My name is Patthy... Bondgirlpatthy

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domingo, 28 de setembro de 2014

Revenge a única vingança que vale a pena


Sou uma pessoa que desde muito cedo curte seriado americano. Acompanhar essas estórias que são mostradas em temporadas e episódios que muitas vezes são desconexos uns dos outros é muito legal. Seria mais ou menos como acompanhar uma novela. Criar expectativas de ver os acontecimentos que virão no próximo episódio ou na próxima "season". Coisa de fã, que se envolve e pela estória como se fosse mais um dos personagens. 
Comecei a assistir seriados ainda criança em 1984 e meu primeiro seriado foi Esquadrão Classe A que passava no SBT. Só consegui assistir porque naquela época minha mãe me deu uma TV de 14 polegadas que ficava no meu quarto, podia assistir tudo que eu queria, inclusive seriados que passavam na hora do Jornal Nacional e em horários de outros programas que eu era antes obrigada a assistir se quisesse ver TV. Não existia a tecnologia digital e móvel, nem internet para acessar streaming e Netflix, não existiam box de DVDs com temporadas inteiras. Uma época em que a única opção era ter outra TV. Nem toda criança tinha sua própria televisão. Digamos que eu tive muita sorte. 
E hoje, 30 anos depois esse gosto continua.
A moda mudou, o mundo, a tecnologia, surgiu TV a cabo, outra grande aliada que traz do exterior os seriados com diferença de poucos meses e não de anos a fio.
Atualmente, estou acompanhando Revenge, criada por Mike Kelley, que conta a estória de Emily Thorne, cujo verdadeiro nome é Amanda Clarke, volta a Hamptons para se vingar das pessoas que destruíram sua família e causaram a morte de seu pai. Quando Amanda era criança seu pai foi preso sob a acusação falsa e injusta de terrorismo, sendo julgado e condenado à prisão, onde acabou sendo assasinado. Amanda sente que teve a vida destruída por essas pessoas que armaram contra seu pai, fazendo com que ela passasse sua infância no reformatório, uma detenção juvenil. Quando completou 18 anos, ela foi solta e recebeu a herança de seu pai, além de uma caixa contendo detalhes sobre as pessoas que arruinaram a vida deles, assim ela pode se vingar de todos.
É interessante como tudo se encaixa perfeitamente como num quebra - cabeças onde cada uma das peças é a chave dos planos de Emily.
Quanto mais se assiste, mais se quer assistir. O elenco é ótimo e para o público feminino é um verdadeiro desfile começando por Joshua  Boomann (Daniel Grayson), o mais bonito de todos até Henry Czerny (Conrad Grayson) com o charme da maturidade passando pelo espírito aventureiro de Nick Wechler (Jack Porter). Para o público em geral, a altivez de uma verdadeira rainha de Madeleine Stowe (Victória Grayson) e a determinação de Emily Vamcamp (Emily Throne). Não faltam atrativos para assistir.
Vi duas temporadas pela TV Globo, apesar dos horários tardios. Depois comprei as temporadas em DVD. Todas as manhãs estou assistindo a terceira temporada pelo Netflix e já encomendei na pré venda o DVD que será lançado brevemente.
Ontem estreiou pelo canal ABC nos Estados Unidos a quarta temporada e nem terminei a terceira ainda. Já estou ansiosa por ver a quarta temporada.
Resta saber se, finalmente, Emily conseguirá realizar seus planos de vingança, lidar com as emoções e as consequências que isso trará. E eu estou louca para descobrir. 

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A vingança da SMERSH








James Bond 007: Personagem fictício de Ian Fleming (1908 - 1964)




Em uma bela e suntuosa mansão no coração nobre de São Paulo, uma rica e solitária senhorita vagueia em seus pensamentos.

Em suas lembranças, um grande amor que marcou sua vida. Fazia um frio insuportável mas a casa estava fechada e aquecida.

De repente, a senhorita da casa sentiu um inexplicável arrepio. O som do CD de Roberto Carlos que tocava se rompe com o toque desesperado da campainha. Ela se levanta para atender. Era Domingo e os empregados estavam de folga.

Quando abriu a porta, seus olhos mal acreditavam no que estavam vendo. Wai Lin, a mais famosa espiã da China que no passado fora rival da rica senhorita pelo amor de um lindo homem.

Educadamente, a senhorita convida Wai Lin para entrar e depois da chinesa se acomodar no sofá da grande sala e desligar o som que ainda tocava, as explicações da visita inesperada começam a cair como uma bomba prestes a explodir:

-Patthy, tive que passar por cima do meu orgulho e vir aqui lhe implorar por ajuda!

Surpresa, Patthy fica parada, não move um só dedo mas quer saber mais detalhes e pede que Wai Lin prossiga. Depois de um silêncio muito breve, a espiã conta de uma vez o que aconteceu.

-Não soube ainda? Hoje pela manhã James Bond foi raptado pelos russos, pelo exército da Coronel Rosa Klebb.

Patthy sente seu coração pulsar violentamente. A verdade é que ela jamais esqueceu aquele inglês alto, charmoso, de olhos azuis como o céu que roubara seu coração desde a primeira troca de olhares em Londres.

