A história de uma bandeirinha



AVISO IMPORTANTE: O TEXTO A SEGUIR NÃO CONTÉM NENHUM VIÉIS POLÍTICO, IDEOLÓGICO OU QUALQUER COISA DO GÊNERO NEM DEMONSTRA DESRESPEITO COM SÍMBOLOS NACIONAIS BRASILEIROS OU SUBMISSÃO A OUTRO PAÍS. 
TRATA - SE APENAS E TÃO SOMENTE DE UMA  HISTÓRIA PESSOAL MINHA, UMA PARTICULARIDADE QUE QUIS DIVIDIR COM MEUS LEITORES COMO TEXTO PARA ENTRETENIMENTO.

Hoje quero dividir com vocês a história de um item decorativo que possuo há 32 anos. 
Falo de uma bandeira de mesa dos Estados Unidos.
Como toda criança da minha época, quando eu não estava brincando com coleguinhas, primos ou animais de estimação, não estava lendo gibis ou na escola eu gostava muito de ver televisão, especialmente desenhos e filmes. 
Era um mundo sem computadores, celulares, internet, rede social ou inteligência artificial. Não haviam influencers nem blogueiros.
Uma vida mais simplória onde as informações eram passadas bem mais lentamente através de jornalismo profissional transmitidos por rádio, TV ou em forma de texto no jornal impresso. E as pessoas se comunicavam à distância por cartas ou telegrama mas principalmente por telefone fixo.
Falando nos desenhos animados, cresci vendo desenhos que hoje em dia são clássicos como Pica Pau, Tom e Jerry, Popeye, Pantera Cor de Rosa, Pernalonga, Papa Léguas, Corrida Maluca e super heróis. Claro que Mickey e personagens Disney não podiam faltar. 
Todos esses desenhos traziam para aquela sala um mundo de encantamento, diversão e fantasia. Passava horas vidrada na TV. 
Além disso, eles tinham algo em comum. Eram desenhos criados nos Estados Unidos.
Obviamente que mostravam também uma espécie de cotidiano na vida daqueles personagens e contava um pouco da história daquele país de uma forma lúdica e até fantasiosa. 
Mostravam também a bandeira norte americana, especialmente nos episódios alusivos ao 4 de Julho, data da independência deles. 
Sempre achei a bandeira bonita mas também muito interessante a forma como este símbolo era presente nas casas, como era mostrado com relevante destaque. 
Ficava encantada. Mas no sentido de ah que cores bonitas, que bandeira legal. 
Para mim representa a lembrança alegre dos meus personagens preferidos da infância, de uma conexão de um mundo encantado onde nevava no Natal e Papai Noel descia por uma chaminé.
Nunca visitei os Estados Unidos, tenho o sonho de conhecer a Disney. Tudo que sei sobre esse país, aprendi através do que assisti na TV. 
E tive um grande amigo que morou muitos anos na Flórida. Ele sempre me falava alguma curiosidade quando trocávamos e - mail. Infelizmente ele não está mais entre nós. Faleceu vítima da COVID 19.
Já faz algum tempo que eu também acompanho a seleção norte americana em Copas do Mundo onde ela é meu segundo time, depois do Brasil óbvio e também o futebol americano. 
E, justamente numa Copa do Mundo, a de 1994 é que a história da minha bandeirinha começa. 
Um dia de sábado eu acho, saí com minha saudosa mãe para passear no centro de São Paulo. O clima verde e amarelo na moda. E a Copa era disputada justamente em solo norte americano. 
Quando  minha mãe e eu andávamos por uma galeria, vi numa livraria esta bandeira que está na foto. 
Imediatamente eu pedi para minha mãe comprar pois não sabia se algum dia pudesse ver alguma outra bandeira como esta ou mesmo alguma outra para colocar na parede por exemplo. 
Ela comprou. Não lembro o preço mas não foi caro. 
Quando cheguei em casa, toda contente, minha avó viu a bandeira norte americana questionou por que não comprei uma do Brasil. Eu não disse nada mas minha mãe falou "ela sempre gostou, deixa".
Desde então, essa bandeira enfeita minha mesa e meu quarto. Pequenininha. É um objeto do qual gosto muito com o sentido que ele teve para mim. Lembrar de onde vieram os desenhos e filmes que alegraram minha infância. Lembrar de um mundo de sonhos lúdicos.
Não me importo com política.
Por incrível que pareça, lembrar também da primeira Copa em que vi o Brasil vencer. Parece que a bandeirinha trouxe sorte. 
E nada mais adequado do que contar essa história em época de Copa do Mundo em que os Estados Unidos é um dos três países sede e comemora os 250 anos da independência justamente hoje. 
Pra completar, só falta o Brasil ganhar a Copa pela sexta vez. Vai que dá certo. 
Estou torcendo por isso. Coincidências às vezes acontecem. 








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