My name is Patthy... Bondgirlpatthy

Bem - vindos ao meu cantinho virtual . A "casa" está sempre aberta à todos que queiram vir aqui ler e comentar meus posts. Este blog não tem compromisso jornalístico portanto não tem compromisso com a imparcialidade. Mas o meu compromisso com a democracia continua. Aqui toda opinião é importante e respeitada. Fiquem à vontade, a "casa" é de vocês. Voltem sempre q quiserem . Um beijo com muito carinho e obrigada.


terça-feira, 23 de junho de 2009

Que tempo "bão sô"... Pena "qui num vorta"

Sábado passado foi um dia de voltar à minha infância, aos bons tempos em que as escolas faziam aquelas festas juninas legais, cheias de brincadeiras, prendas, a eleição de "miss" e "princesas" caipirinhas e claro, o tradicional casamento caipira e também a quadrilha com a música do Mário Zan.
Nossa, como eu gostava daqueles tempos em que minha avó todos os anos fazia um vestido novo e diferente para mim. E minha mãe fazia minhas trancinhas e me arrumava toda bonitinha para dançar a quadrilha. Por duas vezes eu participei do "miss caipirinha". Em 1983 fui eleita 1ª princesa, tive faixa e tudo. Não fiquei triste por não ser a miss, afinal, uma amiga minha, a Andréia, ganhou por justiça. Sua roupa era bem mais bonita e as tranças maiores e mais grossas do que as minhas. Tudo bem, me diverti muito. De uns tempos prá cá, muita coisa mudou. A festa junina que é autenticamente brasileira, embora sua origem remota dizem que era norte - americana daqueles bailes confederados do Sul durante a Guerra Civil. Eu disse que a coisa mudou pois tudo isso se perdeu, dando lugar ao cowntry e aos rodeios. Não se toca mais Mário Zan ou "Cai cai balão". Agora toca - se esse sertanejo romântico e não existem caipirinhas mas sim cowgirls, vestidas quase como os homens com calça, camisa, cinto e chapéu. Felizmente, no nordeste ainda existe a quadrilha tradicional, só que o povão parou de dançar. Grupos profissionais é que dançam. Festas em escolas são raras. Clubes fazem shows que nem lembram Santo Antônio, São João e São Pedro.

De certa maneira matei a vontade de dançar de novo, revivi meus dias de 1ª princesa. Aqui na rua de casa, a vizinhança se reuniu e fez uma festa nos moldes de outrora com fogueira . Teve comida típica caipira, quase todo mundo vestido à caráter, música adequada, tudo. E a quadrilha foi dançada no meio da rua. Haviam poucos homens que não tinham vergonha de dançar e por isso a quadrilha teve "casais" femininos. Foi divertido.

O problema era só que muitas vezes as mulheres se atrapalhavam e se esqueciam que uma tinha que ser o cavalheiro. No meu caso, fui a "dama" do par, mas nos enrolávamos de vez em quando nos papéis. Valeu a diversão e a alegria. Pena que, como já disse, os tempos são outros. Já dizia o falecido comediante Lilico: "Tempo bom, não volta mais, saudade de outros tempos iguais".

































