olho ou perder um capítulo.
As tramas turcas em geral são assim. Essas reviravoltas são construídas com cuidado e implantadas aos poucos para o público assimilar melhor. E a surpresa  é constante a cada capítulo. Emoções do primeiro até o último capítulo.
E, por falar em último capítulo, fiquei absolutamente impactada com tudo. 
Quanta sensibilidade, quanta beleza. Um final feliz com todas as letras.
Vilões sendo punidos, heróis sendo recompensados. Acabou o sofrimento. 
Casais apaixonados e a atmosfera de amor de Reyyan e Miran, demonstrando que o amor ultrapassa obstáculos mesmo os intransponíveis. 
Um final para marcar fundo, impactar, fazer chorar, rir e refletir principalmente. 
Quem não assistiu, assista e não se arrependerá.
Que novela senhoras e senhores leitores! Estou sem palavras finais....



sábado, 15 de novembro de 2025

Viva a Noite sob o olhar de uma fã saudosa

 

Não é apenas a Globo que está em ritmo nostágico trazendo de volta seus remakes de sucessos clássicos (no caso, novelas - vejam meu post recente sobre o remake de Vale Tudo - e outros sobre a versão original neste blog).
Recentemente, o SBT entrou numa onda "raiz" para reconquistar seu público de outrora e também um público mais jovem que não viveu o auge da TV aberta analógica. Público que está acostumado a fazer seus próprios horários para assistir o que quiserem onde quiserem, não necessáriamente numa sala com TV ligada pois hoje em dia "levamos a TV no bolso" através do celular e apps de TVs e streamings. 
Nessa aposta do SBT Raiz não foi somente a programação infantil diária que voltou nem as versões atuais de Casos de Família e Aqui Agora mas um clássico que marcou uma geração inteira de forma definitiva. Lançava moda, apresentava pessoas que tinham os sonhos mais malucos, gincanas e para cantores e bandas era considerado um portal diretamente para o sucesso de suas músicas fazendo - os conhecidos e admirados em todo o país. 
Quem não parava diante da TV no sábado a noite estando em casa para assistir ao Viva a Noite apresentado por Gugu Liberato entre 1982 e 1992, um programa que era uma verdadeira festa em casa com músicas, brincadeiras, pessoas interessantes, curiosidades. 
Atualidades e um apresentador lindo, carismático, voz marcante, elegante e jovial mas muito muito bem humorado com sacadas divertidíssimas. E com músicas coreografadas que grudavam na cabeça. Atire a primeira pedra quem nunca viu ou ouviu falar!
Eu fui uma das milhares de pessoas que assistia toda semana. E só ia dormir depois que Gugu se despedia além de dançar o "Baile dos Passarinhos" na sala junto com o pessoal da TV.  
Tinha sete anos na época e não perdia um programa sequer quando estava em casa. Aquilo me encantava, especialmente ele, Gugu Liberato. Cheguei inclusive a quase ganhar o "cantor mascarado". Provavelmente não fui atendida por Gugu por ser ainda criança, apesar de saber a resposta (Marquinhos Moura cantor do hit Meu Mel) mas me lembro de ter chegado a falar com a assistente de palco Silvinha Leme que iria passar o telefone pra eu dar a resposta e ganhar um milhão de cruzeiros. 
Também fui a duas gravações do programa no fim dos anos 1980 no antigo teatro Silvio Santos na Avenida Ataliba Leonel 1772, Zona Norte de São Paulo. 
Detestava quando tinha de sair sábado à noite porque se saísse, iria perder o programa. Naquela época não tinha isso de ver depois. Ou era aquele horário ou se perdia. Nem o vídeocassete era para todo mundo, apenas para pouquíssimos afortunados. Com o vídeo, dava pra deixar gravando mas nem todos exploravam esse recurso.
Se for enumerar tudo que vi no Viva a Noite ao longo de anos nunca terminaria esse texto e o objetivo não é esse.
Depois de um longo hiato sem Viva a Noite na TV, o programa ensaiou um retorno em 2007 sendo apresentado pela cantora Gilmelândia. Apesar do carisma dela, a atração ficou apenas nove meses na programação do SBT e Gugu até deu as caras na estreia para um boa sorte mas como dizemos atualmente, a coisa "flopou".
