My name is Patthy... Bondgirlpatthy

Bem - vindos ao meu cantinho virtual . A "casa" está sempre aberta à todos que queiram vir aqui ler e comentar meus posts. Este blog não tem compromisso jornalístico portanto não tem compromisso com a imparcialidade. Mas o meu compromisso com a democracia continua. Aqui toda opinião é importante e respeitada. Fiquem à vontade, a "casa" é de vocês. Voltem sempre q quiserem . Um beijo com muito carinho e obrigada.


domingo, 18 de junho de 2017

Meu nome é Bond...James Bond - Capítulo 4 - Os Diamantes São Eternos (1956)


Vamos começar mais uma jornada na nossa série sobre os livros e filmes de James Bond com um pequeno parêneses. Uma das vezes que li esse livro foi em 2004 durante minha viagem ao Rio de Janeiro. Foi um momento inesquecível na minha vida. Isto posto, vamos ao que interessa. 
Dizem que o melhor amigo do homem é o cachorro e o melhor amigo da mulher é o diamante.
Para uma Bond maníaca, claro, isso é fato mas quer ver ficar melhor? Basta envolver 007 nisso tudo e misturar como se fosse um vodca martini batido não mexido. 
Ian Fleming  "misturou" e vou falar: ficou divertido e bastante interessante. 
Neste livro, o autor saiu do conforto de tratar do tema Guerra Fria, dos inimigos russos e tudo que representavam para dar lugar ao contrabando de pedras preciosas com outra locação, outra trama.
O autor tenta nos convencer de que nada mudou. Que os vilões são extremamente perigosos. Mas não é bem assim. Os irmãos Jack e Serafino Spang são até inofensivos, tanto que quase não notei a presença deles no livro. 
Cabe uma curiosidade: Serafino Spang mora em um parque de diversões chamado Spectreville. Pareceria óbvio demais termos num livro de 007 esse lugar com um nome que nada tem a ver com SPECTRE, a organização criminosa formada por supervilões inimigos de 007 chefiada por Blofeld com representantes em todo o mundo. No alto da inteligência de Fleming, alguns leitores desavisados como eu, foram levados a acreditar que havia alguma relação entre o parque e a organização criminosa. Nada a ver, coincidência. 
Já o outro irmão Spang, Jack, aparece em duas cenas que se Diamantes São Eternos fosse uma novela de TV qualquer, talvez o personagem nem fosse creditado no elenco de apoio. Tipo, virou o pescoço perdeu a cena. Cochilou um segundo, perdeu a outra cena.
Muita coisa muda nesse livro e a principal delas é que o temido agente secreto britânico antes muito respeitado por seus algozes, passa a ter sua capacidade sub julgada por seus inimigos. 
Fleming, apesar de mudar um pouco a trama ao escrever este livro,  a "superioridade britânica", o charme e a sedução de Bond continuaram intactas. Bond tornou - se também, arrogante e displicente. Existe uma cena em que Bond estava recebendo ordens para a missão e não estava nem aí para o que estava acontecendo. A missão não era tão importante.
Uma das mudanças mais  bruscas foi com a parceria de Felix Leiter, agente da CIA, que nessa estória abandona a agência de inteligência americana e passa a atuar sob o comando do MI -6, para mergulhar de cabeça  na investigação de um roubo de diamantes na África que eram lapidados na Europa e gastos por toda América, ajudando seu velho parceiro Bond. Porém, aquilo que era de confiança passa a não ser mais tão confiável como antes. 
A narrativa política não existe. Não há governos inimigos, governo herói ou governo vilão. Ao que parece, todos são unidos para combater um crime cometido simultaneamente em todo planeta por uma organização muito poderosa. Tradições bondianas quebradas a todo instante para causar impacto. 
Fomos apresentados também aos vilões Mr Wind e Mr Kind, personagens de uma relação polêmica entre eles para os anos 1950. Algo que hoje em dia seria aceito com mais facilidade. Ousadia e um grande avanço para tempos conservadores: O homossexualismo mesmo velado era tratado naqueles dias num livro popular.  
Fleming, assumidamente machista, criou uma Bond Girl muito diferente da fragilidade feminina tão valorizada e realçada no mundo daquela época. Tiffany Case que no começo da estória trabalhava para os inimigos de 007, além de resistir às investidas do agente secreto, aos poucos vai mudando de lado e só após salvá - lo de uma situação de perigo, finalmente cai nos braços dele. Parece pouco mas é um grande avanço na relação de James Bond com suas belas garotas. A soberana Inglaterra continuou no comando de tudo. 
Como sabemos, quando Bond foi criado em Goldeneye, Jamaica, a coroa britânica estava abalada pela guerra, seus heróicos soldados e o povo deixaram de acreditar em si. Fleming que não se acostumara à ser casado e precisava de uma válvula de escape. E mais do que isso, um resgate do orgulho patriótico e da auto - estima de um escritor e de seus leitores através de um personagem. 
Já o filme, embora muito da estória tendo sido até bem adaptado, vale destacar que não passa de uma comédia ao estilo mexicano do atrapalhado herói Chapolin Colorado, criado por Roberto Gomez Bolaños. Vilões que causam mais risadas do que medo, mesmo o temido Blofeld. Mr Wild e Mr. Kind o casal fofinho que tenta ser mau mas só faz trapalhadas brindando o público com cenas de bom humor, embora sejam cruéis quando querem eliminar pessoas. 
Despedida melancólica para o Bond de Sean Connery. 
Connery não queria voltar a vestir o smoking mais famoso do mundo mas o que não faz um punhado a mais de dólares?
Na tela percebe - se que está sempre emburrado, de saco cheio, fazendo por fazer. E até a última entrevista que deu sobre cinema, evitou falar sobre seu personagem mais famoso, até mesmo em documentários para DVD. O fato é que Diamantes São Eternos foi uma tentativa razoável tanto no livro quanto no filme de mudança que nem sempre deu certo. 

