My name is Patthy... Bondgirlpatthy

Bem - vindos ao meu cantinho virtual . A "casa" está sempre aberta à todos que queiram vir aqui ler e comentar meus posts. Este blog não tem compromisso jornalístico portanto não tem compromisso com a imparcialidade. Mas o meu compromisso com a democracia continua. Aqui toda opinião é importante e respeitada. Fiquem à vontade, a "casa" é de vocês. Voltem sempre q quiserem . Um beijo com muito carinho e obrigada.


domingo, 8 de novembro de 2015

SPECTRE: Bond voltou a ser Bond


Poster oficial  foto/ arte: site oficial James Bond 007 


Ontem fui ao cinema para ver mais um filme do James Bond.
Sou muito fã dele, desde o dia que sentei no sofá da sala, ainda com 6 anos de idade e assisti Com 007 Viva e Deixe Morrer sem entender do que se tratava  e muito menos que personagem charmoso  era aquele que fazia perseguições inacreditáveis. Não desviei o olhar um segundo sequer até o fim do filme e me apaixonei por completo. Assim como ele seduzia garotas nas suas estórias para arrancar informações, ele também seduzia o público de várias maneiras. Um público fiel e fascinado por tudo. Desde que entrei para um grupo de fãs de 007 na internet, me acostumei a acompanhar todo o processo de criação dos filmes.
E com SPECTRE não foi diferente. Acompanhei por três anos tudo que era notícia que saía pela internet, desde o começo de tudo com apenas uma ideia na cabeça, passando pela escolha do elenco, da trilha, das locações, filmagens e até estreias transmitidas on line. E essa foi mais do que especial pois dois queridíssimos amigos estavam na pré estreia mundial em Londres, vivendo o sonho de todos os Bond maníacos  do mundo. Muito orgulhosa deles. 
E depois de tudo isso, o grande dia da estreia nacional com meus amigos de volta ao país. Não fui com eles mas acompanhei tudo com o mesmo orgulho e a mesma alegria. 
Dois dias depois da estréia, lá fui eu com minha tia e minha amiga Dona Marie para assistirmos finalmente 007 Contra SPECTRE, ansiosas com o coração pulsando muito forte. Só faltaram minha mãe e meu querido amigo Dani (falecidos) para a alegria ser completa.  Mas, de alguma forma, sentíamos que eles estavam acompanhando tudo e olhando por nós três. 



Data e horário da nossa sessão



Minha amiga e eu depois de assistir SPECTRE


E, falando do filme: faltam palavras de tão bom. Para fãs um saudosismo com nova roupagem. A essência está lá, o clássico está lá mas com uma "nova cara". Referências? Muitas, o tempo todo o que alegra o coração de todo fã. Bond voltou com toda força . Os personagens ícones, o roteiro, a fotografia, os efeitos, a ação. Tudo como tem que ser. E a trilha de Sam Smith combinando lindamente com tudo e a abertura como nos velhos tempos. Arrancou - me lágrimas pela beleza, pela arte, pela linda homenagem logo nos créditos iniciais, por ser Bond novamente. 
Só um "spoillerzinho": Toda vez que vejo um filme de 007 e aparece a gun barrell e ouço o som do tiro, meu coração dispara desde meus 6 anos de vida. E desde 2002 meu coração não disparava a ponto de sentí -lo bater sem colocar a mão. Quem é fã de Bond sabe o que quis dizer. Foi lindo! É meu Top 2 (pois para mim nada supera Goldfinger). Quero ver de novo. Foi maravilhoso. Bond  forever, cheers shaken not stirred. Viva James Bond.


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O Agente da U.C.L.E.: O retrato do imaginário do Bond Maníaco



Foto: Fan page oficial do filme 




O imaginário de toda pessoa que gosta de filmes de espionagem gira em torno da Guerra Fria que foi um combate entre a antiga União Soviética e os Estados Unidos ocorrido depois da Segunda Guerra Mundial que visava o controle e a hegemonia política, ideológica e tecnológica. Foi um movimento em favor da liberdade de expressão e democracia e também era a luta do socialismo contra o capitalismo. Esses fatores sempre fascinaram e inspiraram a criação de  personagens que até hoje fazem sucesso.

Um desses personagens é James Bond, criado pelo escritor e jornalista Ian Fleming . Um agente secreto que trabalha no MI-6, tem permissão para matar e é comandante da marinha britânica espionando inimigos durante o período da Guerra Fria.

Com a fama de Bond, surgiram muitos outros personagens nessa mesma linha.

E entre esses milhares de personagens, surgiu na mesma época o personagem Napoleon Solo, um ex agente da C.I.A. que fez parte de um seriado homônimo ambientado na década de 1960 transmitida pela TV NBC nos Estados Unidos e também na TV Excelsior no Brasil. Já na época das séries para TV e telefilmes (aqueles que são lançados exclusivamente para serem exibidos pela TV, prática muito comum nos Estados Unidos), as inúmeras referências, não só da época, mas aos filmes clássicos de James Bond, que até quem não é fã consegue perceber. Como os atores George Lazemby e Patrick Macnee dos filmes 007 A Serviço Secreto de Sua Majestade e 007 Na Mira dos Assassinos respectivamente. E tantas outras referências que se alguém se arriscar a fazer uma lista delas talvez, nunca termine.

Em 1996, a TV Manchete (atual Rede TV) chegou a exibir alguns episódios do Agente da U.C.L.E. e, honestamente, eu não me recordo mundo de ter visto essa série (e me arrependo por isso).

Este ano foi lançado o filme com o mesmo título e a mesma "pegada" dos seriados para TV e também dos telefilmes. Estrelado por Henry Cavill, Armie Hammer, Alicia Vikander, Hugh Grant , Elizabeth Debick, e Jarred Harris. A estória se passa em plena Guerra Fria e todos aqueles elementos que a compõe ricamente detalhados. E uma combinação perigosa: C.I.A. e K.G.B., inimigas mortais, trabalhando juntas para deter uma guerra nuclear.

