My name is Patthy... Bondgirlpatthy

Bem - vindos ao meu cantinho virtual . A "casa" está sempre aberta à todos que queiram vir aqui ler e comentar meus posts. Este blog não tem compromisso jornalístico portanto não tem compromisso com a imparcialidade. Mas o meu compromisso com a democracia continua. Aqui toda opinião é importante e respeitada. Fiquem à vontade, a "casa" é de vocês. Voltem sempre q quiserem . Um beijo com muito carinho e obrigada.


domingo, 31 de maio de 2009

Valeu Susan Boyle

Hoje pela manhã minha mãe chegou com uma notícia que não gostei nem um pouco: Susan Boyle, grande sensação da internet que desafiou o mundo das aparências ao ousar cantar como Elaine Paige num show de talentos na Inglaterra perdeu a final para um grupo de dançarinos. Fiquei chocada e também imaginando o que estariam pensando meus amigos que comigo compartilharam da torcida pela vitória de Susan e principalmente no dia em que ouvi pela primeira vez essa escocesa cantar.

Confesso que fiquei decepcionadísima com os ingleses que votaram na escolha pelo vencedor do Britan´s Got a Talent (uma espécie de "ídolos" inglês). Só que para mim há tambem a suspeita de manipulação de resultados.
Parem por instantes e pensem comigo, voltem no tempo: Quando Susan pisou naquele palco a primeira vez, foi ridicularizada por sua falta de beleza física, sua idade muito "avançada" para o meio artístico. Ninguém acreditava, a não ser ela mesma. Foi com a cara e a coragem desafiando todos os "padrões normais" e não só calou a boca dos seus críticos como também comoveu um planeta inteiro. Para mim ela sempre vai ser a grande vencedora e espero que Vossa Majestade, a Rainha Elizabeth II um dia faça a justiça de convocar esta cantora, cuja beleza da voz seduz à todos, para cantar também no Palácio Real. Se eu fosse a rainha, não tenha dúvidas q Susan seria chamada para cantar.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

O Barco



Surge na calada da noite, belo, sorridente, encantador, gentil. Oferece a mão para q eu desça os três últimos degraus.do barco. A lua ao fundo a te fazer mais lindo para mim. Encantada, te sigo, sem nada temer.
Você, todo de branco como a paz, feliz. Eu, de cor de rosa, cabelos até a cintura, coração pulsando.Forte.
Nada falamos... Afinal não era necessário, estávamos simplesmente hipnotizados um pelo outro, não conseguíamos falar. O olhar dizia tudo. Era um momento mágico, onde existia somente nós dois. Você me abraçava com carinho enquanto íamos andando. Eu tremia toda por dentro ao sentir em minha cintura o seu abraço aconchegante, carinhoso, delicado e protetor. Retribuí cada gesto na mesma medida. E nossos corações batiam juntos, no mesmo compasso. Como explicar essas sennsações tão gostosas e únicas? Impossível. Enquanto nossos olhares se cruzavam, o barco cruzava o imenso mar.Imenso como aquele sentimento q nos unia. Rumava sem destino. Uma música ao longe tocou de repente, uma linda melodia que nos saudava. Começamos a dançar. Eu sentia sua energia por inteiro se misturando à minha própria e,durante horas dançamos aquela música, naquele barco que não se sabia o destino, mas que infelizmente eu sabia que era só um sonho, do qual feliz despertei, ainda recordando tudo que se passou ali.
Dedicado com carinho à Pierce Brosnan
PS: Este texto e o outro q lerão a seguir foram inspirados em sonhos noturnos que tive há alguns anos com Pierce Brosnan.

De volta ao Barco

Num dia de rara beleza, reaparece você, como sempre lindo, ainda melhor que da primeira vez. Simples como as pequenas coisas da natureza o q o torna particularmente atraente e mais charmoso. Mais leve, bem mais feliz. Novamente no barco, vamos navegando nas ondas do mar que ritimam com o bater em dueto perfeito de nossos corações. Carinhoso, você me abraça ainda mais forte porém com delicadeza porque sabes de minha fragilidade feminina. Correspondo, feliz. E ainda mais encantada por sua beleza, envolvida por seu amor. Meu coração mais uma vez pulsa forte, ainda mais forte do que antes porque desta vez é certeza de que estamos juntos para sempre. Seus dedos brincam por entre meus cabelos compridos como se fossem meninos levados brincando na praça. Eu, de olhos fechados, quase sem fôlego só sentindo. O sol a nos iluminar como se fosse uma bênção da natureza. E te olho encantada, conrespondendo a cada carinho tb começo a sentir você, seu rosto, suas mãos e perceber o quanto podem ser fortes mas ao mesmo tempo capazes de realizar as delicadezas que tanto amo receber. E passamos horas assim, em carinhos inocentes mas de grande profundidade, chegou a tarde que avermelhou o mar à luz do sol poente. Já exaustos, totalmente inebriados por um sentimento eterno, encosto em seu peito para ouvir o pulsar de seu coração enquanto o meu próprio coração, bate satisfeito por estar ali, com você, neste mesmo barco que continua sem destino certo mas que leva a bordo uma gigantesca onda de amor.Dedicado com carinho à Pierce Brosnan

sábado, 16 de maio de 2009

My way

Como todo sábado, hoje pela manhã, estava ouvindo um programa da Rádio Gaúcha AM de Porto Alegre pela internet chamado Supersábado. Um programa que comecei a ouvir fazem dois anos e alguns meses por recomendação de um amigo muito querido e especial para mim. Nem eu mesma sabia o porque desse programa hoje seria mais especial do que os outros que já havia escutado com tantos assuntos diferentes. A primeira coisa que ouvi não foram as vozes dos locutores Wianey Carlet e Gabrielli Chanas. Não. O primeiro som dessa vez foi algo que parecia renascer, intacto, mesmo depois de onze anos de seu último ecoar. Era um som conhecido, o som da Voz, uma voz calma e ao mesmo tempo sexy, doce e ao mesmo tempo vibrante e forte. Mesmo que por meio de gravações Frank Sinatra ressurgia para encantar novamente com o seu jeito único de cantar, o seu "my way". Me recordo que há onze anos neste mesmo catorze de maio eu não contive as lágrimas. Ouvia de meu LP "Duets", Frank cantando com outros artistas como Aretha Franklin, Julio Iglesias, Bono Vox e tantos outros num tom de despedida.


O melhor ainda está por vir (inscrição da lápide do túmulo de Sinatra)


Ao ouvir uma de minhas prediletas, New York New York fazendo dueto com Tonny Bennett, abracei a capa do LP molhando - a com minhas próprias lágrimas. Esse era o "my way" de me despedir de Sinatra de alguma maneira e até mesmo de desabafar aquela dor tão forte dentro do meu coração. Escrevi um texto mas não publiquei. Sei q imprimi e guardei mas não perguntem aonde pois não encontrei mais. Mistério, sei lá por que. Sei somente que a tristeza tomou conta de mim mas não por muito tempo. Tanto que dois dias depois comprei um CD e uma revista dele para guardar de recordação. Lembro também de ter escrito uma carta ao meu melhor amigo que mora na cidade que tantas vezes Sinatra cantou, New York, New York para contar à ele de minha dor e pesar. E recebi de meu amigo um mês depois uma revista "Veja" onde a capa era Frank Sinatra numa foto preto e branco e o único colorido seus "blue eyes". Guardo até hoje junto com o recorte de uma revista americana que ele também mandou. E hoje, onze anos se passaram, a dor amenizou. Consigo ouvir, ler, olhar fotos. A dor passa mas a saudade fica para sempre mesmo que amenizada vez em quando ao surgirem lembranças como essas que vieram através do som do meu computador hoje de manhã. Frank Sinatra, onde você estiver agora, este é o meu My Way de lhe dizer que estou com saudades mas que um dia quem sabe nos encontraremos A um Passo da Eternidade. Até um dia.

Dedicado à memória de Frank Sinatra

A morte de Frank Sinatra ocorreu em 14 de maio de 1998

Feliz Aniversário Pierce Brosnan

Mais uma vez os bondmaníacos estão comemorando. Mas desta vez não apenas os brasileiros. Hoje Pierce Brosnan completa mais um ano de vida. Aprendi a admirar Pierce quando ele foi escolhido para interpretar o famoso agente britânico. Fora Sean Connery, na minha opinião, Pierce foi o ator que melhor interpretou James Bond.
Ele se aproximou muito do "estilo Connery" que moldou o personagem no cinema. Charmoso, sensual, elegante, sedutor, olhar cativante, sotaque forte e marcante. No começo era uma incógnita mas logo se moldou ao personagem como se sempre tivesse feito só isso na vida. Não é à toa que James Bond veio para a vida de Brosnan quando ele ainda era um garotinho de onze anos indo ao cinema pelas mãos de sua mãe e viu na tela Connery interpretando Bond no filme que consolidou de vez a bondmania mundial: Goldfinger.