Eu retornarei em: Moscou Contra 007 

PS:Essa série de textos é dedicada à memória de Ian Fleming e também aos amigos Lucian e Rildon que me incentivaram a fazer essa experiência. Obrigada, amigos. Beijos.
E embora não tenha feito este filme como 007, também dedico este texto à memória de Roger Moore, recordista com 7 filmes no papel de James Bond falecido dia 23 de maio deste ano. 






quarta-feira, 24 de maio de 2017

Obrigada Roger Moore






Começo este, que provavelmente deverá ser um dos textos mais curtos e mais "prontos" do blog. Até porque, ainda não me refiz por completo da morte do Roger Moore. Estou um pouco "perdida" ainda. Não reparem. E espero que todos leiam essa homenagem feita com muito amor.  
Eu era apenas uma menina de seis anos de idade quando entrei na barbearia do meu saudoso avô João para ler o jornal do dia que entre outras coisas, noticiava que na Sessão da Tarde iria passar um filme chamado Com 007, Viva e Deixe Morrer. 
Curiosa, sem ter a menor ideia de coisa alguma, resolvi ver o filme. Assisti inteirinho e continuei sem entender nada mas naquele dia, a Bond Mania nasceu dentro de mim e até hoje permanece.
Moore foi muito especial, mesmo não sendo meu Bond predileto, marcou minha vida para sempre, não só como fã de cinema mas como ser humano também. De certa forma, Moore que é o Bond da minha geração tem a ver com tudo que aconteceu comigo nesses últimos catorze anos da minha vida. Me trouxe novos amigos que logo se tornaram irmãos de coração e alma. Pessoas que amo.
A primeira vez que manifestei publicamente minha Bond Mania também tem a ver com Moore, E como tudo que Moore fez na pele de 007, de uma maneira inusitada.
Era o ano de 1988, 5ª série do ensino fundamental (primeiro grau). A professora de inglês pediu que os alunos escolhessem uma música e cantassem individualmente ou em grupo para testar a pronúncia. Dentre tantas cantoras, boy bands da moda, escolhi uma cantora sucesso dos anos 70, Carly Simon e a música Nobody Does It Better do filme "007 O Espião Que Me Amava". Sempre fui tímida, tremia muito, não sei cantar sem acompanhar no rádio ou na vitrola. Podia levar fita/ LP para ajudar. E fui a primeira de toda a classe. Levei uma fita da Carly Simon. A professora colocou no gravador, fechei os olhos e me imaginei vestida como a personagem Anya Amasova (Barbara Bach) e que James Bond estava ali na minha frente. Cantei com toda alma para ele. Por momentos baixava o tom pois a professora abaixava o volume e eu acompanhava o tom da Carly Simon. Meu coração saltitava, as lágrimas queimavam o rosto e ao fim, a melhor nota de todas 9,5 só não foi 10 pelo nervosismo e timidez. E aplausos de pé.
E também realizei o sonho de conhecer o Rio de Janeiro em 2004. Pena só que Moore não estava lá. Mas não perdi a chance de, junto com o querido amigo Claudinho, também fã de James Bond,  prestarmos uma homenagem ao ator refazendo (ou melhor, tentando refazer) uma cena do filme Moonraker de 1979. Uma das fotos mais lindas que tirei na vida. E anos depois também entrei num veículo que Bond dirigiu em cena no filme 007 O Espião que me Amava, meu filme favorito com o Bond de Moore





Diante de tudo isso, só me resta agradecer por tudo que Roger Moore e seu jeito de ser James Bond me proporcionaram. 
Obrigada Moore, do olhar e coração mais doces. 
Moore, o mais elegante
Moore do humor britânico
Você me fez amar Bond. 
Descanse em paz. Tens meu carinho eterno e orações. 



quarta-feira, 29 de março de 2017

Meu nome é Bond...James Bond - Capítulo 3 - O Foguete da Morte (1955)


