My name is Patthy... Bondgirlpatthy

Bem - vindos ao meu cantinho virtual . A "casa" está sempre aberta à todos que queiram vir aqui ler e comentar meus posts. Este blog não tem compromisso jornalístico portanto não tem compromisso com a imparcialidade. Mas o meu compromisso com a democracia continua. Aqui toda opinião é importante e respeitada. Fiquem à vontade, a "casa" é de vocês. Voltem sempre q quiserem . Um beijo com muito carinho e obrigada.


quinta-feira, 28 de maio de 2020

Meu Nome é Bond... James Bond - Capítulo Especial (Suplemento) - Homenagem 112º Aniversário de Ian Fleming



Para aqueles que acompanharam minha série de textos sobre os livros de Ian Fleming, ofereço hoje um texto diferente. Desta vez não é a análise de um livro mas sim uma homenagem ao autor que criou James Bond e por consequência tornou possível essa série que publiquei aqui no blog. Vocês ainda podem (re)ler  os textos que continuarão disponíveis e ver os filmes nos canais fechados ou nas coleções de DVD/BD que estão à venda em vários sites. Assim poderão repetir por si próprios, esta experiência que eu já tive. Aproveitem esse tempo livre que todos estamos vivendo e use esse momento para relaxar de um dia cheio de multitarefas e preocupações. Depois de ler os livros, que poderão ser encontrados em sites de sebos e livrarias, veja o filme equivalente ao livro e anotem num caderno ou no computador as suas próprias impressões. Pesquisem, é um ótimo jeito de passar o tempo. 
Bem, para mim, falar de Ian Fleming não é uma tarefa tão simples quanto possa parecer até mesmo para uma fã de James Bond que gosta de ler como eu. 
A dedicação com a qual ele escreveu cada livro, o "ritual" que fazia enquanto se isolava em sua casa de veraneio na Jamaica acompanhado apenas pela esposa Ane era meticulosamente calculado, disciplina rígida e dava certo. 
Após tomar seu café da manhã, mergulhar e tomar banho de sol ao natural em companhia da esposa, ele começava sua rotina. Sentado em frente à sua máquina de escrever, muitas vezes com o seu inseparável cigarro entre os dedos, num paraíso calmo e exclusivo, mil e quinhentas palavras eram datilografadas pela manhã, até o horário do almoço e depois do almoço e uma soneca longa mais quinhentas, totalizando impressionantes duas mil palavras sem ler nada, sem revisar ou corrigir nem mesmo a gramática. 
Somente quando o manuscrito ficava pronto, ele revisava, fazia as devidas correções. Esse processo durava no mínimo seis meses. Sim, ele tirava seis meses de licença do jornal para o qual trabalhava e ia para sua casa da Jamaica para se isolar do mundo e se dedicar a escrever as estórias de seu agente secreto. 
Era um dom, uma genialidade. Palavras iam se encaixando de forma a tudo fazer sentido de um jeito claro e muito simples. 
Muito de Ian Fleming estava em James Bond, muito de James Bond estava na imaginação fervilhante de Ian Fleming. Seu mundo impenetrável. 
Dizem que ele começou a escrever porque não conseguia se adaptar muito bem à vida de casado. Ficava entediado. Os livros eram uma fuga para seu passado já que James Bond tinha a vida boêmia que Fleming não queria deixar para trás. E também uma forma de romantizar seu trabalho massante que consistia em ler relatórios da marinha britânica na guerra e espionar "coisas comuns" de documentos interceptados. Bond é o aventureiro que ele queria ser. Em todos os sentidos. Se completavam. Criador e criatura.
Seus livros tiveram grande aceitação do público.
A adaptação dos livros para o cinema foi uma questão de tempo e, claro, a fama e a fortuna crescendo só provavam a genialidade dele, ainda que a maioria das pessoas sequer saibam que James Bond veio dos livros primeiro. 
Antes de ter um rosto, uma voz, as  aventuras de Bond eram impressas em livros, tiras de jornais fazendo milhares de pessoas viajarem para um mundo distante usando a imaginação. 
E isso chegou até mim. Fiz amigos, criei um blog, passei a ler mais ainda e até dei ao meu gato, por sugestão de um amigo, o nome Ian Fleming. 
Um escritor que foi e sempre será uma de minhas maiores inspirações. 
Como homenagem deixo aqui um vídeo que eu gravei lendo um trecho de um de seus livros. Esse não tão conhecido do grande público mas, por ser real, traz um pouco do que ele foi. 
Feliz Aniversário Ian Fleming. 

Eu retornarei. Um dia...

 








PS: Essa série de textos é dedicada à memória de Ian Fleming e também aos amigos Lucian e Rildon que me incentivaram a fazer essa experiência. Obrigada, amigos. Beijos.



segunda-feira, 4 de maio de 2020

Todos contra o Coronavírus - Primeiros dias de quarentena

Imagem ilustrativa de exercícios "caseiros"


Olá, leitores, como estão? Espero que todos que lerem esse texto estejam bem de saúde, não só física mas mental e espiritual também pois é muito importante nos cuidarmos nesses tempos difíceis que todos estamos vivendo.
Devo reconhecer que não é um período fácil. Mas também não é tudo isso que apregoam aquelas pessoas que preferem enxergar um copo meio vazio, seja porque não tem esperanças ou porque quer, em nome de popularidade e audiência daqueles que acreditam piamente que tudo que mostra no jornal da TV é verdade absoluta, causar pânico desnecessário em quem os assiste.
 Pergunte a qualquer dono de banca de jornal o que vende mais, se é notícia boa ou ruim. Ele lhe dará a resposta. 
A verdade é que eu sinto falta da minha vida normal, da minha rotina. De sair de casa, ver coisas diferentes, comprar numa loja física, ir para minha aula de natação, ir à cinemas, festas, de aniversários, museus, de rever parentes e amigos mas não posso. Tenho que ficar aqui, quietinha, na minha casa, meu lugar de proteção. 
Também me aflige a parte financeira. Vivo dignamente mas estou muito longe de ser rica. Sou como tantos no mundo. Sou talvez como você, leitor. 
Você que lê esse texto em sua casa, seja no celular ou no computador de onde realiza seu home office, certamente se identificou comigo apenas por conta do parágrafo anterior. E nós nos identificamos com pessoas de países, idiomas e culturas diferentes da nossa.
A (ou O) Covid 19 parece que veio nivelar nossas desigualdades sociais e nos mostrar que antes de termos ou sermos, somos da mesma espécie: Humanos cheios de virtudes e defeitos, ainda que na "prática" uns sejam melhores cuidados que outros. 
Do rei ao seu súdito, do artista ao seu público, do patrão ao seu funcionário, do professor ao seu aluno, todos somos, acima de tudo, humanos. E, como tais, sujeitos a erros e acertos. Não somos divindades infalíveis nem seres eternos. Perecemos com o tempo. E não há nada que faça isso mudar. Nem mesmo dinheiro. 
A não ser que o dinheiro seja usado para tentar buscar a cura para toda a humanidade, investindo na ciência e tecnologia. Mesmo que isso ajude, ainda é necessário fazer a nossa parte. 
É importante se isolar socialmente, abrir mão, por mais difícil que seja, do contato físico e demonstrações de afeto que pedem algum contato. Evitar "dar voltinhas", "ir ali rapidinho", aquele "papo no portão". Ainda mais para o brasileiro e o povo latino americano em geral, dito como muito carinhoso. 
Sair e comprar só quando e o que precisar se não tiver outro jeito. E também para procurar ajuda médica em caso de sintomas ou para fazer tratamentos que já foram iniciados.

