Eu e o Xadrez: Aprendendo e descobrindo o fascínio da estratégia




 Desde muito pequena, sempre tive uma grande curiosidade sobre coisas que eram muito além da realidade infantil, cercada por brincadeiras e o universo da imaginação lúdica próprias de uma criança. 
Sempre me interessei por coisas meio que fora da minha realidade mas que eram bem reais porém complicadas e que eu queria entender mas que não tinha idade para isso. 
Me refiro por exemplo, desde cedo me interessar mais por livros do que por brincadeiras em algumas ocasiões. Até mesmo ler quando eu mal podia juntar letras ou sílabas no jeito certo para "decifrar aquele código" sem conhecer as letras direito. 
E foi nesse tipo de contexto que o tabuleiro de xadrez apareceu no meu radar de interesses.
Não lembro aonde eu estava, nem com quem e nem o que estava fazendo quando vi um tabuleiro de xadrez pela primeira vez. 
Só sei que achei curioso. 
Sempre pedia ás pessoas que me ensinasse mas nunca era possível: ou não tinham tempo ou não sabiam jogar ou tinham esquecido as regras. E na minha casa, ninguém sabia e nem se interessavam porque aprender a jogar xadrez é algo muito difícil.
Para não dizer que eu nunca tinha aprendido nada, ainda entre a infância e o começo da adolescência cheguei a aprender umas breves regras mas depois acabei esquecendo tudo. O pouco que aprendi não foi o suficiente para eu dizer que sabia alguma coisa.
A culpa por não ter aprendido ainda é minha também porque eu raramente falei sobre esse meu interesse específico e minha família nem tinha muito como saber. Além de ninguém na minha casa se interessar por algo tão complicado. 
Já nessa época eu me recordo de ver poucas reportagens a respeito de campeonatos de xadrez em telejornais. O quanto a prática dessa modalidade trazia benefícios para raciocínio e mente.
Tudo vago e dois nomes russos famosos.: Garry Kasparov e Anatoly Karpov, 
E, como fã de James Bond 007, tive uma referência em uma cena do filme Moscou Contra 007, segundo filme da franquia.
A cena era um jogo de xadrez disputado entre o agente da S.P.E.C.T.R.E. Kronsteen e o mestre enxadrista canadense MacAdams.
A curiosidade só aumentava.
Passaram os anos e a oportunidade de aprender xadrez apareceu. 
Com ajuda do aplicativo Duolingo que eu já usava há algum tempo para aprender inglês, comecei a fazer também o cursinho de xadrez.
O processo não é nada fácil, visto que decidi aprender sozinha. 
No dia 29 de setembro de 2025 eu comecei a estudar. xadrez, algo totalmente estranho e novo mas fascinante. 
Peguei um caderno para anotar tudo que pesquisava na internet. 
Além de estudar no Duolingo.  
Pesquisava no Google sobre regras, taticas, etc..
Aos poucos fui descobrindo um mundo interessante que dentro de uma complexidade lógica faz sentido. Interessante conhecer regras, jogadas, táticas e outras particularidades.
Descobri algo muito legal. O xadrez também é esporte, exatamente como o futebol, o vôlei ou o basquete. O que se justifica a realização de competições como a competição fictícia do filme de James Bond que relatei anteriormente. 
Entre os mais famosos enxadristas do mundo destacam - se  o norueguês Magnus Carlsen, os russos Garry Kasparov e Anatoly Karpov e o americano Bob Fisher, dono de um grande feito: popularizar o esporte ao derrotar o soviético Boris Spassky no "Match do Século" em 1972. 
Embora no Brasil o xadrez não seja amplamente divulgado e tampouco popular, nosso país teve um grande destaque: Henrique Mecking (Mequinho): Considerado o maior enxadrista brasileiro de todos os tempos. Foi o primeiro Grande Mestre (GM) do país e da América Latina, alcançando o 3º lugar no ranking mundial da FIDE em 1977 (essa informação pesquisei agora para colocar aqui como curiosidade. Vou pesquisar um pouco mais sobre ele para conhecer melhor).  
Estudar xadrez do zero, só você, um aplicativo, uma I.A. e anotações exige aplicação e concentração. Mas eu estava disposta a encarar esse desafio. 
Não estudo todos os dias mas de forma esporádica. 
E à medida que adquiro conhecimento, vou exercitando minha mente e o raciocínio estratégico. 
Ao mesmo tempo, cuido da saúde mental, tão importante para o dia a dia. Numa conversa informal com um médico, ele me disse que xadrez é um grande aliado para prevenir doenças como alzeimer e outros males da mente. Ajuda no foco e concentração além de ajudar a pensar  em soluções para desafios  complexos, além de exercitar raciocínio lógico e estratégias. 
Os benefícios são muitos para se manter a mente ativa e desenvolver habilidades.
Faço minhas lições de xadrez no aplicativo Duolingo, como já disse. Lá você aprende os conceitos, as regras, revisa jogadas. E o mais legal: simulação em tempo real de partidas de xadrez com o Oscar, o "professor" de xadrez do aplicativo. Oscar é um avatar que interage com você jogando e ensinando. 
A primeira "partida que joguei foi em 22 de Outubro de 2025. Deu empate por afogamento. 
Aqui cabe uma explicação: O afogamento (ou stalemate) no xadrez é uma regra que faz a partida terminar imediatamente em empate. Isso acontece quando o jogador que tem a vez de jogar não possui nenhum lance legal disponível para fazer com nenhuma de suas peças, mas o seu rei não está em xeque. 
E esse resultado "me acompanhou" nas sete primeiras "partidas". 
No dia 31 de Dezembro de 2025,  "venci o Oscar" pela primeira vez por xeque - mate.
Esta é a jogada definitiva do xadrez. Ela ocorre quando o Rei está sob ataque direto e não há mais possibilidade de escapar.
Tela do celular com minha primeira vitória no xadrez