O pequeno irlandezinho disse à mãe que queria ser ator e apontou para a tela do cinema. Estava fascinado com a cena da garota morta na cama, nua e coberta de ouro. Cena que impressiona qualquer um até hoje pelo perfeccionismo com a qual Sheena Eaton interpretou. Mesmo hoje em dia confesso que toda vez que vejo, ainda me impressiono. E Pierce também deve se impressionar, mesmo sendo o grande profissional que ele é e que se tornou depois de ter sido influenciado por algo tão inacreditável mas que estava ali, diante de seus olhos.






Acompanhei com muita alegria outros personagens que Brosnan fez. Tantos filmes legais como Detonador em Alta Voltagem, Guerreiro da Paz, Ladrão de Diamantes, O Alfaiate do Panamá, Thomas Crown a Arte do Crime, O inferno de Dante e o surpreendente musical Mamma Mia que mostra um ator que também canta e dança. Pode não ser um Benny ou um Bijörk (do grupo Abba) mas que não mede esforços quando se doa ao exercício da sua profissão. Também não posso deixar de notar sua extrema sensibilidade e coragem ao filmar uma história real da Irlanda, Evelyn, onde demonstrou toda vérvice poética ao atuar. Pierce não é só 007 nem só filmes de ação. Mas é um ator que encanta sempre que entra em cena. Feliz Aniversário Pierce Brosnan. Muitos anos de vida e sucesso. Um grande beijo.


Happy Birthday dear Pierce

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Bem -vindo o que vem em nome do SENHOR: Há dois anos, EU VI O PAPA

Gostaria muito de compartilhar uma alegria com cada um de vocês, não importa que religião sigam mas sim que são meus leitores e por isso, merecem partilhar de um sentimento de alegria meu, muito especial. Há dois anos consegui ver bem de pertinho por duas vezes o Papa Bento XVI. Vou lhes contar tudo, nos mínimos detalhes: Por volta de umas 11 da manhã, Vossa Santidade regressou do Campo de Marte, seguido por seus seguranças dentro de um carro cor prata em direção ao Mosteiro de São Bento, onde estava hospedado. Minha mãe e eu o aguardávamos  na parte lateral do mosteiro. Não demorou muito para Vossa Santidade chegar e logo avistei o veículo que o conduzia, um carro simples de quatro portas.
 Os vidros eram transparentes e ele acenou para as pessoas e mesmo entrando no mosteiro por um portão lateral onde funcionários preparavam um tapete vermelho para ele. Ao sair do carro, antes que os portões fechassem o Papa acenou de novo e, adivinhem como reagi? Ele desceu do veículo sem ajuda de ninguém e o vi de corpo inteiro nítidamente. Alegre e mto simpático, há de se ressaltar também a saúde e o vigor físico do Santo Padre, que já tem mais de 80 anos, é de invejar qualquer rapaz de 20.
Depois, apareceu na janela do Mosteiro, disse um sonoro e claro Bom dia e abençoou à todos. Foi nessa hora que pensei em cada um de meus amigos que pediu ou não uma bênção especial de Vossa Santidade.
Depois uma jornalista do Jornal da Tarde veio conversar comigo e minha mãe enquanto descansávamos um pouco, deve ter sido pela emoção q senti, sou chorona. Tentei me conter mas quem disse que consegui?
Depois de almoçar, fiquei à espera do traslado de Papamóvel que não demorou muito. Eram 15:50h quando o Santo Padre passou bem pertinho de mim, abençoando o público. Uma das vezes em que ele fez o Sinal da Cruz foi em minha direção. Pude ver nos olhos dele que estava muito feliz por estar conosco. Ele também nunca vai esquecer essa visita. Espero que um dia volte aqui e que possa passar em cada um dos lugares que ainda não visitou para que todos vocês leitores possam sentir uma alegria que fica para sempre e que não dá para explicar. Palavras e imagens, por mais que se coloque, nunca vão ser suficientes para explicar esse sentimento único por toda uma vida.
Até Breve Santidade, foi uma honra recebê - lo. Deus o acompanhe em sua viagem de volta ao seu Lar!

PS: Na época não tirei fotos pois não tinha a câmera digital. A visita de Bento XVI realizou - se dias 9, 10 e 11 de maio de 2007 em São Paulo - SP. O texto foi adaptado do original para ficar de acordo com a data atual.

sábado, 9 de maio de 2009

Ler é um grande barato, pode até viciar mas não mata

Sei q prometi atualizar com mais assiduidade este espaço. Mas sempre vou adiando e adiando e adiando. Um dos motivos é andar sem tempo, às voltas com meus bordados e com a revenda de Avon. Mas não foi disso que vim tratar aqui. Vim tratar de algo que me fascina, me atrai e me dá muito prazer qdo faço. E na verdade também é um vício que não quero largar pois é um "vicio bom". Me permitam perguntar quantos livros (não conta Orkut ou blog ou e - books) que vocês leram nesse ano de 2008? Creio q poucos, bem poucos. Eu li vários, de assuntos distintos e, em alguns casos até fui à lançamentos. Sim, vou a lançamentos de livros quando me convidam ou quando me interesa saber sobre o tema tratado. E para mim este ano foi um prato cheio pois além de tudo isso foi ano de Bienal do Livro. Um evento p/ leitor nenhum botar defeito. Mas vamos por partes: O primeiro lançamento q fui este ano me encheu de alegria e orgulho: o lançamento do livro Corinthians o Time da Fiel escrito por Orlando Duarte e meu grande e querido amigo João Bosco Tureta, contando de forma imparcial, completa e clara a história de um dos maiores clubes do futebol nacional. É um duplo orgulho já que sou Corinthiana e amiga de um dos autores. O lançamento ocorreu no dia 28 de abril na Saraiva Megastore Shoping Eldorado em São Paulo contando com presenças ilusttrs de ídolos do futebol Corinthiano como Vaguinho, Basílio, Biro Biro e também da diretoria do clube na pessoa do presidente Andres Sanchez. Esse livro mostra q torcedor não tem q se orgulhar só da "goleada de ontem" mas de todo um passado q serviu para construir o presente que conhecemos

Outro grande lançamento que fui e que marcou também os Corinthianos foi diferente e inusitado. Realizado na própria residência da autora e do homenageado. Falo do livro Matheus o senhor Corinthians, que é uma biografia de um dos maiores, senão o maior presidente da história Corinthiana, Vicente Matheus que se vivo estivesse faria 100 anos este ano. O lançamento aconteceu em 28 de maio de 2008, data de aniversário do dirigente Corinthiano. Esta biografia conta a vida de um Matheus conhecido por todas as torcidas e também muitos detalhes que apenas a autora do livro, Marlene Matheus, sua viúva conhecia. Do homem e do marido Vicente. O livro parece mais um lindo romance em que o futebol e o Corinthians são meros coadjuvantes. Esse lançamento contou também com presenças de craques do time campeão de 1977 e muitos torcedores anônomos do Corinthians , além de membros da organizada Gaviões da Fiel



O lançamento do livro q falo a seguir não tem a ver com futebol. Posso dizer que é um lançamento "do outro mundo" pois trata de um tema que muitos acham absurdo: Ets. Renato Azevedo coloca em discussão o porque de autoridades americanas e brasileiras de esconder e destruir provas da existência desses seres. O autor também mistura uma estória de ficção para tornar mais fácil e agradável a leiturapara aqueles que não são familiarizados com o assunto. O lançamento aconteceu no Bar do Batata em São Paulo. Renato é também um grande amigo que admiro pela capacidade, simplicidade e carinho com seus amigos. De Rooswell à Varginha é altamente recomendável para leitores deste e de outros planetas. Será que realmente estamos sozinhos neste imenso universo? Eis a pergunta que não quer calar. O livro foi lançado dia 10 de outubro de 2008. Amigos e leitores estavam prestigiando e deixando seu carinho para Renato


Bondmaníacos, alegrem - se! Ian Fleming voltou! Explico, voltou em termos pois o grande lançamento voltado para este público é o livro 007 A Essência do Mal do escritor inglês Sebastian Faulks. James Bond "volta às suas origens" para homenagear o centenário de seu criador celebrado no mundo inteiro em maio deste ano. Dia 08 de novembro na Saraiva Megaestore do Shoping Eldorado em São Paulo com a presença de vários associados da Comunidade 007 Brasil a comunidade oficial brasileira dos fãs de 007. E também contou com o sósia brasileiro de Sean Connery , Sir Romano que fez sucesso entre todos os presentes, roubando a cena e de Eduardo Torelli, autor de Sexo Glamour & Balas, um livro - referência quando o assunto é James Bond.