Imagem ilustrativa de live


Tudo isso deve ser evitado para  preservar a saúde e a vida.
Em nome disso, até meu blog mudou um pouco seu jeito de ser.
Temos que andar mais limpos, mais escondidos pelas máscaras que nos cobrirão boca e nariz, ainda que não sejam bonitas e algumas impessoais (hoje é possível personalizar sua máscara com o bom e velho faça você mesmo). Acompanhar informações através de uma imprensa séria e confiável. Eu escolhi Bandnews FM e programa Conexão Repórter e você também pode escolher a sua. E, não veja só notícias para não ficar maluco. 
Distraia - se, aprenda, ensine, veja lives, séries, coisas alegres. Participe de comemorações com live ou em vídeo com pessoas queridas. Celebrem como se estivessem juntos. O sentimento é o mesmo, ainda que falte presença física sobra o mesmo amor e carinho de quando se está perto. 
Faça exercícios e orações. Cuide do corpo e da mente.  Aproveite para reforçar ou iniciar o hábito da leitura pois ela te traz conhecimento e permite que você exercite a imaginação, "saindo de casa" sem precisar sair realmente. De uma forma segura e imune.
Se tiver bom humor,  procure, dentro do possível, "brincar" com a situação. De forma saudável e respeitável com as outras pessoas.
Vejam meu exemplo: eu costumo dizer que estou "internada" na minha casa. Não sinto nada, estou bem, obrigada. Esta "internação" é uma prevenção para que eu nunca fique internada de verdade e talvez nunca mais volte, virando mais um número de uma estatística triste que não para de aumentar. Se levarmos tudo com seriedade e pequenas doses de leveza, passaremos ilesos por isso e no futuro teremos histórias interessantes para contar para as futuras gerações. Fiquem bem, felizes, ativos mas fiquem em casa . 


Imagem ilustrativa de meu aniversário deste ano




quinta-feira, 19 de março de 2020

Todos contra o Coronavírus


Nesses últimos dias, vivemos um tempo muito delicado em todo o mundo.
Estamos enfrentando a pandemia do Covid 19 ou Coronavírus, como é conhecido popularmente. 
A foto que vocês vêem acima ilustra uma das muitas coisas que podemos fazer durante essa quarentena. 
Eu tirei com meu próprio celular ontem, dia 18.
Antes de prosseguirmos, esclareço a parentes, amigos e leitores que estou bem, não tenho sintomas da nova doença, nada. A natação foi interrompida, já não saio de casa há dias. 
Estou atenta, tomando as precauções e seguindo os protocolos de higiene, como a "etiqueta do espirro e tosse" por exemplo.
E o mais importante: não estou caindo em fake news e nem fórmulas "milagrosas" disseminadas principalmente por grupos de whats app e redes sociais. Nem caindo em desespero como algumas pessoas estão fazendo diante das notícias. 
Aliás, temos que aprender a separar o que é verdadeiro do que é falso no grande bombardeio de informações que se propaga tão ou mais rápido do que o próprio vírus.
Pensando nisso, sugiro a blogueiros, YouTubers, influenciadores, jornalistas, autoridades e personalidades que usem seus canais de comunicação inclusive pessoais para informar a seus seguidores com responsabilidade tudo o que está acontecendo e também mostrar  o que estão fazendo na sua quarentena sem a ostentação e glamourização feita e publicada por  alguns famosos que em nada contribuem para reforçar as medidas de prevenção. 
Deixem orações, dicas de livros, filmes, séries, programas de entretenimento em TVs e streamings, games, blogs, música, podcasts, dicas de como organizar bem sua casa, arrumação de "quartinho da bagunça" e gavetas, ou seja, tudo que for realmente útil. 
Meu blog que normalmente serve para entreter e divertir os leitores com vários tipos de postagem  está deixando tudo de lado para fazer  uma prestação de serviço de utilidade pública que é urgente e necessária no momento. 
No último 23 de janeiro, surgiu em Wuhan na China, o primeiro caso de Coronavírus.
Desde então, o país  se mobilizou para entender, diagnosticar e orientar os seus cidadãos, inclusive fechando fronteiras com outros países e restringindo acessos às ruas, comércios, templos religiosos, cinemas, teatros, estádios, clubes, enfim, a todo tipo de aglomeração humana que possa servir de disseminação do vírus, além de construir em tempo recorde um hospital para tratamento dos primeiros infectados. Houveram muitas mortes, o que acendeu um alerta geral em todo o mundo. 
Com a grande concentração de pessoas indo e vindo por fronteiras, o vírus "saiu" de seu lugar de origem e foi se espalhando por todo o mundo. 
No momento em que escrevo este post, surge enfim uma boa notícia: Pela primeira vez em Wuhan, na China, não são registrados novos casos locais de coronavírus, de acordo com informações do jornal Valor Econômico. 
Fazem poucos dias que a pandemia chegou à Europa e de lá seguiu para outros continentes. E chegou também aqui no Brasil, onde já começaram também os casos de morte.
A seu modo e com seus recursos, todos os países tomam medidas sócio econômicas para aliviar o caos econômico provocado pelo Covid 19. 
Apesar da ação devastadora que a doença demonstra, não é hora de pânico nem correria para esvaziar prateleiras de supermercados ou qualquer atitude extremada. O que precisamos na verdade é nos unirmos num grande esforço para combater o mal que nos assola.
É hora de colaborar seguindo as orientações  do Ministério da Saúde e do Governo.
Neste momento é necessário esquecer divisões de qualquer natureza, especialmente políticas. Aqui no Brasil especificamente esqueçamos essa história de "vermelhos livres versus mitos". Nosso inimigo é um vírus que não sabemos como eliminar e que não escolhe suas vítimas por personalidade, idealismo, posses ou qualquer outra divisão humana.
E muitas preces das mais diversas formas.
Católicos, Evangélicos, Judeus, Islâmicos, Budistas, Religiões de Matriz Africana, Espíritas... Todos numa corrente de oração permanente e ecumênica pedindo o fim dessa pandemia, a cura dos infectados, os diagnósticos negativados e pedindo proteção para os profissionais de áreas essenciais como comunicação, transportes, abastecimento, saneamento, energia que arriscam suas vidas diariamente para a vida no planeta seguir em frente, muito especialmente os profissionais dos hospitais e centros de saúde que se colocam na linha de frente como guerreiros abnegados cuidando dos infectados. Isso não é série de TV. É vida real e tem que ser levado a sério mas sem perder a calma. Só assim poderemos sair dessa situação mais fortes do que nós já somos.
Seguem abaixo dicas e orientações da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde do Brasil


A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como:




  • Gotículas de saliva;
  • Espirro;
  • Tosse;
  • Catarro;
  • Contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão;
  • Contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.