Um filme cheio de ação, espionagem no puro estilo real da coisa toda mas que não deixa de prender a atenção dos fãs de James Bond pois tudo lembra aquela atmosfera.

Ano passado, acompanhava com muito interesse a produção do filme pela internet e a cada notícia que saía queria ver o filme logo. E domingo passado, finalmente vi o filme. Impossível desviar o olhar, muita ação, aquele clima misterioso e intrigante. Perfeito para aguardar a estreia de SPECTRE em novembro e conhecer a espionagem pelo lado mais cerebral e menos "fantasia". Recomendo de verdade. E adoraria que a série voltasse para uma TV aberta para eu me redimir da culpa de não ter assistido (ou me lembrado). Agora é só aguardar pelo filme de 007.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Ainda há Pessoas Humanas e espaço para um pouco de solidariedade no mundo moderno

No mundo moderno, cada vez mais individualista e violento onde encontramos pessoas em seus "pequenos mundos", seja virtual ou real, parece que algo essencial como dizer um cumprimento conforme a hora do dia, perguntar como está aquele amigo ou familiar que não se vê ha tanto tempo, praticar gestos de gentileza e solidariedade sem querer nada em troca em favor de pessoas desconhecidas, tudo isso foi um pouco esquecido. Motivados por uma busca por segurança talvez. 
Mas de vez em quando, algumas pessoas criam coragem para quebrar essa máxima. 
Sou fã do seriado Chaves, todo mundo que já teve algum contato comigo sabe disso. E sempre assisto as exibições na TV e quando posso, acompanho notícias na internet. Para me divertir.
Isso não teria nada demais pois sou como tantos outros fãs brasileiros e outros tantos espalhados pelo planeta. Mas, diante de uma grande tristeza que eu passei, isso mudou. 
Tudo começou na Bienal do Livro de 2012 na tarde de autógrafos do Edgar Vivár que faz o papel de Senhor Barriga, o dono da Vila , cenário central das aventuras de Chaves. Como tantos, estava na fila aguardando a minha vez de chegar perto dele para pegar o autógrafo num livro que estava sendo lançado. De repente, desabei de chorar quando ouvi uma voz familiar. Minhas emoções misturadas: alegria de estar lá e ver alguém que passei minha infância assistindo pela TV. Tristza pela doença de minha mãe e de minha avó. Minha mãe sacrificou - se (e muito) para me levar até lá. 
Bem... a tal voz conhecida conversava com alguém que não sei quem era. Em tom normal. Mas uma personagem do Chaves ficava na minha cabeça: Chiquinha, a menina filha do Sr. Madruga, moradora do 72 e amiga dos meninos da vila. A voz era da dubladora Cecília Lemes que faz a versão em português da personagem. 
Não consegui conter as lágrimas pois foi o mais próximo que cheguei de um personagem do meu seriado preferido (ainda não tinha chegado perto do Edgar Vivár até aquele instante). 


Cecília Lemes e eu na Bienal do Livro 2012


Passou o tempo e comecei a acompanhar Cecília no Facebook, via seus posts, comentava alguma coisa e tal. E com o passar do tempo, a doença da minha mãe foi se agravando até falecer. 
Sem a menor força de postar a triste notícia mas com necessidade de avisar amigos e parentes , pedi a um primo que postasse em meu nome usando minha senha. 
Amigos e parentes compareceram ao velório, todos para prestar sua solidariedade a mim e minha família.
Mas, quando fui para casa descansar, uma de minhas tias disse que uma pessoa que me conhecia da internet tinha ido ao velório da minha mãe eu jamais imaginei se tratar de ninguém menos que Cecília Lemes, a dona de uma das vozes que eu ouvia desde muito pequena e que ouço até hoje. É só ligar a TV.
Fiquei sem saber o que fazer porque quando você acompanha o trabalho de uma pessoa pela TV, você às vezes pega uma certa "intimidade" afinal, a pessoa entra sempre em sua casa sem "pedir licença" e mesmo assim, você gosta dessa "invasão".  E ela entrava apenas com a voz.
Passei um  ano, procurando as mais diversas formas de me encontrar com Cecília para lhe dizer obrigada. E quase estava escrevendo para programas de TV. Era muito difícil conseguir porque
uma pessoa como ela, muito requisitada, famosa, cheia de compromissos difícilmente conseguiria reservar um tempinho para receber os agradecimentos de uma fã como tantas outras que estava chorando, triste, precisando de apoio para atravessar o pior momento da sua vida, e encontrou numa pessoa tão familiar e tão distante ao mesmo tempo, o conforto que precisava.
Tentei de tudo, procurar eventos próximos de minha casa, ajuda de amigos, mandar mensagens.
Depois de muito tentar, consegui.
Cecília Lemes e eu no Mc Dia Feliz 2015

Mandei uma última mensagem para ela e fiquei surpresa quando a resposta veio. Cecília queria meu telefone para conversarmos. Passei o número, horas depois, recebi a ligação onde conversamos longamente. Ela também queria me ver mas não sabia onde me encontrar. Combinamos  de marcar uma data para isso porém, o destino deu um "empurrãozinho". Através do Facebook de um dos fã clubes do Chaves eu soube que sábado ela estaria apoiando  o Mc Dia Feliz, um evento em que pessoas do Brasil todo que fossem à uma lanchonete do Mc Donald´s e pedisse um Big Mac e a renda iria para instituções que cuidam de portadores de câncer infantil. Pedi que minha tia me levasse, não podia perder a oportunidade. E lá fomos nós.

