My name is Patthy... Bondgirlpatthy

Bem - vindos ao meu cantinho virtual . A "casa" está sempre aberta à todos que queiram vir aqui ler e comentar meus posts. Este blog não tem compromisso jornalístico portanto não tem compromisso com a imparcialidade. Mas o meu compromisso com a democracia continua. Aqui toda opinião é importante e respeitada. Fiquem à vontade, a "casa" é de vocês. Voltem sempre q quiserem . Um beijo com muito carinho e obrigada.


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Libertados: Um filme de uma conquista para recordar e reviver sempre

"Nunca serão" - diziam torcedores de times rivais.- Será mesmo que nunca seremos?
Bem, não foi isso que aconteceu. Somos sim: Campeões da Libertadores da América de 2012 e invictos, feito que os outros campões anteriores ao Corinthians não conseguiram.  
Hoje revivi todas essas emoções pois assisti um filme que diz muito sobre isso. Bem que o filme poderia se chamar "Invictus" como o filme estrelado por Morgan Freeman que conta as memórias do grande líder político Nelson Mandela pela trajetória de luta e sofrimento para vencer.
Mas a escolha pelo título "Libertados" ficou bem de acordo pois o corinthiano foi realmente libertado do estigma de nunca ter vencido uma Taça Libertadores da América.
O filme narra através de depoimentos de jogadores, dirigentes e torcedores a trajetória do Corinthians até a conquista do título. Quando fui hoje nadar no Corinthians, aproveitei e fui à loja do clube para comprar o DVD. Chegando em casa, após almoçar, relaxei assistindo Libertados. Para assistir ao filme, vesti a camisa com o autógrafo do Tite, técnico do Corinthians naquela época.
Enquanto o filme passava no meu computador, senti novamente as emoções vividas durante aquela partida enquanto ouvia no rádio no dia do jogo. Essas emoções se misturavam à minhas próprias emoções pessoais e tudo me fazia voltar no tempo. Emocionante ver Tite com os olhos marejados e a voz mesmo embargada estava marcada pelo sotaque forte, inconfundível e charmoso. Ver Romarinho contando sua experiência de primeira viagem internacional e de um torcedor que abraçou Paulinho. Naquele momento, o que poderia ser um simples abraço entre jogador e torcedor de um mesmo time que renderia uma foto apenas para o torcedor guardar, ganhou repercussão e as manchetes de um país inteiro naquele 4 de julho que era muito mais que o Dia da Independência dos Estados Unidos. A partir de 2012 também passou a ser o Dia da Libertação do Corinthians.
E eu com minha mãe entre idas e vindas de um hospital, lutando contra uma terrível doença, internada. Andava muito triste e o Corinthians, assim como tudo que gostava, foi uma válvula de escape. Nas próximas linhas deixo meu depoimento pessoal de como foi a noite da conquista do título para que vocês leiam:





Naquele 4 de Julho, estava nervosa e apreensiva. Decidi ouvir o jogo primeiramente pelo nervosismo e depois por não gostar do locutor Cléber Machado, já que a Rede Globo iria ser a única TV que transmitiria a partida.  Deixei meu radinho de pilha do Corinthians ligado no jogo e eu o tempo inteiro em silêncio com as mãos em posição de prece. Andava de um lado a outro do quarto iluminado apenas pela luz da TV no canal que passava uma novela que eu acompanhava. Não consegui gritar os dois gols do jogo.
Fiquei nesse ritual os noventa minutos.
Recebi torpedo de amigos, atendi, li e voltei ao meu ritual.
Quando o jogo acabou, soltei um grito tão alto e agudo que acordei toda a casa. Naquele grito se foram anos de espera e gozações de amigos incrédulos. Um alívio tirar aquele peso de dentro de mim.
Peguei meu cobertor do Corinthians, coloquei na cabeça e corri para o quintal. Gritei, vibrei. Meus gritos e os fogos da rua: sons diferentes que naquele instante formavam um único som. Enlouqueci de alegria e fui dormir feliz da vida. E no outro dia, ao acordar e ver que tudo era verdade, fiquei mais feliz ainda.  