 Os coronavírus apresentam uma transmissão menos intensa que o vírus da gripe. O período médio de incubação por coronavírus é de 5 dias, com intervalos que chegam a 12 dias período em que os primeiros sintomas levam para aparecer desde a infecção.
A transmissão por meio dos pacientes infectados por SARSCoV é em média de 7 dias após o início dos sintomas. No entanto, dados preliminares do coronavírus (SARS-CoV-2) sugerem que a transmissão possa ocorrer mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas. Até o momento, não há informações suficientes de quantos dias anteriores ao início dos sinais e sintomas uma pessoa infectada passa a transmitir o vírus.


Animais domésticos NÃO TRANSMITEM CORONAVÍRUS . Devemos fazer a higienização das mãos antes e depois de alimentar e cuidar dos nossos pets.


Como prevenir o coronavírus?


O Ministério da Saúde orienta cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o coronavírus. Entre as medidas estão:




  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabonete por pelo menos 20 segundos, respeitando os 5 momentos de higienização. Se não houver água e sabonete, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool.
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas.
  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.
  • Ficar em casa quando estiver doente.
  • Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo.
  • Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com freqüência.




Profissionais de saúde devem utilizar medidas de precaução padrão, de contato e de gotículas (mascára cirúrgica, luvas, avental não estéril e óculos de proteção).




Mais informações: https://coronavirus.saude.gov.br




domingo, 2 de fevereiro de 2020

Eu sou Ricardo Boechat: Um livro para rir e refletir




Era um costume de nossos avós todos os dias ligar o rádio enquanto se preparavam para começar um novo dia de trabalho em busca do sustento e também o início das tarefas domésticas das donas de casa. 
A tecnologia chegou e nos trouxe outros meios de comunicação: TV, internet,  mp 3, streaming... E com essas novas formas de se comunicar, diziam volta e meia que o rádio ia morrer. 
Ledo engano porque o rádio continua firme e forte informando, divertindo e fazendo companhia para as pessoas. 
Eu tenho o hábito desde muito pequena ouvir rádio de segunda à sexta e quando tem jogo do Corinthians. Consigo aliar o rádio no meu dia a dia dos tempos de hoje em que eu também assisto TV, streaming, ouço mp3, falo via whats app e me informo pela internet. O rádio é meu companheiro das primeiras horas do dia enquanto arrumo minha cama, faço minha higiene matinal, tomo meu café e cuido do meu gato. E, para mim, ouvir noticiário pelo rádio é mil vezes melhor do que assistir noticiário na TV pois é mais rotativo, objetivo e na medida. 
Em 2010 ouvi pela primeira vez a Band News FM por um telefone celular com função de rádio para me informar sobre as eleições presidenciais daquele ano enquanto saí de casa com a família. Gostei do ritmo e não parei mais. Até hoje.
Fui com isso criando com a Band News FM aquele vínculo íntimo que criamos com uma rádio, aquele dos tempos dos nossos avós. 
Escutava o Boechat (IM) que em todas as manhãs me informava, me divertia, me fazia dar gargalhadas e até mesmo quase quebrar uma louça ao ouví - lo xingar de forma impublicável  uma famosa figura do meio evangélico por conta de uma pesada crítica. 
Gosto de ler também. E quando soube do lançamento do livro Eu sou Ricardo Boechat, dos jornalistas Eduardo Barão e Pablo Fernandez , fiz questão de prestigiar. Afinal, como já disse, era o mínimo para retribuir a "visita diária" desses dois jornalistas (e do próprio Boechat) e a companhia que eles me fazem.
Quando cheguei perto de Eduardo Barão e Pablo Fernandes, disse - lhes sem a menor cerimônia: "Todos os dias vocês entram em minha casa com suas vozes e me fazem companhia. Hoje sou eu que entro na "casa" que vocês estão" - no caso, a Livraria Martins Fontes em São Paulo. Era um domingo, 22 de Dezembro de 2019. Eles sorriram. Falei - lhes também do meu gato que os ouvia por  tabela e até ele "ganhou uma dedicatória" no livro, o que me deixou surpresa e emocionada.
Comecei a ler o livro pouco tempo depois. Histórias de bastidores revelavam o ambiente daquele estúdio, os personagens que faziam parte das 100 histórias, pareciam se transportar para minha casa ou na recepções, salas de espera e vários lugares. Foram risadas e mais risadas incontidas e as constantes explicações de que eu estava lendo algo engraçado. E também histórias que me fizeram ficar pensativa sobre os mais diversos assuntos.
Histórias de quem tem. De quem tem a intimidade de brincar na bancada de um telejornal de TV, usando peruca, lingerie e até finge ligar para a mãe, Dona Mercedes para ilustrar um comentário sério ou mesmo compartilha o dia a dia da sua vida familiar com sua Doce Veruska e as filhas Valentina e Catarina. E também desejar ao público noveleiro uma boa novela ao se despedir. Intimidades que a empatia e a proximidade de tantos anos do rádio e de TV permitem. 
Um livro de boas histórias que ficaram para a posteridade. Uma boa leitura e toca o barco 


Dedicado com carinho à memória de Ricardo Boechat, à esposa Veruska, as filhas Catarina e Valentina, à mãe Mercedes, aos colegas e ouvintes da Band News FM e aos autores Eduardo Barão e Pablo Fernandez 






































quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Um profundo mergulho na mente inquieta de Roberto Cabrini