Solidários Del Ocho 
O grupo Solidários Del Ocho fez uma ação no Mc Donald´s da Hermano Marchetti, Água Branca, zona Oeste de São Paulo e Cecília estava lá como voluntária do Rotary Clube Pacaembu, acompanhada de seu marido Luiz. Fiquei muito contente em revê - los. Foi emocionante. Palavras nunca serão suficientes para descrever tudo que aconteceu ali. Pude, finalmente agradecer por tudo, Foi algo que não sei explicar. Só sei dizer um muito obrigada pois a voz que me fez rir foi também uma das que me consolou quando mais precisei. Jamais esquecerei esse gesto de Humanidade. Me senti muito melhor depois disso.Talvez se o mundo tivesse mais "Cecílias e Luízes" seria bem mais solidário e gentil. Obrigada, te amo muito.



Luiz e "Chiquinha"





Dedicado com carinho e amor à Cecília Lemes e Luíz Bortolli e ao pessoal dos Solidários Del Ocho





terça-feira, 2 de junho de 2015

Making Off Bondcast 36

Banner Bondcast #0036 Arte: Site Bondcast Brasil 


Olá meninos! Como diria o querido amigo Serginho Vasconcelos, "Fala galera, estou de volta" e hoje estou aqui para compartilhar novamente com meus leitores os bastidores da gravação do melhor podcast do universo, o Bondcast Brasil.
A gravação foi feita em 25 de abril. às 22:00h . Depois de colocar o Ian para dormir conectei no Skype para bater um papinho muito diferente sobre o nosso assunto preferido, 007. Não para falar de filmes ou músicas mas de nós mesmos como fãs.
Acredito que todos aqueles que nos conhecem desde bebezinhos (mãe, pai, avós, tios) ou desde a nossa adolescência (amigos, namorados/as) vão se surpreender com nossas revelações e entender, finalmente pequenos trejeitos, frases soltas que até então parecia coisa de maluco alienado.
Foi muito divertido passar essa noite com pessoas que me entendem que sentem algo que eu sinto.
A maior e mais engraçada bagunça organizada. Estávamos todos ali, o bom humor rolava solto, cada história comemorada e devidamente zoada. Cada um com sua curiosidade
E nesse Bondcast o lado Bondgirl recebeu um reforço, minha querida amiga Mortícia Naghtshade. Embora ela não seja tão fã assim quanto eu (ela mesma diz isso durante o programa, não é ciúme não), o fato é que, juntas, conseguimos trazer esse lado para que os homens e também outras meninas possam compreender o porque gostamos tanto.
Obviamente que algumas histórias ficaram no esquecimento por falta de tempo, empolgação ou até nervosismo. Mas que não deixam de ser marcantes para nós.
Aproveitando o post, vou deixar aqui duas histórias que não contei no cast mas que para mim são importantes pois foram duas homenagens feitas por um momento e que surpreenderam pessoas que desconheciam esse meu lado Bond Maníaca.


História 1: Cantando para James Bond


Era o ano de 1988, 5ª série do ensino fundamental (primeiro grau). A professora de inglês pediu que os alunos escolhessem uma música e cantassem individualmente ou em grupo para testar a pronúncia. Dentre tantas cantoras, boy bands da moda, escolhi uma cantora sucesso dos anos 70, Carly Simon e a música Nobody Does It Better do filme "007 O Espião Que Me Amava". Sempre fui tímida, tremia muito, não sei cantar sem acompanhar no rádio ou na vitrola. Podia levar fita/ LP para ajudar. E fui a primeira de toda a classe. Levei uma fita da Carly Simon. A professora colocou no gravador, fechei os olhos e me imaginei vestida como a personagem Anya Amasova (Barbara Bach) e que James Bond estava ali na minha frente. Cantei com toda alma para ele. Por momentos baixava o tom pois a professora abaixava o volume e eu acompanhava o tom da Carly Simon. Meu coração saltitava, as lágrimas queimavam o rosto e ao fim, a melhor nota de todas 9,5 só não foi 10 pelo nervosismo e timidez. E aplausos de pé.


História 2: Meu nome é Ryder... Honey Ryder


Faço aula de natação desde 1998. Numa das aulas, o professor nos levou para ter aula no parque aquático do clube ao invés de usar as piscinas cobertas. No parque aquático tem uma piscina de ondas e o objetivo era exercitar resistência e força. Consegui fazer todos os exercícios e ao final da aula, conversando amenidades com meu professor, disse para ele que a piscina de ondas me lembrava o mar da Jamaica que aparecia no filme do 007 e que eu tinha vontade de reproduzir a famosa cena entre Bond e Ryder. Expliquei cada passo da cena e quando o professor deu o ok,saí do meio da piscina de ondas cantando Under The Mangoo Tree como fez a Úrsula Andress Meu professor fez as vezes de Sean Connery me observando até eu sair e disse que fui absolutamente perfeita. Só que eu usava maiô e touca, não tinha cinturão, diferente da atriz original em seu insinuante biquini branco e seu cinturão com a faca no coldre.

Foi muito divertido gravar e ainda mais divertido ouvir depois de pronto. O Giu tem razão, foi o Bondcast mais engraçado de todos os tempos. Ri vários litros.










Dedicado com carinho aos queridos amigos Serginho, Giu, Lu, Bruninho e Mortícia. E também aos convidados especiais do "dropzinho" Rafa Tekken Rapha Maiffre , Matheus, Agente 1719 e Lorran.
Obrigada por tudo. E obrigada também à você Ian Fleming que criou o personagem que amamos.


