My name is Patthy... Bondgirlpatthy

Bem - vindos ao meu cantinho virtual . A "casa" está sempre aberta à todos que queiram vir aqui ler e comentar meus posts. Este blog não tem compromisso jornalístico portanto não tem compromisso com a imparcialidade. Mas o meu compromisso com a democracia continua. Aqui toda opinião é importante e respeitada. Fiquem à vontade, a "casa" é de vocês. Voltem sempre q quiserem . Um beijo com muito carinho e obrigada.


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Obrigada Doutor Sócrates

O que deveria ser apenas um dia de festa para mim e para tantos corinthianos como eu pela conquista do quinto campeonato brasileiro da história do glorioso Sport Club Corinthians Paulista, meu grande e eterno amor não foi assim.
O destino preparou uma desagradável surpresa logo pela manhã não só para torcedores do Timão mas para todos que amam o futebol e prezam pela liberdade de não só expressar o amor por seu time mas também a liberdade de expressar suas opiniões sobre os mais variados assuntos do dia a dia.
Faleceu ontem o ex - jogador Sócrates, bi campeão paulista 1982 1983 e idealizador do movimento Democracia Corinthiana que estabelecia votação para decidir tudo na concentração do Corinthians. Os votos tinham peso igual, desde o técnico Mário Travaglini até o mais humilde funcionário que estivesse presente nos vestiários. Um exemplo para um país onde tudo era censurado e apenas uma opinião valia, a dos militares que faziam parte do governo.
Confesso que me lembro muito mais do movimento democrático do que dos lances precisos e elegantes do "doutor da bola", apelido que Sócrates recebeu por ter se formado em medicina mesmo enquanto jogava futebol. Lembro dos gols mais pelas conversas com meu tio Joãozinho que contava de viva voz e com a experiência de muitos anos de arquibancada a história do Corinthians que ele vivenciou para mim e meu primo Anderson, filho dele e mais novo que eu. Foi com meu tio que aprendi ser corinthiana desde os 5 anos e dele ganhei minha primeira camisa modelo preto com listras brancas, modelo ano de 1977. Ainda era pequena mas meu coração sempre pulsou mais forte pelo Corinthians.




Falando de Sócrates, me lembro mais dele nos telejornais sendo notícia por defender as Diretas Já em discursos entusiasmantes ao lado de artistas, atletas e políticos, sendo o mais famoso discurso realizado em 1984 na Praça da Sé em São Paulo para milhares de pessoas. Aqulo me marcou, mesmo eu quase "inconsciente" do mundo político da época.
Era diferente, não entendia mais sentia a importância daquele ato que só depois entendi. Eu já tinha 9 anos mas explicações eram proibidas até em casa, imagina nas escolas! Já as imagens do grande atleta parte da seleção de 1982, a primeira que vi jogar, ainda sem entender muita coisa mas que todos até hoje lamentam a perda daquela copa da Espanha e do ídolo corinthiano são vagas em minha lembrança. À você Doutor Sócrates, muito mais que um muito obrigada, deixo meu carinho, respeito e gratidão. Fica aqui a minha homenagem, de uma Corinthiana simples para um ídolo que levou o Corinthians a ser pioneiro num movimento de liberdade que ultrapassou os vestiários e ganhou as ruas. Defendeu a liberdade do país que carrega também em seu nome. Valeu por tudo Sócrates Brasileiro!












terça-feira, 22 de novembro de 2011

Game ON, o mundo encantado dos games

Hoje fui ao MIS (Museu da Imagem e do Som) visitar uma exposição muito legal e diferente. A Game ON que reúne videogames de várias épocas distintas e conta a história dos jogos eletrônicos desde o jogo Pong, um dos primeiros jogos lançados para o público, passando pelo Arcade, os fliperamas, os cartuchos do Atari até chegar nos atuais simuladores, Play Station e X - box.
Acima de qualquer coisa, essa exposição não é apenas para saudosistas dos antigos games nem tampouco para a geração WI e simuladores. Essa exposição é para todos os públicos.
Quem gosta de videogames vai se esbaldar, viajar no mundo encantado dos consoles e computadores de jogos. Eu adorei jogar Sonic outra vez, jogar boliche, tênis e basquete com os modernos WI - FI, embora um pouco atrapalhada pois sou do tempo do console e não do comando por movimentos. Adorei Pac Man no telão grande.
Jogar Atari, mesmo sem ser River Raid, me fez voltar um pouco aos dias agradáveis de domingo na casa da minha prima Rosângela (o Atari que eu jogava era dela). Para mim foi um baita passeio.
Descrever em palavras essa viagem é difícil, só quem jogou videogame, não importa qual, me entende pois com certeza se divertiriam tanto quanto eu numa exposição como esta. Tinha até um simulador sensorial em que os movimentos de seu próprio corpo controlam a bolinha.
Gostei mais da parte "das antigas" pois estou bem mais familiarizada. Até joguei Asteróides, um jogo que conheço do seriado Todo Mundo Odeia o Crhis num dos episódios, onde o personagem joga na loja do Dock em Bed Stuy para recuperar seu recorde perdido.





















Na exposição também tem uns computadores que eu definitivamente não sei nem ligar. Um deles era um IBM do ano de 1972.
Com certeza eu não teria um blog se meu computador fosse desses. Olhando para ele me senti uma analfabite total.





Apenas senti falta de algum jogo de 007 já que nunca joguei nenhum e essa seria minha oportunidade, mesmo assim, foi muito divertido. Quem quiser ver a exposição, ela está em cartaz no MIS até o dia 08 de janeiro de 2012 e o ingresso é R$ 10,00.
 Estudantes, idosos e portadores de necessidades especiais pagam meia entrada. Ela funciona de 3ª à 6ª das 12:00h às 21:00h e aos Sábados, Domingos e Feriados das 11:00h às 21:00h. O MIS fica na AV Europa, 158. Bom divertimento à todos! E por hoje, deixo meu
Game Over!












segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Duas estórias do Chapolin Colorado






Escrevi esses dois textos para participar de um concurso de contos do Chapolin Colorado  promovido pelo Fã clube Chespirito Brasil, cujo prêmio era uma camiseta com motivos de Chaves e Chapolin. O concurso foi realizado entre os dias 13 e 24 de julho de 2011. Não ganhei o concurso mas quero compartilhar as minhas estórias. Espero que gostem