Não costumo escrever com tanta frequência aqui no blog, vocês que me acompanham, sabem perfeitamente disso. Hoje, porém, mudei um pouco essa rotina. 
E o motivo não poderia ser mais especial. Ontem terminei a leitura imersiva do livro No Rastro da Notícia do competente e premiado jornalista Roberto Cabrini. 
Antes de tratar efetivamente do livro aqui (prometo que sem spoillers), vou explicar brevemente como fiz o processo de leitura imersiva: a cada capítulo que eu ia lendo, ao terminar, procurava a reportagem original na internet e assistia. 
Quem já tem o livro e está lendo, recomendo que faça essa experiência para que, como eu, você também tenha a oportunidade de penetrar na mente do jornalista e ir dividindo com ele seu raciocínio. Quase todas as reportagens encontram - se disponíveis no You Tube. 
Sempre acompanhei a carreira de Roberto Cabrini. Passei a acompanhar mais "de perto" a partir do momento em que ele estreiou o extinto programa SBT Repórter onde atuava fazendo reportagens in loco sobre os mais diversos assuntos e curiosidades. Reportagens que iam desde uma denúncia de corrupção ou de um problema mal resolvido até coberturas de guerra em pleno fogo cruzado no Oriente Médio. 
E em 2010, mais precisamente em 04 de Março, estreiou no SBT o Conexão Repórter, um programa que eu em tantos anos de exibição nunca perdi. Quando não dá ou eu não vejo todo pela TV, vejo pelo YouTube (dependendo da reportagem, vejo as duas exibições). Para mim, o melhor programa deste gênero na TV. 
E, além disso, sigo Roberto Cabrini nas redes sociais. Tanto que, quando soube que ele ia escrever um livro, tratei de monitorar suas redes para saber quando e onde iria ser lançado. 
Acompanhei tudo sempre atenta. E no dia 12 de Novembro de 2019 lá estava eu no lançamento do livro e tendo o prazer de conhecê - lo pessoalmente. 
Aliás, que amor de pessoa. Nada a ver com a imagem sisuda  e fria que ele tem que passar por força da profissão e aquele olhar intimidador que dá até medo (risos). Falei sobre isso aqui no blog. Leia em Jornalismo aplaude Roberto Cabrini.
Então... falemos do livro. 
No Rastro da Notícia reúne dez capítulos que abordam as dez reportagens mais marcantes na carreira de Cabrini e que impactaram o Brasil e o mundo. 
Narrado em primeira pessoa, nos causa a sensação da companhia física do jornalista durante a leitura e, por vezes, em nossa imagiação, "ouvimos" sua voz com um português impecávelmente correto, claro, pausado e o tom adocicado e adequado a cada ocasião. Uma das vozes mais marcantes no imaginário das pessoas. 
Junto com ele viajamos não só pelos locais e personagens mas também pela mente de um cara que se desdobra sem medida para conseguir a melhor reportagem. Impressionante. 
Fazia muito tempo que um livro me causava tanto impacto. Depois da Bíblia Sagrada e do Diário de Anne Frank, este livro entrou definitivamente para minha lista dos "marcantes para uma vida toda". 
Desses que todo mundo tem que ler ao menos uma vez na vida. 
Entre as reportagens que lá estão, destaco uma que me impactou em meu íntimo: "A Um Passo da Eternidade". A história de Rosa Fitipaldi, uma paciente do hospital AC Camargo em seus últimos momentos de vida. Mesmo condenada ao seu ingrato destino da morte inevitável, nunca deixou de lado sua fé e otimismo. Consolou sua família e os preparou para o momento derradeiro sem tristezas ou tabus e deixou para o mundo uma lição de amor e força. Fez do jornalista seu amigo e confidente de infância ajudando - o a difundir seus ensinamentos ao público que assistia impactado a tudo pela TV. 
Assisti debulhada em lágrimas pois faziam 3 anos que havia perdido minha mãe também para um câncer e ainda estava em processo de luto e aceitação. Rosa me mostrou que era preciso continuar, fortalecer, me reerguer. Depois desse programa adiquiri forças que eu desconhecia ter e hoje, tenho saudade de minha mãe sim, muita. Porém não sofro como antes. 
Pena não ter dito isso ao Cabrini mas, se ele ler esse texto algum dia saberá disso. 
Outra reportagem que destaco é sobre a localização de PC Farias, tesoureiro de campanha de Fernando Collor, primeiro presidente eleito no Brasil após o fim do Regime Militar  (1964-1985). Nem mesmo a polícia havia conseguido localizar PC, nem a do Brasil nem a internacional mas PC só não contava com a inteligência e perspicácia de Cabrini...Roberto Cabrini.
Tal qual um agente 00 do MI-6, Cabrini fez quase que por conta própria uma investigação com os recursos que tinha e... bingo! Localizou o cara mais procurado no Brasil na terra de James Bond e colocou a matéria no principal telejornal do país. Telespectadores chocados!
Não posso deixar de mencionar a bombástica e perigosa entrevista com Fernandinho Beira Mar que rendeu um Conexão Repórter que até hoje é o vídeo mais assistido no canal do programa com aproximadamente 12.401.000 visualizações. Cabrini demonstrou pela primeira vez sua natural fragilidade humana revelando sentir medo por si e sua família ao  realizar a entrevista. Ele mesmo confessa isso no livro e diz os motivos, assim como se arriscou nas guerras do Oriente Médio, onde transmitiu até sob fogo cruzado nos anos 1990 na época de SBT Repórter. 
E claro, mostrou a divertida amizade entre ele e o tricampeão de Fórmula 1 Ayrton Senna ao mesmo tempo em que recorria às tristes memórias daquele 1º de Maio de 1994 quando ele, Cabrini, teve que anunciar a morte do piloto para todo o mundo naquele domingo pela manhã "Morreu Ayrton Senna da Silva, uma notícia que a gente não gostaria de dar" foram suas palavras há 25 anos. 
Este livro mostra como um jornalista pode fazer um bom trabalho e mostra também as dúvidas e inquietações (ele ama essa palavra, por isso escrevi - risos) do ser humano que segura o microfone e fala para milhões. Um ser humano como tantos que tem seus medos e anseios, que paga suas contas, tem um trabalho, uma família que o espera voltar pra casa e seus bichinhos de estimação. 
Recomendo à todos que procurem, leiam e façam uma viagem fascinante guiados pelos registros da mente inquieta de Roberto Cabrini. Boa leitura. 