Após lerem este artigo vocês sentiram vontade de ler um livro? Basta começar por casa mesmo, através da velha estante. Ler é um grande barato, pode até viciar mas não mata

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Senna 15 anos sem nosso herói










Antes de mais nada devo confessar à vocês uma coisa meio estranha: Eu nunca fui chegada em fórmula 1 e automobilismo embora os carros de corrida me fascinassem pois adoro carros, principalmente vermelhos. Por isso mesmo eu nunca acopanhei uma corrida no domingo. Preferia ler no jornal o resultado, ver as fotos dos carros. E também quero pedir aqui de público desculpas ao meu primo Wiliam por não ter acreditado nele e achar q ele brincaria com algo tão sério.Há 15 anos atrás eu estava na sala vendo TV. Era meio dia quando o telefone tocou. Meu primo Wiliam estava vendo o Grande Prêmio da Itália de fórmula 1. Eu não. Estava vendo outro programa, o Domingo Legal. Atendi o telefone normalmente. Era meu primo. Ele só me disse uma frase: "Ayrton Senna morreu". Confesso que não liguei pois o Wiliam de vez enquando gostava de passar pequenos trotes e fazer brincadeiras pelo telefone. Respondi na mesma hora "Deixa de brincadeira moleque, você está querendo fazer graça mas com isso não se brinca". Ele me falou para mudar de canal e ver. Mudei e fiquei sem conseguir me mexer do lugar. Era inacreditável o que eu via e ouvia da boca de um Galvão Bueno com a voz quase num sussurro desesperado por perder um ídolo e um grande amigo acima de tudo. Pedi minhas desculpas ao Wiliam por ter duvidado dele assim que me recuperei.
No dia seguinte fui para a escola. Era meu aniversário também mas eu não estava feliz. Nem queria comemorar. Dispensei a tradição do "parabéns" e substituí pelo silêncio absoluto. Voltando ao dia na escola: O Profesor Roberto se preparava para começar a sua aula de Português. Deu a aula e em seguida o diretor, Professor Rogério Frederico foi comunicar que o Governador Mário Covas havia decretado luto oficial e dispensou à todos os alunos da rede estadual de ensino. Ao chegar em casa, fui com meu tio Walter e meus dois primos Junior e Wilian (que me deu a notícia), ver o cortejo de Senna passar. Vi o trajeto da Marginal Tietê uma das cenas mais tristes da minha vida.
A partir desse dia não li mais os jornais que falavam de fórmula 1. Faz pouco tempo que voltei a ler e até acompanhei duas corridas do Felipe Massa. Mas o fato é que Senna deixou saudades eternas em todos. Descanse em paz herói e obrigada por tudo.




Gugu Liberato 50 anos fazendo o bem e alegrando as pessoas


Há exatos 50 anos nascia em São Paulo, um menino humilde como tantos, filho de um casal de portugueses. Esse menino não teve uma infância rica embora tivesse nascido num lugar considerado privilegiado. Ele foi crescendo conforme o tempo passava, observando seus vizinhos que em datas comemorativas sempre tinham um brinquedo novo e caro para brincar e mostrar aos outros. Mas quem pensa que o pequeno Augusto (esse era seu nome) se abatia ou se revoltava enganava - se. Brincava com o q tinha e ainda modesto pensava em sua inocência como melhorar a sua situação bem como a de seus dois irmãos mais velhos e seus amados pais. E foi neste período de sua vida que ele começou a vender "perfumes" que fazia espremendo as flores que achava pelos jardins. Afinal, se as flores tinham um cheiro gostoso era porque tinham um perfume que poderia ser extraído. Tamanha sua inocência. E também vendia gibis velhos, mtas vezes os únicos que tinha para dar uns trocados que ele acreditava aliviar muito a situação de seus pais sem ficar com nada para ele comprar um brinquedinho melhor. Talvez comovidas pela situação do pequeno Augusto aliado ao seu carisma natural, as pessoas compravam essas "mercadorias", principalmente empregadas dos vizinhos ricos dele. Só que Augusto sempre primou pela inteligência. Sempre lendo e se informando, gostava de televisão. Aos domingos ia à igreja e ajudava nas as missas do Pe Cabral como coroinha e ganhava uns trocados junto com os amiguinhos "organizando" o cerimonial dos casamentos onde ele mesmo e os outros meninos por vezes acompanhavam a noiva como pajens. Mas Augusto não era só ligado à religião. Gostava de se divertir como toda criança. Sua diversão era simples porém acessível à todos: Televisão. Gostava de assistir ao programa mais popular, Silvio Santos, na época uma inovação na TV, cheio de gincanas com prêmios em dinheiro e "pegadinhas". Augusto a princípio não participava das gincanas por ser mto pequeo. Mas sua inteligência espantosa para um menino de pouco mais de 7, 8 anos fazia a cabeça fervilhar de idéias. Durante esse período, guardava suas idéias para si. Aos 12 anos começou a trabalhar para garantir seu sustento e, pasmem! Nas horas vagas, a cabecinha de Augusto "viajava" pelo universo da TV e rascunhava as idéias cada vez mais elaboradas que se tornaram cartas enviadas ou entregue em mãos (e lidas) semanalmente pelo próprio Silvio Santos. Aquele jovem deixou o apresentador impressonado. Tanto que Silvio passou a pagar por idéia aprovada algo ínfimo para os valores de hoje em dia mas um estímulo e tanto para a criatividade de um jovem de talentos precoces. Começava aí o sucesso de Augusto.
Passados os anos, o adolescente criativo formou - se jornalista. E passou a trabalhar com Silvio Santos como produtor, pondo ele mesmo em prática tudo q aprendeu e desenvolveu naturalmente além de seu dom criativo e um tino comercial impressionante. Sua competência por trás das câmeras começou a aflorar mto e os bastidores tornaram - se pouco para ele. Em apenas 4 anos, logo foi apresentar seu primeiro programa: Alegria 81. Sua imagem de bom moço, terno e gravata impecáveis agradou ao público: senhoras, senhores, jovens e crianças. E o sucesso só fez subir e subir. Um outro programa chamado "Viva a Noite" nos moldes de um programa de variedades com música, prêmios, participação do público e aquilo que até os dias presentes norteou sua carreira: Realizar sonhos, alegrar e fazer o bem. E ao final desse programa q passava em horário noturno inadequado à rotina infantil, mesmo q aos sábados, havia algo que atraía crianças que esperavam até o fim para verem "A Dança do Passarinho" que muito antes de Xuxa e compania fazia esse público específico e inusitado se divertir imitando na coreografia os movimentos de um passarinho na floresta, voando, bicando, saltando, enfim.... Crianças como eu q até hoje se lembram de cór cada movimento. O sucesso foi tão grande que até para ele foi surpresa. E foi assim que Augusto, aquele menino sonhador, que se tornou um adolescente criativo e um adulto esforçado passou a ser apenas Gugu. Gugu, quatro letrinhas fáceis de guardar, uma pessoa carismática, fácil de se gostar e que tive a alegria de ver pessoalmente muitas vezes, mas isso já lhes contei em outros posts aqui mesmo. Os anos foram se passando e Gugu acumulou sucesso, riqueza, ganhou status, fama mas nunca perdeu a humildade do pequeno Augusto que ele tinha sido um dia. Realizava sonhos simples como os seus. De um público que o admirou por isso desde o primeiro instante. Nesse caminhar houve uma mudança na vida de Gugu. Tornou - se pai e deu à seus três filhos tudo que ele não pode ganhar de seus pais mas com muita responsabilidade. Também houveram erros em sua vida. Qual ser humano nunca os cometeu? Mas o mais nobre é errar e se arrepender. Mas se arrepender e jamais voltar a errar. Essas experiências o amadureceram muito e hoje está com a carreira consolidada. Ele fez de seu Domingo Legal não só divertido e legal para fãs que como eu assistem e gostam dele. Mas também a certeza de que um sonho só é impossível quando não lutamos por ele. Gugu ajuda de muitas maneiras: Reconduzindo pessoas de volta para a terra de origem que buscam o melhor e nada encontram nem tem como voltar, reconstrói das cinzas casas inteiras que passam a ser um lar ainda mais digno, ajuda devedores e desempregados a terem uma vida mais tranquila e digna, reencontra quem há muito tempo está perdido, transforma quartos simples onde dorme seu público infantil em um verdadeiro mundo de sonhos felizes com heróis de todos os tipos. Nem sei o que mais dizer de Gugu nesse seu aniversário pois me faltam palavras para dizer. A não ser uma frase q ele usa toda vez que um convidado retira - se do palco após um número. Frase esta que tomei a liberdade de adaptar adequadamente para este dia "Receba o carinho dos aplausos desta fã que muito te ama". Feliz Aniversário e que venham muitos anos de vida pela frente.


