My name is Patthy... Bondgirlpatthy

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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Wagner Moura revive Renato Russo e a boa música ainda resiste

Num tempo em que infelizmente existem "músicas" que viram hit mundial por causa dos jogadores de futebol, espalhando barulhos sem sentido e com "letras complexas" em que o povo é levado a embarcar nessa onda pela mídia., felizmente, há exceções como a MTV que conseguem enxergar o público que não vai atrás das modinhas e prefere letras que tenham conteúdo, seja ele uma canção que fale de sentimentos, poéticas ou de protesto. E acabam espalhando coisas realmente boas através de sua programação como o Tributo ao Legião Urbana exibido na última terça - feira e reprisado ontem apresentando dois integrantes do Legião Urbana original,  Marcelo Bonfá e Dado Villalobos além da participação especial do ator Wagner Moura, o eterno Capitão Nascimento de Tropa de Elite 1 e 2. como Renato Russo, líder da banda e autor da maioria destas músicas cujas letras tem um significado tão profundo e único, às vezes autobiográfico em cada verso. A Legião que revolucionou o jeito de cantar e pensar da juventude dos anos 80.  Quem nunca cantou ou já ouviu ao menos um trecho de Legião Urbana? Acredito que todos.
E mesmo sem ser aquele fã de comprar disco e acompanhar carreira quem não tem uma música preferida? A minha por exemplo, dentre as  que conheço é Monte Castelo (vídeo abaixo), cuja letra mistura versos Bíblicos com Camões falando de um amor sublime que falta na humanidade de hoje em dia.
Wagner Moura estava lá como apenas mais um fã do Legião Urbana cantando as músicas de seus ídolos, como se estivesse na intimidade de sua casa num karaokê com seus amigos. Além de tudo, emprestando seu charme e seu jeito sexy numa maneira de cantar só dele, colocando alma e coração em cada música. Que os críticos se lembrem que ali havia um fã como tantos outros cantando ao lado de seus ídolos e homenageando a boa música e a poesia no seu sentido mais profundo.



Diziam que Wagner exagerava, desafinava que não estava no tom. Mas e daí? Ele não é Renato Russo, não é cantor. É um fã como qualquer outro, um ator que teve o privilégio que muitos fãs queriam.
Mas até que consigo entender as críticas porque a mídia acha que as pessoas se desacostumaram de ouvir a boa música. Que piada, a audiência foi boa, a repercussão nas redes sociais foi enorme. Por mais que tentem empurrar coisas sem sentido e modinhas ridículas, o que sobrevive através dos tempos é a música de qualidade. Parabéns MTV, parabéns Wagner Moura e obrigada por me proporcionarem momentos deliciosos e sensíveis com tanta poesia e profundidade. Um beijo à vocês.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Há 30 anos esse som toca na minha casa