terça-feira, 7 de janeiro de 2020

24 Horas: Um legado surpreendente




Cartaz de 24 horas O Legado. Crédito: 20th Century Fox
Esta não é a primeira vez que falei desse seriado incrível que entrou definitivamente na lista dos meus queridinhos sendo uma surpresa agradabilíssima.
Já tratei aqui mesmo neste blog sobre a variedade de coisas que 24 horas trouxe à tona e, principalmente, coisas que o identificam, que levam o público a reconhecer referências que se tornaram sua marca definitiva: a música tensa  de Sean Callery, o toque do telefone alto porém suave e curtinho (que eu queria ter nos telefones da minha casa), aquele reloginho que marca o tempo na tela da TV e comanda a adrenalina ímpar de cada acontecimento "em tempo real" nos episódios da série.
Você não consegue se distrair com mais nada assistindo. É tudo acontecendo ao mesmo tempo e você na ansia de saber o que vem depois, de saber se o herói vai escapar a tempo da armadilha e das reviravoltas para salvar o mundo em um único dia.
É de tirar o fôlego, tenso, vibrante. Uma sensação gostosa que nos mantém atentos e "vivos".
Acompanho desde os primeiros episódios protagonizados por Kiefer Sutherland, o agente Jack Bauer da UCT (Unidade Contra Terrorismo) dos EUA.
Já disseram até mesmo que Jack Bauer é a versão americanizada de um outro "JB": James Bond, mais um motivo para eu ser fã dele, por lembrar 007.
Desde que eu assisti o final da nona temporada do seriado  intitulada "24 horas  Viva um Novo Dia", cuja estória se passa justamrnte em Londres, nunca mais tinha ouvido falar em Jack Bauer e sua turma. Tudo já tinha acabado definitivamente.
Nada se falava até que em 2017 surgiram os boatos de um "Jack Bauer afrodescendente".
Os fãs de 24 horas começaram a especular e discutir se era ou não uma boa um outro cara no lugar de Bauer.
Eu mesma era uma das fãs que olhava com certa desconfiança o roteiro da série sem Kiefer Sutherland, independente de qualquer esteriótipo do novo ator.
O tal seriado novo era um  spin off (quando uma franquia é criada a partir de uma outra que já fez ou faz grande sucesso)
Cheguei a cogitar não assistir para não me decepcionar com o resultado.
Bastou que eu lesse artigos e conversasse com amigos para a desconfiança sumir e dar lugar à curiosidade.
Sem TV a cabo e sem que a série fosse para o Netflix acabei não vendo mesmo. Não tive outra opção.
Ano passado fiquei sabendo da série que a Globo fez para contar a vida de Hebe Camargo em dez capítulos que seriam exibidos exclusivamente no Globo Play.
Para não ficar sem assistir esta série, fui atrás desses gift cards que a gente paga um pequeno valor, insere o código e aproveita por um mês as mesmas vantagens de um assinante
Comprei o cartão e inseri mês passado.
Assisti não só a série da Hebe como também o filme Spotlight Segredos Revelados e a série sobre Nelson Mandela, Madiba.
 Foi aí que resolvi pesquisar 24 Legacy. Encontrei e comecei a assistir imediatamente.
Nesta nova versão da série 24 horas, vemos a estória de Eric Carter (Corey Hawkins), um ex soldado militar que acaba de voltar para casa, mas seu retorno aos Estados Unidos não será tão tranquilo quanto ele imaginou. Correndo risco de vida e sem ter nenhuma ajuda, Eric recorre à UCT e sem perceber já está no comando de  uma missão para impedir um grandioso ataque terrorista nos Estados Unidos.
Cada um dos doze episódios seguiu fielmente ao cânone deixado pela série original e ainda trouxe "de brinde" a produção executiva de Kiefer Sutherland e uma participação especial do ator Carlos Bernard, o Tony Almeida que nesta versão tornou - se um dos vilões.
Uma grata surpresa que infelizmente vai ficar com um gostinho amargo de quero mais pois, apesar do sucesso, a Fox cancelou uma possível segunda temporada.
Só que, nunca se sabe se de repente mudam de ideia porque desde que conheço a franquia 24 horas, nunca parei de me surpreender. Quem sabe, o reloginho conte o tempo de novo e o telefone volte a tocar chamando por Jack, por Eric Carter
ou por algum outro agente da UCT.






