My name is Patthy... Bondgirlpatthy

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domingo, 16 de outubro de 2016

Em 1976 a "primeira loucura" do Bando de loucos (Invasão Maracanã)



Até hoje, apenas tinha ouvido e visto pouquíssimas imagens de um dia que marcou para sempre a história do futebol do Brasil. Talvez a maior loucura no bom sentido causada por uma torcida por amor ao seu time. E numa época que não existia internet, smartphone e rede social. 
O filme conta a história da Invasão Corinthiana de 1976. 
70 mil pessoas se deslocaram de São Paulo para o Rio de Janeiro usando os mais diversos meios de transporte ou mesmo indo a pé. Tudo por amor ao Corinthians, afim de assistir a semifinal do Campeonato Brasileiro daquele ano diante do Fluminense. 
Como Corinthiana, eu já tinha ouvido várias vezes as histórias daquela época narrada por várias pessoas mas principalmente por meu saudoso tio Joãozinho nas tardes de domingo em que ia na casa dele, dividindo essas histórias com meus primos. Todos muito crianças de até 5 anos.
Tenho também um LP que narra essa história, presente do querido amigo Bosco, que ouço de vez em quando mas sempre com muito carinho. 
Seja como for, ainda assim não eram imagens. Eram fatos narrados heroicamente como se fosse uma grande epopeia.
Ao ver o filme, não consegui piscar o olho, não consegui ter outra reação a não ser ficar praticamente estática. Aquelas imagens da Via Dutra sendo colorida em preto e branco com um imenso mar de pessoas se deslocando de uma cidade à outra enfrentando de tudo: desconforto, calor, fome, insônia, dores, falta de dinheiro, todo tipo de adversidade. 
As narrações finalmente ganhavam rostos e formas que eu podia ver e o meu sentimento particular de corinthianismo pode "reconhecer" através dessas imagens e fazer o coração por muitas vezes disparar ditando o ritmo da emoção. Tudo muito grandioso, colossal, louco, tal qual meu saudoso tio narrava com emoção na voz e um brilho no olhar que refletia todo o sentimento dele ao relembrar das reportagens, já que, até onde eu saiba, ele não foi ao Rio de Janeiro naquele 5 de Dezembro histórico. 
E quanto a mim, eu era apenas uma menina com 1 ano, 7 meses e 3 dias que não sabia o que era uma bola e muito menos o que era futebol ou qualquer esporte. Concentrava - se apenas em dormir no seu bercinho cercada por seus bichinhos de pelúcia, especialmente um cãozinho cor de rosa grande. O "ser Corinthians" chegou muito depois disso. 
Mas voltando à história do filme: Assim como os relatos do meu tio, os relatos de quem esteve lá, de quem viveu, quem jogou, quem torceu, quem narrou o jogo e noticiou os fatos de todas as formas, era tudo muito maior, mais colossal e incrível! 
E o mais arrepiante, as cenas do jogo final. Embora eu já soubesse o resultado, foi como se o jogo fosse transmitido aquela hora, eu ficava atenta a cada lance, a cada comentário, a cada jogada. A cada gol. Por vezes tive vontade de vibrar e torcer igual a aquela torcida impressionante que, de fato invadiu e dividiu o Maracanã com a torcida de um time carioca, feito jamais repetido até o momento. Me contive por fora, mas por dentro... vocês podem imaginar, claro, quem for corinthiano. 
O que a torcida do Corinthians fez é considerado por muitos até hoje como a maior demonstração de amor clubístico que o país já viu e para mim, o real nascimento do "bando de loucos". Um feito que foi reconhecido na época por todos times rivais e pelo Fluminense, adversário direto naquele jogo.
Só lamento que meu tio não estava no cinema hoje para que pudesse dividir comigo de novo as emoções de uma história incrível como quando eu era criança mas com certeza, lá do céu, ele torce pelo sucesso desse filme e pelo Corinthians. Impossível não pensar nele, minha maior influência. A pessoa que me "ensinou" o que é ser Corinthians e carregar comigo um pouco dessa história dentro do meu coração. Eternamente. 
Se eu não invadi o Maracanã naquela época, 40 anos depois, "invadi" o cinema para ver a história ser contada. E tenho o ingresso para provar.