1) O casamento da Dona Florinda

A Vila está em festa, afinal, depois de 20 anos de namoro e "40 e onze" xícaras de café, chega o dia do casamento de Dona Florinda com o Professor Jirafales.
A Velha Coroca estava feliz porque finalmente iria se livrar de toda a gentalha.
No páteo da Vila todo enfeitado com os buquês de flores que o Girafão Comprido mandou durante todo o namoro, toda a Vizinhança aguarda o momento em que Quico ganharia um "Papai Novo".
Seu Madruga coloca o disco na vitrola que o Dr. Chapatin emprestou. Começam os primeiros acordes do tema de E o Vento Levou.
A Senhorita Paraíso, digo Céu, Digo Glória... entra na frente jogando pétalas de rosas para a noiva passar. Jirafales aguarda no altar com mais um humilde presente.
Quico entra conduzindo a mãe e usando seu terninho de marinheiro de "casemira penteada" azul da saga de Acapulco.
A mãe estava vestida com um vestido branco e bobs combinando, além de seu avental. Tinha acabado de voltar do salão de beleza que estava fechado.
Mas, de repente, Hector Bonilha bate no bochechudo e rapta Dona Florinda.
- Oh e Agora quem poderá me defender? disse Jirafales
-EEEEEEEEEEEuuuuuuuuuuu
- O Chapolin Colorado
- Não contavam com minha astúciaaaaaaa
- Que bom que você chegou Chapolin, imagine que...
Mestre Linguiça conta o que aconteceu e Chapolin desmaia.
Até ele que é burro duvidava que um dia Dona Florinda e Professor Jirafales iriam casar.
Depois que recupera os sentidos diz:
-Palma palma não priemos cânico. Eu salvo a Dona Florinda, sigam - me os bons.
E saiu atrás do raptor.
Chapolin achou Hector com Dona Florinda e bateu nele com um pau. Pegou a Velha Coroca e acordou Quico que ainda estava desmaiado.
Tudo recomeçou.
A Velha Coroca chegou no altar e o casamento prosseguiu:
-Professor Jirafales que milagre o Senhor por aqui!
-Dona Florindaaaa. Vim lhe trazer este humilde presente (e ao invés de flores coloca a aliança no dedo de Dona Florinda).
Dona Florinda percebe que dessa vez não são flores e fica feliz. Sem saber o que dizer, convida:
- Não gostaria de entrar e tomar uma xícara de café?
- Não seria muito incômodo?
- Ah mas é claro que nãooooooo queira entrar.
- Depois da Senhora
- Ah obrigada
Ele, ao invés da abrir a porta para que Florinda entre, a toma nos braços e beija finalmente. Todos aplaudem.

O Chapolin Colorado vai se sentar na cadeira para começar a comer e sai tropeçando no banquete da festa da Dona Florinda que a Bruxa do 71 preparou com suas próprias mãos e a comida voa para todo lado.
- Burrooooooooooooo. Gritaram todos para o Vermelhinho.
E o padre? perguntam vocês. Eu esqueci de dizer que o padre era o Jaiminho e ele não celebrou o casamento pois preferiu evitar a fadiga. O Chaves não compareceu porque esqueceram de convidar.

Fim

2) Vamos à Disneylândia com o Polegar Vermelho
Obs: Apesar das informações parecerem verdadeiras elas não passam de uma estória que não existiu

Lembram daquele cartaz que o Chapolin pede ao Xerife se pode colar junto com os de procura - se o Racha Cuca? Pois é, acessando a internet descobri que o concurso era verdadeiro e resolvi me inscrever.

O concurso para ir à Disneylândia foi até anunciado no jornal do SBT e lá explicaram as regras.
A gente tinha que ir ao mercado comprar uma lista de produtos divulgado pelo portal Chespirito. org.
Nessa lista de produtos tinham uns códigos de barra que deviam ser cadastrados em fóruns ou portais de fã clubes de Chespirito por todo o mundo e só valia uma vez.
A lista de códigos tinha que ser registrada no fã clube ou fórum do país que você mora. Aqui no Brasil escolheram o fã clube Chespirito Brasil. Os produtos eram:


coisa que serve para limpar prata
bola quadrada
corneta paralisadora
copo de suco Super de Quico
pirulito de caramelo
tinta invisível
marreta biônica
cerveja Chevez
varinha mágica da Bruxa Baratuxa


Anotei tudo e saí correndo para comprar. Minha sorte era que o mercadinho perto da minha casa ainda estava aberto.
Comprei tudo, paguei algumas moedas e corri para a casa. Acessei o site especial da promoção e cadastrei meu código 24147172BARRILNUMEROOITO.
O resultado iria sair no dia do aniversário do Chespirito e ele próprio iria anunciar no SBT para todo o mundo quem iria para a Disneylândia com o Polegar Vermelho.
Na data marcada, vesti minha camiseta do Chapolin Colorado e liguei a TV no Jornal do SBT. Karin Bravo falava direto da casa de Chespirito e a festa do aniversário dele rolando solta.
Ele pediu silênciooooooooou e anunciou. "O vencedor do concurso mora no Brasil, o país de vocês, na cidade de São Paulo e tem o código 24147172BARRILNUMEROOITO".
Eu já estava com as malas prontas e logo tocou a campainha da minha casa:
(dim don) - Quem é?
-EEEEEEEEEEEEEEEEEEEuuuuuuuuuuuuuuuu.
- O Chapolin Colorado
- Não contavam com minha astúciaaaaaaaaaa
- Está pronta para ir à Disneylândia Patrícia?
- Sim Vermelhinho
- Então vamos
Nos divertimos muito lá, vimos muitas coisas legais. Brincamos muito. É um sonho ir à Disneylândia ainda mais com o Chapolin Colorado.

Fim


OBS: Contos baseados no personagem Chapolin Colorado de Roberto Gomez Bolaños (Chespirito), dedicado à Chespirito, Edgar Vivar, Carlos Villagràn, Ruben Aguirre, à todo elenco de Chaves e Chapolin e à todos os Chavesmaníacos do Fã Clube Chespirito Brasil, especialmente à minha amiga Michelle (Velha Coroca), Gustavo Berriel e aos dubladores Tatá Guarnieri, Nelson Machado, Luiz Carlos de Moraes e Osmiro Campos
















quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Johnny English um agente com licença para fazer rir

Rowan Atkinson como Johnny English em cartaz oficial do filme

Ontem fui ao cinema assistir ao filme O Retorno de Johnny English, estrelado pelo ator britânico Rowan Atkinson, famoso pelo impagável Mister Bean.
Neste filme, mais cômico do que nunca, ele assume o papel de agente secreto acidental Johnny English, que não conhece o medo nem o perigo e nesta aventura, o mais improvável funcionário da inteligência do Serviço Secreto de Sua Majestade deverá deter um grupo de assassinos internacionais antes que eles eliminem um líder mundial e causem o caos global. Cenas de virar o fígado e se engasgar de tanto dar risada que além de divertir presta, na minha opinião a melhor homenagem cômica de todos os tempos ao agente secreto James Bond.
Elementos para homenagear Bond não faltam, desde trejeitos distorcidos até cenas que lembram os filmes mas feitas em tom de pastelão, lembrando ícones do humor como Leslie Nielsen, Trapalhões e Chaves. E as referências  não param por aí. Há uma  que não só é clara como também visível o tempo todo: No elenco, a atriz  Rosamund Pike, a Miranda Frost de 007 um novo dia para morrer como a "bond girl" Michelle. Enfim... Tudo, absolutamente tudo neste filme lembra James Bond.
Vou apenas contar uma das cenas do filme e explicarei o porque, mas não se preocupe se você ainda não viu o filme pois não é a cena final. Johnny English num teleférico brigando com o vilão. Para o fã de James Bond logo vem a lembrança da cena em que James Bond e Jaws lutam no Bondinho do Pão de Açúcar no Rio de Janeiro no filme 007 contra o Foguete da Morte.
Muitos anti - bond da imprensa e alguns bondmaníacos torcem o nariz para esta cena mas de certo darão muitas risadas quando a virem reproduzida no filme de Rowan Atkinson. Aliás, que Roger Moore me perdoe pelo que vou dizer mas a cena ficou melhor com o Johnny English, com toda certeza.
Resumindo ri tanto mais tanto que não sei onde foi parar meu fígado. Ah e eu fiz uma última homenagem à Bond sem querer. Qdo comprei meu ingresso no Cinemark do shopping Iguatemi tinha lugar marcado e eu escolhi a poltrona na fileira J número 7 como comprova a foto do ingresso, mesmo que sem muita nitidez.