Obs: Texto originalmente escrito dia 10 de abril de 2009 em comemoração aos 50 anos de vida de Gugu Liberato

Comunidade 007 Brasil 8 anos à serviço dos fãs de Bond... James Bond

Não é nada fácil se comemorar 8 anos de um fã clube. Ainda mais no Brasil em q essa ideia de reunir pessoas q gostem de um personagem ou filme não é assim muito bem - vinda. Infelizmente é normal reunir pessoas para falar de violência, desgraça, pedir justiça por alguém q a merece sem dúvida mas q logo logo será esquecido pela mesma população q hj clama a seu favor. E pessoas q se reúnem para discutir, opinar e debater civilizadamente sobre um filme ou personagem e gosta de vestir - se como ele em ocasiões apropriadas p/ isso e em lugares apropriados é louco, motivo de zombaria, de chacota. Me recuso a aceitar isso calada. Pois isso nada mais é do q escapar um pouco de nossa realidade tão cruel, ao menos alguns minutos mas sem os exageros q dizem q cometemos. Afinal, temos vida normal como a de todos: estudamos, trabalhamos, saímos, namoramos, etc.
A única diferença é q talvez sejamos um pouco mais felizes. E este post é justamente p/ homenagear pessoas q são e pensam como eu. E o mais incrível, pessoas q gostam do mesmo q eu: Bond... James Bond. Em 1999, um pequeno blog como este meu foi o embrião da Comunidade 007 Brasil. O dono deste blog escrevia, assim como eu, seus assuntos pessoais, textos e uma paixão: 007. De repente, fãs de todo o país fizeram desse blog um dos mais visitados do Brasil. E pioneiro como ele só, visionário e astuto como seu personagem favorito, diante de tantos apelos q chegavam todos os dias em seu e - mail, decidiu q o blog precisava crescer e tomar outro rumo. Com o apoio de seus fiéis leitores o "pequeno" Mundo de 007 tornou - se a Comunidade 007 Brasil. Um portal q virou fã clube, mas um fã clube diferente, sem alienação ou fanatismo exagrado mas uma comunidade e Bondmaníacos, uma irmandade mesmo, sem fins lucrativos para ninguém. Onde todos trabalham por amor a um ideal, divulgar um pouquinho de cultura através de um personagem. Foi mta luta p/ chegarmos aqui. Nem tudo foi florido mas chegamos aos nossos 8 anos de existência.
Chegamos nos fazendo respeitar, nos fazendo ouvir, ouvindo, respeitando e trabalhando muito para isso ser mantido e prosperar. Eu cheguei pouco depois de um ano e meio da fundação e ninguém me discriminou pelo fato de eu ser deficiente, mulher (aliás p/ a sociedade a mulher tem q ser, desculpem o termo uma coitada q diz amém p/ marido machista e tem q lidar c/ assuntos q ela já está exausta de saber e não se informa sobre nada além disso ou ser aquela "artista" de roupas minúsculas q sequer sabe em q planeta está, q acha q Escola se escreve com "I" e q hobe é um traje cor de rosa p/ usar em cima da camisola). A única coisa q me peruntaram:
Vc gosta de 007? Eu disse q sim e pronto, fui aceita e passo a passo conquistei carinho e respeito fazendo parte, inclusive da história dessa comunidade como membro da equipe de comando, único membro feminino c/ mta satisfação e esforço.
Por isso quero homenagear à todos q fazem parte disso tudo, desse pequeno sonho q se tornou e se tornará gde a cada vez q alguém se encontrar p/ debater quem é o melhor James Bond, qual o primeiro filme, etc. E sábado foi a comemoração oficial, por ser um fim de semana (a fundação foi em 25 de março de 2001). Deixo de presente algumas fotos desse evento memorável. Obrigada por tudo Marcus, Marketto, Raul e tantos q fizeram de um pequeno sonho uma grande realidade
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Aqui fica a mensagem de um futuro de esperança. FELIZ ANIVERSÁRIO COMUNIDADE 007 BRASIL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!







































































De repente virei... Cenário

Não costumo fazer aqui coisas do tipo "hoje fiz isso, comi aquilo" como se lê em muitos blogs na internet e nos antigos"queridos diários" de papel da maioria das meninas da minha geração e também de gerações anteriores. Mas vocês tem que concordar comigo que o que vou aqui relatar merece ser compartilhado com meus leitores. Não é todo dia que você "vira" parte de um cenário de programa de TV. Pois então, esta blogueira que vos escreve virou parte de um cenário de um programa esportivo muito tradicional aqui de São Paulo, o Mesa Redonda Futebol Debate exibido aos domingos às 21:30h na TV Gazeta canal 11. Apesar de ser mulher, gosto de esportes, principalmente de ver o Corinthians, meu time do coração. E há 14 anos comecei a assistir progrmas de noticiário e debate esportivo. Optei pelos programas da rede Gazeta por entender que eram (e são) ao mesmo tempo imparciais e sentimentais. Eles não se limitam a dar resultados. Comentam e debatem regras com uma competência única e colocam o telespectador para refletir. E também não ficam escondendo para quais times os apresentadores torcem como muitos programas de redes hipócritas que vejo por aí. Mas deixe - me contá - los como tudo começou: Exatamente como agora, assistia ao Gazeta Esportiva, era uma sexta - feira quando a apresentadora Michelle Giannella convocou torcedores para uma sessão de fotos que se tornaria o cenário do programa Mesa Redonda durante o ano de 2009. A sessão de fotos estava marcada para o domingo seguinte, às 10:00h na sede da emissora, situada no endereço mais famoso de São Paulo, Avenida Paulista Nº 900. Este endereço é famoso por ser a "linha de chegada" da Maratona Internacional de São Silvestre. A sessão não era p/ todos. Haviam apenas 350 senhas. Resolvi participar e naquele 15 de dezembro de 2008 eu acordei cedo e consegui ser a primeira pessoa a tirar fotografia pois cheguei antes das 8:00h na sede da emissora. Primeiro, todos preencheram uma ficha de autorização de uso de imagem e uma pequena entrevista para que os produtores pudessem conhecer melhor o perfil dos telespectadores do programa. A produtora e o fotógrafo deixaram todos bem à vontade e o resultado vocês conferem agora.


Torcedores anônimos apaixonados por seus times numa fila democrática para a sessão de fotos que mais tarde viraria o cenário do programa Mesa Redonda

Produtores entrevistando e preenchendo fichas antes do "giz" (digo, Goooooooooooooooolllllllllllllllllllllllllllllllllllllll)

Fomos os primeiros a tirar as fotos para o cenário. Eu primeiro e ele depois. As fichas numeradas pela produção podem provar isso. Quem tem acesso à elas basta conferir.

Me acharam? Estou nesse painel aí atrás do comentarista Dalmo Pessoa


Vista geral do cenário pronto. Destaque para a apresentadora Michelle Giannella

Foto da tela da TV durante a transmissão do programa em 1 de Fevereiro

OBS: Fotos do cenário pronto cedidas pela própria Michelle Giannella, publicadas originalmente no blog dela http://www.michelletv.zip.net/
Obrigada pelas fotos Mi.











































































sexta-feira, 8 de maio de 2009

DESAFIO LETAL PARA 007

James Bond 007 - Personagem fictício de Ian Fleming (1908 - 1964)


CAPÍTULO 1: EM ALTO MAR

O navio navega tranqüilo sob a imensidão do oceano, na cabine de número 2007 do navio Pricess Diana, um clima romântico e sensual contrasta com o potente ronco dos motores quebrando as ondas do mar. Na cabine, um belo homem inglês de porte físico maravilhosamente perfeito, olhos azuis acizentados, alto e cabelos negros como a noite acompanhado de uma mulher que mais parece uma miss universo. Ela tinha traços muito fortes que denunciavam sua decendência espanhola, olhos verdes e cabelos castanho claros que caíam lisos e delicados até a linha da cintura. Seios firmes, de tamanho mediano mas que atraíam a atenção do belo cavalheiro.
De repente, ouve – se um bip ao longe vindo não se sabe de onde. Num primeiro momento, o casal completamente envolvido pelo clima não percebe nada. Outro toque e mais outro. O belo cavalheiro inglês se levanta e vai procurar de onde veio o barulho. No bolso da camisa branca uma luzinha vermelha pisca insistente. Ele tira um quadrado finíssimo do bolso e lê a mensagem: “007 apresente – se imediatamente, assinado M”
-Já vai partir amor, depois de tudo que aconteceu?
- A Inglaterra precisa de mim
Desolada, a espanhola agarra – se à Bond para um último beijo.
Ele parte deixando para trás uma atmosfera de puro desejo. Tinha de ir. A Inglaterra naquele momento era muito mais importante do que Karlla, a bela espanhola de formas encantadoras .
Um barco fora mandado pelo governo britânico para garantir que Bond não se atrasaria como sempre costumava fazer quando voltava de suas missões.
M era um homem severo, exigia de seus comandados o mínimo de pontualidade. Cabelos brancos, olhos azuis que aparentam doçura mas escondia a dureza que seu cargo exije.