Neste novo capítulo da série sobre os livros de Ian Fleming vou falar de uma aventura muito interessante e que ao mesmo tempo divide opiniões de Bond maníacos por todo o mundo: O Foguete da Morte. 
O homem ainda não tinha pisado na lua quando Ian Fleming publicou este livro trazendo à tona a corrida espacial, principalmente entre a antiga União Soviética e Estados Unidos. 
No livro temos a saga do vilão Hugo Drax que quer destruir Londres com um míssel atômico. Ele constrói o Explorador da Lua para tal feito. Com essa estória, o autor nos apresenta aos primeiros fundamentos da espionagem tradicional. 
A trama nos traz Gala Brand, uma personagem que não tem no filme mas que no livro auxilia 007 a desvendar os mistérios do Explorador da Lua que ao longo do livro é construído, testado e equipado para enfim ser lançado cumprindo seu propósito de disparar o míssel atômico. Gala Brand é uma Bondgirl diferente de todas as já apresentadas pois não é apenas a linda garota que satisfaz desejos de 007. Ela é indispensável para a missão porque sua inteligência se completa à inteligência de Bond na estória, atuando em momentos pontuais do plano para combater Drax. 
Disse no começo desse post que esta missão é controversa entre os fãs porque diferentemente do livro, o filme traz coisas que nos distanciam do universo criado por Fleming. 
Para começar, a missão é outra. No filme, o vilão Hugo Drax quer ser uma espécie de "deus espacial" criando uma nova raça humana geneticamente perfeita na beleza e, principalmente na inteligência. Além disso, Drax planeja destruir a raça humana "inferior" para povoar a terra com seus "seres perfeitos". O disfarce para justificar o experimento é um treinamento de astronautas pago de próprio bolso com todo apoio do governo. Moonraker é a estação espacial construída para tal propósito e casais selecionados de acordo com os critérios do vilão embarcam numa viagem pelo espaço para realizar o experimento. 
No filme somos apresentados à cientista espacial Dra Holly Goodhead (que substitui Gala Brand do livro) e o carismático capanga Jaws Dentes de Aço, um grandalhão que mistura crueldade e doçura ao mesmo tempo e quer matar Bond com mordidas. Uma das cenas mais bizarras acontece quando Jaws rompe os cabos de aço do Bondinho do Pão de Açúcar no Rio de Janeiro e quando luta com Bond no alto do Morro do Pão de Açúcar. 
O Bond de Roger Moore, além do humor britânico e escrachado também traz um 007 muito datado pois pega carona em tudo que era tendência na cultura pop.
Há uma cena por exemplo em que a senha de entrada de uma sala onde eram guardados os registros dos estudos que compõem o projeto Moonraker são acordes do tema do filme 2001 Uma Odisséia no espaço. Um grande sucesso da ficção científica naquela época. Sem contar uma cena que mais parecia vinda do filme Star Wars, um enorme sucesso que hoje é ícone da cultura pop. Trata - se de uma batalha de laseres lançados a partir dos módulos da nave Moonraker e de pistolas. Um absurdo, sem nexo mas que cumpriu o papel de homenagear o que está na crista da onda.
Outra coisa que nos chama muita atenção é uma locação em particular. O Brasil, mais especificamente a cidade do Rio de Janeiro. Pontos turísticos como Bondinho do Pão de Açúcar, Boticário e o Morro do Pão de Acúcar são palcos perfeitos para muitas cenas hilárias da comédia bondiana.
Além de um lugar curioso por ser comum e ao mesmo tempo único dentre todas as locações de filmes de Bond até hoje. A esquina onde Roger Moore como James Bond diz uma única e breve frase em português sem o auxílio de seu dublador oficial, Márcio Seixas. Na Avenida República do Peru, com seu inconfundível e super charmoso inglês britânico, ele diz "Dobre à esquerda", atrapalhando - se um pouco com a língua portuguesa mas emprestando à ela (pelo menos a uma frase) um som absolutamente delicioso e sensual.

Outra curiosidade é observar através das cenas no "Brasil" como funciona a mente estrangeira em relação ao nosso povo. Para eles, ainda vivemos entre índios e animais selvagens e combatemos enormes cobras nas cataratas de Foz do Iguaçu e Rio Amazonas. Sim... no filme fizeram a edição mais ridícula de uma locação que já se teve notícia. No livro não há passagem de 007 no Brasil.
Há ainda curiosidades a serem registadas aqui sobre as cenas brasileiras de James Bond. Neste filme, a única Bond Girl brasileira (Manoela) que aparece na cobertura localizada no Leblon onde o agente está hospedado, na verdade é caribenha.
*A atriz brasileira Adele Fátima conhecida por pornochanchadas baseadas em contos infantis famosos deveria participar do filme. Não sei qual seria sua personagem, provavelmente uma Bond Girl secundária. Há informações de que ela até gravou cenas e posou para fotos de divulgação além de aparecer ao lado de Roger Moore em algumas entrevistas coletivas durante as filmagens em terras fluminenses. Fatos dão conta de que  a esposa dele que havia viajado junto com a equipe obrigou a produção do filme a retirá - la do elenco pois sua beleza estonteante e exótica "perturbou o juízo" de Roger Moore. Dizem as más linguas que os atores tiveram um caso relâmpago. Ninguém desmentiu e nem confirmou.
Em 2004 eu viajei para o Rio de Janeiro com minha mãe (IM) e um grupo de amigos fãs de 007 e vivi três dias inesquecíveis realizando um dos meus sonhos (visitar a cidade maravilhosa) e comemorando os 25 anos do filme 007 Contra o Foguete da Morte.
Vi quase todos os cenários do filme e ainda pude conhecer o famoso hotel Copacabana Palace por dentro. Lindo! Um esplendor!
E dentre tantas fotos que tirei, uma eu considero linda é a reprodução de uma das cenas do filme entre Louis Chilles e Roger Moore no mesmo lugar da cena original, foto que tirei ao lado de um amigo muito querido que nos recebeu com simpatia, carinho e amor .



Moonraker é uma estória que definitivamente tornou - se única por vários aspectos e não só por retratar (do seu jeito) nosso país, já tem motivos para ter um lugar de destaque entre os filmes e livros preferidos dos fãs.

Eu retornarei em 007 Os Diamantes são Eternos

PS: Essa série de textos é dedicada à memória de Ian Fleming e também aos amigos Lucian e Rildon que me incentivaram a fazer essa experiência. Obrigada, amigos. Beijos.
E também aos amigos fluminenses Claudio Rodrigues, Gustavo Pessoa, Anderson Pereira e Ramez Malouf , os melhores cicerones do mundo no Rio de Janeiro.