segunda-feira, 25 de maio de 2015

50 Tons para devorar e querer mais

Capas da trilogia 50 Tons de Cinza
Conto nos dedos os livros que literalmente devoro. Sempre fui viciada em livros, adoro passear por livrarias, saber das novidades, sempre estar por dentro do que é moda no mundo literário como se a livraria fosse uma loja de roupas com suas coleções primavera verão outono inverno. Mesmo sem comprar tudo que vejo, gosto de ver de perto, manusear nem que seja apenas para ver a capa e a contra capa. E quando me interesso e posso, acabo levando um "mimo" prá casa. Quer me ver feliz é só me soltar numa livraria (risos). Simples assim.
Uma das modas literárias mais comentadas desse novo século é a literatura erótica para mulheres mas não aqueles romances de banca de jornal e sim estórias picantes recheadas de grande ousadia e sensualidade explícita, antes uma "exclusividade masculina" nas revistas e filmes para maiores. 
Não sei exatamente quem começou a alavancar essa moda mas acredito que, antes da escritora E. L. James (Erika Leonard James), ninguém tenha se aventurado neste ramo. E com o lançamento mundial de 50 Tons de Cinza, mulheres e alguns homens também descobriram esse novo seguimento.
Terminei, hoje, há alguns instantes, minha trilogia literária. Apesar de eu não ter acompanhado tudo quando virou moda nas prateleiras das livrarias, vi tudo acontecer à distância: a moda chegar, adormecer e voltar.
Quando do lançamento do filme com Dakota Johson e Jamie Dorman, a moda literária voltou com tudo, junto com a expectativa e os comentários e eu embarquei nessa pois fiz o caminho inverso. Primeiro vi o filme e no dia seguinte já estava com o primeiro livro em mãos.
Logo de cara percebi (e hoje tenho plena certeza) que o livro é muito melhor pois há coisas que funcionam muito mais para as mulheres quando são somente imaginadas.
Meu Deus! O que foi que aconteceu comigo? Li o primeiro livro em um mês e quando estava lendo eu "vivia" em um outro mundo. E criei expectativa para o segundo, queria "ver" os próximos acontecimentos e encontros entre Ana e Christian (peguei até um pouquinho de "intimidade" com os personagens, não só o casal mas com outros que os cercava).
Tracei minha leitura como se fosse uma investigação misturada ao ato de assistir uma novela em três grandes capítulos. E desfrutei de cada momento e cada nova "descoberta".
Em 50 Tons de Cinza, me fiz uma pergunta: Quem são Christian Grey e Anastácia Steele afinal?
Encontrei as respostas, um verdadeiro conto de cinderela onde a moça pobre encontra ao acaso seu príncipe encantado rico, bonito de doer (como ela mesma o define na narrativa da estória). Aí surge uma outra pergunta. Quais os mistérios de Christian Grey? Aí descobrimos o excêntrico, atormentado e controlador com cenas tórridas que assustam num primeiro momento mas que depois nos fazem querer cada vez mais.
No segundo livro, 50 Tons mais Escuros, a pergunta para a "investigação" é: Será que uma mulher é mesmo capaz de mudar um homem? A resposta que eu encontrei, para minha surpresa, foi sim e não.
Vemos aqui que Anastácia começa a dominar o gênio inquieto de Christian mas ao mesmo tempo tenta compreendê - lo e entrar no seu mundo cinza tentando ajudá - lo naquilo que ele até então desconhecia: o amor sem submissão de uma mulher. E também vemos que Anastácia descobre um mundo obscuro que coloca no mesmo patamar amor e violência, prazer e dor. É seu grande desafio que ela aceita corajosamente conseguindo grandes mudanças para seu relacionamento com Christian.
Já no terceiro e último, 50 Tons de Liberdade, a grande pergunta é: Qual é afinal o grande mistério que há nesta ligação entre eles e quais as cenas do próximo capítulo?
Bem, como noveleira que sou, considero este livro como o capítulo final de uma boa novela onde tudo já foi "amarrado" nos dois primeiros livros e que agora começam a fazer sentido e ser esclarecido, onde as estórias de todos os personagens é finalmente desvendada, deixando de ser 50 Tons de Cinza para ser "50 Tons de Todas as Cores". E um grande e inesperado desfecho "pós crédito". Uma grande estória que como já disse, funciona perfeitamente se for apenas imaginada e não vista. E que não dá para ser lida fora de ordem ou separada mas que, lida corretamente deixa saudades quando terminamos. Há quem não goste e tenha ficado decepcionada mas é uma questão de ponto de vista que respeito.

PS: Dedicado com carinho à autora E. L. James e às amigas com as quais conversei muito sobre 50 tons: Elaine, Renata, Vanessa, Nádia, Gabriela e Glisiele. Obrigada, meninas. Beijos.


domingo, 17 de maio de 2015

Uma manhã bondiana inesquecível

Arte: Site Bondcast Brasil

Nunca imaginei que um dia como hoje fosse acontecer na minha vida. E ainda parece que estou sonhando, mergulhada em sentimentos que não consigo explicar, só sentindo prá saber. 
Sou fã de cinema, especialmente de James Bond e essa verdadeira paixão em minha vida me trouxe coisas maravilhosas. Tantas emoções de me deixar sem respirar, o coração que, com o som de um tiro numa tela não para mas dispara, a ponto de eu ouvir meus próprios batimentos.
E me fez conhecer pessoas que nunca pensei existir que sentem o mesmo que eu. Que nos faz querer ficar horas conversando sobre um personagem apaixonante em todos os sentidos. 
Antes de conhecê - los não tinha com quem conversar sobre isso. 
Nesses anos que convivemos, 007 ficou sendo nosso elo de ligação e nasceu um sentimento mais forte: a amizade. Todo esse tempo passei a viver momentos especiais que renderam recordações maravilhosas. Como esquecer da viagem ao Rio de Janeiro percorrendo os mesmos caminhos das filmagens de 007 Contra o Foguete da Morte, a pré - estreia de Cassino Royale, a vinda de Jeremy Bulloch e a noite de autógrafo e bate papo com Jeffery Deaver? Sem contar o dia 17 de Dezembro de 2002 quando entrei oficialmente para a Comunidade 007 Brasil.