terça-feira, 25 de outubro de 2011

James Bond brasileiro é Ouro no Pan de Guadalajara

Na noite do último dia 24 de outubro, o patinador artístico Marcel Stürmer de Lajeado – RS deu um verdadeiro show de superação, elegância, perfeição e beleza ao se apresentar ao som de uma seleção de músicas da trilha sonora de James Bond na prova final da Patinação Artística masculina, programa longo (onde além dos movimentos obrigatórios o patinador escolhe quantas vezes e quais serão os movimentos de sua coreografia).
Mas nem tudo foram flores para o patinador que teve seus patins e roupas roubadas na porta do prédio onde mora no Rio Grande do Sul ás vésperas de embarcar para o México.
Ele poderia ter desistido da competição, mas não o fez. Seguindo o exemplo de James Bond nos filmes, seguiu em frente e foi recompensado






De patins novos, recém amaciados e um impecável traje inspirado nas roupas de 007 em preto e cinza, Marcel executou com perfeição e habilidade seus movimentos ao som de um medley de trilhas de James Bond que tinha desde o tradicional James Bond Theme até o empolgante Bond 77. Uma apresentação que, segundo os comentaristas do portal Terra, foi tão impecável quanto um Sean Connery, Roger Moore ou Pierce Brosnan nos filmes. No que particularmente concordei por um aspecto: Além dos movimentos da patinação, Marcel “incorporou” 007 simulando na pista movimentos e poses clássicas do personagem, incluindo ao final o tiro da Gun Barrell executado duas vezes para encerrar sua apresentação.




Após se apresentar Marcel telefonou para a amiga, atleta de tiro, Janice Teixeira que conseguiu apenas a nona colocação em sua modalidade.
A escolha do personagem e da música ocorreu a partir de uma conversa via Twitter com um amigo que havia assistido ao último capítulo de Insensato Coração e comparou uma das cenas exibidas na ocasião aos filmes de James Bond e disse ao patinador que ele (Marcel Stürmer) poderia simular a cena porque era o 007 brasileiro. Não fosse isso, Marcel teria escolhido o hip – hop. Em entrevista ao portal Terra ao final de sua apresentação, disse:
"Estou muito feliz. Realmente a conquista foi de superação. Não poderia ter escolhido personagem melhor para interpretar do que o 007, James Bond. Minha realidade era muito difícil quando eu cheguei aqui, do assalto, sem meus patins, meu material que treino todos os dias e sem minha roupa. Tive uma enorme desestrutura emocional com tudo isso", comparando - se com 007.
Com certeza essa história da vida real renderia um ótimo enredo para um próximo filme de James Bond.


PS: Dedico este post a meu amigo Gustavo Gossen que me passou essa notícia via Twitter. Obrigada Guri.





Video da apresentação: Portal Terra
















sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Feliz Bond Day


Gun Barrell by Maurice Binder
Mesmo que com um dia de atraso (ontem eu saí) quero desejar à todos um Feliz Bond Day.
Dia 6 de outubro de 1962 estreiava em Londres o filme 007 Contra o Satânico Dr No, estrelando Sean Connery no papel do agente secreto do MI-6, James Bond, personagem que surgiu em 1953 nos livros do jornalista inglês e ex- combatente da Marinha Britânica Ian Fleming.
Devido ao sucesso dos livros era inevitável que um dia o espião saísse do campo literário e ganhasse as grandes telas de cinema por todo o planeta.
Não vou me apegar a detalhes de seleção para a escolha do elenco, trilha sonora, embora o The James Bond Theme de Jonh Barry tocado por Monty Norman e sua Orquestra seja uma das mais belas canções do cinema, uma obra prima, acompanhadas por uma abertura que já traz o tom de total inovação,  nem mesmo sobre a adaptação do roteiro do filme, afinal todo fã de 007 pode achar essas informações muito facilmente (e com detalhes mínimos) em sites e livros especializados no assunto.  Falando do filme, vemos James Bond em sua primeira aventura onde ele tenta destruir os planos de Dr No, um misterioso cientista que busca a total destruição do programa espacial norte americano.
Cheio de cenas empolgantes de ação misturada com um toque de sensualidade por conta das Bond Girls, mulheres que 007 seduz e ao mesmo tempo o seduzem. Bond é um personagem que veio romper com tudo que era conhecido no cinema em termos até de linguagem.
Foi por exemplo em Dr No que aconteceu uma ousadia muito grande na parte sensual dos filmes. Em uma cena, Ursula Andress sai do mar  apenas de biquini branco com duas conchas nas mãos e cantando despreocupada, para um instante retirando os óculos de mergulho enquanto é observada por Sean Connery que descansa sentado na areia. Para os padrões da época foi um espanto geral. A beleza de Ursula e o olhar penetrante (e devastador) de Connery em direção à ela foram o impulso para que os filmes de 007 fizessem sucesso desde o início.


Ian Fleming



As filmagens desta cena foram acompanhadas muito de perto por Ian Fleming em pessoa. Ele se impressionou ao constatar  como tinha se tornado grandiosa a sua obra desde que ele vendeu os direitos para a dupla de cineastas Albert R. Broccolli e Harry Saltzman. Além disso, como milhares e milhares de homens em todo o mundo (e muito antes deles), impressionou - se com a beleza exótica de Ursula Andress, deixando esta obsrervação  registrada em um outro livro de sua autoria.
Este primeiro filme de Bond demonstra uma sofisticação incrível em todos os sentidos. Além de imprimir suas características mais conhecidas, suas famosas frases e locações paradisíacas, também traçava a personalidade de James Bond como o smoking sempre impecável, o paladar refinado e a vodka martini batida não mexida, além é claro, da parte que mais me encanta e faz suspirar (inclusive escrevendo o post): a beleza e seu jeito charmoso, sexy e único de seduzir o público feminino, mexendo com o imaginário de cada uma das fãs que tem. Já dizia Raymund Chandler numa análise perfeita: "James Bond é o que todos os homens gostariam de ser. E o que todas as mulheres gostariam de ter embaixo dos lençóis". Concordo totalmente.
Eu sempre gostei do personagem desde pequena. Não sei explicar. Ele me conquistou. Houve um tempo que eu não tinha com quem conversar sobre isso. Mas há 9 anos encontrei pessoas que não só compartilharam esse gosto comigo como também me deram muitas dicas e informações. Sem falar das notícias que cercam esse mundo tão maravilhoso que existe há 49 anos nas telas do cinema.
E, aproveitando quero homenagear um amigo que nunca homenageei em meus posts sobre 007, corrigindo assim uma injustiça que cometi ao longo dos anos. Ele é um guri que não é jornalista mas que através do seu blog James Bond Brasil sempre nos mantém informados sobre 007 em primeiríssima mão. Esse texto é para você querido amigo Marketto. Um fã que é a cada dia referência até para a imprensa profissional. Quando "crescer" quero ser igual à você (acho que te disse isso em algum lugar risos). Abaixo uma foto nossa de quando nos conhecemos nas comemorações do centenário de Ian Fleming. Para mim, além de ser um grande privilégio não poderia haver ocasião mais apropriada do que esta.