*Com colaboração e revisão final de Marcos Kontze -
Site James Bond Brasil
 (http://www.jamesbondbrasil.com)









sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Meu nome é Bond...James Bond - Capítulo 2 - Viva e Deixe Morrer (1954)


Continuando com a série sobre os livros de Ian Fleming onde relato de forma descompromissada a experiência de ler na ordem em que foram escritos, trago um título muito especial para mim, Viva e Deixe Morrer. 
Na verdade, o livro não é um dos mais preferidos. O que torna essa título muito especial para mim na verdade é o filme. 
Uma rápida história da minha vida que tem tudo a ver com o post de hoje. Eu era apenas uma menina de seis anos de idade quando entrei na barbearia do meu saudoso avô João para ler o jornal do dia que entre outras coisas, noticiava que na Sessão da Tarde iria passar um filme chamado Com 007, Viva e Deixe Morrer. 
Curiosa, sem ter a menor ideia de coisa alguma, resolvi ver o filme. Assisti inteirinho e continuei sem entender nada mas naquele dia, a Bond Mania nasceu dentro de mim e até hoje esse sentimento se fortalece cada dia mais. 
Viva e Deixe Morrer traz a missão em que James Bond tem que combater o tráfico de heroína no bairro americano do Harley em Nova Iorque. 
O bairro do Harley também é retratado pelos traços culturais de seus costumes, sua música e culinária. Nem só de violência vive o Harley nessa estória e Fleming fez questão de deixar isso bem claro.
Ao mesmo tempo em que explora o universo do voduísmo e da magia negra representado pela mística figura do Barão Samedi e da cartomante virgem Solitaire que segundo a lenda é noiva do Príncipe que se foi e que deve permanecer casta para não perder seus poderes paranormais. Também há a figura de Kananga que, de certa forma a controla aproveitando - se de seus poderes à espera do dia em que, finalmente, retirará de Solitaire seu poder. 
Tanto no livro quanto no filme, o simbolismo sagrado de tudo isso está atrelado também à opressão sofrida pelo povo do Harley, um bairro considerado violento, de maioria afrodescendente que traz consigo toda carga de sofrimento de vários séculos. E Kananga deflorar Solitaire seria como uma "vitória" dos oprimidos sobre seus opressores já que Solitaire é a típica "deusa padrão" inatingível. 
Em meio a isso tudo é que Bond entra na jogada. Não só para resolver o caso mas também para tirar a oportunidade de Kananga ser o primeiro na vida de Solitaire, numa clara demonstração de "superioridade".
Porém 007 não está só nessa missão. No livro e também no filme, ele tem o apoio de seu velho amigo Felix Leiter, agente da CIA  e também de Quarrel, um agente aliado. E apenas no filme, ele conta com o auxílio do atrapalhado Xerife J.W. Pepper, um caricato "tira" americano que dá o tom na maioria das piadas que só o humor britânico é capaz de proporcionar. 
Nos anos de 1954, quando o livro foi escrito, não havia o politicamente correto dos dias de hoje. O preconceito racial, sobretudo no subúrbio dos Estados Unidos, era escancarado. Era algo banal e Ian Fleming registrou isso claramente em seu livro. 
No livro e também no filme, a primeira noite de Solitaire com Bond é retratada de forma sutil e quase velada. E quando isso acontece, principalmente no filme, logo começamos notar a ira de Kananga, que com tal atitude é sub julgado em sua condição masculina. Durante todo o tempo, 007 "vencia".
O que me impressiona mais é a riqueza cultural e como o ritual do voduísmo é retratado, não sei se de forma verídica mas os detalhes são aterradores e macabros, envolvendo até mesmo cobras.
À medida em que Solitaire já sem seus poderes, se une cada vez mais à Bond, mais Kananga e Barão Samedi fracassam. A grande farsa envolvendo o misticismo da figura do Barão é descoberta.
Uma das cenas que mais me impressiona é a cena em que Bond é colocado numa espécie de reserva natural que está povoada de jacarés e crocodilos e ele tem que atravessar a ilha sem ser atacado. A cena foi feita pelo dublê de Roger Moore várias vezes até dar certo mas mesmo assim é tensa e muito impactante.
É um excelente livro para quem gosta de rituais exóticos, boa música cultura de subúrbio e investigação de tráfico. E um excelente filme para relaxar pois tem muita comédia. E além disso, nos apresenta toda fleuma britânica e elegância sem par de Roger Moore que nos trouxe um pouco de fantasia para o mundo dos filmes de espionagem dando leveza ao personagem.

Eu retornarei em Contra o Foguete da Morte

PS: Essa série de textos é dedicada à memória de Ian Fleming e também aos amigos Lucian e Rildon que me incentivaram a fazer essa experiência. Obrigada, amigos. Beijos.
Esse texto também é dedicado a meu avô João (IM) que indiretamente contribuiu para eu ser fã de James Bond.







segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Eu vivi para ver um Super Bowl histórico

Ainda estou sem acreditar no que aconteceu no Super Bowl LI. A "final" da NFL por si só sempre é um espetáculo rodeado de estatísticas, curiosidades e muita expectativa . Os times se dedicam rodada após rodada para chegar até esse dia. 
Ontem eu estava muito ansiosa pelo jogo, não via a hora de chegar a noite e a bola oval voar finalmente. A exemplo do que acontece desde que comecei a acompanhar um campeonato inteiro lá em 2013 (em 2012 eu assisti somente o jogo final para acompanhar o show da Madonna). E desde sempre, acompanhar um Super Bowl é assim: ligo minha TV no Esporte Interativo (canal 36 UHF - Sâo Paulo), fico assistindo o jogo e ao mesmo tempo me comunicando com amigos que acompanham há mais tempo, entendem de regras e tem um time para torcer. Tudo regado a muita risada e zoação sadia pela internet e whats app. Só imaginem o que seria nosso grupo assistindo junto! 
Aí seria um Deus nos acuda (risos).
Literalmente é uma guerra de nervos assistir o Super Bowl. E você tem que se preparar para emoções muito fortes pois até o último milésimo de segundo, por mais que o placar tenha uma vantagem elástica para um time específico faltando pouco tempo para acabar a partida, isso não é garantia alguma de vitória pois num único lance, num estalar de dedos, tudo pode reverter de uma hora para a outra. 