CAPÍTULO 2: AMEAÇA INVISÍVEL

-Bom dia Moneypenny, está linda hoje
- Bom dia James. Qualquer dia você não vai escapar de mim.
Bond entra na sala de M e vê ali um clima de nervosismo geral, alguma coisa muito grave estava acontecendo e eles tinham pouco tempo para resolver o assunto. Uma ameaça invisível.
-Bom dia senhor
-Bom dia 007, finalmente você chegou. Enquanto você estava em suas aventuras amorosas o mundo está em perigo. O Dr. Crazzy voltou a atacar e muitos já morreram. Você precisa ir imediatamente ao Brasil pois tivemos pistas de que é de lá que a contaminação está partindo. Sabe algo a respeito disso 007?
- Li o dossiê a caminho senhor, por acaso, esse Dr Crazzy é o tal que quer espalhar o vírus da AIDS? Ele conseguiu desenvolver um clone do vírus no laboratório do Butantã em São Paulo.
Nesse momento, Q entra na sala de M com uma maleta. Abre e retira os gadgets.
- Nesse caderno aparentemente inocente contém um gás paralisante quando você o abre e folheia duas vezes. Nesta caneta há um poderoso sistema de choque que é ativado por um impulso nervoso quando a caneta é pega pela pessoa. Para ativar o sistema, gire para a direita e para desativar gire para a esquerda. E também aqui tem sua identidade falsa.
-Você chegará ao Brasil como um jornalista pacato fazendo seu trabalho normal, você irá até o Butantã e descobrirá como o Dr Crazzy desenvolveu esse vírus mortal.
Bond parte imediatamente para o aeroporto e lá pega um vôo para São Paulo. Durante o vôo, toma conhecimento da sua identidade falsa: Jornalista brasileiro, de nome Gustavo Silva.
Ao chegar em São Paulo, o carro à espera no aeroporto . Enquanto dirige um modesto carro popular, condizente à sua condição de “jornalista” , não precisa de muito esforço para perceber a situação pois as pessoas contaminadas morrem a qualquer lugar, mesmo nas ruas.
Bond chega ao Butantã. E já começa seu trabalho:
- Meu nome é Gustavo Silva, sou jornalista e estou aqui para fazer uma matéria sobre essas mortes misteriosas que andam acontecendo por aqui.
Um homem franzino e envelhecido, vestindo um jaleco impecávelmente branco, começa a abrir o jogo:
- De uma hora para a outra pessoas morrem frente aos nossos olhos. Exames feitos nos cadáveres indica a AIDS como causa porém há um paradoxo, um grande mistério, pois a doença avança num curso fora do normal, não há nem mesmo como saber se a pessoa chegou a ter algum tipo de contágio por ter tido comportamento de risco.
-Quero examinar os cadáveres.
-Está bem senhor Gustavo eu o acompanho até o IML.
Chegando lá, Bond entra no IML. O aspecto repulsivo e nojento quase lhe causa náuseas: olhos esbugalhados, corpos nus e gelados num grande espaço com temperatura controlada e imensas gavetas. Bond puxou uma das gavetas. Nela um homem aparentemente jovem, de uns 28 anos que devido à morte estava esquelético.

CAPÍTULO 3: ASSUSTADORAS CONSTATAÇÕES

Sozinho, Bond examina o cadáver e fica muito confuso até que algo lhe chama atenção: o pescoço do cadáver tem uma marca tipo um rasgão. Mas por que um aidético teria esse rasgão no pescoço? Puxou uma gaveta, outra e outra. Examinou uns vinte corpos, de homens, mulheres e até mesmo crianças e em todos esses cadáveres o mesmo rasgão no pescoço.
-Terminei de examinar doutor – disse Bond – agora tenho de voltar para a redação do jornal e fazer minhas primeiras anotações.
Bond e o homem franzino saem do IML e voltam ao Butantã intrigados. 007 conta à ele o que viu em comum nos cadáveres. O velho cientista que trabalhara durante 20 anos como legista antes de trabalhar no Butantã espanta – se com a constatação:
-Em 20 anos como legista nunca vi nada parecido com o que o senhor está contando, tantos aidéticos e com esse rasgão no pescoço. Isso não é normal. E é uma coisa que precisa ser investigada.
Bond e o médico se despedem e 007 segue ao encontro de M num elegante edifício de 36 andares de onde se vê toda a cidade de São Paulo.
O escritório de M fica no mirante do edifício onde, nem mesmo a bandeira hasteada denuncia que ali encontra – se a divisão brasileira do MI- 6.
Bond subiu de elevador até o escritório de M. Quando chegou ao mirante e a porta se abriu, uma moça elegantemente vestida que estava adentrando o elevador cai morta aos seus pés. Bond tenta reanimá – la sem nenhum sucesso. Quando vira o pescoço da moça, o mesmo rasgão que ele observara nos cadáveres do IML.
-“M, depressa, Moneypenny, venham aqui por DEUS
-Que modos são esses 007, você nunca entrou na minha sala aos gritos.
-Senhor não tenho tempo para fleumas e cavalheirismos agora. Quando estava saindo do elevador, uma moça caiu aos meus pés
-Isso não é nenhuma novidade James, todas as mulheres do mundo caem aos seus pés e você sempre termina saindo com uma delas – diz Moneypenny com ar de ciúme
- Não estou para brincadeiras Moneypenny ela caiu morta. É mais uma vítima do Dr Crazzy. Tinha o rasgão no pescoço.
Todos correm para ver e ficam tão embasbacados quanto Bond quando ele mostra o pescoço da a moça. O rasgão tem o tamanho de um arranhão de um gato doméstico mas é profundo. Aparece carne viva na pele. Mal sabia Bond que aquele lugar onde ele estivera escondia segredos terríveis e planos maléficos para tornar o mundo um grande cemitério de humanos aidéticos. No subterrâneo do Butatã, um laboratório muito bem equipado com o que de melhor havia no campo tecnológico. Haviam tubos de ensaio com um líquido vermelho semelhante ao sangue e macacos que serviam de cobaia e pequenas bombas cujo som da explosão inexistia mas sua eficiência bélica tinha um efeito de longo alcance e um poderoso e rápido gás que uma vez inalado, contaminava de imediato várias vítimas e também grande parte do ambiente onde ela era lançada.
Neste laboratório clandestino, Dr Crazzy e sua bela assistente espanhola trabalhavam incansáveis.
-Assistente, prepare a fórmula básica e injete na cobaia – soltando uma terrível risada, Dr Crazzy prossegue suas instruções
- depois, colha o sangue para alimentar a próxima bomba. Depois do ataque na agência bancária hoje, creio que fica faltando pouco para acabarmos com esse planeta e transformá – lo num cemitério ambulante onde eu, Crazzy, serei o único sobrevivente.
Solta outra risada ainda mais terrível.
A assistente prossegue no cumprimento das ordens. Primeiro ela prepara a matriz do HIV colhida em testes de soro positivo roubados de ambulatórios. Em seguida mistura a um líquido branco com uma seringa finíssima. Agita por alguns segundos para que a fórmula se misture e aplica no macaco com a seringa.
O macaco em poucos segundos desmaia e um rasgão surge em seu braço. Em seguida morre sem ter tempo sequer para sentir dor. Depois o sangue é colhido, volta a um tubo de ensaio e é armazenado por uns dez minutos. Passado esse tempo, o líquido é colocado numa bolinha e essas bolinhas são refrigeradas prontas para serem utilizadas.
Enquanto isso, na sede do MI- 6, o cadáver da moça que caiu aos pés de 007 no elevador é levada para o laboratório de Q onde exames mais minusciosos serão realizados. Q, no alto de sua experiência de anos e anos no MI – 6 jamais soube de algo tão poderoso e perigoso. Diante dos olhos de todos, a beleza da moça desaparecera e o aspecto horrendo semelhante aos outros cadáveres que Bond examinara tomava formas tornando – se evidente. Em minutos, a transformação se completou.
Q colheu material e levou para análise mais aprofundada.
-Bond quero que você volte ao Butantã e descubra onde e como essa ameaça química é produzida. Me traga provas concretas da existência desse laboratório. Não se permita ser visto, vá durante a noite e não saia de lá até obter todas as informações.

