My name is Patthy... Bondgirlpatthy

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Retornando ao maravilhoso mundo de Kaori com Giulia Moon


Uma vez falei aqui no blog sobre uma personagem extremamente fascinante: A vampira Kaori. Japonesa, vinda do século XVIII, com um perfume e uma sensualidade inconfundíveis, além de uma personalidade marcante e única.
 Se antes éramos convidados a sentir o cheiro do seu misterioso perfume, agora temos um novo convite: Guiados por Giulia Moon, a brilhante criadora de Kaori , somos agora convidados a conhecer os mistérios dos grandes amores desta vampira. Saber o que se passa no coração da personagem.
Foi lançado ontem na livraria Martins Fontes em São Paulo Kaori 2 Coração de Vampira. O evento mais uma vez foi um sucesso, realizado pouco depois do lançamento na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, onde foi também de grande repercussão.  Além do público costumeiro e amigos de lomga ou de curta data da autora, algo  inusitado apareceu por lá: um Trekker! Vejam vocês! Fiquei pessoalmente surpresa.



Neste novo livro, veremos uma mulher como tantas de nós mortais. Com dúvidas, certezas, anseios por novas experiências e recordações de amores do passado. Kaori nos revelará o quanto é frágil e feminina no que diz respeito aos sentimentos e ao mesmo tempo sua força interior para lidar com seu presente e a lembrança do passado. E também poderemos encontrar um gosto musical único inspirado na preferência pessoal de Giulia, sua criadora.





Giulia é um pouco de Kaori e Kaori é um pouco de Giulia. Só nos resta descobrir enquanto viajamos através da leitura por esse mundo fascinante se os corações delas guardam, além da mesma doçura, os mesmos mistérios. Recomendo inclusive a quem não teve a oportunidade de ler que leia também o primeiro livro, Kaori perfume de Vampira para descobrirem essa personagem tão misteriosa e fascinante. Sucesso para você querida Morceguinha. Que Kaori nos cative também por seus mistérios e prenda nossos corações ao dela.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Cowboys & Aliens, o filme perfeito para Daniel Craig

Ontem fui ao cinema assistir Cowboys & Aliens. Antes de assistir, procurei me informar um pouco mais, lendo reportagens e comentários, especialmente no blog do meu amigo Marketto que tinha além de notícias fresquinhas de filmagem e estreia no exterior algumas fotos promocionais em Londres tiradas pela namorada dele, Julia, uma guria muito simpática e legal que um dia ainda conhecerei pessoalmente.
Mas falando do filme: eu gostei muito de assistir. Ele é um bang bang como aqueles que passavam na TV antigamente. Adrenalina correndo solta o tempo todo.  Só fiquei um pouco com medo dos aliens que eram bem nojentos (argh)! Mas foi legal.


Eu no cinema do shopping Boullevard Tatuapé ontem


O filme se passa em 1873 quando  um estranho (Daniel Craig) sem memória vai parar em Absolution, cidade inóspita para visitantes e dominada pelo medo imposto pelo pulso forte do "Coronel" Woodrow Dollarhyde (Harrison Ford). Mas o inesperado acontece quando máquinas voadoras atacam a cidade e sequestram seus habitantes. É quando os humanos descobrem que precisam combater a invasão alienígena, forçando os homens brancos, bons e maus, e ainda os peles vermelhas a unir forças contra a ameaça extraterrestre.
Além desse enredo diferente e muito curioso tinha a assinatura de Steven Spielberg.
Tudo isso é importante claro, mas meu objetivo em assistir esse filme foi conhecer Daniel Craig em outros papéis que não fossem James Bond logo em seguida dele ter feito dois filmes de 007. Eu queria entender o porque de tanta rejeição que alguns Bondmaníacos, inclusive de amigos, em relação ao ator num modo geral.
Não aprovei o Bond feito por Craig. E ao contrário dos fãs mais radicais como meu amigo Eduardo Torelli, jornalista e escritor inteligentíssimo e fã de 007 como eu, acho que Craig é um ótimo ator sim. Apenas não deu certo no perfil de Bond.
Vendo Cowboys & Aliens percebi que este sim é um filme para Daniel Craig fazer. Nenhum dos outros "bond atores" na minha opinião daria certo quanto ele. Craig é um cara truculento, jeito de mau, objetivo, de físico troncudo. Não tem o refinamento e a sofisticação necessária para interpretar o agente secreto.
Já o personagem de Cowboys & Aliens tem todas essas características que o ator carrega na sua interpretação. Existem personagens que realmente são feitos para que atores específicos os interprete e façam sucesso. E em alguns casos, se tornam clássicos eternos.
Ainda é cedo para sabermos se este será o caso de Daniel Craig mas na minha opinião tem mais chance dele ser lembrado daqui há alguns anos com este personagem do que com sua passagem pelos filmes de James Bond. Isso só descobriremos com o tempo.