Eu e Marketto na 1ª Con 007 em 2008


É muito bom saber que James Bond proporcionou também grandes amizades como esta onde o carinho faz com que as distâncias se encurtem não importando o tamanho delas. E através dessa homenagem que fiz ao Marketto deixo também o meu Bond beijo cheio de carinho aos amigos que conheci por causa de nosso personagem preferido, James Bond. À você Marketto e aos nossos amigos, desejo, mesmo que atrasado, um Feliz Bond Day. Um brinde à nós shaken not stirred.




domingo, 2 de outubro de 2011

Uma Bond Girl entre os Jedis


Fazia um tempão que eu estava devendo escrever alguma coisa aqui sobre um dos eventos mais legais de cultura pop/nerd mais legais que existem no Brasil promovido pelos meus queridos amigos do Conselho Jedi São Paulo. A  Jedicon.
Sempre fui uma pessoa que gosta de ver filmes, ler livros e falar com outras pessoas sobre isso. Mas sabem como é o Brasil: Se não for futebol, fofocas de celebridade, comentar a vida do vizinho  ou noticiário do Jornal Nacional (especialmente de política, tragédias e economia) ninguém quer saber de conversar. Cultura pop então, nem pensar! Discutir temas de livros e filmes não é "normal".
Apesar de sentir falta de falar sobre essas coisas, especialmente James Bond, não achava que existiam outras pessoas que pensassem assim. Até o dia que entrei na Comunidade 007 Brasil no finalzinho de 2002. Foi através dela que finalmente encontrei uma "galera" que tinha tudo a ver comigo e comecei a frequentar eventos para fãs de cultura pop.
A primeira Jedicon que frequentei foi em 2003 junto com os meninos da Comunidade 007. No começo era estranho mas ao mesmo tempo legal. Todo mundo vestido como seu personagem de Star Wars preferido ou mesmo como personagens de outros universos do meio pop/nerd expondo sua coleção pessoal composta de ítens raros ou não tão raros, conversando, dando entrevistas, desfilando e principalmente entre amigos. E o mais importante: sem brigas nem drogas nem bebidas. Uma festa sóbria mas muito legal onde famílias inteiras vão e se divertem.
Tenho muitas recordações boas que vou levar por toda minha existência dessas Jedicons que participei aqui. A de 2003, marcante por ter sido a primeira e ter feito uma exposição junto com os meninos de um grandioso acervo de 007 onde a maioria dos itens era deles e onde conheci Eduardo Torelli que naquele ano lançava seu livro Sexo Glamour & Balas sobre James Bond. Foi na Jedicon que conheci um escritor pessoalmente pela primeira vez na minha vida.
Já a Jedicon de 2009 foi marcante até mesmo um dia antes de começar porque aquele ano conheci Jeremy Bulloch, ator que além de participar de filmes de Star Wars como o personagem Boba Fett
também participou de dois filmes de 007 como o personagem Smithers, assistente de Q. Foi marcante conhecê - lo e poder conversar com ele e no outro dia em meio à multidão dos dois lados da Força representados no evento receber de longe um aceno carinhoso e simpático por ele ter reconhecido você.
Dele ganhei um lindo presente que compartilho agora com vocês.


Foto autografada de Jeremy Bulloch dedicada a mim

São muitas as recordações de tantos anos passados deste evento tão bacana. Não caberiam todas aqui. Mas guardo no coração cada uma delas.
Ontem houve mais uma edição da Jedicom na APCD  (Associação Paulista dos Cirurgiões Dentistas) de São Paulo, Zona Norte, próximo ao Metrô Tietê.
A animação começa logo quando você chega pois ali, acima de qualquer coisa existem amizades muito verdadeiras que ultrapassam gerações. Me lembro que eu quando entrei pela primeira vez numa Jedicon tinha praticamente dois amigos que mal acabava de conhecer pessoalmente e saí de lá conhecendo muitos outros novos amigos.
Por todo canto que olhamos numa Jedicon, além dos stands de Conselhos Jedis de vários estados brasileiros também temos pessoas que não tem a ver com Star Wars mas que são as chamadas "pessoas amigas da Força". Eu faço parte desse grupo há quase nove anos e é uma grande alegria para mim. Tem de tudo. Desde Senhor dos Anéis até fãs de vampiros. Sem contar os Trekkers que dizem "não se bicarem" com Star Wars.
É um evento muito bonito e gostoso de se visitar e também de se expor coleções. Eu já fiz algumas exposições e quem sabe ano que vem volte a expor por ocasião dos 50 anos de James Bond no cinema. Ainda é uma ideia que estou amadurecendo.

Uma particularidade que a Jedicon teve sempre foi a cobertura da imprensa que não está acostumada a cobrir eventos de fãs. Por vezes também algumas emissoras como a TV Cultura costumam dar destaque enviando seus profissionais como a simpática Gabi do programa Pé na Rua voltado ao público teen. Ela estava perfeitamente vestida de Princesa Léia .





Além da presença da imprensa também podemos notar que vários escritores sempre comparecem para divulgar seus livros. Geralmente pessoas como Renato Azevedo, Giulia Moon, Georgette Sillen, Adriano Siqueira e tantos outros, por não serem famosos nem estrangeiros, não tem muito espaço na mídia tradicional. Com muito esforço e amizades, essas pessoas divulgam e são conhecidas graças aos seus blogs e a esses eventos onde comparece um público formados por fãs e amigos .


São muitas as coisas diferentes que vemos numa Jedicon como também crianças que mal eram nascidas quando George Lucas criou esse verdadeiro fenômeno atemporal . Essas crianças aprendem desde o básico sobre os filmes mas também técnicas de duelos de sabre de luz ou apenas brincam livremente duelando entre si mas sem violência. Tudo fica só na encenação e brincadeiras.

A cada ano que passa, a Jedicon fica cada vez melhor independente da qualidade dos filmes. O pessoal a cada ano se supera em criatividade e perfeição e promove a união de amigos em torno de um divertimento saudável e familiar. 

Amizade e criatividade são sem dúvida os maiores lemas que a Jedicon leva ao grande público através de seus organizadores e participantes. Na parte criativa, além das fantasias clássicas que representam fielmente os figurinos originais dos filmes vemos adaptações que são ousadias "permitidas" que acabam tornando uma atração à parte. Exemplos claros disso são as versões femininas ou modernas dos personagens e algo que particularmente chamou a atenção este ano: uma versão do personagem Boba Fett mais elegante, usando terno. Inclusive venceu o concurso de colsplays de vilões Star Wars (categoria Dark Side). Pessoalmente achei um luxo e muito criativo. Se Jeremy Bulloch, o intérprete do personagem original tivesse visto, certamente ele ficaria orgulhoso da criatividade brasileira. Eu adorei, ficou uma mistura mais que perfeita de Star Wars com James Bond. Vejam essas fotos que vocês vão entender.