E quis o destino que num dia 17, no mês em que completo 40 anos, uma despretensiosa campanha feita modestamente por um podcast nas redes sociais proporcionasse um dos maiores momentos da Bond Mania brasileira. Uma exibição especial do primeiro filme de James Bond no cinema totalmente restaurado como merece um grande clássico.
Não tive dúvidas e fui encontrar meus amigos para juntos dividirmos esse momento único em nossas vidas. 
Ao nos encontarmos, o carinho e a alegria de sempre. Corações ansiosos pelo que iria acontecer. 
Desde a compra de ingressos até a ida para a sala de cinema que não poderia ter outro número senão o sete, cada acontecimento corriqueiro de um cinema tornou - se muito especial. E quem esteve lá, vivendo tudo isso, sabe o porquê. 
Começou  o filme, silêncio. Somente olhos atentos, perplexos, brilhando de euforia. Vez ou outra, comentários sussurrados quase que inaudíveis e vez por outra o som da respiração do amigo ao lado e da sua própria respiração numa sintonia tão harmoniosa quanto a trilha do filme composta pelo grande John Barry que, tocada no cinema em som límpido, é como uma carícia na alma. 
E esse quadro permanece por quase duas horas. 
Quando o filme acabou, êxtase, emoção à flor da pele. Eu em choque, sem pronunciar nenhuma palavra, um amigo num estado de felicidade extrema e outro com olhos marejados diante da realização de um sonho não apenas dele, mas de todos nós. Algo que só os primeiros Bond Maníacos sentiram quando 007 estreou no cinema. 
Só sei que esse dia ficará para sempre no coração, na mente e na alma. Tanto que voltei prá casa ouvindo John Barry no celular para sonhar um pouco mais com o que acabara de acontecer.
Foi uma manhã maravilhosa e inesquecível.  queridos Giu, Sérgio e Dantas, especialíssimo dividir com vocês cada momento.











domingo, 10 de maio de 2015

Mensagem sobre Mães para os adolescentes





    Hoje tenho 40 anos. Posso dizer que vivo uma vida feliz e em paz. E ao longo dessas 4 décadas passei por momentos felizes e também tristes.
    E, recentemente, passei pelo pior momento que um ser humano pode passar na vida: a perda da minha mãe.
    Também fui adolescente, aproveitei a época, me diverti bastante. Tive também aqueles "amigos" que diziam que certas coisas eram legais, que fumar e beber era divertido. Que seguir os conselhos  da mãe, pedir sua bênção antes de dormir, avisar em casa que vai chegar tarde, se permitir ser beijado (a) por ela em público, aceitar seus apelidos carinhosos e o fato de que para sua mãe você é o bebê dela era careta. Eu não acho, nunca achei. Curtia tudo isso, sem medida, sem receio do que os "amigos" e a mídia pudessem classificar como "maior mico".
    Vocês sabiam que a mãe pode ser sua melhor amiga? Aquela que divide com você seus anseios, suas dúvidas, tristezas, alegrias, segredos "de menina" (quando for o caso) mas com a vantagem de ter uma experiência de vida que a gente não tem antes de atingir uma idade mais madura.
    Sua mãe pode sim, ser sua aliada. Ou por acaso ela nunca escondeu pequenas travessuras do pai para não aborrecê - lo com pouca coisa? Com certeza sim.
    Eu também sei o quanto é chato prá caramba quando a mãe pega no pé. Cobra lição de casa, cobra cama arrumada, não nos permite ir para aquela balada top porque é muito longe e termina tarde, quer saber com quem você anda, te leva "arrastado" para compromissos de família ou celebração religiosa importante no mesmo dia que um amigo (a) te convida para passear no shoping, dar um rolê e paquerar os gatinhos (as), quer saber com quem você anda, se você está mesmo estudando na casa do amigo ou se fugiu para sair escondido.  Só que sei também que tudo isso é para nosso bem. Ela só quer nos proteger e, não importa a idade que temos, precisamos dessa proteção. Porque será que todo ser humano na sua maior hora de aflição e medo invoca aquela palavrinha pequena mas de imenso poder? Será que você nunca disse num desses momentos "Eu quero a minha mãe!" bem alto e isso trazia alívio e segurança? Pensem bem, pensem diferente pois sua mãe te deu Sua Vida e ninguém mais poderia fazer isso para você.
    Curta muito sua adolescência mas, de vez enquando, permita que sua mãe "participe" dessa etapa legal com você. Vai por mim. Vai ser ótimo. Diga à ela, agora, que a ama. Aproveita prá "tirar o atraso" das vezes que você não disse "mãe, eu te amo". E nunca mais deixe de dizer pois um dia, essas palavras não poderão ser mais ditas de viva voz.
     E aqueles que como eu já não podem mais ter a mãe ao lado, reflita como foi bom o tempo que passou com ela e no quanto perdeu quando não valorizou esses momentos.
    Depois do Criador, Sua Mãe é a pessoa mais importante do mundo. Feliz Dia das Mães à todos. Sua bênção mãe. Te amo, mesmo que não estejas mais aqui.