terça-feira, 6 de setembro de 2011

Quatro anos em silêncio: tributo a Luciano Pavarotti

Este texto despretencioso partiu de comentários no Facebook por causa de um link de Luciano Pavarotti cantando "Non te scordar di me"  que dividi com amigos por mero acaso e logo os comentários vieram. O primeiro, de um fã ardoroso foi esse: "...Até hoje, 4 anos depois de sua morte, ainda não acredito que esse grandissimo tenor tenha nos deixado...."
Comecei a pensar e também não dá para acreditar que Luciano partiu.  E enquanto lia os comentários e os respondia, me recordei de quando conheci Pavarotti e ópera.
Eu era adolescente quando ouvi ópera pela primeira vez ano 1989, tinha 14 anos. Achei um tipo de música diferente e linda.
 Sem entender nenhuma palavra, meu coração sentiu uma paz e uma alegria por receber tanta beleza. Comprei um LP e depois outro. Também comecei a acompanhar música clássica pela televisão.
A ópera, diferente de outros tipos de música é algo que deve ser ouvida com o coração aberto, cheio de alegria, com o espírito preparado. É algo que nos eleva.
Em 1994 comprei o LP dos 3 Tenores, depois de ter assistido o concerto pela televisão inteirinho. Maravilhoso ouvir Pavarotti acompanhado por José Carreras e Plácido Domingo, dois tenores igualmente talentosos regidos pelo competente maestro Zubin Metha. Mesmo pela TV inesquecível e único.
Assim como a parceria de Pavarotti com Roberto Carlos em 1998. Para mim, momento emocionante singular pois meus dois cantores preferidos estavam ali juntos.
Nunca tive a alegria de ver Pavarotti cantar ao vivo mas escutando seus discos eu me emocionava e ficava leve. Sua voz forte, firme e ao mesmo tempo delicada como a de um coro de anjos era um dos mais belos e maravilhosos sons que existiam.
Uma curosidade que apenas bondmaníacos conhecem é uma cena em um teatro onde Roger Moore no papel de 007 persegue o vilão durante um concerto em que se ouve a voz de Pavarotti cantando Pagliacci e depois foi descoberto que era um disco colocado num boneco com a figura do tenor que explodia.


Meus LPs de Luciano Pavarotti

E com a mesma delicadeza de seu canto foi a partida do tenor que morreu sereno, dormindo em seu lar. Sem sofrer. Simplesmente dormiu para sempre deixando fãs chorosos por todo planeta.
Recebi a notícia da morte dele por um telejornal. Vieram me avisar, já que não assisto. Era de tarde quando tudo aconteceu.
Chorei muito e para me despedir peguei um LP duplo e ouvi até o fim. Cada acorde era como uma martelada no meu coração. Meus olhos ficaram vermelhos e deles brotaram duas cachoeiras. E quando tocou Nessun Dorma eu chorei mais ainda pois essa música é de arrepiar de tão maravilhosa.
A última canção que ouvi foi pela internet, Non ti scordar di me (que hoje sei que quer dizer Não te esqueça de mim). Uma verdadeira declaração de amor que naquele dia fez meu peito doer.
Quatro anos de silêncio depois já não estou chorando, meu coração está calmo mas cheio de saudade que cicatrizou mas fica guardada quieta e inofensiva.
Ao Pavarotti que canta junto à Deus dedico este texto com muito carinho e eterna saudade. Como você mesmo pediu nessa canção eu não me esqueço de você.