E na parte da amizade não há palavras para definir. Amigos que vemos em todo ou quase todo evento. Uma amizade que veio da magia da sétima arte e o gosto pela cultura pop/nerd onde apenas "brincamos de sermos felizes" com pessoas que nos entendem...












...e encontros memoráveis entre amigos da "vida normal" do nosso dia a dia num lugar de fantasia onde seria inimaginável encontrá - los. São coisas que só uma "balada" como a Jedicon é capaz de proporcionar




Em todos esses anos que participo de tudo isso, só posso e devo agradecer  ao Conselho Jedi São Paulo, especialmente ao casal amigo Marcelo e Fabi. Obrigada por tudo de verdade. Para mim é e sempre será uma grande honra ser uma Bond Girl entre amigos Jedis. Queridos, de todo meu coração, os amo muito. E desejo que a Força esteja com vocês. Um grande Bond beijo. Amo vocês!

Nota: Obrigada Marcelo por permitir o uso da imagem do cartaz da Jedicon 2011

















sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Retornando ao maravilhoso mundo de Kaori com Giulia Moon


Uma vez falei aqui no blog sobre uma personagem extremamente fascinante: A vampira Kaori. Japonesa, vinda do século XVIII, com um perfume e uma sensualidade inconfundíveis, além de uma personalidade marcante e única.
 Se antes éramos convidados a sentir o cheiro do seu misterioso perfume, agora temos um novo convite: Guiados por Giulia Moon, a brilhante criadora de Kaori , somos agora convidados a conhecer os mistérios dos grandes amores desta vampira. Saber o que se passa no coração da personagem.
Foi lançado ontem na livraria Martins Fontes em São Paulo Kaori 2 Coração de Vampira. O evento mais uma vez foi um sucesso, realizado pouco depois do lançamento na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, onde foi também de grande repercussão.  Além do público costumeiro e amigos de lomga ou de curta data da autora, algo  inusitado apareceu por lá: um Trekker! Vejam vocês! Fiquei pessoalmente surpresa.



Neste novo livro, veremos uma mulher como tantas de nós mortais. Com dúvidas, certezas, anseios por novas experiências e recordações de amores do passado. Kaori nos revelará o quanto é frágil e feminina no que diz respeito aos sentimentos e ao mesmo tempo sua força interior para lidar com seu presente e a lembrança do passado. E também poderemos encontrar um gosto musical único inspirado na preferência pessoal de Giulia, sua criadora.





Giulia é um pouco de Kaori e Kaori é um pouco de Giulia. Só nos resta descobrir enquanto viajamos através da leitura por esse mundo fascinante se os corações delas guardam, além da mesma doçura, os mesmos mistérios. Recomendo inclusive a quem não teve a oportunidade de ler que leia também o primeiro livro, Kaori perfume de Vampira para descobrirem essa personagem tão misteriosa e fascinante. Sucesso para você querida Morceguinha. Que Kaori nos cative também por seus mistérios e prenda nossos corações ao dela.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Cowboys & Aliens, o filme perfeito para Daniel Craig

Ontem fui ao cinema assistir Cowboys & Aliens. Antes de assistir, procurei me informar um pouco mais, lendo reportagens e comentários, especialmente no blog do meu amigo Marketto que tinha além de notícias fresquinhas de filmagem e estreia no exterior algumas fotos promocionais em Londres tiradas pela namorada dele, Julia, uma guria muito simpática e legal que um dia ainda conhecerei pessoalmente.
Mas falando do filme: eu gostei muito de assistir. Ele é um bang bang como aqueles que passavam na TV antigamente. Adrenalina correndo solta o tempo todo.  Só fiquei um pouco com medo dos aliens que eram bem nojentos (argh)! Mas foi legal.


Eu no cinema do shopping Boullevard Tatuapé ontem


O filme se passa em 1873 quando  um estranho (Daniel Craig) sem memória vai parar em Absolution, cidade inóspita para visitantes e dominada pelo medo imposto pelo pulso forte do "Coronel" Woodrow Dollarhyde (Harrison Ford). Mas o inesperado acontece quando máquinas voadoras atacam a cidade e sequestram seus habitantes. É quando os humanos descobrem que precisam combater a invasão alienígena, forçando os homens brancos, bons e maus, e ainda os peles vermelhas a unir forças contra a ameaça extraterrestre.
Além desse enredo diferente e muito curioso tinha a assinatura de Steven Spielberg.
Tudo isso é importante claro, mas meu objetivo em assistir esse filme foi conhecer Daniel Craig em outros papéis que não fossem James Bond logo em seguida dele ter feito dois filmes de 007. Eu queria entender o porque de tanta rejeição que alguns Bondmaníacos, inclusive de amigos, em relação ao ator num modo geral.
Não aprovei o Bond feito por Craig. E ao contrário dos fãs mais radicais como meu amigo Eduardo Torelli, jornalista e escritor inteligentíssimo e fã de 007 como eu, acho que Craig é um ótimo ator sim. Apenas não deu certo no perfil de Bond.
Vendo Cowboys & Aliens percebi que este sim é um filme para Daniel Craig fazer. Nenhum dos outros "bond atores" na minha opinião daria certo quanto ele. Craig é um cara truculento, jeito de mau, objetivo, de físico troncudo. Não tem o refinamento e a sofisticação necessária para interpretar o agente secreto.
Já o personagem de Cowboys & Aliens tem todas essas características que o ator carrega na sua interpretação. Existem personagens que realmente são feitos para que atores específicos os interprete e façam sucesso. E em alguns casos, se tornam clássicos eternos.
Ainda é cedo para sabermos se este será o caso de Daniel Craig mas na minha opinião tem mais chance dele ser lembrado daqui há alguns anos com este personagem do que com sua passagem pelos filmes de James Bond. Isso só descobriremos com o tempo.