segunda-feira, 23 de março de 2015

Kingsman um bom "aperitivo" à espera de Spectre


Como definir um filme que você nunca viu com coisas que você conhece e gosta? Difícil dizer. 
Só sei que gostei demais do filme, quase perfeito do início ao fim. 
Sou, assumidamente, Bond Maníaca, desde os 6 anos de idade e no meu blog, além do nome dele que é uma homenagem explícita à James Bond também tem posts sobre o personagem, 
Por recomendação de um amigo também fã de Bond, fui assistir Kingsman o Agente Secreto. 
O filme conta a estória de Eggsy (Taron Egerton),  um jovem com problemas de disciplina que parece perto de se tornar um criminoso. Determinado dia, ele entra em contato com Harry (Colin Firth), que lhe apresenta à agência de espionagem Kingsman. O jovem se une a um time de recrutas em busca de uma vaga na agência. Ao mesmo tempo, Harry tenta impedir a ascensão do vilão Valentine (Samuel L. Jackson).
Para quem não é um fã de 007 esse filme é apenas um filme de espionagem com boas doses de humor, tecnologia de invejar qualquer Nerd e cenas de ação que deixam você sem respirar por pelo menos duas horas. Já para o fã de James Bond, além de tudo isso é também uma homenagem bem feita. 
Tudo que gosto em 007 estava lá, mesmo que num personagem desconhecido. 
Ação, glamour, gadgets (tecnologia) a garota principal, vilão com plano mirabolante e megalomaníaco de nome e visual exóticos, frutos de uma imaginação genial. Incluindo as explosões, lutas, encontros de Bond com os vilões com ambos desafiando a inteligência do outro sempre em lugares sofisticados ou exóticos. Uma captura breve e grandes escapadas e leves referências aos outros "JBs" Jason Bourne e Jack Bauer além de outros personagens que também são homenagens à James Bond.
Fiquei sem tirar os olhos da tela, não perdi um instante. E o saudosismo correu solto no meu coração. 
Referências de filmes de 007 de todas as épocas povoavam a cada cena. Para mim uma viagem no tempo. Termino esse post, chegando à conclusão que além de ser uma homenagem à 007 e aos Bond Maníacos, Kimgsman é uma sala de espera perfeita para aguardar a estreia de 007 contra SPECTRE (SPECTRE)  em 5 de Novembro deste ano. 
Um filme "Bond" até não poder mais. Para ser perfeito só faltou Bond... James Bond aparecer. Mas quem garante que 007 não esteve lá em pensamento? Fica a pergunta que nunca será respondida. A única coisa que sei é que os agentes da Kingsman com certeza cumpriram sua missão neste tributo ao maior Agente Secreto do mundo. 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O Gugu está chegando para as noites da Record



Desde 07 de Junho de 2013 Gugu Liberato está fora da TV. Nesta data foi transmitido seu último programa pela Rede Record. Na minha opinião de fã, apesar de gostar muito do Gugu não achei que ele se identificasse tanto com a nova casa pois sua imagem está até hoje ligada ao SBT.
Ir para uma nova emissora, tentar se reinventar sem perder o público que sempre o acompanhou foi um desafio que ele aceitou de bom grado com coragem. 
Muitos é claro, conhecem o Gugu da TV, sorridente, brincalhão, carismático, bonito e atencioso com os fãs. E neste ano que ele ficou afastado das luzes e do palco, o grande público passou a tomar conhecimento de um Gugu que não mede esforços não só para ganhar seu dinheiro como também investir em si mesmo. 
Muito ligado ao universo da TV mesmo sem aparecer diante das câmeras, ele trabalhou arduamente em sua produtora não só para clientes que o procuravam como também em suas próprias ideias de um programa de TV com tudo que o público dele gosta de ver e tudo aquilo que ele sempre quis fazer mas nunca foi possível. Curtiu a família sim, acompanhou seus filhos crescendo. Tirou uns dias para descansar de tudo. Navegou na internet sem o compromisso jornalístico, entrou nas redes sociais (até mesmo para não deixar seu público saudoso de vê - lo e falar com ele).
Nas vezes em que viajou com a família apenas para descansar, ele jamais deixou a TV fora de seus planos. Aproveitou muito as viagens que fez para participar de feiras de programas de TV, conhecer novas tecnologias, formatos e também uma linguagem mais moderna e fez muitos cursos, tudo pensando em quando resolvesse voltar para frente das câmeras. 



Enquanto isso, a imprensa continuava com a pulga atrás da orelha fazendo mil especulações a respeito da carreira de Gugu: Para que emissora ele vai? Será que volta para o SBT? O Gugu está sem trabalho? Só viaja? Os mistérios persistiram pois ele é discreto e, apesar de famoso, não fica tentando se promover a cada instante.
Como sou muito fã do Gugu, vira e mexe alguém me pergunta dele só que exigem respostas que não tenho. Às vezes penso que essas pessoas acham que tenho absoluto controle sobre o mundo da TV só porque gosto de ver televisão e tenho meus programas preferidos mas não é assim. Quem dera ter esse controle! Faria tanta coisa... E por não controlar nada, sei apenas o que sai na imprensa.
No fim de 2014, surgiram notícias de tudo quanto foi lado. A volta de Gugu para a TV ficava cada vez mais próxima.
E logo acabou o mistério: Gugu voltou para a Record mas agora é diferente: não será apenas "mais um" no quadro artístico da emissora da Barra Funda. A estrutura será toda sua, terá participação nos patrocínios e poderá opinar bem mais abertamente sobre seu programa. Sua palavra também terá peso de decisão em tudo. Mais um desafio na sua carreira.





Hoje (re) estreia o programa do Gugu na Record. E este texto está programado para entrar no ar no exato minuto que Gugu pisar no palco. Estarei acompanhando tudo pela TV e não terei tempo para fazer um texto caprichado como ele merece e colocar no ar. Um verdadeiro desafio para mim.
Aliás, Gugu terá seu primeiro desafio de ibope logo de cara: Enfrentará a entrevista exclusiva de Florinda Meza (a Dona Florinda do Chaves) viúva de Roberto Gomez Bolaños no Programa do Ratinho. Tentarei acompanhar as duas coisas mas se não der, assistirei ao Gugu e no dia seguinte a entrevista de Florinda pela internet. Que vença o melhor, sou fã dos dois.
E por falar em desafio, para promover sua volta, Gugu desafiou os fãs a gravarem um vídeo dançando "Pintinho Amarelinho". Em homenagem à ele aceito o desafio. Deixo meu vídeo abaixo.