Eu só digo uma coisa meus queridos leitores e amigos: Ontem foi um desses dias! Sentem para não cair e preparem - se para o inacreditável!
Para começar, o Esporte Interativo escalou um narrador que apesar de ser ótimo e narrar NFL com uma empolgação de arrepiar, ele nunca foi escalado para o Super Bowl. Ao invés de chamarem André Henning chamaram Octávio Neto, que eu adoro. Parece que a "Santa Padroeira dos Super Bowls" estava guardando algo realmente inesquecível na vida profissional dele, algo que vai ficar para a história, desse tipo que a gente conta para os filhos, netos, bisnetos e sabe se lá para quantas gerações e acaba virando uma lenda. 
E, óbvio que Octávio não fez feio. Foi de arrepiar, não consegui desviar os olhos, embora por poucos momentos, devido ao horário ser muito tarde, de vez em quando cochilava um pouco mas foram duas vezes apenas e por momentos muito breves. E parecia adivinhar que algo grandioso e espetacular iria acontecer e eu tinha que ver, com os olhos bem abertos. Eu tinha que ver isso, viver isso, era uma missão que os "deuses da NFL" me deram e como fã do esporte, aceitei.
O jogo, New England Patriots @ Atlanta Falcons. As equipes e todos que estavam transmitindo, assistindo, seja in loco ou por qualquer plataforma de transmissão, fazendo qualquer coisa que envolva esse esporte ontem deu sua contribuição para a posteridade. 
No começo da partida, o Atlanta massacrava, placar de 21 a 3, parecia tudo muito modorrento até que.... tudo mudou. 



Virou a chave no terceiro quarto do jogo (que é dividido em quatro quartos de 15 minutos) e de repente, o New England Patriots começou a reagir, pontuando, jogadas incríveis, inimagináveis. 
Nos últimos minutos, bastava ao New England marcar um touchdown (gol) mas antes fazer uma conversão para empatar o jogo e levar para o over time (prorrogação) que termina se um time fizer uma vantagem. 
Numa reação de cair o queixo, tudo isso aconteceu pela primeira vez em 51 anos de disputa.
Tudo se encaixou perfeitamente e o incrível, o inbeliveble. A história se fez diante dos nossos olhos. Azar de quem perdeu. 
Em 13 minutos, 25 pontos recuperados e o narrador Octávio Neto enlouquecido querendo "morar eternamente" dentro do Super Bowl 51, coisa de geek que eu entendo por também ser geek. 
Resumo da ópera, o Patriots bateu o Falcons de virada por 34 a 28. Delírio coletivo em Houston, local do jogo, histeria alegre dos torcedores do Patriots com direito a pedido de casamento que as câmeras do Esporte Interativo flagraram e absoluto choque e perplexidade dos torcedores do Falcons. 
E eu vivi para ver e registrar a história através desse post. Por pouco não viro a noite escrevendo mas o sono me venceu. Valeu a pena, cada momento. 
Me peçam qualquer coisa mas não me peçam para explicar milagres. Isto é impossível.Guardem esta data e nunca se esqueçam: 5 de Fevereiro de 2017. 
Parabéns aos meus amigos torcedores do Patriots pelo feito e também a todos que fizeram história. Esse texto é para vocês com muito carinho. 

sábado, 7 de janeiro de 2017

Meu nome é Bond...James Bond - Capítulo Especial - Fleming, The Man Would Be Bond (Minissérie para TV 2014)