sábado, 23 de novembro de 2019

Memórias saudosas de uma fã - Obrigada, Gugu


Adaptando uma frase do jornalista Roberto Cabrini na época da morte de Ayrton Senna: Este é um texto que eu não gostaria de escrever.
Estou triste, muito triste mesmo com a morte de um dos meus maiores ídolos, o apresentador Gugu Liberato. E, sinceramente, estou fazendo um grande esforço para escrever essas linhas porque sei que isso vai me fazer bem,.
Acompanhei sua carreira desde 1981 quando ele dava seus primeiros passos na TV Brasileira em frente às câmeras. Eu era apenas uma criança que gostava de ver televisão. Tinha (e tenho) meus heróis da ficção e artistas q já admirava desde minha tenra idade. Gugu era um deles.
Nas noites de sábado eu só ia dormir depois do seu boa noite final após a "dança do passarinho" lá pela meia noite e tanto. Ficava chateada quando tinha que sair de sábado à noite  não queria perder o Viva a Noite. Estando em casa não pedia um só programa, até mesmo as reprises de fim de ano.
Quarta - feira passada, pela última vez assisti a um programa dele: o reality show de música Canta Comigo, onde 100 jurados avaliam os candidatos levantando - se enquanto o candidato se apresenta e, se os 100 jurados se levantassem, imediatamente este candidato passa para a grande final. O programa já foi inteiro gravado e não sei se depois da morte de Gugu vão mostrar os dois que faltam: a segunda semifinal e a final, revelando o vencedor. Ou se vão deixar como está. Para mim, isso é o que menos importa.
E assim foi por anos a fio, assistindo aos programas dele em vários horários nas duas emissoras em que ele trabalhou. Rindo, chorando e me divertindo muito. Me identificava com seu jeito alegre, carismático, educado e eclético de fazer televisão.
Também acompanhei aparições dele em outros programas, filmes, entrevistas, enfim... essas coisas de fã.
Na minha adolescência tive uma pasta de recortes de jornais, revistas reportagens e muitas fotos de Gugu. Coisa de adolescente dos anos  1960, 1970 e 1980.
Ainda possuo este arquivo, porém há tempos não coleciono mais. Também não desfiz. Está guardado para um dia que tiver coragem e sentir a saudade apertar, poder olhá - lo novamente. Cada coisa guardada com carinho e zelo num fichario cheio de corações que já vinham impressos nele e por isso escolhido a dedo. Tive também um papagaio chamado Gugu que viveu sete anos apenas e sabia gritar "Viva a Noite".
Como todo fã, alimentei o desejo de conhecer Gugu e tive a grande alegria de realizar esse desejo.
Nisso, eu tenho que agradecer à Deus e à vida porque não foi apenas uma vez que cheguei perto de Gugu.
Alguns desses momentos me marcaram mais, me emocionaram muito.
Uma delas foi no Playcenter, num show desses de caravana onde um apresentador leva vários cantores pelo país tipo Bolinha, Chacrinha e Raul Gil fizeram por tantos anos.
Neste show eu cheguei a subir no palco para abraçar o Gugu, transmitindo ali um pouco do carinho e amor de fã. E também realizei outro sonho, dancei a famosa "dança do passarinho" a seu lado juntamente com suas bailarinas, tendo como testemunhas minha mãe que estava comigo e, pelo menos mais umas 200.000 pessoas presentes. E até com uma montanha russa sob nossas cabeças, literalmente, não foi força de expressão.
Quando percebemos, nos abraçamos, mas de medo daquilo ruir sob nós porque o palco balançava quando os carrinhos estavam no alto.
Infelizmente não tenho como provar porque naquela época eu não tinha máquina fotográfica. Mas as imagens estão guardadas no meu coração para sempre.
Outro momento foi quando participei de uma gincana do Domingo Legal, de brinquedos diferentes e eu participei apenas para chegar perto do Gugu. Este era o único prêmio que eu queria ganhar. Fiquei em 5º lugar.
Meu prêmio mais valioso no entanto é uma foto juntos tirada pelo fotógrafo do SBT, Moacyr dos Santos.
Outro momento foi quando não cheguei perto dele mas consegui entregar um presente a ele e uma cadernetinha para conseguir um simples autógrafo e me surpreendi quando o segurança me trouxe de volta e li, não era só um autógrafo mas uma pequena carta de agradecimento pelo ursinho que eu dei a ele e o carinho que expus na carta que escrevi. Guardo esse autógrafo num quadro e hoje olhei com muita tristeza. Não é para menos.
E também esse momento aí do nosso abraço (foto acima que ilustra esse texto, envelhecida com um filtro digital propositalmente) depois de ele autigrafar o livro Sou Pai, e Agora.
Ser fã de alguém que não está na moda, nem é jovem, nem bonitinho é muitas vezes motivo de isolamento e bullyng frente a alguns colegas da escola.
Sofri isso no ensino médio porém, não abandonei minhas convicções em nome de uma "modinha". Bullyng praticado por alunos e até mesmo professores. Ingenuamente não percebia que o apelido "Guga" que recebi na escola era às vezes um pouco pejorativo dependendo do tom de como era falado e não carinhoso mas eu transformei isso em algo positivo, principalmente depois da foto tirada junto com Gugu no palco de seu programa de TV.
No fundo, tinham certa inveja de mim eu acho.
Em compensação, anos depois, por causa de Gugu ganhei um amigo verdadeiro e leal, um verdadeiro irmão que se conectou comigo através dele, por também ser fã e nossa amizade, mesmo sem nunca termos nos visto pessoalmente sempre foi intensa. Nesses dias tristes, à distância e ao mesmo tempo muito unidos, nos confortamos mutuamente dividindo um pouco o peso da nossa angústia e dor e isso nos fortaleceu e nos conectou ainda mais.
Fica só a saudade, a lembrança e uma mensagem bonita que Gugu deixou. A alegria dos seus programas.  E os nossos, sim, nossos momentos que ninguém consiguirá apagar do meu coração.
À você Gugu, o carinho do meu aplauso, minhas orações pelo teu descanso e o meu amor. 

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Jornalismo aplaude Roberto Cabrini


Boa tarde, aqui Patthy. E este é o blog Bondgirlpatthy 007. 
Hoje iremos falar sobre lançamento do livro No Rastro da Notícia.
Eu não poderia começar esse post de outra maneira que não esta. Se você já assistiu ao programa do SBT Conexão Repórter alguma vez, certamente notou que eu já comecei a homenagear o dono desta frase e autor desse livro super interessante com as melhores reportagens feitas por quem é considerado o melhor jornalista investigativo do Brasil e, quem sabe, do mundo. 
Sim... estou falando de Roberto Cabrini, um jornalista premiado, competente, ousado e muito corajoso. 
Para quem não sabe, Roberto Cabrini descobriu o paradeiro de Paulo César Farias, o PC Farias e noticiou a morte de Ayrton Senna. 
O dia 12 de Novembro de 2019 entra para a história como um dos dias mais importantes do jornalismo investigativo.
Foi lançado o livro No Rastro da Notícia, onde o premiado jornalista conta não só o que o público vê na TV em suas matérias mas também os batidores e, principalmente, revela ao público o ser humano que só a família e os amigos mais próximos já conhece. 
Não que Cabrini seja frio, imune a qualquer sentimento, mas às vezes é necessário esconder o que sente de verdade em nome de um trabalho que deve ser imparcial e impecável. 
É claro que a data merece uma ocasião especial, uma noite que fique marcada e que seja notícia.
E para isso, o local escolhido foi a livraria Saraiva do Shoping Eldorado na Zona Oeste de São Paulo.
Amigos, colegas de todas as emissoras, jornalistas de todos os seguimentos da imprensa, celebridades, familiares, além da fiel legião de admiradores e espectadores (agora também leitores) anônimos, entre os quais eu me incluo, foram prestigiar o grande profissional do jornalismo investigativo. 
O evento começou pontualmente às 19:00h com uma mini palestra onde Cabrini dividia com os presentes suas experiências, ideias, inquietações (como ele mesmo gosta de dizer), deixou um pouco de lado a pauta e nos brindou com o gente como a gente, expondo inclusive seus medos diante de situações em que qualquer um de nós gelaria a espinha só de pensar na possibilidade de enfrentá - las.
Além disso, ele apontou as principais diferenças de como se fazer jornalismo desde a era da máquina de escrever e TV quase primitiva até a era digital com coisas boas como escrever um blog e também o lado ruim das fake news e haters de rede social. Conselhos para a atual geração de jornalistas que vem chegando no mercado não faltaram. 
Descontraído e bem humorado - até contou piada, acreditem - esbanjou simpatia conversando com o público, interagindo todo o tempo.
Na hora dos autógrafos, não perdeu a elegância, mesmo em meio à confusa fila que ninguém conseguiu organizar naquele espaço diminuto que já era pouco e ficou ainda menor com o tanto de pessoas circulando com muita dificuldade. 
Cabrini atendia à todos da mesma forma, sempre com um sorriso nos lábios, muita simpatia e carinho, uma palavra e o tradicional olho no olho. 
Sério, quando ele fala com você, ele te olha bem dentro dos olhos e não desvia o olhar. E nem nós conseguimos desviar nossos olhos dos dele. 