Gugu, novamente usando a sua frase: Receba os meus aplausos e o meu carinho afinal, quando estamos juntos tudo fica mais feliz. Um beijo muito grande e sucesso prá você. 



segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

50 Tons de Cinza: Nem ruim nem bom

Era 2011 quando um livro muito diferente dominava o mundo: Fifty Shades Of Grey (50 Tons de Cinza). Em todo lugar, era lido por mulheres de todos os tipos se surpreendiam e se apaixonavam pelo milionário Christian Grey na estória escrita pela autora E.L.James.
O livro era visto por todos os lugares: metrô, praça, parque, mesinhas de cafés onde pessoas sentavam - se para alguns instantes de uma leitura agradável. Essas mulheres tinham "encontros" com o exótico e sensual Sr Grey e, mesmo lendo um livro, quase podiam tocar nele, tal o poder de concentração e a ação viciante que o livro lhes causava. Muitas vezes, envergonhadas, escondiam o livro tentando disfarçar sua leitura dos olhos curiosos mas não suas emoções traduzidas na vermelhidão de seus rostos.
Bem, nem todas as mulheres. 
Na época, talvez eu fosse a única no meu ciclo de amizades femininas que ainda não tinha sido "apresentada formalmente" à beleza e os encantos de Christian Grey. 
Mas isso era um pouco culpa minha também pois toda vez que ensaiava comprar esse livro acontecia alguma coisa: ou faltava dinheiro (em média um exemplar custava R$50,00) ou eu tinha o dinheiro mas os livros estavam em falta. E o livro era mais comentado do que qualquer grande jogo de futebol tanto no Brasil como no mundo inteiro. Era uma febre explodindo num calor acinzentado por entranhas femininas só com a força da imaginação estimulada a cada capítulo.
Com o passar do tempo, a trilogia se completa, acabou a moda. Sr. Grey caiu um pouco no esquecimento mas ainda assim ficou no imaginário como uma lembrança devastadora.
Criou - se então uma expectativa de um filme contando a estória de Grey. As leitoras do livro sentiram outra vez o "amor em cinza" e acompanharam tudo com interesse. Dia 12 de Fevereiro de 2015 era o dia mais aguardado por todo mundo. 
Nesses últimos dias só se fala nisso em qualquer roda de conversa onde houvesse uma mulher ou um casal que o assunto é o  tal filme 50 Tons de Cinza. 
Comigo não foi diferente. Estava na minha tia visitando minha prima que se recuperava de uma cirurgia e na sala conversava com amigas e o assunto: o filme mais falado do mundo no momento. 
Contei que estava curiosa para ver a estória de Grey e Anastácia/Ana. Primeira pergunta que me fizeram: Já leu o livro? Disse que não mas pretendia ler. Meus dois primeiros livros estavam encomendados. 
Seguiu - se por alguns minutos uma animada e interessante conversa sobre 50 Tons de Cinza recheada de risadas e bom humor incluindo reclamações masculinas.





Em casa, a noite, resolvi acabar de vez com minha curiosidade e assistir o filme. 
Ontem à tarde fui ao cinema. Chegando lá, os ingressos para o legendado já se esgotaram. Fui para outro shoping e lá comprei as entradas para a versão dublada. Queria apenas ver o filme. 
Nesse caminho, acabei encontrando um amigo querido. Ele me cumprimentou e foi logo perguntando também com tom de afirmação: Você veio ver 50 Tons de Cinza? Respondi que sim e fiquei impressionada com a rápida percepção dele. Depois disse brincando que eu era criança e não tinha que ver "essas coisas". 
Nos despedimos e em seguida fui comprar o ingresso. Comprei para as 19:30 h. 
Conforme assisti ao filme percebi que não era tudo que as mulheres esperavam nem era tão ruim como os homens achavam. Mas me serviu para me divertir um pouco com algo diferente de tudo que eu tinha visto no cinema ou na TV. Gostei do casal principal Jamie Dorman (Sr. Grey) e Dakota Johnson (Anastácia/Ana). Eles são ótimos juntos, tem uma boa química. Ela é de aparência doce e tem uma sensualidade delicada. Já ele é bonito e tal qual o livro, causa um impacto enorme pela beleza e ousadia inesperada. Sexy e atrevido na medida certa. 
Hoje li os primeiros capítulos do livro. Vi um Christian Grey igualmente provocante e uma Ana doce e romântica. Só esperava mais da estória explorando mais as características deles e a narração da protagonista que não tem no filme (no livro, Ana narra os acontecimentos). Isso "matou um pouco" o roteiro e por isso entendi que o filme não é de todo mal. Na verdade é uma estória para ficar nas páginas de um livro e que as imagens fiquem por conta dos sonhos das mulheres. 




segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Ary Ary Ary Toledo: 50 anos fazendo o público rir antes mesmo da moda dos Stand Ups


 


Sábado  á noite fui dar gargalhadas como há muito tempo  não dava. Era o show do meu humorista favorito, Ary Toledo no teatro do Corinthians. Só eu sei o quanto estava precisando rir um pouco para  tentar me recuperar de recentes perdas de pessoas queridas   
Quando soube disso não pensei duas vezes e comprei dois ingressos: Um para minha tia e outro para mim. Neste show, como sempre, Ary Toledo estava hilário.  
Com razão, porque comemorar 50 anos de uma carreira de sucesso não é para qualquer pessoa.  
Estava ansiosa, afinal  a última vez que vi um show dele ao vivo no teatro Imprensa do Silvio Santos foi em 3 de julho de 1993 já faz 22 anos  desde então.   








A expectativa de vê - lo novamente e ouvir "novas velhas piadas" tomava conta de mim. 
Saí de casa levando comigo um livro que Ary lançou naquela época para pegar autógrafo e minha câmera para, quem sabe conseguir uma foto com ele .  
Entrando no teatro (como vocês podem notar na foto acima) sentei - me cara a cara com Ary Toledo. Como diz aquele famoso comercial de cartão de crédito: "Isso não tem preço".  