terça-feira, 6 de setembro de 2011

Quatro anos em silêncio: tributo a Luciano Pavarotti

Este texto despretencioso partiu de comentários no Facebook por causa de um link de Luciano Pavarotti cantando "Non te scordar di me"  que dividi com amigos por mero acaso e logo os comentários vieram. O primeiro, de um fã ardoroso foi esse: "...Até hoje, 4 anos depois de sua morte, ainda não acredito que esse grandissimo tenor tenha nos deixado...."
Comecei a pensar e também não dá para acreditar que Luciano partiu.  E enquanto lia os comentários e os respondia, me recordei de quando conheci Pavarotti e ópera.
Eu era adolescente quando ouvi ópera pela primeira vez ano 1989, tinha 14 anos. Achei um tipo de música diferente e linda.
 Sem entender nenhuma palavra, meu coração sentiu uma paz e uma alegria por receber tanta beleza. Comprei um LP e depois outro. Também comecei a acompanhar música clássica pela televisão.
A ópera, diferente de outros tipos de música é algo que deve ser ouvida com o coração aberto, cheio de alegria, com o espírito preparado. É algo que nos eleva.
Em 1994 comprei o LP dos 3 Tenores, depois de ter assistido o concerto pela televisão inteirinho. Maravilhoso ouvir Pavarotti acompanhado por José Carreras e Plácido Domingo, dois tenores igualmente talentosos regidos pelo competente maestro Zubin Metha. Mesmo pela TV inesquecível e único.
Assim como a parceria de Pavarotti com Roberto Carlos em 1998. Para mim, momento emocionante singular pois meus dois cantores preferidos estavam ali juntos.
Nunca tive a alegria de ver Pavarotti cantar ao vivo mas escutando seus discos eu me emocionava e ficava leve. Sua voz forte, firme e ao mesmo tempo delicada como a de um coro de anjos era um dos mais belos e maravilhosos sons que existiam.
Uma curosidade que apenas bondmaníacos conhecem é uma cena em um teatro onde Roger Moore no papel de 007 persegue o vilão durante um concerto em que se ouve a voz de Pavarotti cantando Pagliacci e depois foi descoberto que era um disco colocado num boneco com a figura do tenor que explodia.


Meus LPs de Luciano Pavarotti

E com a mesma delicadeza de seu canto foi a partida do tenor que morreu sereno, dormindo em seu lar. Sem sofrer. Simplesmente dormiu para sempre deixando fãs chorosos por todo planeta.
Recebi a notícia da morte dele por um telejornal. Vieram me avisar, já que não assisto. Era de tarde quando tudo aconteceu.
Chorei muito e para me despedir peguei um LP duplo e ouvi até o fim. Cada acorde era como uma martelada no meu coração. Meus olhos ficaram vermelhos e deles brotaram duas cachoeiras. E quando tocou Nessun Dorma eu chorei mais ainda pois essa música é de arrepiar de tão maravilhosa.
A última canção que ouvi foi pela internet, Non ti scordar di me (que hoje sei que quer dizer Não te esqueça de mim). Uma verdadeira declaração de amor que naquele dia fez meu peito doer.
Quatro anos de silêncio depois já não estou chorando, meu coração está calmo mas cheio de saudade que cicatrizou mas fica guardada quieta e inofensiva.
Ao Pavarotti que canta junto à Deus dedico este texto com muito carinho e eterna saudade. Como você mesmo pediu nessa canção eu não me esqueço de você.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Garoto carioca amigo sangue "Bond"

Parodeando o título da música da cantora Fernanda Abreu, quero homenagear um amigo muito querido que hoje completa mais uma primavera em sua vida.
Começamos a trocar e - mails por causa de uma paixão incomum: Os filmes de James Bond. E nos conhecemos na ocasião em que a Comunidade 007 Brasil completava 3 anos de existência.
Logo de cara, esbanjou muita simpatia como aliás é a característica de todos os cariocas.
Parecia que éramos conhecidos de longa data pois a conversa fluiu com naturalidade e animação. Com os rapazes um clima de parceria bem carioca. Com as meninas, um charme só, aquela "malandragem do bem", acrescentando - se  o jeito cheio de gentilezas que me encanta e uma pitadinha de atrevimento respeitoso. Exatamente como nossas conversas pela internet através de e - mails.

Cláudio, eu e Fernando vestidos à caráter nos 3 anos da C007BR




Passando o tempo, meus amigos e eu fomos para o Rio de Janeiro para visitar os cenários brasileiros de 007 em comemoração aos 30 anos da estréia do filme 007 Contra o Foguete da Morte (Moonraker).
Adorei a viagem, foram dias maravilhosos, inesquecíveis, ainda mais que tínha o melhor guia turístico que alguém poderia ter: meu querido amigo Claudio Rodrigues.
Passeamos por tantos pontos turísticos mundialmente conhecidos. Gentilmente, Claudio ia explicando e mostrando cada lugar . A Cidade Maravilhosa ficou mais maravilhosa e especial ainda. Como esquecer o passeio no Copacabana Palace, conseguido graças à simpatia e o jeitinho carioca que só ele tem? Um lugar lindíssimo que sempre sonhei em entrar mas nunca foi possível. Inesquecível!
Também não dá para esquecer a ida ao Cristo Redentor. E no momento que avistei a imensidão da imagem de Nosso Senhor e chorei de emoção, foi meu amigo Claudio que me abraçou dividindo esse momento comigo. E quando fomos ao Bondinho do Pão de Açúcar, da carona que ele me deu no mais puro clima bondiano. Enquanto conversávamos, escutávamos um CD de trilhas dos filmes de 007, enquanto os pobres dos meninos foram de ônibus, tadinhos! (na verdade, foram eles que quiseram assim). Subir o morro escutando Shirley Bassey cantando "Goldfinger" foi mais do que especial.  Me senti num filme de 007.

E lá no Bondinho, revivemos uma cena do filme Moonraker. Mesmo sem nossas mãos se tocarem, mesmo em posições contrárias aos atores Roger Moore e Louis Chilles na cena original.
Decidida, eu fui, mesmo com um pouco de medo. O Marcus, nosso amigo nos ajudou no posicionamento e no momento exato bateu a foto. Além de um momento inesquecível, ficou uma foto linda. É a foto da viagem do Rio de Janeiro que mais gosto, e uma das mais bonitas que já tirei até hoje.

Claudio e eu reproduzindo uma cena do filme


Cartaz do filme





















Depois de algum tempo, nos reencontramos em São Paulo no lançamento do livro "007 A Essência do Mal do escritor Sebastian Faulks que eram parte das comemorações do Centenário de nascimento de Ian Fleming. Foi uma noite muito divertida, amigos, James Bond, livros e cultura. Combinação perfeita, uma coisa que não se vê no Brasil todo dia. Até um sósia perfeito de Sean Connery estava presente, dando ainda mais brilho ao evento. A amizade e o carinho que existe entre nós é algo especialíssimo e forte. 
Até temos trilha sonora. Nossa música, por incrível que pareça nada tem a ver como James Bond. É uma canção de Sérgio Endrigo regravada por Roberto Carlos, "Canzone per te". Como surgiu essa história? Ele me mandou de presente, num momento que eu precisava muito sem saber que eu gostava dessa música.
Eu e Claudio no lançamento de 007 A Essência do Mal