Roberto Cabrini e eu


Por trás do jornalista sério pudemos ver um cara doce, fofo, descontraído e divertido. Bastante humilde também, uma gracinha. 
Desde que comecei a acompanhar o trabalho dele na Globo e também no SBT, sempre quis conhecer pessoalmente. Sempre fui fã. 
Queria ter falado sobre tantas reportagens que me impactaram ou emocionaram mas o tempo foi curto. Valeu e muito a pena conhecê - lo, melhor do que eu imaginava. E ouvir dele um "Deus te abençoe" e vê - lo sorrir quando lhe confidenciei que sempre respondia o seu "boa noite" ao fim de cada programa, foi o máximo porque todas as noites eu rezo por ele para que Deus o proteja e o leve ao seu lar seguro e vivo depois de cada matéria. Ele não sabe disso, não me ocorreu contar. 
Já comecei o livro e a sensação que se tem é que você está com ele ao seu lado conversando sobre o que você lê ou que está assistindo ao programa dele ao vivo.
Todo sucesso pra você Cabrini. E que você seja muito feliz. Um beijo.


Meu exemplar autografado


sábado, 2 de novembro de 2019

Meu nome é Bond...James Bond - Capítulo 14 - Encontro em Berlim (1966 - livro póstumo)



Finalmente chegamos ao último capítulo da série Meu nome é Bond... James Bond que consiste em eu ler os livros de Ian Fleming na ordem em que as estórias foram escritas e, depois da leitura de um livro, assistir ao filme correspondente. Em seguida escrever um texto comparando as estórias dos livros com as dos filmes analisando algumas coisas sem exercitar minhas opiniões como fã do personagem. Voltaremos à esse assunto de todo processo adotado para a publicação dessa série de posts ao final desse texto. Isto posto, comecemos. 
O livro Encontro em Berlim tem uma particularidade que faz dele algo tão valioso e raro como um ovo Fabergè ou um violoncelo Stradivarius: ele foi escrito por Kingsley Amis. Bem, na verdade, ele é uma coletânea de três contos com a essência da escrita de Fleming. Não posso afirmar com certeza se o autor chegou a escrever um ou mais contos inteiramente ou de forma parcial. Se alguém souber com absoluta certeza deste fato, peço que me diga depois. Agradeço antecipadamente. 
Quando o livro foi lançado em todo o mundo, Ian Fleming já havia falecido e esta foi uma forma de homenagear e eternizar a obra de um escritor genial que fascina quem lê seus livros. 
O conto que abre o livro é "Propriedade de uma Senhora" que conta a estória de um conhecedor em joias chamado Dr. Fanshawe que detectou a chegada da Esfera de Esmeralda à Londres, uma valiosa relíquia construída pelo joalheiro russo Carl Fabergè. 
Esta joia no formato de um ovo foi enviada aos cuidados de uma mulher chamada Maria Freudistein, funcionária do Serviço Secreto Britânico. 
Maria é suspeita de ser uma agente dupla que trabalha também para a KGB (Serviço de Inteligência Russo) e que a Esfera seria seu pagamento por serviços prestados. 
Em suas investigações, Bond conclui que a joia precisa ser leiloada para que Maria fique com o dinheiro.
No leilão também estará presente um agente da KGB encarregado de dar lances pela relíquia e garantir a compra. 
 Mesmo não sendo um conto tão empolgante, é o conto que eu mais gosto pois envolve algo que aprecio muito: joias. Uma estória que misture James Bond e um mistério envolvendo joias ou algo extremamente raro me fascina muito. 
O segundo conto, "James Bond Acusa", confronta Bond com seus dilemas morais internos. A missão dele é prender o Major Dexter Smyte, ex comandante do Serviço Secreto Britânico, acusado de matar o guia Hans Oberhausen (ex instrutor de esqui de 007).
Depois de terminada a guerra, Oberhausen é obrigado a levá - lo a um lugar no Tirol, um esconderijo usado por soldados nazistas para esconder barras de ouro. 
Após assassinar Dexter, Oberhausen apodera - se do ouro e passa a viver confortávelmente na Jamaica. Anos mais tarde, surgem as provas do crime. Bond sai à caça do criminoso e, apesar de ter motivos pessoais para se vingar (considera Oberhausen um pai para ele), um sentimento de compaixão o invade e ele permite que Dexter saia da situação honrosamente. Isto tem um significado sombrio oculto que acaba isentando o vilão. 
Após ser visto com 007, ele aparece morto por um peixe escorpião enquanto alimenta seu animal de estimação, Octopussy: um polvo que habita a faixa d´ água próxima à casa dele. 
O terceiro conto, que dá título à versão em português do livro, "Encontro em Berlim", uma parábola que lembra "Somente para seus Olhos", discute o lado matador de James Bond. 
No início do conto, 007 é encarregado de fazer tocaia num atirador da KGB com o sugestivo apelido de Gatilho, escalado para eliminar o agente britânico 272 assim que ele atravessar a fronteira alemã. oriental para trazer segredos atômicos. Ele está armado com um rifle superescope e subordinado à Paul Sender, responsável pelo setor de B.O. do Serviço Secreto Britânico. 
Bond fica escondido três dias em um apartamento na fronteira de Berlim. Aproveita para passear pela cidade e ler romances policiais baratos enquanto espera para agir. 
Também aproveita para "paquerar" uma bela violinista pela mira de seu telescópio. A violinista parece ser membro de uma orquestra feminina . 
Com essa distração, 007 passa a desinteressar - se da missão. 272 consegue fazer a travessia e Bond detecta o atirador da KGB na janela do prédio nas proximidades. Só que a pessoa não é o atirador mas sim a violinista que Bond vinha observando. 
Nos últimos dias porém, Bond julga - se incapaz de matar a moça. Ele alveja a coronha do rifle e inutiliza a mão de Gatilho. Com essa ação, 272 pode chegar seguro à Berlim. 
Uma curiosidade neste conto é que James Bond fica isento de qualquer responsabilidade com tudo que ocorre. 
Sobre os filmes, sim, os filmes, porque os três contos do livro se fundiram em dois filmes: Octopussy e Marcado para a Morte. Ambos totalmente roteirizados por Richard Maibaum e Michael G. Wilson. 
Fidelíssimos aos contos, os filmes abordam de maneira perfeita cada trama.
A curiosidade vinda de Octopussy foi que em 1983, havia também um filme não oficial feito por Sean Connery já em idade avançada, "Nunca Mais Outra Vez", uma tentativa de refilmar Chantagem Atômica. Além de não fazer sucesso, este filme foi alvo de briga na justiça pelo espólio de Ian Fleming e os roteiristas do filme. Já a curiosidade vinda de Marcado para a Morte se dá por conta do ator Timothy Dalton. Um ator shakespeariano de teatro que aproximou a linguagem do cinema à linguagem literária. Dizem que o Bond de Dalton é o perfil imaginado por Ian Fleming quando ele escreveu os livros. Talvez a isso deva - se o fato de Dalton só ter feito dois filmes pois sua linguagem interpretativa não empolgou tanto o público. 
Falando agora sobre escrever essa série de textos, eu me permiti fazer essa viagem bem relaxada, sem o compromisso de prazos. A ideia surgiu depois de uma conversa no grupo de Whats App destinado à fãs brasileiros de 007 em que meus amigos Lucian e Rildon aconselharam a leitura dos livros de Bond na ordem. Nunca tinha feito isso, embora tenha lido várias vezes. 
Isso me fez conhecer ainda mais Ian Fleming e seu estilo, James Bond como foi criado. É como disse várias vezes um grande amigo: "Se você quer conhecer James Bond de verdade, leia os livros". E, digo mais, vale a pena se estiver curioso sobre o assunto, se quer começar. Se dê uma chance e você verá o quanto é divertido e gratificante, tão gratificante quanto os capítulos especiais que escrevi para estimular pessoas a ler (por isso, cada texto era acompanhado de uma foto onde eu estou lendo em lugares aleatórios), tirar algo de positivo e trazer conhecimento sobre esse personagem tão fascinante. 
Termino agradecendo à todos por me acompanharem nesta jornada. Agradecendo principalmente à Deus por concluir essa série de textos e à Ian Fleming, onde quer que ele eteja pois sem seus livros, nada do que fiz teria sentido.