"Tudo o que eu escrevo tem um precedente na verdade". Com essa frase do próprio Ian Fleming que inicia cada um dos 4 episódios da série Fleming The Man Would Be Bond (Fleming o Homem que queria ser Bond) inicio meu primeiro post de 2017 num capítulo super especial da minha série de posts sobre os livros que contam as aventuras de James Bond, o agente secreto mais famoso do mundo. Nada mais justo do que homenagear também o criador de tudo isso, o jornalista, escritor, herói de guerra e "bon vivant" Ian Lancaster Fleming. 
Como Bond maníaca que sou, acabei conhecendo o Ian Fleming escritor e o universo que ele criou. O mundo de James Bond 007, o mundo da espionagem, um misto de realidade com fantasias perfeitamente imaginadas e concebidas por uma mente genial. Cada página de um livro de Fleming jamais será, para mim, apenas páginas de excelentes livros com estórias de espiões. Essas páginas serão sempre para mim (ainda mais agora), morada de "pessoas" interessantes, encantadoras e sedutoras. Cada uma ao seu modo, a cada nova leitura que faço, vai me conquistando e me prende em seu  mundo fascinante. Mistérios que quero descobrir a cada capítulo, a cada livro. Hoje posso afirmar que sou também Fleming Maníaca. Se esse termo ainda não existe, acabei de inventar.
Desde que soube que a BBC America em parceria com a Ecossi Films e Sky Atlantic estava produzindo a série que contaria a história de Ian Fleming que o grande público desconhece, fiquei muito interessada. Passei a acompanhar notícias, ler sobre a série, pesquisar vídeos, ouvir um podcast sobre ela feito por meus amigos também fãs de 007 e leitores de Fleming. (Link para ouvir: Bondcast Brasil 0025 – O homem que queria ser Fleming) mas não consegui assistir muita coisa. Sem TV a cabo foi impossível mas não perdi as esperanças.
Continuei com minhas pesquisas ao longo de 2014/2015 e descobri a série na Netflix UK. Não deu pra acessar.
Fiquei muito feliz quando a Netflix Brasil resolveu incluir Fleming em seu catálogo. Eu mesma enchi o saco, vivia pedindo pra eles e parece que não fui a única.
Interrompi todas as séries que eu estava acompanhando para me dedicar 100% a esta. Exclusividade total. E não me arrependi.
A vida de Ian Fleming é um assunto interessantíssimo. Ele era um cara inteligente, desse tipo de pessoa que eu seria capaz de passar horas a fio apenas ouvindo suas histórias. Se ele foi um "bon vivant" influenciado o tempo inteiro pela mãe, ajudado por ela para conseguir um lugar ao sol, isso é outra coisa mas vejo que ele foi fruto de uma era de ouro onde isso era comum. A "batalha particular" dele com o irmão por prestígio e respeito é bastante interessante.
O mais gostoso disso tudo é o Bond maníaco notar aos poucos o quanto a vida real do criador é influenciada por sua maior criação. Ou seria o contrário? E como isso é passado para o público que está assistindo, mesmo aquele que nada sabe sobre Fleming ou Bond mas que curte séries biográficas.
E os amores? Como ele vai levando os romances. De Muriel Wright a Ann O´Neil.O quanto ele é delicado e ao mesmo tempo agressivo e violento com elas.
Como ele vai subindo degrau a degrau na vida militar, de um relis soldado até ser finalmente Comandante da Marinha Britânica, revelando - se um grande estrategista, um pioneiro que inventa formas e aparelhagens para realizar trabalhos de espionagem. Como ele desenvolve a espionagem em si.
Além de ser um  grande negociador porque consegue com muita facilidade e bons argumentos o apoio dos oficiais superiores, Rear Admiral John Godfrey, Sargento Dixon e Segunda Oficial Monday.
Dominic Cooper no papel principal emprestou jovialidade e um pouco mais de beleza à figura de Ian Fleming que tinha seu charme e muita lábia mas não era tão bonito. Parecia muito comum. Cooper soube levar isso muito bem. Quem vê a série vê o personagem e não o ator. Laura Purves, no papel de Ann O´Neil traz veracidade às cenas em que atua ao lado de Dominic Cooper. Os dois tem uma química perfeita a cada diálogo ou a cada cena. Trabalham muito bem juntos e todo o elenco completa essa atmosfera. Sem falar nas referências diretas e riqueza de detalhes.
Uma das melhores séries biográficas que já vi na vida. E que quero rever um dia.Uma série obrigatória para fãs de cinema, cultura pop e principalmente para fãs de James Bond.

Eu retornarei.





sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Meu nome é Bond... James Bond - Capítulo 1 - Cassino Royale (1953)


Desde os 6 anos sou fã do James Bond como todos sabem e desde 2003 tive acesso aos livros de Ian Fleming (criador do personagem) através de outros fãs. Comprei os livros um a um e li cada um deles bem depois de ver os filmes. O personagem dos livros era um mistério para mim. Conforme eu ia comprando, eu ia lendo. E como se tratam de livros muito antigos e às vezes difíceis de conseguir, fui lendo tudo fora de ordem. 
E várias vezes, reli sem me importar com nada, até agora. 
Eu não conseguia entender como o universo criado por Ian Fleming era totalmente conectado de um jeito que fazia sentido. 
Recentemente, numa conversa sobre isso num grupo de whats app, fui aconselhada por duas pessoas a tentar ler na ordem e assim, conhecer mais profundamente o 007 dos livros e também o dos filmes cuja ordem cronológica e a conexão das estórias tem outro sentido por ser diferente. 
Minha experiência consiste em ler um livro e depois ver o filme correspondente. Mas não quero ficar fazendo comparação do que é melhor. Quero apenas destacar algumas coisas e descrever uma experiência pessoal, nada mais. 
O primeiro livro, Cassino Royale é de 1953, traz o desconhecido porém fascinante mundo da espionagem misturando um pouco de realidade à ficção já que Ian Fleming foi um espião durante a Guerra. Traz muito da vivência do autor e de suas fantasias quando ele começa a moldar o personagem James Bond. 
Cassino Royale tem uma leitura leve no começo porém fascina pela descoberta. Já o filme começa com uma adrenalina sem precedentes, um ritmo acelerado e uma espécie de desconstrução para tentar voltar às origens para contar ao público de Bond quem é ele e porque ele surgiu. 
Nos filmes já temos há muitos anos uma outra imagem, do cara de ação com explosões e efeitos inimagináveis mas também a fina arte da espionagem com uso de tecnologia de ponta. E em Cassino Royale, essa reconstrução em busca da essência foi trazida com toda força. 
Destaco duas cenas que me chamam muita atenção: a primeira é o jogo de cartas. No livro, joga - se o bacarat e cada jogada é descrita com muito detalhe. Cada jogada torna - se interessante e deliciosa porém no filme, o jogo muda para dar uma atualizada. Joga - se poker do Texas. A cena é linda, iluminação perfeita mas arrasta - se por muito tempo. 
E mesmo se arrastando não é tão cansativa porque ela vai dando o tom de toda primeira parte do filme e de toda a investigação. 
A segunda cena em destaque é quando 007 é torturado pelo vilão que dá chicotadas em suas partes baixas. Tanto no livro quanto no filme é extremamente doloroso pois você se coloca no lugar do personagem. Você é capaz de "sentir" cada golpe mesmo que não seja homem, E é um alívio quando a cena termina. 
Uma outra coisa que nunca compreendi até hoje foi ver Bond enfartar num filme. Agora que li o livro, compreendo melhor porque existe uma cena semelhante onde ele está muito ferido e fica no hospital. Agora a cena do enfarte que eu tanto condenava faz sentido como 2 + 2 = 4. Fleming não dá ponto sem nó. Estou começando a entender isso agora. 
E o romance com Vesper também é quase que retratado fielmente, assim como o convívio com Renée Mathis, são coisas extremamente vitais e tem o tratamento que merece. 
Só não concordo muito com o excesso do uso do celular com SMS. Foi interessante usar mas acho que se perdeu um pouco do charme da época que Fleming idealizou mas, por outro lado, mostra que desde sempre a espionagem busca por recursos cada vez mais modernos. E com certeza, na época do Fleming, muita coisa que hoje é normal já estava a serviço dos exércitos no mundo inteiro. 
Em geral, é uma experiência que eu estou gostando muito e que pretendo levar até o fim se Deus permitir. 