Os presentes que ele me deu não pararam aí: Recentemente ele fez um tour pela França e por Portugal onde visitou locais que serviram de cenário para três filmes de Bond e fez um verdadeiro labor of love (para quem é bondmaníaco, sabe do que estou falando). Ele registrou a viagem num lindo DVD e me mandou de presente.
Um labor of love com certeza, algo tão lindo e valioso que não tenho palavras para definir tanta beleza, sensibilidade e carinho num lugar só. Imagens de fazer suspirar de tão lindas, uma trilha sonora escolhida com o mais refinado bom gosto. E além disso, acrescentou cenas do Rio de Janeiro, que tive o prazer de ver com meus olhos e deixar minhas "pegadas" por lá. A maior de todas as surpresas contidas neste DVD foi o fim de um dos mistérios mais intrigantes do mundo de 007: No dia 25 de julho de 2009, Claudio esteve no mesmo local onde foi filmada a cena da ambulância do filme 007 contra o Foguete da Morte.
Ninguém no mundo tem essa informação comprovada por restos de cenários que ainda estão lá na Rua Osvaldo Seabra no bairro do Cosme Velho. Maravilhoso presente, de verdade. Quando se vê o DVD, a impressão que se tem é que estamos viajando junto com ele. Algo inacreditável. Só que o maior de todos que ele me deu e me dá todos os dias ainda que na distância é a amizade sincera e uma avalanche de carinho.
Amigo, sei que não é muito, mas este é o meu presente, simplezinho mas feito com muito amor para você, este é um labor of love totalmente dedicado à você. Neste dia do seu aniversário, desejo tudo de melhor e muitos anos de vida. Obrigada por tudo, querido Claudinho. Um brinde especial prá você, shaken not stirred, desta amiga paulista que te adora! Beijaço.

























sexta-feira, 19 de agosto de 2011

SBT 30 anos fazendo parte da minha vida

Ainda me lembro como se fosse hoje: Nesta mesma data coloquei num canal qualquer e lá em Brasília Silvio Santos terminava seu discurso dizendo "Está entrando no ar a TVS Canal 4 de São Paulo". Eu tinha apenas 6 anos quando isso aconteceu e só fui entender o sentido de tais palavras poucos minutos depois quando o grande símbolo com as letras TVS ( que significam TV Studios) foi ao ar pela 1ª vez naquela manhã às 10:00 h pontualmente, exibindo desenhos e filmes.  Algum tempo depois, o nome TVS mudou para SBT (que significa Sistema Brasileiro de Televisão).



Eu desde pequena sempre quis vivenciar um momento histórico com um pouco mais de consciência para um dia dizer "eu vi" para alguém que me perguntasse. E a inauguração do SBT foi o primeiro momento histórico que presenciei com meus olhos. Nunca imaginei que veria uma estação de televisão nascer diante de meus olhos.
Mais do que uma tevê, o SBT se tornou para mim minha companheira depois da escola, nos momentos de lazer. Claro que eu assistia também outras emissoras dependendo do que estivesse passando, sou SBTista porém eclética quanto ao ato de ver TV. A maioria dos programas que assistia eram SBT
A emissora  tinha (e tem até hoje) diferenciais que me agradam muito.
 Foi pelo "canal 4 de São Paulo" que conheci artistas que gosto até hoje (alguns deles até já saíram da emissora mas continuam carregando em sua carreira o jeito SBT de fazer TV).
Programas que me marcaram por tantos motivos como "Reapertura" do Elias Soares que era como um telejornal humorístico, por causa dele somente às quartas - feiras eu podia dormir mais tarde mesmo estudando de manhã. Recebi e guardo até hoje uma carta do Elias Soares que respondeu uma carta minha quando eu tinha uns oito anos. O programa Bozo, esse nem tenho palavras para definir. Eu era "amiguinha" dele e só lamento profundamente nunca ter dado uma bitoca no nariz. Domingo no Parque com Silvio Santos. Queria tanto ir e minha escola nunca me levou. Eu ficava brincando de estátua em casa e dublando as cantoras da época. No Qual é a Música eu brincava junto com os artistas e aprendi muito sobre músicas. Aprendi a reconhecer as notas do Maestro Zezinho. Tanta coisa...


Logomarca SBT através dos anos
O video - game estava na crista da onda naquela época mas eu nunca tive um. Só jogava de verdade quando ia na casa dos meus primos. Meu video - game era o programa TV Pow. Eu ficava desesperada gritando "pow pow pow" junto com o participante do programa e marcava pontos imaginários. No porograma Viva a Noite, cheguei a ligar e ser atendida pela assistente de palco. Eu sabia a resposta do cantor mascarado certinho e quando a assistente foi chamar o Gugu Liberato, a linha caiu, entrou outra telespectadora no meu lugar e ela levou CR$ 1 milhão. Prêmio que era para ser meu mas o destino não quis assim.
Tanta coisa dividi com o SBT. Tantas histórias que se cruzavam.
Através da emissora também conheci um tipo novo de novela: a novela mexicana. A primeira que vi foi Chispita com a atriz Lucero. Depois, inúmeras outras. E uma delas foi especialíssima Café com Aroma de Mulher que trazia no elenco principal o ator brasileiro Guy Ecker(apesar de brasileiro, ele não era conhecido no Brasil, sua carreira era estritamente no México). Sem contar também as aulas da profª Helena em Carrossel e minha personagem preferida entre os alunos, apesar de esnobe, Maria Joaquina Villaseñor interpretada por Ludwika Palletta.
De novelas brasileiras, sonhava em ser a Aninha (Suzy Camacho) a namorada do Jerônimo (Francisco di Franco). Era uma novela diferente de tudo que já vi porque tinha aventura tipo velho oeste misturado aos dramas comuns de uma novela. Adorei ver também Sangue do meu Sangue, Pérola Negra, Pícara Sonhadora e atualmente viajo nas emoções de Amor e Revolução.

Logomarca comemorativa dos 30 anos
O SBT tem outras coisas que adoro: telejornais em horários alternativos para que na hora de noticiários em outras emissoras quem prefere se informar sem usar telejornal (meu caso) tenhamos no SBT a única opção da TV aberta para quem não gosta de telejornal. Sem contar seriados que gosto de assistir: Chaves que sou fã assumida prá caramba e nos anos 80 Esquadrão Classe A, Supermáquina (que saudades). Atualmente curto no SBT Um Maluco no Pedaço com Will Smith. Tem só uma coisa que não gosto no SBT, as constantes mudanças da grade de programação ou horários.
Ah, não posso me esquecer da maior alegria como Corinthiana que foi a final da Copa do Brasil diante do Grêmio de Porto Alegre. Timão Campeão, foi lindo! E as comemorações efusivas do mascote da Copa do Mundo "Amarelinho" com a narração vibrante de Téo José e os comentários de Orlando Duarte (inclusive conheci pessoalmente).
O SBT faz parte de minha vida desde sempre e desde o dia que ganhei uma televisão só para mim, assisto o que quero, não importa o canal mas antes de desligar sempre coloco no canal 4. É uma forma que achei de demonstrar carinho pela emissora que eu vi nascer. Algumas vezes fui aos estúdios da Vila Guilherme assistir alguns programas (numa dessas oportunidades, vi o Lombardi de longe, não tirei foto porque não tinha máquina na época) e por duas vezes estive também no CDT Anhanguera. Participei em 1994 do Domingo Legal duas vezes em gincanas. Não ganhei o prêmio mas tive momentos inesquecíveis cheios de magia. Nesta data em que a emissora completa suas 3 décadas de sucesso só tenho a lhes dizer um muito obrigada por existir SBT, seja bem - vinda entre os balzaquianos e que sua trajetória de sucesso seja como você mesma diz: A mais feliz do Brasil.







sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Finalmente a busca terminou! Encontrei o livro do Calhambeque Mágico

Meu exemplar de "O Calhambeque Mágico"


