My name is Patthy... Bondgirlpatthy

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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Meu nome é Bond...James Bond - Capítulo 2 - Viva e Deixe Morrer (1954)


Continuando com a série sobre os livros de Ian Fleming onde relato de forma descompromissada a experiência de ler na ordem em que foram escritos, trago um título muito especial para mim, Viva e Deixe Morrer. 
Na verdade, o livro não é um dos mais preferidos. O que torna essa título muito especial para mim na verdade é o filme. 
Uma rápida história da minha vida que tem tudo a ver com o post de hoje. Eu era apenas uma menina de seis anos de idade quando entrei na barbearia do meu saudoso avô João para ler o jornal do dia que entre outras coisas, noticiava que na Sessão da Tarde iria passar um filme chamado Com 007, Viva e Deixe Morrer. 
Curiosa, sem ter a menor ideia de coisa alguma, resolvi ver o filme. Assisti inteirinho e continuei sem entender nada mas naquele dia, a Bond Mania nasceu dentro de mim e até hoje esse sentimento se fortalece cada dia mais. 
Viva e Deixe Morrer traz a missão em que James Bond tem que combater o tráfico de heroína no bairro americano do Harley em Nova Iorque. 
O bairro do Harley também é retratado pelos traços culturais de seus costumes, sua música e culinária. Nem só de violência vive o Harley nessa estória e Fleming fez questão de deixar isso bem claro.
Ao mesmo tempo em que explora o universo do voduísmo e da magia negra representado pela mística figura do Barão Samedi e da cartomante virgem Solitaire que segundo a lenda é noiva do Príncipe que se foi e que deve permanecer casta para não perder seus poderes paranormais. Também há a figura de Kananga que, de certa forma a controla aproveitando - se de seus poderes à espera do dia em que, finalmente, retirará de Solitaire seu poder. 
Tanto no livro quanto no filme, o simbolismo sagrado de tudo isso está atrelado também à opressão sofrida pelo povo do Harley, um bairro considerado violento, de maioria afrodescendente que traz consigo toda carga de sofrimento de vários séculos. E Kananga deflorar Solitaire seria como uma "vitória" dos oprimidos sobre seus opressores já que Solitaire é a típica "deusa padrão" inatingível. 
Em meio a isso tudo é que Bond entra na jogada. Não só para resolver o caso mas também para tirar a oportunidade de Kananga ser o primeiro na vida de Solitaire, numa clara demonstração de "superioridade".
Porém 007 não está só nessa missão. No livro e também no filme, ele tem o apoio de seu velho amigo Felix Leiter, agente da CIA  e também de Quarrel, um agente aliado. E apenas no filme, ele conta com o auxílio do atrapalhado Xerife J.W. Pepper, um caricato "tira" americano que dá o tom na maioria das piadas que só o humor britânico é capaz de proporcionar. 
Nos anos de 1954, quando o livro foi escrito, não havia o politicamente correto dos dias de hoje. O preconceito racial, sobretudo no subúrbio dos Estados Unidos, era escancarado. Era algo banal e Ian Fleming registrou isso claramente em seu livro. 
No livro e também no filme, a primeira noite de Solitaire com Bond é retratada de forma sutil e quase velada. E quando isso acontece, principalmente no filme, logo começamos notar a ira de Kananga, que com tal atitude é sub julgado em sua condição masculina. Durante todo o tempo, 007 "vencia".
O que me impressiona mais é a riqueza cultural e como o ritual do voduísmo é retratado, não sei se de forma verídica mas os detalhes são aterradores e macabros, envolvendo até mesmo cobras.
À medida em que Solitaire já sem seus poderes, se une cada vez mais à Bond, mais Kananga e Barão Samedi fracassam. A grande farsa envolvendo o misticismo da figura do Barão é descoberta.
Uma das cenas que mais me impressiona é a cena em que Bond é colocado numa espécie de reserva natural que está povoada de jacarés e crocodilos e ele tem que atravessar a ilha sem ser atacado. A cena foi feita pelo dublê de Roger Moore várias vezes até dar certo mas mesmo assim é tensa e muito impactante.
É um excelente livro para quem gosta de rituais exóticos, boa música cultura de subúrbio e investigação de tráfico. E um excelente filme para relaxar pois tem muita comédia. E além disso, nos apresenta toda fleuma britânica e elegância sem par de Roger Moore que nos trouxe um pouco de fantasia para o mundo dos filmes de espionagem dando leveza ao personagem.