Há algumas semanas o canal das Abravanel nessa onda de volta às raízes suepreendeu a anunciar a volta do Viva a Noite  
Especulou - se uma época que João Augusto Liberato, filho do Gugu que recentemente voltou ao Brasil já adulto formado em Cominicações nos E.U.A. fosse contratado para apresentar o programa do pai na mesma emissora que o consagrou. 
Na minha mais sincera opinião de fã de Gugu Liberato, ao mesmo tempo em que eu queria isso pelo valor nostálgico, por saudade ou mesmo porque Gugu se faria presente de alguma forma através do próprio filho, eu não queria ver o jovem sofrer tantas e injustas comparações que seriam inevitáveis, a começar por mim. 
O tempo foi passando até que a gravação se realizou nesta Segunda - Feira e a exibição foi marcada para sexta, dia 14 de novembro depois do Ratinho. 
Confesso que não foi fácil assistir ao programa ontem. E não me refiro apenas ao horroroso horário das 23:15 h. Acho que não custava nada colocar no horário do Ratinho depois da novela mexicana A.Mar . 
Daniela Beyruti , pense nisso com carinho. 
A saudade do Gugu que estava quietinha num canto do meu coração bateu com uma força avassaladora.
Já na abertura, vários vídeos e um lindo texto soaram como um agradecimento e um pedido de bênção. Chorei copiosamente porém baixinho como na época do falecimento do Gugu. Parecia reviver aqueles dias angustiantes e tristes. 
As bailarinas dançaram uma coreografia leve e bonita que terminava com a divisão para os lados do palco deixando o centro livre para a passagem do novo apresentador, Luis Ricardo. 
Foi só aí que caiu a ficha, era o Viva a Noite mas Gugu não iria apresentar. Nem aparecer para o vídeo de boa sorte. 
Um misto de tristeza e alegria invadiu meus pensamentos. 
Como convidados estavam pessoas que costimavam ser frequentes nesse programa. Gretchen, Virgínia Novic, Rita Cadillac, Sylvinho Blau Blau, Luciano ex - Trem da Alegria e Netinho de Paula, além da cantora Patrícia Marx . 
Teve a competição Eles x Elas com provas clássicas como Desenhe, Acerte e Ganhe, Prova da Bexiga , teve o quadro do Rambo Brasileiro com participação especial de João Augusto que apresentou este quadro especificamente. 
Difícil conter as lágrimas que não foram poucas. E como fiquei orgulhosa dele!
Luís Ricardo foi , na minha opinião, a escolha ideal para substituir Gugu no Viva a Noite. Um cara experiente, competente, bonito, com carisma e bom humor. 
Um apresentador cuja experiência em apresentar programas foi apenas por trás da máscara do palhaço Bozo nos anos 1980 e, eventualmente sorteios do Baú da Felicidade. Muito pouco para alguém tão talentoso que já vinha merecendo um programa dele. 
Visivelmente emocionado e talvez nervoso, Luis Ricardo entrou no palco e logo mostrou o porque tinha sido escolhido. 
Aos poucos, de forma delicada e sutil, o "Viva a Noite" deixava a imagem de Gugu ser apenas lembrança se desvincular naturalmente do programa ao mesmo tempo que Luis Ricardo ia moldando tudo do seu jeitinho, com sua personalidade. E passamos a ver o grande apresentador que ele é.
Comovente demais a participação das pessoas que tinham história com o Viva a Noite e como foi emocionante ouvir cada uma e relembrar, principalmente o momento de João Augusto (que poderia ser outro, melhor, mais  proveitoso). Ele mostrou desenvoltura e carisma mas, acima de tudo. muita personalidade. 
Ele vai trabalhar na Record, começar sua própria carreira. Andar com as "próprias pernas", um pouco afastado das comparações. Ainda bem. 
E, quanto ao Viva a Noite, é uma nova história que se inicia com tudo novo. E com uma audiência que já começou bem. 
Só espero que coloquem um horário mais cedo para que o que já começou bem fique ainda melhor.

VIVA A NOITE!!!!
VIVA
        VIVA
                VIVA!