Foi uma vitória muito importante para mim mas não no sentido de vencer. 
Isso foi importante na verdade para que eu tivesse certeza de que estou realmente aprendendo a jogar e não só isso. Mostra também que estou assimilando as regras  e conceitos do jogo. 
Obviamente que vieram derrotas e abandonos (atitude extrema quando você não tem mais o que fazer e o jogo fica "amarrado"). Até mesmo essas duas situações são importantes para meu aprendizado. 
Ganhei um tabuleiro de xadrez do meu tio em março deste ano e resolvi estudar nele também.
Procurei partidas comentadas completas pelo YouTube jogadas por enxadristas profissionais. Assistia aos vídeos e transcrevia as partidas no caderno para depois repetir as jogadas no meu tabuleiro. 
A vantagem de você poder mexer as peças faz com que a compreensão de cada movimento se torne fácil além de palpável.
Comecei também a revisar as "partidas" para observar erros e acertos.
E, finalmente joguei uma partida on line com outra pessoa que também usava o Duolingo para o xadrez. 
O aplicativo escolhe pessoas que teoricamente estão no mesmo nível do que você porém não interfere no jogo. 
Estava nervosa no começo, mesmo sem ver a pessoa, mas consegui fazer minhas jogadas. Acabei ganhando Venci a partida contra a Nina com 4 minutos e 20 segundos. Joguei com as peças pretas e fiz 13 pontos, 

Tela do celular com meu xeque - mate

Vou continuar me aprimorando para conhecer cada vez mais. Quero me dedicar muito. 
Saber mais desse mundo dos tabuleiros e peças em que, muitas palavras ganham outros sentidos, já que é um mundo cheio de peculiaridades.
Pretendo acompanhar campeonatos, pesquisar  sobre  atletas brasileiros e mundiais da atualidade. É sempre tempo para se aprender coisas novas. 
Vou assistir séries que tenham xadrez como tema, não sou de ferro e não preciso levar tudo como se fosse um fardo. 
Aprender algo  também deve ser leve e prazeroso. É o que faz a vida valer a pena.







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