Capítulo 4: NO SUBTERRÂNEO

Na calada da noite, 007 volta ao Butantâ. O véu da escuridão encobre a presença de 007, facilitando sua entrada. Nem mesmo os guardas que vigiam a entrada percebem o som vindo dos sapatos de Bond.
Depois de passar pela vigilância que dormia por alguns momentos, 007 chega a uma escada comprida que leva ao subterrâneo. Ele desce os muitos degraus até que encontra uma pesada porta de ferro. Com muito esforço abre, invadindo o espaço.
A surpresa é inevitável. Ele vê ali tubos de ensaio, macacos e um grande freezer. Começa as investigações, Nas gavetas encontra seringas finíssimas e vários tubos de ensaio vazios.
Enquanto Bond remexe o laboratório, passos são captados por seus ouvidos. De longe observa. Pernas femininas e conhecidas. Quem será essa mulher misteriosa?
Seguindo seus instintos masculinos, olha através da fresta deixada entre duas prateleiras.
Está escuro, só se percebe a silhueta, mas Bond fica com a pulga atrás da orelha. Seria Karlla, a linda espanhola que estivera com ele no Princess Diana? Não havia tempo para tal constatação. Era preciso resolver a ameaça letal da AIDS provocada por Dr. Crazzy.
Observando os passos da mulher, 007 a vê abrir o grande freezer, pegar umas bolinhas e disparar de num lançador de torpedos instalado à janela.
- Parada aí! O que está fazendo?
A mulher se assusta, Bond a agarra com força. E fica surpreso pois a mulher é justamente quem ele pensava. A bela espanhola Karlla.
- Fui mandada para o navio para matá – lo mas diante da sua beleza não resisti, perdoa meu amor, perdoa.
-Se está mesmo arrependida vai falando.
Karlla conta tudo a 007, nos mínimos e sórdidos detalhes. A estada de Karlla no navio Princess Diana foi proposital porque Dr Crazzy precisava de eliminar Bond do seu caminho . Aproveitando – se da beleza de Karlla e da fraqueza de 007 por mulheres, enviou – a como uma isca mortal. Mas Dr Crazzy jamais poderia prever que Karlla nunca resistiria aos encantos de um homem maravilhoso e lindo como James Bond.
- Vou te ajudar James, não suporto mais Dr Crazzy, no começo eu participei de tudo porque amava aquele homem, agora compreendi a obscessão e a loucura dele. Aí você apareceu naquele navio e seu carinho comigo me fez mudar de idéia. Afinal ele nunca foi carinhoso comigo, só usava o amor que eu sentia para exigir de mim muitas coisas. O que preciso fazer para ajudar a deter Dr. Crazzy?
- Primeiro você destrua todas essas bombas que estão no freezer, depois você vai comigo ao MI – 6 e vai juntamente com Q achar um antídoto para reverter os efeitos das bombas de AIDS. Depois você vai nos dar a localização do Dr Crazzy.
Com um beijo Karlla concorda em ajudar Bond.

Capítulo 5: VIRANDO A MESA

Karlla e Bond simplesmente não resistiam aos encantos um do outro. Era mais forte do que ambos esse desejo que os queimava por dentro. Porém naquele momento, tinham de ignorar esse fato para concentrarem – se em algo maior, destruir os planos de Dr. Crazzy de acabar com a humanidade.
-Vou levar essas bolinhas para você analisar James, somente através disso poderemos analisar um possível antídoto.
-Então pegue tudo e vamos embora rápido.
Quando estavam saindo, Dr. Crazzy os surpreende.
-Sua traidora você entregou tudo para ele vagabunda! Ele não é jornalista brasileiro coisa nenhuma. É o agente britânico 007, James Bond! Sabe o que ele faz com mulheres da sua laia? Ele usa e joga fora. É isso que ele fará com você.
E desfere um estrondoso e forte tapa no rosto de Karlla que cai ao chão. O vilão fecha a mulher num armário vazio.
James Bond parte para cima dele com tudo em defesa de dela. Ele se atraca à Dr. Crazzy e ambos travam uma luta terrível.
Socos e pontapés quebram o laboratório inteiro e destroem qualquer possibilidade de continuação do projeto. Num dado momento, o caderno preparado por Q cai sutil do bolso de 007 e duas páginas abrem – se feito leque. O gás começa a sair e Dr. Crazzy cai desacordado. Bond cabaleante, pega um pedaço de ferro e destrói o vidro do armário onde Karlla está presa. Ambos saem correndo.de lá
Bond e Karlla entram no carro e saem voando baixo em direção ao MI-6
Chegando lá, Karlla conta tudo a M, Q e Moneypenny e diz que quer ajudar. Apesar de encantados com a beleza dela, M e Q não perdem tempo e a levam para o laboratório de Q para fabricar o antídoto e destruir as matrizes das bolinhas prontas a serem disparadas.
O trabalho é intenso no laboratório. O tempo passa cada vez mais depressa. É a primeira vez que alguém visita o laboratório de Q um lugar guardado às sete chaves.

CAPÍTULO 6: ANTÍDOTO

Depois de muito tempo de trabalho, Karlla descobriu o antídoto. O coquetel anti aids, usado por pacientes para controle do avanço da doença desde que seja aplicado em alguns segundos no rasgão formado na pele da vítima. Isso anula os efeitos perigosamente velozes e também a morte da mesma E no caso de uma ameaça como esta era necessário uma versão mais pontente já que esta aids é um tipo mais forte e bem diferente daquela cuja transmissão se dá por compotamento de risco.
O coquetel anti aids é um remédio cujos poderes eficazes ainda são um segredo a ser descoberto. Por isso, foi desenvolvido lentamente, muitos e muitos testes que comprovam o poder de eficácia.
-Precisamos deter os efeitos da última bomba disparada, localize onde ela caiu para podermos aplicar nas pessoas.
-Disparei a bomba em direção à uma pracinha aqui próxima. Se corrermos ainda poderemos deter porque a bolinha ainda não se abriu liberando o gás. A bolinha abre muito lentamente, demorando umas doze horas para que o processo de envenenamento se inicie. Dr. Crazzy não percebeu que cometera um erro de cálculo na elaboração da fórmula que torna isso possível.
Imediatamente, todo mundo desceu para a praça nas cercanias do prédio do MI-6. Crianças, senhores, senhoras, casais e até animais transitavam tranqüilos pelo local sem nada suspeitar. Bond se mistura à multidão e vasculha cada canto da pracinha. Nada encontra.
Um grupo de moleques brinca inocente num cantinho bem escondido com bolinhas de gude. Um deles encontra a bomba do Dr Crazzy que era fácilmente confundida com uma bolinha de gude comum. Decide então atirar a “bola de gude” para tentar a sorte, sem ter sequer a mínima noção do perigo q corria.
Ele dispara a bolinha que encosta em outra comum e a bomba com o choque se abre e libera o gás mortal.
Logo o local é tomado por uma nuvem de fumaça vermelha e pessoas caem ao chão. Agora era lutar contra o tempo para reverter esse efeito. Antes Bond e seus amigos colocam uma máscara de gás. Ele, Karlla e Q vão de vítima em vítima colocar o antídoto.
Nesse meio tempo, Dr Crazzy chega na pracinha. A explosão de seu laboratório não o afetara pois ele não se encontrava por lá.

CAPÍTULO 7: ACERTO DE CONTAS

. -Sr Bond, finalmente vou acertar minhas contas. Você não morreu com minhas bombas mas morrerá por minhas mãos. Tantos frouxos tentaram te matar, mas eu, Crazzy vou acabar com você
Dr Crazzy era um exímio atirador e lutador também. Entre seus maiores atributos estava o manuseio de armas brancas e artes marciais. Ele atira facas afiadíssimas contra Bond que desarmado desvia – se das mesmas. Elas vão de encontro às árvores juntamente com o corre – corre de pessoas que se desviam das armas mortais. Quando acabam – se as facas, Bond se agarra a ele e travam um verdadeiro duelo de artes marciais misturados a golpes de briga de rua. A uma certa altura não se distinguem mais um do outro pois a velocidade da luta é imensa.