quarta-feira, 17 de junho de 2009

Carta para Mazzaropi



Querido Mazzaropi,

É com um pouco de tristeza que lhe escrevo estas palavras. Tristeza por saber que você já não está mais entre nós. Deus quis te levar antes que eu pudesse ter conhecido você em vida e seu maravilhoso trabalho.
Quis o destino que eu fosse ainda muito pequena para entender suas idéias e as mensagens passadas nos últimos filmes de sua carreira.
Minha teimosia no entanto, não deixou que, de certa forma o destino impedisse que eu te conhecesse. Um dia comprei uma revista e li uma reportagem que fizeram a seu respeito.
Após isso, fui à uma locadora de vídeos atrás de um dos seus filmes, aluguei “O JECA MACUMBEIRO” (1970), assisti com bastante atenção.
Dentro de mim, nasceu uma admiração muito especial. Eu não entendia como eu poderia admirar alguém que nunca vi. Mas aceitei esse sentimento e hoje em dia convivo com ele e aceito, apesar das pessoas questionarem o porque de mim te admirar.
Não me contentando em ver um só filme, resolvi que queria assistir a um outro. Novamente na locadora, escolhi o filme “O CORINTHIANO”(1966), que aluguei por mais de uma vez (três, para ser exata). Esse filme marcou minha vida pois nele aprendi o verdadeiro sentido do que é realmente amar o Corinthians, seu personagem, Seu Mané, foi o exemplo de Corinthiano que eu, como também Corinthiana, tive para seguir.
Depois, eu gravei 15 de seus 34 filmes que passou na TV Gazeta aos domingos entre 20/11/94 e 01/02/95. E também gravei o filme “O CORINTHIANO”, que se tornou meu filme preferido. Fiquei feliz em saber, querido “Mazza”, através do apresentador André Luíz de Toledo, que introduzia seus filmes na TV, da paixão que você sentia pelo Corinthians, não só dentro como fora das telas.
Fui a seu Hotel Fazenda na mesma época visitar o museu em sua homenagem mas não tive sucesso. O museu estava fechado para o público. Vi apenas um pequeno stand com poucas coisas suas, mas de nada valeu para a minha pesquisa. As fotos são poucas e quase não têm nada a acrescentar ao que eu já sabia.
Me diverti muito. Mas ainda queria visitar seu museu.
Há dez anos, minha tia me deu de presente de aniversário três dias em seu hotel. Sempre soube que não iria te encontrar mas fiquei feliz em visitar o lugar que um dia você construiu. Voltei lá mais duas vezes, em 2001 e em 2003, quando fui até homenageada pela Câmara Municipal de Taubaté por gostar de você, numa linda cerimônia junto com outros fãs no dia de seu aniversário O diploma está emoldurado em lugar de destaque na minha casa. Fui ao seu túmulo em Pindamonhangaba e nunca pensei que seria tão doloroso estar tão perto e tão longe de você. ,,




Conheci seus amigos João Restiffe e Augusto César Ribeiro que foram sempre carinhosos e maravilhosos comigo. Mesmo assim senti sua falta. Por onde eu passava dava a impressão de que ia te encontrar. Mas não ia. Nosso encontro ficará para uma outra oportunidade, para quando Deus quiser. Até um dia, descanse em paz.

PS: Esta carta-texto está guardada no arquivo de correspondências e homenagens à Mazzaropi no “MUSEU MAZZAROPI”, em Taubaté-SP desde o dia 01/05/99, para ser publicada neste blog passou por adaptações de atualização. Data original da carta: São Paulo 20 de abril de 1999 16:02:16



Observações.: Algumas informações do texto estão incorretas. Mazzaropi fez 32 filmes e não 34. O filme “NADANDO EM DINHEIRO” foi produzido em 1953 e não em 1952. Os filmes “O JECA MACUMBEIRO” e “JECÃO, UM FOFOQUEIRO NO CÉU” foram produzidos em 1974 e 1977 e não em 1972 e 1970 respectivamente, de acordo com informações da jornalista e historiadora Rosimeire dos Reis, responsável pelo “Museu Mazzaropi ”.



















































terça-feira, 9 de junho de 2009

Um ano sem meu gato James Bond

Ainda lembro como eu ganhei você. Foi amor à primeira vista. Como esquecer seus lindos olhinhos azuis me olhando e eu te segurando no meu colo. Você era tão pequenininho, tinha apenas 3 meses e quando voltávamos para casa não ouvi sua voizinha o tempo todo e pensei que você fosse mudo mas não me importei. Quando cheguei em casa, ouvi seu primeiro "miau" que era apenas "mi", você ainda não miava. Eu estava muito feliz e comecei a pensar num nome prá te dar. Foi quando eu recordei de meses antes de saber que ganharia você de presente tinha assistido ao filme do 007 que estava em cartaz, "007 Permissão para Matar". Thimothy Dalton interpretava o personagem principal e eu me impressionei pela beleza dos olhos azuis dele. Olhei prá você e lembrei pois seus olhos azuis eram idênticos e decidi te chamar de Bond... James Bond, aproveitando também para homenagear James Bond, um personagem que sempre gostei, mesmo bem antes de você existir. Esse foi só o começo da nossa história, dos nossos 18 anos de amizade e muito amor, provando que um gato ama seu dono sim, igual à um cão e sabe agradecer e retribuir. Apenas são independentes. Lembro de tanta coisa legal, de tantos momentos felizes (e tristes também) que estivemos sempre um ao lado do outro dividindo tudo.