Assim comemorei a conquista. Dias depois, já estava visitando a Taça















Depois disso, no final do ano passado, conheci Tite pessoalmente. Foi numa tarde de autógrafos dentro do Memorial do Corinthians. Naquela época, ele estava de saída do clube.
Tite foi muito simpático, brincalhão e tudo que disse para ele foi obrigada pelos títulos e até logo. Foi um dia que me marcou muito e que nunca irei esquecer. 















terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Gracias Chespirito







Não consegui fazer nenhum texto escrito e resolvi ao invés de escrever, falar o que estava sentindo. Mesmo mergulhada em dupla tristeza - por ter perdido minha mãe e depois um artista que admiro tanto, escrever foi impossível. De onde você estiver Chespirito, saiba, te amo muito , estou triste com sua partida e jamais vou esquecer você. Obrigada por me dar uma infância feliz!

domingo, 16 de novembro de 2014

Brasil Comic Con: Simplesmente inesquecível


Logo da Brasil Comic Con  Arte: site Brasil Comic Con 
Esperei por esse evento por muito tempo, desde que estava planejado mas eu não tinha ideia se realmente iria. Minha mãe estava muito doente. Sem muita expectativa, acompanhei o site do evento morrendo de vontade de ir mas ao mesmo tempo consciente de que talvez não pudesse.
Mesmo enfrentando a doença, ela prometeu que se melhorasse me levaria. Também pretendia ver meus amigos da Comunidade 007 Brasil e o ator Alfonso Ribeiro, que faz o personagem Carlton Banks de Um Maluco no Pedaço que faria um meet e greet com as pessoas presentes no evento que comprassem o seu ingresso VIP.
Embora querendo ir e com o coração aos pedaços não me empolguei tanto para comprar o ingresso logo. Mesmo assim minha mãe estava ao par de tudo que eu acompanhava. 
O tempo foi passando e infelizmente minha mãe acabou falecendo.
A tristeza por essa grande perda acabou por quase me fazer desistir de ir mas ao mesmo tempo a vontade de sair de casa e rever amigos que sempre me apoiaram em todas as horas, ainda mais nesses dias tão difíceis. À essa altura, Alfonso Ribeiro já tinha cancelado sua participação pois foi chamado para fazer parte do elenco de Dance With The Stars (a versão americana que é infinitamente melhor do que tosco Dança dos Famosos da Globo).
Ao mesmo tempo que  estava triste eu queria estar no evento. Minha tia me incentivou a comprar os ingressos e fomos ontem. Fui mais pelos meus amigos da Comunidade 007 Brasil e por eles também resolvi vestir novamente meu cosplay de Vesper Llynd. Queria transmitir a eles um pouco de beleza e carinho e tentar levantar um pouco minha autoestima, me alegrar pelo menos um pouco.

Entrei no evento com sentimentos confusos. Um misto de profunda tristeza pois apesar da minha tia me acompanhar, faltava alguém na minha vida: a pessoa mais importante nesse mundo para mim, minha mãe. Ansiedade por estar no evento e ver como é e a saudade louca de rever meus queridos amigos, abraçar, conversar ou pelo menos vê - los tão perto. Esses grandes seres humanos que na hora que mais precisei de um "colo" me ampararam a todo momento. Não só de 007 mas de outros "universos" como Star Wars, Star Trekk, Batlestar Galáctica e outros. Recebi muitas mensagens, telefonemas, torpedos cheios de carinho e amor.
 Reunindo as poucas forças, decidi não pensar em tristeza e me divertir um pouco
Logo na entrada as primeiras atrações: réplicas de dois carros de dois seriados que eu gosto muito: O Mach 5 do desenho Speedy Racer e o Batmóvel do seriado Batman para TV feito nos anos 1960 com Adam West e Burt Ward nos papéis de Batman e Robin respectivamente.
Chegar perto  desses carros foi apenas a primeira das muitas emoções. Tirei fotos muito bonitas com minha nova câmera que ganhei de minha prima uns dias antes.