CAPÍTULO 8: BATALHA FINAL

Bond está indefeso, completamente rendido ao chão e Dr Crazzy por cima dele, tenta enforcá – lo com as mãos. O vilão sabe perfeitamente os pontos vitais no corpo de um ser humano e vai direto na jugular de 007.
Já sem forças Bond retira a caneta de seu bolso, gira à direita e mira na boca de Dr. Crazzy. Ele se desvencilha da caneta e Bond gira seu corpo ficando agora por cima de Dr. Crazzy. Com o posicionamento, fica mais fácil para Bond liquidar com o inimigo . Agora é 007 quem enforca a jugular do cientista.que fica sem forças mas não desiste de lutar.
Enquanto a luta prossegue Q e Karlla continuam aplicando o antídoto nas vítimas do cientista. Logo os braços delas voltam ao normal e elas ficam grogues como se tivessem voltando de uma anestesia. Como o menino que acionou a bomba o fez com as mãos, não pôde ser salvo. Houve o contágio por vias diretas e não por inalação, o que impedia totalmente os efeitos do antídoto. Logo seu corpo tomou o aspecto macabro e o rasgão apareceu.
Karlla providenciou uma caixa de chumbo para isolar os efeitos e, toda protegida para não se contaminar, depositou o cadáver ali, fechou e depois cavou uma sepultura na pracinha e o enterrou.
E a luta entre Bond e Dr. Crazzy prosseguia. Uma gota da saliva do vilão acionou o mecanismo da caneta de Q e ele dispara explodindo o Dr Crazzy.
O som da explosão foi mto forte, a praça extremeceu e Dr Crazzy caiu morto na hora.
Depois disso, todos voltam ao MI - 6 na Inglaterra, onde jornalistas de todo o mundo, fazem perguntas à cerca de esclarecimentos de como funcionava o tal esquema e também de como tudo foi descoberto.
A Rainha Elizabeth II em pessoa mandou uma mensagem de congratulações e disse estar orgulhosa de Bond ter mais uma vez salvo o mundo.
Mensagens também chegaram da ONU, de ministérios da saúde e governos de todo o planeta. Entre os muitos cumprimentos, o governo paulista conferiu à 007 sua mais alta honraria a Medalha Nove de Julho, até aquela data nunca antes conferida a um estrangeiro.

CAPÍTULO 9: IMENSIDÃO MUITO ALÉM DO MAR

Agora o mundo está a salvo, nada mais de ameaças biológicas, sintéticas ou químicas, graças a James Bond, a paz volta a reinar no mundo.
Ainda durante a coletiva, um jornalista loiro de olhar azul e bastante jovem pergunta à Bond:
- Senhor Bond, agora que tudo terminou o que pretende fazer nas próximas horas?
-Qual seu nome meu jovem?
-Gustavo Silva da Folha de São Paulo, Brasil.
Diante da resposta, 007 fica perplexo. Descobrira que sua identidade secreta no Brasil de fato existia não era só um nome fictício.
Um longo silêncio e finalmente Bond se pronuncia:
-Não sei sobre você meu jovem. Mas eu estou cansado disso tudo – Virando – se para M – comunico a todos que estou partindo nesse momento com minha bela espanhola para o Pricess Diana para um cruzeiro sem data de retorno. Quero mostrar a ela a imensidão que tem o mar.
Novamente um clima de romance e sensualidade invade todo o ambiente e o navio ruma desbravando a imensidão do mar.

FIM

Dedicado às memórias de Ian Fleming, Bernard Lee, Desmond Llyewelyn e Louis Maxwell

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Ouçam

"Guria, já viu o vídeo que está na internet? Vou lhe mandar..." Foram mais ou menos com estas palavras de uma breve conversa entre um amigo muito querido e eu há algumas semanas pela manhã que depois tornou - se motivo de uma contemplação coletiva não só entre nós mas do mundo inteiro. Não direi mais nada apenas lhes peço: ouçam e "escrevam" vocês mesmos o texto que não tive a capacidade de sequer começar a escrever. Cliquem, ouçam e tirem suas próprias conclusões

http://www.youtube.com/watch?v=YpnCTKsX9AA

Detalhes (de uma vida de amor) - Texto: Patrícia Carla dos Santos em resposta à música “Detalhes” de Roberto Carlos e Erasmo Carlos)


RC: Não adianta nem tentar me esquecer
P: Nem que eu quisesse, isso eu nem poderia
RC: Durante muito tempo em sua vida eu vou viver
P: Viverás eternamente em meu coração
RC: Detalhes tão pequenos de nós dois são coisas muito grandes pra esquecer e a toda hora vão estar presentes, você vai ver
P: Mesmo que nem notemos, eles sempre estão ali para nos lembrarmos de nosso amor
RC: Se um outro cabeludo aparecer na sua rua e isto lhe trouxer saudades minhas a culpa é sua. O ronco barulhento de seu carro, a velha calça desbotada ou coisa assim. Imediatamente você vai, você vai lembrar de mim
P: Eu jamais olharia para ele. Porque só teria meus olhos voltados na sua direção. Tudo que vivemos e somos nunca poderia me esquecer
RC: Eu sei que um outro deve estar falando ao seu ouvido, palavras de amor como eu falei, mas eu duvido
P: Mas a minha mente, meus ouvidos e meu coração só escutam a sua voz
RC: Duvido que ele tenha tanto amor e até os erros do meu português ruim. E nessa hora você vai, você vai lembrar de mim
P: O amor que você e eu temos não há tamanho que se meça. E cada som de sua voz é uma carícia em minha alma. Por causa disso, suas lembranças são mais fortes
RC: À noite envolvida no silêncio do seu quarto, antes de dormir você procura o meu retrato. Mas da moldura não sou eu quem lhe sorri. Mas você vê o meu sorriso mesmo assim
P: Você não me sorri nas molduras porque seu retrato está gravado no meu coração. Sinto seu sorriso tomar minha alma e iluminar – me por inteira quando o bater se faz mais forte
RC: E tudo isso vai fazer você, você lembrar de mim. Se alguém tocar seu corpo como eu, não diga nada. Não vá dizer meu nome sem querer à pessoa errada. Pensando em ter amor nesse momento. Desesperada você tenta até o fim. Mas até nesse momento você vai, você vai lembrar de mim
P: Em cada canto em que eu estiver, você está comigo. E ninguém se atreveria a tocar em mim porque eu nunca deixaria. Sinônimos de amor eu só falo para você e somente para mim importa quem você é, o meu Eterno Amor. Nunca tentaria outro amor porque sei e sinto que não preciso. Lembro que você me dedica todo amor que eu quero e não existe desespero. Sempre sua lembrança está em mim.
RC: Eu sei que esses detalhes vão sumir na longa estrada. Do tempo que transforma todo o amor em quase nada. Mas quase também é mais um detalhe. Um grande amor não vai morrer assim. Por isso de vez em quando você vai, você vai lembrar de mim. Não adianta nem tentar, me esquecer, durante muito tempo em sua vida, eu vou viver. Não adianta nem tentar, me esquecer
P: Cada detalhe que existe em nossa história de amor, o tempo, as pessoas, os fatos compõem nossas vidas que caminham lado a lado e que nada nem ninguém separará. Nosso amor sobreviverá na eternidade pois está dentro de nós, gravado como uma tatuagem definitiva, e jamais iria poder te esquecer pois o meu amor por você é uma força que me ilumina e atravessa todo o meu ser. Por isso eu jamais vou tentar te esquecer, porque... Eu te amo

Homenagem ao "Rei" Roberto Carlos pelos seu 50 anos de carreira. Obrigada Roberto por fazer parte da minha vida a cadaomento. Um beijo

Recordar é viver

Gugu Liberato e eu na tarde de atógrafos do livro "Sou Pai e Agora?" dia 07 de Julho de 2003 na Saraiva Megastore do Shoping Center Norte