Eu com você e sua irmã Francesca num dos nossos momentos no quintal


Você pequenininho deitado em minha barriga no frio, ou enfiado nos meus bolsos ou naquela bolsinha amarela onde eu antes guardava as roupinhas da minha Barbie e da minha Susi. Afinal você cabia por ser pequenininho. Lembro também de quando você finalmente conseguiu aprender seu nome. Eu estava vendo um filme do seu xará, 007 contra Goldfinger. Era de tarde. Ainda assistia em fitas gravadas do vídeo k-7. Alguém do filme falou numa determinada cena "...James". O volume estava alto e você ouviu. Veio "atender" quem "chamou" miando. Te peguei no colo e coloquei - o ao meu lado. Terminamos de assistir aquele filme juntos. Teve também o dia que te dei um pouquinho de danoninho de tuti - fruti, tanta coisa.









Nós no jornal "O Estado de São Paulo" numa reportagem sobre fãs de cinema e seriados

Existem três momentos nossos que queria que eu gostaria de dividir também com as pessoas que lerem esse texto. Na verdade, um se resume à dois fatos tristes da minha vida: as mortes do meu padrinho em 1994 e meu avô em 1995. Claro que recebi carinho e consolo vindo dos seres humanos e muito. Mas você também esteve ao meu lado o tempo todo para me alegrar e não saiu de perto de mim, me olhava e tentava brincar comigo para que eu pudesse rir. Graças à sua ajuda eu pude me recuperar da dor causada pelas perdas. O outro momento foi quando eu já fazia parte da Comunidade 007 Brasil. Estava de viagem marcada e malas prontas para ir com meus amigos ao Rio de Janeiro em 2004. À noite, o Marcus me liga dizendo que eu tinha que dar uma entrevista para o jornal "O Estado de São Paulo" pois ele contou sobre você para a jornalista e ela telefonou aqui depois. Dei minha entrevista, falei de James Bond e também de você. No dia seguinte, cedo veio a fotógrafa para terminar a reportagem. Lembra como a fotógrafa gostou de você? Até te fez carinho. Depois viajei para o Rio no mesmo dia à tarde. E quando voltei, a entrevista tinha sido publicada. Você está tão lindo na foto.