PS: Dedicado ao time do Corinthians 1976, torcedores e todos que viveram essa loucura épica, ao meu tio Joãozinho (IM) e ao meu amigo João Bosco que me ensinou muito da história do Corinthians. 


terça-feira, 11 de outubro de 2016

Minhas reflexões sobre a 7º CON 007 - Influências de Bond no Mundo. Por que gosto tanto?

Demorei um pouco para postar sobre isso porque não sabia como começar o texto. 
Inicialmente pensei em escrever sobre o evento dizendo que foi legal, que fiquei feliz em rever meus amigos, falar sobre Bond, dar risada, tudo isso seria óbvio demais. Resolvi refletir sobre o tema da CON: O que James Bond influenciou na minha vida? Uma vez até gravei um podcast com a turma do Bondcast Brasil sobre isso (link para baixar e ouvir no fim do post). Foi bom, interessante, mas pouco. Por mais que falamos, ainda ficaram faltando coisas e sempre faltarão porque só quem sente entende. 
Uma das maiores influências e uma das mais valiosas e importantes foram os amigos que fiz por dividir com eles uma paixão incomum, algo quase tão forte quanto aquele sentimento que um torcedor tem por seu time de futebol. Um pouco mais, um pouco menos mas um sentimento muito parecido com este só  que, no caso de um personagem de cinema, todos estão de "um mesmo lado", torcendo pelo sucesso dos filmes, assistindo, vibrando com cada prêmio e sempre porocurando manter vivo o entusiasmo por esse "mundo" tão fascinante". Procura saber notícias e se aflige quando não aparece nenhuma novidade. Critica o "erro", o "não canônico" porque quer guardar a tradição e ao mesmo tempo, quer o melhor e quer que evolua conforme a época para se tornar uma obra atemporal, cultuada por várias gerações. 
Outra influência que eu sinto muito forte dentro de mim, é que 007 me aguça a curiosidade de aprender e aprofundar um assunto que me desperte grande interesse. Quero saber sempre mais e mais. Também há a questão da leitura, leitura de jornais, sobretudo a parte internacional que me mostra lugares exóticos com culturas, pensamentos e até política como algo globalizado e importante. Me mostra os costumes e as artes mesmo que nem preceba, é algo que você precisa para "entender do assunto"
Também há a pontualidade, a elegância, o gestual, ter charme na medida certa, a discrição. Ser atraente mas não ser vulgar. 
E este blog é a influência mais gritante pois gosto de escrever e escrevo bastante, sem ousar ser um "Ian Fleming de saias".
Quem sou eu diante da genialidade deste grande escritor que criou Bond num momento de inspiração pura? 
Já tive um gato siamês que se chamava James Bond, falecido em 2008, aos 18 anos e hoje tenho um gato preto de 2 anos e 11 meses chamado Ian Fleming, uma homenagem que um amigo que  também é fã (e foi influenciado pelo mundo de 007) e eu fizemos de comum acordo. Ele sugeriu, eu aceitei. 
Mesmo que Bond seja um personagem machista, racista e outras coisas que no mundo atual não são mais aceitos, isso não deixa de ser uma influência, mesmo negativa e que não deve ser seguida.
As pessoas devem lembrar que ele é um personagem que surgiu na década de 1960 quando a época girava em torno de valores diferentes dos atuais. Ele é fascinante pois vai se adaptando a cada época, aos estilos e comportamentos, chegando com força aos novos tempos, deixando algumas características de lado e aperfeiçoando outras num equilíbrio perfeito. E isso nos ajuda a compreender ainda mais. A troca de atores demonstra bem isso se assistirmos os filmes na ordem em que foram filmados. Fiz isso e é um exercício interessante de observação. E os filmes, assistidos em qualquer ordem são diversão na certa. 
Bond é um ícone que está aí e faz sucesso. A "fórmula do sucesso" talvez tivesse sido aperfeiçoada por Ian Fleming, mas quem tem essa certeza? A única certeza que eu realmente tenho de tudo isso é que Bond é tudo de Bond. 

Bondcast Brasil 0036 - Eu, James Bond (Influências). Baixe e ouça neste link:


Eu voltarei. Bond will return.