Pontualmente no horário marcado ele entrou. Com alegria saudou o público e em seguida disparou seu repertório de piadas durante 1h e 10 min de muitas gargalhadas, minhas e de toda a plateia. Isso me fez lembrar de um comentário que recebi no meu Facebook com o qual concordo plenamente: que às vezes a piada pode ser uma porcaria mas se ele contar fica muito engraçada.  
Até a despedida é uma grande piada que Ary faz com o público e para o público mas não direi aqui para não perder a graça.  
Depois do show, Ary Toledo sempre dedica alguns minutos para receber o carinho do público de modo bem individual e também vender seus mais recentes lançamentos com dedicatórias especiais para quem comprar. Eu não comprei nada, estava com pouco dinheiro mas mesmo assim ele não me tratou diferente dos demais a não ser por um detalhe: Todos compravam CDs novos e o livro "Os Testículos de Ary Toledo", emblematicamente engraçado de duplo sentido como tudo que ele faz, enquanto eu levei meu velho livrinho As Melhores Piadas de Ary Toledo. Fazia tanto tempo que ele não via o velho livro que até chamou sua amiga Fátima para compartilhar a novidade. E eu ainda tirei várias fotos com o Ary. Como diz um querido amigo meu: "Que momento!"  
Ary Toledo continua tão simpático quanto eu me lembrava. 





















 





 

Sou fã do Ary Toledo desde que conheci um disco de vinil dele compacto com duas piadas: do lado "A" Pau de Arara e do lado "B" a história de Tiradentes contada de um jeito divertido e contestador (o disco pode ser encontrado em sebos ainda segundo ele próprio me contou). Também não ia dormir enquanto não terminava o concurso de piadas do Show de Calouros do Silvio Santos nos anos 80. Além disso, na mesma época, para "desespero" da minha mãe telefonava para o Disque 200 e o Tele 900 para ouvir piadas do Ary todos os dias enquanto minha avó saía para fazer compras no açougue. Ao mesmo tempo em que sonhava com o dia que tivesse 18 anos para poder ir ao teatro assistir a um show dele.  

Ary, esse texto é minha homenagem à você pelos seus 50 anos de carreira. Muito sucesso pois você merece.  Parabéns e que venham mais e mais piadas por muito tempo ainda. Um grande beijo!  








domingo, 18 de janeiro de 2015

NFL diversão e emoção do início ao fim

Quando comecei a acompanhar os jogos de futebol americano em 2012 influenciada por amigos e porque não dizer, por um show da Madonna no intervalo Superbowl de 2012, achava que esse tipo de esporte e de jogo só foi criado para ser parte de filmes ou seriados americanos mas não existia de verdade. Engano meu. Acontece que no Brasil, mesmo na era da internet, que aproxima o mundo num clique. e através desse pequeno gesto, sem sair de casa, você passa a conhecer culturas e lugares diferentes e até mesmo esportes muito diferentes daqueles que conhecemos o futebol americano não é popular.  Estava zapeando a TV quando no canal Esporte Interativo (canal 36 UHF São Paulo) estava passando um pocket show da Madonna. Assisti todo. A animação dela e do público me contagiaram já que sou fã da cantora. Assisti até o fim e não consegui mais mudar de canal.
Madonna e seus bailarinos saíram ovacionados ao fim do show e no lugar deles, dois times com uniformes diferentes disputavam o maior jogo do ano, a final do Futebol Americano. New York Giants x New England Patriots. Regra confusa, emoções a mil e muitos tweets entre dois amigos e eu. Eles, do alto de seus conhecimentos e eu uma fã da Madonna num "mundo" que acabara de descobrir que existia. Embora cada um de nós estivesse na sua casa, nos divertíamos juntos unidos  pela tecnologia.
Não entendia nada mas me divertia. A narração carregada em palavras em inglês que davam nomes a lances e jogadas com uma empolgação como final de Copa do Mundo. O jeito alegre do brasileiro encarar o esporte, o torcer aliado a um esporte diferente.
Um grupo de narradores e comentaristas que parecem ser como os outros mas tinham sei lá o que de diferente.
O jogo foi tão empolgante que vi até o fim e o placar final foi a vitória do Giants por 21 a 17
Gostei tanto que no ano seguinte comecei a acompanhar os jogos mais por diversão mesmo do que por outra coisa. Ainda confusa com as regras mas já entendendo um pouco as emoções que os torcedores desse esporte sentem, assisto as transmissões só para ver e ouvir meus narradores e comentaristas prediletos. A maioria não acompanho até o fim pois começa e termina muito tarde.
Apesar do tempo que assisto o futebol americano e até já me acostumar com algumas expressões e regras e também não ter preferência por nenhum time (embora as cores do New England Patriots sejam para mim a combinação ideal que lembra a bandeira dos Estados Unidos que acho linda) ainda não entendo das regras o suficiente para conversar com alguém. Mesmo tendo os amigos que me influenciaram, ainda não tivemos oportunidade de conversar sobre futebol americano. Mas isso não impede que eu me é divirta. Tanto faz o resultado. Quero apenas ver os jogos .
Como sempre acompanhei os jogos no Esporte Interativo, acabei gostando de toda a equipe. E como todo fã de uma equipe esportiva, eu também tenho minha dupla preferida: Octavio Neto e Raphael (Raphão) Martins . A transmissão deles é tão boa quanto uma narração de um gol do Corinthians pelo saudoso Luciano do Valle. E diferentemente de outras equipes de TV que só lê mensagens de um grupinho formado pelas mesmas pessoas, a equipe do Esporte Interativo lê não só essas mensagens como também a de pessoas que estão assistindo pela primeira vez. Brincam, tiram dúvidas, interagem de verdade e ainda respondem no ar (ou em particular ) ao carinho do público.
Daqui a pouco começarão os jogos que decidirão as vagas para o Superbowl  deste ano. O primeiro jogo é entre Green Bay Packers x Seatle Seahawks às 19:00h e o segundo entre Indianápolis Colts x New England Patriots às 21:00h.
Já estou ansiosa para ver ao menos um dos jogos e ainda mais ansiosa pelo Superbowl que será em 1º de Fevereiro. E depois dessa data só em Agosto.
E sinto falta quando não tem jogo.
É uma diversão diferente e emoções que contagiam todo mundo, mesmo quem quer apenas assistir sem escolher um lado. Adoro!


Dedicado à equipe do Esorte Interativo: André Henning, Luís Felipe Freitas, Octávio Neto, Raphael Martins e Marcelo Ferrantini e aos meus amigos que são fãs de Futebol Americano.