Em 1982 aos 7 anos
Desde que a foto ao lado foi tirada no meu aniversário de 7 anos comemorado em 2 de maio de 1982 que um som ecoa por minha casa. O mesmo som que apesar da modernidade do CD e dos mp´s e i pod´s super tecnológicos abstecidos por downloads de sites que vendem músicas "invisíveis", esse som ainda insiste em ecoar muito muito forte não só em casa mas também em meu coração.
Eu mal sabia pronunciar de forma compreensível as palavras e já tinha sido "apresentada" às músicas através de cantores que eram populares na década de 70. Minha mãe, tios e tias, ainda solteiros, como todos os jovens, tinham seus ídolos da jovem guarda e outros movimentos musicais de sua época e compravam seus LPs e compactos de vinil que eram ouvidos na vitrolinha portátil branca que era do meu padrinho já falecido. Fui escutando aqueles sons que eram agradáveis, por vezes cantava junto com aquela linguagem infantil de quem ainda não entendia o sentido das letras das músicas. Artistas como Roberto Carlos, The Carpenters, Wanderley Cardoso (o disco que aparece na foto), Ney Matogrosso (que eu imaginava ser mulher pelo tipo de voz e dublava direitinho pois não conhecia seu rosto), Wando, Paulinho da Viola, Martinha, Márcio José, Gilbert O´Sullivan (o cantor de Claire de quem conheci o rosto recentemente graças ao meu amigo Dani Dargonfinks), Michael Jackson ainda criança entre outros, embalaram minha trilha sonora.
Meus tios e tias aos poucos foram casando e levando para suas casas seus pertences, tudo... menos os discos. Sempre diziam: "Deixa aí para ela escutar".
Muitos eram arranhados e os compactos quase todos sem capa mas todos tocavam. Adorava ouvir e como não sabia nomes de cantores ainda "apelidei" cada disco conforme a característica mais marcante ou a música. Tinha por exemplo o "disco da Tia Guida" que nada mais era do que o LP Horizon do The Carpenters porque achava que Karen Carpenter era parecida com minha tia Margarida. Teve também o disco que me traumatizou. O 2 na Bossa de Elis Regina e Jair Rodrigues. Quando Elis faleceu, aqui tinha uma revista "Amiga" especial da época com uma foto de close da cantora em seu caixão. Eu achava que se pusesse prá tocar o disco, a Elis Regina iria se levantar e vir me pegar prá ir com ela. Coisa de criança que demorou a passar mas que hoje já não tem nada a ver.
Com o tempo, meu padrinho levou embora sua vitrolinha branca e eu chorei por dias e dias ´pois para mim a vitrola era minha. Depois, por pouquíssimo tempo um outro tio emprestou um som que pude usar até o dia que ele também se casou e levou com ele.
Era 1982. Minha querida mãezinha resolveu me dar um presente muito incomum para uma criança. Um moderníssimo aparelho de som 2 em 1 automático da Sharp, um dos melhores e mais caros da época. Sem eu saber, ela foi a um mercado muito famoso, Jumbo Eletro,  e comprou meu aparelho de som à prestações. No dia do meu aniversário, mal conseguia começar a abrir o pacote de tão gigantesco. Foi o maior presente que ganhei em toda minha vida. Um som só meu que jamais iria embora da minha casa pois ninguém poderia levar. Foi a maior felicidade que tive quando ouvi o primeiro disco nele que nem me lembro qual mas com certeza ainda tenho.
No começo não alcançava colocar sozinha os LPs e só ouvia no fim de semana pois alguém tinha que me ajudar. Minha mãe me ajudava sempre e me ensinava até o dia em que pude alcançar e colocar os discos eu mesma. Foi maravilhoso esse dia.
E também comecei a ganhar e comprar, depois de muita economia, discos de minha própria época. Gugu Liberato, Bozo, Trem da Alegria não faltaram no meu repertório infantil e Roberto Carlos continuou reinando entre meus discos "de adulto". Também tenho alguns clássicos daqueles discos coloridinhos de estória infantil do Teatro Disquinho. Meu aparelho cresceu comigo, passou pela adolescência das trilhas de novela e boy band, cuja minha preferida era Menudo, especialmente o Rick Martin.
Foi também nesse aparelho que descobri a beleza da música clássica de Luciano Pavarotti e grandes orquestras como a de Leonard Bernstein, descobri Frank Sinatra, Max Steiner, Glenn Miller e Julio Iglesias.  E também onde ouvi a voz do Papa João Paulo II abençoando em português como um consolo de quem não teve seu apelo de ver Vossa Santidade de perto atendido por ser muito pequena à época de sua primeira visita no Brasil.
As músicas mudaram e o tempo passou... O aparelho ainda resiste



Em 2012 aos 37 anos
São momentos marcantes na minha vida embalados por boas músicas, dessas que já não se fazem como antigamente e que me deixam feliz. Coisas que viram eternidade e sentimento como neste disco de Ray Coniff adiquirido recentemente (que aparece na foto) e traz em seus acordes amor, sofisticação, alegria e beleza.
Fica minha dica à todos que gostam da boa música. Ouçam nos velhos equipamentos, abandonem um pouquinho a modernidade e garanto que não se arrependerão como eu nunca me arrependi.


PS: Texto dedicado às pessoas que me inspiraram com suas canções no vinil, aos amigos Vinícius Pereira, Khris Morris, Fábio Rotta, Dargonfinks, Gustavo Gossen e muito especialmente à minha mãe Lourdes por me dar o melhor de todos os presentes: a música.