Eu retornarei em 007 Viva e Deixe Morrer. 
Um Feliz 2017 a todos os leitores e amigos! 




PS: Essa série de textos é dedicada à memória de Ian Fleming e também aos amigos Lucian e Rildon que me incentivaram a fazer essa experiência. Obrigada, amigos. Beijos.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Eu e a NFL: Meu primeiro contato ao vivo com o mundo do futebol americano

Quem já visitou meu blog sabe que desde o épico show da Madonna no Super Bowl de 2012 passei a acompanhar com grande alegria e interesse o futebol americano. 
Um jogo que, aos poucos fui me familiarizando com as regras enquanto me divirto com as transmissões do Esporte Interativo (canal 36 UHF - SP) que são sempre carregadas de emoção, empolgação e explica as regras para aqueles que começam a se aventurar na transmissão desse esporte tão diferente daquilo que conhecemos por futebol (que para eles é o soccer).
Por causa disso, também estou colecionando o álbum de figurinhas lançado pela Panini. com os 32 times do campeonato da NFL, cheio de curiosidades de cada time, tudo muito bem organizado. É muito legal colecionar figurinhas, ainda mais de algo tão interessante.

Bolas e camisas
Recentemente fui a uma troca de figurinhas no MASP onde troquei muitas figurinhas, claro, e também algumas ideias sobre o "football". 
Nesta troca, obtive a informação de que existia aqui em São Paulo uma loja especializada em artigos para a prática do futebol americano. Entrei em contato e peguei horários e endereço.
Falei com minha tia pensando que iríamos num sábado. Mas como ela tinha assuntos para resolver no centro de São Paulo, acabei indo com ela ontem mesmo e aproveitei para passar na loja.
Foi um passeio incrível. Apesar de acompanhar o torneio da NFL há algum tempo nunca tive contato com o material esportivo usado nesse tipo de jogo.
As camisas, por exemplo, são muito grandonas já que o padrão do manequim nos Estados Unidos tem uma numeração um pouco maior do que a brasileira. E também são levados em consideração os equipamentos usados por baixo das roupas já que é um esporte de grande contato físico com impacto intenso.


Arara de camisas (jerseys)
Capacetes, chuteiras e diversos equipamentos
Durante esse passeio à loja Urlacher´s tive o atendimento da simpática Cris que, não se importou com minha vontade de fotografar a loja e também os objetos. Muito atenciosa, ela ouviu minha história com a NFL. De como conheci o esporte enquanto me ajudava com minhas figurinhas.
Também ajudou com algumas fotos e me mostrou as camisas bem de perto. Destaques para três camisas em particular. A do New England Patriots, a do New York Jets que são os times de coração (na NFL) de dois grandes amigos que me mostraram esse mundo tão diferente e a do Denver Broncos que tem a curiosa cor laranja. No futebol convencional (o soccer) desconheço o laranja como cor tradicional para um time em sua bandeira como cor oficial. Aliás a combinação de cores das camisas (jerseys) do "football" é bastante variada e às vezes bastante exótica. Não me atrevi a experimentar nenhum dos capacetes. Pelo tamanho deles e pelo que conseguem suportar em jogo, acredito que sejam muito pesados e um pouco incômodos para quem não tem hábito de usá - los mas ao mesmo tempo devem ser confortáveis para proteger a cabeça com muita segurança e delicadeza.
Um lugar que com certeza é um paraíso e uma grande fonte de conhecimento para quem é fã de longa data e também para quem começa a explorar esse assunto e está curioso e cheio de vontade de conhecer um novo universo.
Um objeto se destaca em meio a tantos artigos de decoração e artigos que estão à venda. Um quadro do jogador Tom Brady do New England Patriots, um dos melhores jogadores do campeonato com recordes impressionantes. Um craque da bola oval. Muito famoso nos EUA porém conhecido no Brasil por ser casado com a ulber model brasileira Gisele Bündchen.


O jogador Tom Brady do New England Patriots

Um passeio que te leva a um pedacinho muito significativo da tradição esportiva norte americana que vale demais conferir. Um dia, ainda pretendo voltar e comprar algo para guardar como lembrança.

Cris: Muito conhecimento e muita simpatia

Camisas do Patriots e do Jets




Serviço: Urlacher´s
Av. Brigadeiro Luiz Antônio nª1564 - Loja 10
Tel: (11) 97983-7271
Seg a Sex: das 10:00h às 19h
Sáb: das 10:00h às 12:00h



quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

De volta ao mundo de Crhistian Grey: um outro olhar sob quarto de jogos



Ha algum tempo, quando terminei de ler a trilogia 50 Tons de Cinza, um pensamento ficava ecoando em minha curiosidade: "Já conheço a visão pelo angulo de Ana Steele mas pouco sei sobre o charmoso e misterioso Christian Grey, por que?" 
E me parece que não fui a única pessoa entre os milhares de leitores espalhados pelo mundo. A própria autora, E. L. James também percebeu isso quando recebeu uma enxurradas de pedidos para reescrever a estória só que desta vez, sob o olhar cinzento de Christian. 
O livro com essa visão da estória foi então lançado este ano, pondo fim no grande mistério sombrio por trás da personalidade do milionário maníaco por controle que, literalmente, dominou o mundo literário e o imaginário de "Anas Steeles" comunicando - se em vários idiomas. 
Quando o livro foi lançado em junho do ano passado no exterior, comecei a criar expectativas para saber, finalmente, como tudo aconteceu sob um outro olhar. Será que vão lançar em português? Tomara. 
Aguardei ansiosa e acompanhava tudo q era notícia. Até que em setembro do mesmo ano, a espera acabou. Fiquei "monitorando" o preço até que em agosto deste ano, finalmente, Grey veio para minhas mãos. E finalmente pude ler o que diziam os lindos, misteriosos e cinzentos olhos de Christian. 
Uma sensação boa tomou conta de mim quando li o primeiro capítulo. E a cada capítulo, contado de um novo angulo, a sensação boa se repetia. A curiosidade, o espanto, enfim... Aos poucos, assim como aconteceu com a leitura da trilogia, a Ana Steele que adormecia dentro do meu imaginário acordava. Mas desta vez para ficar sentadinha em frente a uma lareira numa noite de inverno "ouvindo Christian" entre um e outro gole de chá. Reconfortante, eu diria. 
Esta visão, para muitos pode parecer chata e monótona. Mas para mim é interessante.
Toda história, seja real ou ficção tem dois lados. E no caso da ficção, conhecemos apenas um dos lados. E eu estava curiosa para saber o olhar de Christian sob o quarto de jogos, suas sensações, seus medos. E foi legal conhecer essa visão.
Li algumas críticas reclamando que o livro tinha muita coisa "repetida". Mas o que as pessoas queriam? Elas são repetidas porque precisam ser, afinal é a mesma história contada por outra pessoa, com sua visão dos fatos. 
Muito melhor e mais empolgante do que um filme que para mim não funcionou. Esse livro tinha que continuar a ser livro. Nunca deveria ter sido adaptado. Tanto que não verei as continuações. Talvez veja reportagens e um ou outro trailer mas nada além disso. 
Achei uma boa sacada da E. L. James contar duas versões de um mesmo fato. Ousado. E, na minha opinião ficou na medida certa. Se isso pede continuações? Talvez pois de minha parte, a curiosidade já foi bem mais do que saciada. E com certeza, daqui a algum tempo, terei prazer em reler tudo e mergulhar novamente neste mundo fascinante de Christian Grey. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

24 horas "prevendo o fut..." Não, péra! É os Simpsons




AVISO IMPORTANTE: O post não se trata de dizer qual série é a melhor, nem questionar o resultado da eleição dos Estados Unidos e muito menos as ideias dos roteiristas da rede FOX. São apenas curiosidades para entretenimento dos fãs de séries e desenhos americanos. 


Há 5 anos escrevi neste mesmo blog sobre uma suposta "previsão" apontada pela série 24 horas em que após o mandato de um afrodescendente (Barack Obama) seria a vez de uma mulher (Hillary Clinton) assumir a Casa Branca. Na verdade , a previsão se confirmou (só que não) pois esse fato ocorreu  no Brasil, em 2010 foi eleita Dilma Rousseff.. A pergunta que foi feita ao final daquela postagem na ocasião :"Qual será a próxima "previsão do futuro político" embutida pelos criadores [de 24 horas]?" (para entender, leia o post nesse link: Série 24 horas se especializa em "prever o futuro" da política da vida real)
Hoje de madrugada, com a vitória de Donald Trump nas eleições, me parece que essa pergunta que fiz lá atrás já tem uma resposta: Nenhuma, quem "prevê o futuro político norte americano" mesmo é Os Simpsons. 
Se é verdade ou não, jamais teremos a certeza. O fato é que a família de Homer Simpson criada por Matt Groening em 1989 consegue provar mais facilmente que tem tal "poder". 
Observem a foto abaixo. A comparação de duas situações idênticas. Do lado esquerdo, Trump em desenho animado e do lado direito, Trump de verdade vivenciando as mesmas situações nos mesmos locais. 




Para quem gosta de desenhos e séries e também  é bom observador, poderá reparar que em alguns diálogos das séries produzidas e exibidas pelo canal FOX (mesmo quando é dublado), a emissora deixa clara sua posição a favor do partido Republicano, pelo qual Trump se elegeu. Diferente do processo eleitoral do Brasil, nos Estados Unidos os artistas e meios de comunicação podem tomar partido oficialmente pois isso é permitido por lei. Não há a obrigação de imparcialidade eleitoral. 
Tendencioso ou não, se isso ajudou Trump a se tornar o próximo presidente americano, a coisa deu tão certo que pipocou em posts e memes de fãs dos Simpsons que viralizaram. Inclusive neste. 
Há também uma frase de Lisa Simpson no episódio "Bart e Lisa no futuro" onde Bart Simpson está vendo a previsão de seu futuro com um índio. No futuro de Bart, Lisa é presidente dos Estados Unidos e ela diz numa reunião com seus secretários de governo: "Como sabem, herdamos um orçamento bem ruim do PRESIDENTE TRUMP ". Além do apoio escancarado ao republicano há uma previsão embutida aí. Esse episódio é de Março de 2000 e faz parte da 11ª temporada da série.
Neste mesmo epísódio há também uma previsão que não se cumpriu ainda. Que será confirmada (ou não) em 2021. A eleição da primeira mulher como presidente americana. No desenho, a mulher é exatamente Lisa Simpson e a julgar pelo tipo e cor de roupa e acessório usados por ela, será que a mulher seria Hillary Clinton? Deixo a foto como um enigma e só nos resta aguardar a resposta. Deus permitindo, voltarei nesse assunto no devido tempo.