Eu retornarei. Um dia...






PS: Essa série de textos é dedicada à memória de Ian Fleming e também aos amigos Lucian e Rildon que me incentivaram a fazer essa experiência. Obrigada, amigos. Beijos.










segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Hebe uma estrela no cinema



Poster: Globo Filmes 
Como disse aqui mesmo neste blog em algumas ocasiões em que escrevi sobre Hebe Camargo, sou fã dela desde minha pré adolescência, época em que ela estreou no SBT.
Vocês já leram aqui uma homenagem que fiz na ocasião da estreia de Hebe na Rede TV (canal 9 em São Paulo), emissora em que ela trabalhou poucos meses devido à doença que já estava evidente à época. Já falei também da emoção de acompanhar o musical que retratava a vida dela e também minha história de fã, onde misturo também minhas impressões  sobre a biografia escrita por Artur Xexéu, que tinha acabado de ler e aliás recomendo especialmente a quem viu o filme e ainda não teve a oportunidade de conhecer a história do livro.
Ah sim, também fui numa exposição no Farol Santander (antigo Banespa) sobre Hebe mas acabei não escrevendo sobre isso. Sei lá, devo ter tido um esquecimento ou o texto simplesmente "não veio" na cabeça. Não uso rascunho ou anotação, só escrevo e publico.
Vamos então ao nosso assunto: Assim que eu soube que iria sair um filme sobre um período da vida da rainha da TV, tratei logo de acompanhar tudo que fosse possível pela internet. Sigo as redes sociais da Hebe e também do filho Marcello que às vezes posta algumas coisas sobre a estrela. E durante toda a produção de "Hebe, a Estrela do Brasil" choviam notícias, postagens e entrevistas. Òbvio que eu não acompanhei tudo mas acompanhei muita coisa do filme. E a cada notícia eu ficava mais empolgada e ansiosa para ver o resultado.
Finalmente esse dia chegou. Ontem me vesti meio que no estilo Hebe, conforme minhas possibilidades. Abusei dos anéis, brinco e colares de bijuteria. Escolhi a dedo o vestido e a sandália e ainda improvisei uma pulseira usando criatividade e um colar de bijuteria um pouco maior imitando pérolas. E lá fui eu com minha tia.



Acredito que eu seja uma das pessoas mais jovens presentes na sessão de ontem no Moviecom shoping Penha. A maioria das pessoas devia ter em torno de 50 anos no mínimo (eu tenho 44). Como todo fã ama homenagear seu ídolo, não pude deixar de fazer  uma última homenagem: ao comprar o ingresso, eu disse à moça da bilheteria:"H de Hebe". A fileira tinha que ser essa. Os números 9 e 10 foram escolhidos aleatóriamente.
O fato é que eu não acreditava muito no potencial da atriz Andrea Beltrão no papel principal. Eu queria ter visto no filme a atriz do musical, Débora Reis, porque na ocasião me emocionei muito. Foi como ver a própria Hebe Camargo no palco daquele teatro.
Quebrei minha cara, lindamente, admito. Andrea Beltrão estava impecável no falar, no andar e até mesmo em pequenos gestos.
Outros membros da família e amigos de Hebe como o filho Marcello, o ex marido Décio Capuano, o atual marido Lélio Ravagnani, o sobrinho e empresário Claudio Pessutti e, claro, Silvio Santos, não poderiam faltar, assim como o fã "número zero", Flávio Isar que também emprestou para a produção do filme seu acervo de reportagens sobre a artista para servir de material de pesquisa.
Todos impecávelmente caracterizados e com interpretações primorosas. Até Roberto Carlos foi representado no filme, numa cena de licença poética. 
O filme trata do período entre os anos 1986 e 1988. Um período conturbado no Brasil que acabava de sair da ditadura militar e que ainda enfrentava alguma censura velada, crises de desemprego, saúde, inflaçao e os programas de TV ainda não podiam falar abertamente sobre qualquer assunto.
E neste filme, é constantemente mostrada a luta de Hebe contra a censura que ela mesma sofria. Era perseguida porque batia de frente com os poderosos da época reivindicando melhorias para o povo. O povo podia esperar que quando uma coisa não estava certa, Hebe falava mesmo, brigava, cobrava. E incomodava os políticos. Vários momentos com esse perfil aparecem no filme brilhantemente reproduzidos por Andrea Beltrão. Um discurso que choca até hoje por ser tão atual, infelizmente.
Além disso, é mostrado também um pouco do cotidiano da vida dela com conflitos pessoais e as constantes crises de ciúme do marido Lélio por conta da fama da esposa. O ator Marco Ricca é quem faz o papel de Lélio, Claudio Pessutti, o sobrinho e empresário da estrela é feito por Danton Mello. Daniel Boaventura é Silvio Santos e Stella Miranda é Dercy Gonçalves, todos primorosos e impecáveis.
Um destaque muitíssimo especial vai para Caio Horowicz, que interpretou Marcello Camargo. Em cenas tocantes e cheias de amor entre mãe e filho. Havia um laço verdadeiro entre ele e Andrea Beltrão. "Deu liga".
Um filme que gostei muito de ver e que tenho certeza que Hebe também teria gostado muito, com exageros e muito brilho. E, se ficou faltando "selinho" e "gracinha" não deixou de ser "lindo de viver". E, viva a vida (ou uma pequena parte da vida) da maior estrela e eterna rainha da TV, Hebe Camargo!


PS: Texto dedicado à memoria de Hebe Camargo, à equipe e elenco de "Hebe, a estrela do Brasil", à Marcello Camargo e à todos os amigos e fãs da rainha da TV brasileira.