Eu retornarei em Contra o Foguete da Morte

PS: Essa série de textos é dedicada à memória de Ian Fleming e também aos amigos Lucian e Rildon que me incentivaram a fazer essa experiência. Obrigada, amigos. Beijos.
Esse texto também é dedicado a meu avô João (IM) que indiretamente contribuiu para eu ser fã de James Bond.







segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Eu vivi para ver um Super Bowl histórico

Ainda estou sem acreditar no que aconteceu no Super Bowl LI. A "final" da NFL por si só sempre é um espetáculo rodeado de estatísticas, curiosidades e muita expectativa . Os times se dedicam rodada após rodada para chegar até esse dia. 
Ontem eu estava muito ansiosa pelo jogo, não via a hora de chegar a noite e a bola oval voar finalmente. A exemplo do que acontece desde que comecei a acompanhar um campeonato inteiro lá em 2013 (em 2012 eu assisti somente o jogo final para acompanhar o show da Madonna). E desde sempre, acompanhar um Super Bowl é assim: ligo minha TV no Esporte Interativo (canal 36 UHF - Sâo Paulo), fico assistindo o jogo e ao mesmo tempo me comunicando com amigos que acompanham há mais tempo, entendem de regras e tem um time para torcer. Tudo regado a muita risada e zoação sadia pela internet e whats app. Só imaginem o que seria nosso grupo assistindo junto! 
Aí seria um Deus nos acuda (risos).
Literalmente é uma guerra de nervos assistir o Super Bowl. E você tem que se preparar para emoções muito fortes pois até o último milésimo de segundo, por mais que o placar tenha uma vantagem elástica para um time específico faltando pouco tempo para acabar a partida, isso não é garantia alguma de vitória pois num único lance, num estalar de dedos, tudo pode reverter de uma hora para a outra. 

Eu só digo uma coisa meus queridos leitores e amigos: Ontem foi um desses dias! Sentem para não cair e preparem - se para o inacreditável!
Para começar, o Esporte Interativo escalou um narrador que apesar de ser ótimo e narrar NFL com uma empolgação de arrepiar, ele nunca foi escalado para o Super Bowl. Ao invés de chamarem André Henning chamaram Octávio Neto, que eu adoro. Parece que a "Santa Padroeira dos Super Bowls" estava guardando algo realmente inesquecível na vida profissional dele, algo que vai ficar para a história, desse tipo que a gente conta para os filhos, netos, bisnetos e sabe se lá para quantas gerações e acaba virando uma lenda. 
E, óbvio que Octávio não fez feio. Foi de arrepiar, não consegui desviar os olhos, embora por poucos momentos, devido ao horário ser muito tarde, de vez em quando cochilava um pouco mas foram duas vezes apenas e por momentos muito breves. E parecia adivinhar que algo grandioso e espetacular iria acontecer e eu tinha que ver, com os olhos bem abertos. Eu tinha que ver isso, viver isso, era uma missão que os "deuses da NFL" me deram e como fã do esporte, aceitei.
O jogo, New England Patriots @ Atlanta Falcons. As equipes e todos que estavam transmitindo, assistindo, seja in loco ou por qualquer plataforma de transmissão, fazendo qualquer coisa que envolva esse esporte ontem deu sua contribuição para a posteridade. 
No começo da partida, o Atlanta massacrava, placar de 21 a 3, parecia tudo muito modorrento até que.... tudo mudou. 



Virou a chave no terceiro quarto do jogo (que é dividido em quatro quartos de 15 minutos) e de repente, o New England Patriots começou a reagir, pontuando, jogadas incríveis, inimagináveis. 
Nos últimos minutos, bastava ao New England marcar um touchdown (gol) mas antes fazer uma conversão para empatar o jogo e levar para o over time (prorrogação) que termina se um time fizer uma vantagem. 
Numa reação de cair o queixo, tudo isso aconteceu pela primeira vez em 51 anos de disputa.
Tudo se encaixou perfeitamente e o incrível, o inbeliveble. A história se fez diante dos nossos olhos. Azar de quem perdeu. 
Em 13 minutos, 25 pontos recuperados e o narrador Octávio Neto enlouquecido querendo "morar eternamente" dentro do Super Bowl 51, coisa de geek que eu entendo por também ser geek. 
Resumo da ópera, o Patriots bateu o Falcons de virada por 34 a 28. Delírio coletivo em Houston, local do jogo, histeria alegre dos torcedores do Patriots com direito a pedido de casamento que as câmeras do Esporte Interativo flagraram e absoluto choque e perplexidade dos torcedores do Falcons. 
E eu vivi para ver e registrar a história através desse post. Por pouco não viro a noite escrevendo mas o sono me venceu. Valeu a pena, cada momento. 
Me peçam qualquer coisa mas não me peçam para explicar milagres. Isto é impossível.Guardem esta data e nunca se esqueçam: 5 de Fevereiro de 2017. 
Parabéns aos meus amigos torcedores do Patriots pelo feito e também a todos que fizeram história. Esse texto é para vocês com muito carinho.