Impressionante como um passeio turístico inocente pode se tornar em poucos minutos um motivo para se recordar momentos inesquecíveis, os quais apenas a memória registrou e, embora não haja provas fotográficas, as imagens ainda vivem em minha mente como se aquele dia tão doce nunca tivesse acabado.
Tudo começou quando a minha prima Rosângela teve a idéia de ir ao Playcenter para levarmos nosso primo Jailton que estava a passeio, vindo da cidade de Amargosa – BA para nos conhecer e conhecer São Paulo. Estávamos todos animados com a idéia. A Ro não via a hora de brincar e se divertir, o Jailton, curioso com o lugar, se dispôs a brincar em todos os brinquedos, mesmo não tendo uma idéia real de como era o parque.
A tia Terezinha compartilhava do mesmo sentimento dele porque mesmo morando em São Paulo nunca foi até lá. Minha mãe foi apenas acompanhar a todos nós e eu também, afinal quis “pegar uma carona” nesta grande brincadeira em família.
No sábado, dia 12 de março, logo de manhã fomos para lá. Uma viagem muito rápida, mas legal. Logo na entrada do parque foram tiradas as primeiras fotos. E logo, Jailton e Rosângela já estavam brincando em tudo, girando até de cabeça para baixo. Eu mesma não fui em quase nada. Os brinquedos lá são muito altos e eu morro de medo de altura além é claro, das restrições pelos meus limites físicos. Fui duas vezes no cinema três D onde todos tinham a sensação de um cara que descia perigosamente com um carrinho de rolimã, batendo em carros, fugindo da polícia, caindo em penhascos e também passando debaixo de caminhões. Só faltou 007 para o filme ser perfeito. Uma coisa eu sei: que estou preparada para ser a bondgirl titular do próximo filme de Bárbara Broccolli e Michael G. Wilson, donos da marca James Bond (quem dera, ai, ai!). Também andei no autopista, no Splash (duas vezes, que mergulhos meu Deus) e também na Happy Mountain, uma simpática taturaninha cor de rosa muito legal.
Mas um brinquedo que eu não fui foi o que mais gostei. Simplesmente porque foi abaixo dele (Looping Star) que vivi um dos dias mais felizes da minha vida, 29 de novembro de 1992, quando durante um show do Gugu Liberato eu subi no palco, abracei, beijei e também dancei com ele o “Baile dos Passarinhos” (essa história foi publicada neste mesmo blog com o título “Um dia que enquanto eu viver, jamais esquecerei”). Só sei que ao avistar o brinquedo, essas imagens que ninguém tirará do meu coração, ainda que eu morra neste instante renasceram dentro de mim, ainda mais nítidas e belas. Não chorei porque estava rindo com a gritaria do pessoal nos brinquedos e as brincadeiras em família. Meus olhos, porém cintilavam e meu coração batia acelerado. Quase podia senti – lo nas minhas mãos. Foi nostalgia pura que só agora quem ler esse texto vai compreender. Revia Gugu e eu, abraçados, observando o mar de gente que nos observava. Minha emoção ao chegar perto dele, os passos da coreografia de seu maior sucesso musical até hoje, tudo enfim. Obrigada Ro por você ter tido essa idéia e me ter feito recordar com ainda mais intensidade um dia inesquecível para mim. “Se estamos juntos, tudo fica mais feliz”.

James Bond, o charmoso quarentão que é melhor que o melhor vinho

“Meu nome é Bond... James Bond”. Quantas vezes já não ouvimos esta frase nas telas do cinema. E quanto mais ouvimos, parece que mais gostamos e mais queremos ouvi – la.
James Bond é um personagem perfeito, desses que chegam e ficam para sempre. Embora existam pessoas que ainda insistem em apontar imperfeições, talvez fruto da inveja daquele que o criou ou ainda frustração por serem tão reais que não alcancem a perfeição de 007.
Homem charmoso, sedutor, romântico, gentil, atencioso, conquistador, inteligente, cavalheiro, com certeza o marido que cada mulher gostaria de ter. Mas ele também é o terror dos malfeitores: Implacável, ávido por justiça, incansável, vingativo, frio e calculista. Resolve casos com a rapidez de um enxadrista pronto para dar o xeque – mate. Se for preciso, resolve tudo com a frieza de um assassino sanguinário. Tem carta branca para eliminar aqueles que atrapalham seu caminho.
Nenhuma armadilha o prende. Ele quem nos prende em sua doce armadilha. Seduzidos por seus encantos perfeitos e por seu charme ímpar, nos deixamos levar em sonhos com James Bond.
Para os homens representa um perigo constante, devido às mulheres se renderem a ele inebriadas por uma atmosfera sedutora, inimaginável por aqueles que acham James Bond imperfeito. Quem garante que em seus filmes rainhas não tenham trocado reinos inteiros por uma noite com James Bond? Que donzelas não tenham se perdido em seus braços? Qual fã nunca sonhou em ser James Bond ou uma Bondgirl? Desafio alguém a dizer que não.
E há 40 anos essa fórmula têm dado certo. Encantando gerações que lotam cinemas, que dão audiências na TV, que vendem revistas e jornais no mundo inteiro. Tudo isso acontece porque ele é único, porque ele é Bond...James Bond, um personagem que a cada ano é melhor que o melhor vinho.

OBS: Este texto foi escrito originalmente no dia 9 de janeiro de 2002 e foi vencedor do concurso cultural da Comunidade 007 Brasil.

Patrícia - poema de João Lenjob


Quem me dera orquídeas

Patrícia, a santa de amor,

O anjo da voz que chama.



Quem me dera rosas

A beleza Patrícia

Desceu a Terra e nós...


Quem me dera a calma violeta

Voa sobre nós e faz

O mundo significar amor.



Quem me dera o glamour das margaridas

Batem asinhas nas lembranças

E dorme na saudade do sorriso, Patrícia.


Quem me dera um girassol

Que aprecia a lua, absoluto, olhando,

A ternura Patrícia para nós.



Quem me dera a brotada jardineira,

A vida, Patrícia a vida inteira,

Não nos deixe a sós.



Fonte desta poesia: Blog do João Lenjob
http://www.lenjob.blogspot.com/



quarta-feira, 6 de maio de 2009

Um dia q enquanto eu viver, nunca mais esquecerei

Gugu Liberato e eu no Domingo Legal em 04/09/1994 Foto: Moacyr dos Santos/ SBT



Em 29/11/1992, vivi o dia mais feliz da minha vida como fã. Estranhamente, aquele dia estava especial e lindo, não só devido ao tempo bom e ensolarado mas por algo misterioso preparado pelo destino.

Raramente vou ao Playcenter ou a qualquer parque, pois não gosto de brinquedos altos, mas naquele dia resolvi ir com minha mãe para assistir ao show da caravana de Gugu Liberato. Levei para o show um cartaz com o seguinte dizer: "meu sonho é ganhar um beijo seu". Na hora que ele entrou no palco, todo vestido de preto e vermelho, me enchi de coragem e gritei seu nome. Depois de saudar o público ele leu meu cartaz, jogou-me um beijo e prometeu que eu iria subir ao palco para chegar perto dele. O show foi correndo em sua normalidade e ele nunca me chamava. Ergui novamente o cartaz e quando ele viu o cartaz, me disse que não havia se esquecido da promessa que havia me feito.



Mais ou menos no meio do show, quando o cantor Marcelo Augusto fazia seu número musical, Gugu aproximou-se de seu segurança na lateral do palco e mandou que ele me ajudasse a chegar até o palco descrevendo, inclusive, a roupa que eu estava usando: blusa rosê, calça jeans e colete de couro. O segurança me levou até a lateral do palco e ajudou-me a subir levando a pasta de poemas de minha autoria que eu iria entregar a Gugu. Subi numa escada alta e rústica, mas o amor e a felicidade que eu sentia superaram o medo de altura.


Cheguei ao palco e chamei por Gugu. Ele, muito carinhoso, recebeu-me de braços abertos. Abraçou-me bem apertado e me deu mais de 15 beijos. Entrei num estado de felicidade sem igual. Depois, ele tornou abraçar-me forte. Senti seu calor e as batidas ritmadas de nossos corações. Chorei de emoção quando ele tocou meus cabelos. Ainda abraçados, ele me mostrou uma visão ao mesmo tempo linda e assustadora. Mais de 200 mil pessoas. Depois, a equipe dele permitiu que eu assistisse ao show dali mesmo do palco. Fiquei ao lado do diretor Roberto Manzoni, o Magrão.


No encerramento do show Gugu costumava dançar a música Baile dos Passarinhos e eu pedi se podia dançar com ele. Magrão permitiu e eu dancei toda a coreografia sem errar um passo, lado a lado com meu ídolo. Na coreografia, há uma parte que se dança em pares e pela ordem meu par foi exatamente o Gugu. Ele dançava rápido, mas consegui acompanhar seu ritmo. Quando nos despedimos foi difícil ter que deixá-lo.


Infelizmente não tenho nenhuma prova, pois na época eu não tinha máquina fotográfica. Tudo o que tenho daquele dia, além da lembrança é a minha blusa e meu colete de couro. As belas imagens ficaram gravadas para sempre na minha mente e no meu coração. Pena que o tempo não volte porque senão eu viveria este momento por toda a eternidade.