Estou tão feliz que quero compartilhar uma coisa com vocês. E não poderia haver dia melhor para que isso tivesse acontecido do que uma sexta - feira.
Para aqueles que não se lembram ou não sabem do que estou falando, resumirei brevemente o assunto: Um dia de sexta - feira em 1985, na biblioteca da escola pública onde eu estudava, encontrei um livro que tinha muito mais do que uma estorinha infantil de um carrinho verde muito simpático que pertencia à família Pott. "Chitty -Chitty Bang Bang" (O Calhambeque Mágico). Peguei o livrinho porque achei legal. Ao abrir a primeira página eu tive uma agradável surpresa pois naquele momento conheci uma pessoa que era tão admirada por mim mas que não imaginava encontrar entre autores de uma biblioteca escolar. "Do mesmo autor de James Bond 007 Ian Fleming, "O Calhambeque Mágico" (...) escondia aquele tesouro mágico e precioso bem no fundo para nenhum outro aluno ter acesso primeiro. E li inteirinho por uns dois meses pois só dava tempo de ler umas poucas páginas...
E de lá prá cá tanta coisa mudou. Saí da escola onde encontrei o livrinho pela primeira vez pois terminei o ensino fundamental e várias outras mudanças num espaço de 26 anos. Só duas coisas jamais mudaram, nunca soube o final da estorinha do calhambeque da Família Pott (ela foi publicada em três partes e eu só havia encontrado a primeira parte). E também que a busca por esse livro que tanto significava para mim continuava.
Eu buscava por todos os lugares, totalmente sem sucesso: sebos, internet, pessoas, livrarias convencionais e nada... Teve uma vez que, pesquisando no Mercado Livre encontrei uma edição e fui comprando. Quando o livro chegou, decepção total, eu tinha encontrado apenas a segunda parte da estória.
Passaram - se quase três anos até sábado passado fui no shoping Center Norte, na livraria Saraiva para comprar outro livro que nada tinha a ver nem com Ian Fleming. Como estava lá mesmo, resolvi perguntar do livro. A atendente me disse que havia um exemplar para encomenda. Ela até me informou que a edição era completa!  Investiguei melhor na internet e encomendei imediatamente no site da Saraiva.
Chegou hoje de manhã, às 9:35h, só não fui receber porque estava me arrumando para ir à minha aula de natação. Dei uma folheada e descobri uma coisa interessante: Ian Fleming, no fim de sua vida, dedicou "O Calhambeque Mágico" ao seu filho Caspar.
Agora o livro é só meu, não vou precisar esconder nos fundos de uma estante, não terei que devolver a ninguém e também lerei todos os dias sem esperar chegar a hora de ir para a sala de leitura.




Ian Fleming, autor de O Calhambeque Mágico


PS: Dedico este texto à todos que gostam de ler, à professora Vera Lúcia que ficava na Biblioteca da escola Romão Gomes (onde a busca começou), aos meus amigos Marcus Vinícius e Fábio Carmona que me ajudaram a começar a encontrar os livros de Ian Fleming  em português e à atendente Carolina da Saraiva Megastore Center Norte por sua atenção e e eficiência ao me sugerir uma encomenda do livro.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Quando ouvi uma rádio novela pela primeira vez

Sempre fui uma noveleira, não dessas que surta se perder um capítulo e nem dessas que se encontrar o ator que faz papel de vilão na rua sai batendo nele e agredindo, cobrando - lhe o porque fez tal maldade. Sou apenas aquela que quer ver o fim da estória, torce e também fica ansiosa com o próximo capítulo.
Mas antes de existirem as populares novelas da televisão, existiram as rádio novelas.
Segundo consta no site do radioator e diretor gaúcho Cláudio Monteiro, a primeira rádio novela foi “Em Busca da Felicidade”, do escritor cubano Leandro Blanco, de 1941. Não havia TV, então o público se reunia em volta de um rádio para ouví - las. As falas eram lidas e efeitos e trilhas sonoras feitas pelas equipes de sonorização.




Minha mãe um dia contou que no interior da Bahia a rádio novela que fez muito sucesso era "O Direito de Nascer", de  Félix Caignet, sucesso nas rádios de todo país que tempos depois virou sucesso na TV e ganhou remakes. Ela chegou a ouvir.
Sempre fui curiosa para saber como era ouvir uma novela no rádio mas nos dias de hoje, elas não são transmitidas em emissoras convencionais de rádio AM.
Só que eu tenho tanta sorte que acabei encontrando na internet o filho do Cláudio Monteiro, Gustavo. E em meio à tantas conversas sobre meio de comunicação em geral, descobri que era possível ouvir novelas pelo rádio. Meu amigo também me contou coisas legais de bastidores, bastante curiosas.
Recentemente pai e filho inauguraram sua própria webrádio e eu ouvi minha primeira rádio novela, "Vende - se um vestido de noiva", uma novela muito romântica escrita por Raimundo Lopes. Adorei, foi uma experiência estranha e legal ao mesmo tempo. Como torci por Roberto (Cláudio Monteiro) e Marilse (Rosa Maria). Recomendo. 
Dedico esse texto com muito carinho ao Cláudio Monteiro, ao Gustavo, meu amigo e à webrádio Rádio Brasil Total e agradeço pela oportunidade de ouvir algo tão diferente e antigo de uma maneira tão atual.  E viva a internet!

sábado, 23 de julho de 2011

#007brasil10Anos a serviço dos fãs brasileiros de James Bond - Parte 3: Bondcast Brasil is Back

Logo episódio Extra do Bondcast Brasil. Fonte: Site Comunidade 007 Brasil



Depois de uma lacuna de meses e meses sem programas inéditos, o que parecia ter acabado, voltou com tudo.  Esta semana no dia 20 de Julho (data mais do que adequada por ser o Dia do Amigo), o Bondcast Brasil retornou ainda mais forte com sua 9ª edição chamada de Edição extra.
Ao longo de sua história, o Bondcast teve três fases um primeiro reboot para se enquadrar às novas leis de direitos autorais e uma pausa para reformulação da equipe.
Idealizado por Giuliano Chagas e Rafael Fernandes, o Bondcast surgiu em 4 de junho de 2007 tendo sua primeira fase terminada 27 de outubro de 2009. Foram 17 programas com vários temas de interesse dos fãs de James Bond, cujos alguns momentos marcaram históricamente a transmissão do Bondcast . Quem não se lembra  das entrevistas com Márcio Seixas e Eduardo Torelli e do  programa especial da 1ª CON007 de 2008 que homenageou o centenário de nascimento do criador de 007, Ian Fleming. Devido á importância desses programas , eles foram reeditados para se adequarem e permanecerem para consulta do público.
Eu tive a satisfação de participar da edição nº 3 na primeira fase. Gravar foi muito divertido, embora na época, minha conexão fosse discada, com esforço deu tudo muito certo. Gravei durante à noite, meio que sem saber e o tema, se me recordo era Cassino Royale. No comando do programa estavam Marcus, Marketto, Rafael, Giu, Bruno e como convidado, além de mim, Fabiano. Outro grande fã de 007. Eu estava cercada de amigos mas estava nervosa. Não sabia se falava ou se ouvia. Foi uma experiência inesquecível para mim.