-E o MI-6 já sabe?

-O pior é que não dá para fazer nada. O MI-6 foi tomado pelos capangas de Goldfinger. Ele se aliou à Rosa Klebb e aos russos. Ninguém sabe onde estão M e Miss Moneypenny.

Percebendo a urgência do caso, decidiu agir rápido. Correu para pegar seu helicóptero particular, juntamente com Wai Lin, sem malas. Apenas com a roupa do corpo.

Ambas voaram para a Inglaterra. Chegando lá, os jornais já estampavam o sequestro de 007 nas principais manchetes. Sem perda de tempo, foram direto para o MI - 6. Os capangas de Goldfinger receberam as duas com muita hostilidade mas sem agressão.

Wai Lin arrombou a porta com um golpe certeiro de artes marciais.

Patthy, consumida por uma ira que queimava seu corpo e ardia em seus olhos já começou a dar ordens:

-Seu imbecil, sei que Goldfinger está aí dentro! Ande logo e vá chamar seu patrão logo seu idiota! Exijo falar com aquele bolha agora!

Os gritos eram imperativos e altíssimos, saídos das profundezas das entranhas da rica senhorita que Goldfinger ouviu de longe, mesmo com o isolamento acústico forte no MI-6.

-Ojobb seu incompetente! Quem é essa doida gritando e exigindo minha presença?

Antes mesmo que o vilão respondesse, Wai Lin já foi falando:

-Viemos aqui para libertar James Bond e ninguém vai nos impedir de resgatá -lo

-Ora ora - disse Goldfinger - Só me faltava essa: uma chinesa carateca e uma baixinha inconveniente vieram para me enfrentar. Desistam! Vocês nunca mais irão ver James Bond - E soltou uma risada macabra e sonora.

A frase despertou a ira das antigas rivais que agora estavam unidas. Mais provocações vieram com a mesma frieza:

-Esse 007 tem sorte - continuou ele - Vejam só: duas mulheres tolas tentando salva - lo. Ele não é bobo. Admitamos caro Ojobb que ele sabe escolher.

Aproximando - se de Wai Lin, Goldfinger foi logo tentando tomar certas liberdades com um olhar cheio de atrevimento. A chinesa tirou as mãos dele de seu pescoço, levemente inclinadas em direção ao colo. Com um golpe perfeito, imobilizou o vilão.

Ojobb tentou agarrar Patthy e ela acertou um belo tapa na cara do capanga. Fugiu dele e entrou com tudo, tal qual um foguete pelo interior do MI-6. Não haviam obstáculos que pudessem deter sua fúria.

Num dado momento, ela se encontrou face a face com Rosa Klebb. Olhando no fundo dos olhos da coronel, disse com toda fúria que a consumia por dentro:

-Se pensa que esse rapto vai ficar assim está muito enganada. Conheço seus passos desde Moscou. Sei de seus truques e vou salvar o meu amor nem que isso custe a minha própria vida!

As duas se pegaram numa luta. Patthy já estava quase vencida quando Wai Lin surge do nada e acerta um chute na coluna de Rosa Klebb, o que lhe custou algumas vértebras quebradas. A vilã caiu gritando e não se levantou mais. Goldfinger e Ojobb reapareceram para socorrer Klebb.

Wai Lin lutou com eles. Ojobb caiu morto e Goldfinger já ia fugindo quando Patthy o perseguiu, capturou e amarrou com umas cordas que achou por ali. Em seguida, torturou o vilão até que ele confessasse:

-Está certo baixinha, eu falo. James Bond está trancado na câmara de tortura. Ninguém que tenha entrado saiu de lá... vivo.

Patthy chama por Wai Lin e ambas vão até o esconderijo de Goldfinger onde 007 está trancado. Os capangas dos vilões lutam em vão com elas. Um deles pega uma pistola e atira em Wai Lin. Patthy a socorre. E mesmo ferida em seu corpo e em seu orgulho de mulher, esquece a rivalidade e diz:

-Prossiga, entendi que ele te quer. Faça o que for preciso. Ficarei bem.

Patthy corre até lá. Com uma barra de ferro bate até arrombar a porta. Uma enxurrada de água a arrasta para fora. Exímia nadadora, a senhorita vai vencendo a água, até que chega ao amado e o liberta. Ele quase não tem força e nada amparado à sua salvadora.

Horas depois, James Bond e Patthy visitam Wai Lin que se recupera bem depois que retirou a bala. M e Miss Moneypenny também estavam lá. ~Só souberam no avião quando voltaram das férias no Havaí.

Moneypenny pergunta à 007 os detalhes minusciosos. Ia saindo disfarçado com Patthy e respondeu:

-Não posso dar detalhes agora. Tenho pressa.

E, abraçando Patthy com carinho e suavidade, falou em seu ouvido com uma voz linda:

-Venha comigo querida. Vou mostrar a gratidão de alguém que tem a vida salva.




Fim





Dedicado à Comunidade 007 Brasil e à memória de Ian Fleming