Nós no programa Late Show da Luísa Mel na Rede TV

O outro momento não foi muito diferente desse, a não ser por ter o alcance maior pois fomos parar na televisão, no programa Late Show da Luísa Mel. Inscrevi você para o ranking dos animais com nomes famosos. Foi selecionado e a equipe veio gravar aqui em casa. Além de você, mostraram também as coisas que eu tinha do 007. Estávamos nervosos e você muito inquieto. Mas foi tudo tão bem que deu certo. No dia que passou, todos aqui em casa ficaram ansiosos e você tirou o 5º lugar. Fizeram uma edição tão linda com os filmes de 007 e sem saberem de nada, usaram até o filme Goldfinger com Connery dizendo "Bond...James Bond". Um dos meninos da Comunidade 007, o Rafinha viu você pela tevê e contou para os outros através da comunidade do Orkut e também nos cumprimentou. Infelizmete, a fita se perdeu quando mudamos. Tentei obter a fita mas não consegui até hoje. Tudo que resta é uma foto tirada da televisão, no momento da transmissão da reportagem . Mas foi legal. O fato é que tanto este quanto outros momentos nossos ficaram para sempre. Principalmente aqueles que as câmeras nunca registraram. Os "brindes" com leite gelado antes de você dormir, o dia que você ficou comigo todo o tempo em que eu estava mal de gripe, tudo foi tão bom. E eu também passei a cuidar de você e te amar mais ainda quando você perdeu a visão por estar muito velhinho. Fiquei ao seu lado, te guiei, orientei da melhor maneira que pude. Fui forte em meio ao sofrimento e como eu prometi, superamos essa fase difícil para nós. Fiz dos meus olhos os seus também para você não ficar perdido e só na escuridão. Até que um dia você foi embora para sempre e me deixou aqui sozinha. Nunca vou esquecer o quanto você me amou, tanto que esperou eu acordar para se despedir. Fui até você, disse bom dia, dei minha mão e te disse "sou eu". Você cheirou e lambeu antes de morrer. Guardou para mim seu último gesto de vida e isso é algo muito especial que está entre nossas lembranças de toda uma vida. Tive o apoio de amigos como o Edu, o Marcus, A Simone, o Cassiano, a Deborah, o Fernando, o Marketto, a Mary, o Rafael e também a orientação e o consolo do Vinícius que esteve ao meu lado e tantos, tantos outros que não dá para colocar pois sempre ficará faltando alguém. Foi bom sua compania esses anos todos. Tenho saudade de te ver, te pegar, te dar carinho. E nesse um ano que estamos separados consegui estar bem. Todos e a Francesca também me ajudaram muito. Você está sempre no meu coração viu miauzinho? Descanse em paz meu querido. Te Amo.




Saudades de você meu lindo






James Bond



* 10/08/1989

+ 09/06/2008





Obs: Obrigada Azhiel por ter me entendido e permitir que eu "roubasse" a foto do Estadão que estava em seu Orkut
































































































































































































































































































































domingo, 7 de junho de 2009

Para meu avô João

Eu aos 4 anos ao lado de meu avô João

Nesta mesma data, em 1995, falecia meu avô João, uma pessoa muito especial para mim pois além de ser meu avô, também foi como meu pai pois ajudou minha mãe a me criar. O texto que se segue foi escrito por meu avô a partir de um sonho que ele teve em 1991. No sonho ele cantava esta música na Basílica Nacional de Nossa Srª Aparecida todo vestido de branco e sendo aplaudido de pé pelas pessoas que lá estavam. Ele acordou emocionado e tudo que conseguiu foi escrever esta música. O texto contém alguns erros de português já que meu avô foi uma pessoa que nunca foi à escola mas aprendeu a ler e escrever por curiosidade com o cunhado. Foi uma pessoa muito trabalhadora a vida inteira. Publicarei o texto da mesma maneira que ele escreveu





Texto original com a letra do meu avô


adeus "bahaia"(Bahia) a minha terra querida
e agora é São Paulo minha terra preferida
onde vim visitar nossa Senhora aparecida

nossa Senhora aparicida e milagrosa que é
ela é a mãe de deus e dos homens e das
mulheres
eu tenho um coração umilde eu não gosto de
vingança toda vida fui assim desde da minha "imfamca" (infância) nossa Senhora aparicida
protetora das criança

nassi na bahia/ e hoje estou aqui nem tantas
cousa que no mundo eu nunca vi nossa
Senhora aparicida Padroeira do brasil


Sonho -30.04.91


João Aquiminio dos Santos














































quinta-feira, 4 de junho de 2009

Essa é para começar o mês rindo à toa

Em 2004 comecei nesse "mundo" do blog. Mal sabia o que era blogar e coisa e tal.
Até que um dia me deparei com um blog muito legal de um grande e queridíssimo amigo e incentivador, autor do blog Pegadas de um Dinossauro do Séc. XXI. Entre outras coisas lá publicadas, ele colocou uma piada de rachar de rir. Leiam a placa da fotografia acima com atenção. Essa postagem é dedicada à você Átila meu querido. Obrigada pela amizade, pelo carinho e incentivo.
Um beijo enorme prá você meu "dino de estimação".


Meu grande amigo e incentivador Átila que me mostrou o "maravilhoso mundo dos blogs"