Eu na entrada da Brasil Comic Con







Réplica do Batmóvel
Réplica do Mach 5
Na entrada, pessoas fantasiadas em homenagem a seus heróis favoritos com roupas que beiravam a perfeição extrema exibiam suas numerosas coleções em stands de todos os tamanhos. A admiração do grande público mesmo que estejam bem acostumados.
Essas pessoas dividem espaço com cartunistas, dubladores e atores que sempre estão nesses eventos para tirar fotos com fãs, dar entrevistas, fazer palestras.
Tudo acontecendo ao mesmo tempo em vários palcos e em harmonia.
Um lugar perfeito para encontrar os amigos e passar horas de divertimento, descontração e conhecimento sem precisar de bebedeira ou outras coisas que façam mal á saúde ou viciam.
Um lugar para famílias, casais e grupos dos mais diversos estilos.
Fui ao encontro dos meus amigos e, conforme fui encontrando, um a um me enchia de carinho com palavras, abraços, beijos. Deus sabe o quanto precisava disso, desse carinho acolhedor.
Quando cheguei ao stand da Comunidade 007, fui recebida como se a própria Eva Green (a atriz que faz o personagem Vesper em Cassino Royale) estivesse chegando porém com o mesmo amor e carinho que sempre senti.
Resisti para não chorar. E, apesar de não ser assim tão vaidosa, eu queria estar linda para meus amigos, estar maravilhosa como nunca antes, fazer os corações deles dispararem. E consegui pois todos foram unânimes em dizer que eu estava linda. Como isso me fez bem, me fez voltar a sorrir um pouco. Inclusive um deles que estava vestido como James Bond, tão impecável e lindo em seu smoking me chamou para tirarmos uma foto. Fez tão bem. Muitas fotos, risadas, piadas, brincadeiras descontraídas porém respeitosas me fizeram "viver de novo".
Conheci um outro amigo pessoalmente. Amigo esse que só conversava por rede social. Parecíamos até velhos conhecidos, tamanha nossa naturalidade. E revi outros amigos, queridíssimos, divertidos com quem sempre converso e sempre ouço no podcast. Um que tenho um enorme carinho apesar do pouco tempo de amizade e outro que é como um irmão para mim.





Eu e Sergio






Eu e Sanches vestidos a caráter

Eu conversando com meu "irmãozinho" Carmona
Todos também sentiram a ausência da minha mãezinha. Afinal ela sempre acompanhava nossos eventos e sempre que possível apoiava com seu carinho. Algo que era recíproco da parte deles também. Mas procuramos nos distrair para desviar da tristeza.
Depois fui dar uma volta. Um evento grandioso com uma grande diversidade de personagens e culturas.
Para mim o ponto alto foi a palestra da Comunidade 007. O mesmo alto astral dos programas do Bondcast Brasil. A mesma "vibe" boa só que ao vivo. Não dá para definir em palavras algo tão bom. Novidades, informações, interação com o público... Tudo que eles sabem fazer como ninguém. Nobody does it better.
E apesar de não ir hoje também (o evento foi de dois dias) aposto que o sucesso se repetiu.

Equipe Comunidade 007 antes da palestra




Foi maravilhoso estar lá. Um dia que para ser totalmente perfeito só faltou uma pessoa: Minha mãe. Mas acredito que ela esteve lá também. Protegendo a todos.
Agradeço à minha tia por ter me levado e incentivado para que eu fosse.


Minha tia Judite e Darth Vaider

Dedicado aos amigos da Comunidade 007 Brasil, à minha tia Judite e à memória de minha querida mãezinha.




sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Uma estória que o tempo não apagou



"Existia uma terra de cavalheiros e campos de algodão chamada "O Velho Sul". Neste mundo bonito, galanteria era a última palavra. Foi o último lugar que se viu cavalheiros e damas refinadas, senhores e escravos. Procure-a apenas em livros, pois hoje não é mais que um sonho. Uma civilização que o vento levou!"











Assim começa o maior filme de todos os tempos, baseado no único livro de Margareth Mitchell, jovem jornalista de Atlanta, Georgia -EUA. Uma  estória  que retrata a época da Guerra Civil Americana e da plantação de algodão que levou dez anos para ser escrita. 



Da mesma forma que aconteceu com o livro, o filme também demorou para ser feito. A escolha para o papel de Scarlet foi o fator que causou esse atraso.
Testes foram feitos exaustivamente entre 1400 candidatas.
 A jovem atriz Vivien Leigh, nascida na Índia e estava ao lado do marido, o também ator Lawrence Olivier a passeio em Hollywood quando foi vista pelos produtores do filme e convidada a fazer o teste para ser a maior personagem feminina de todos os tempos. Diz a lenda que Margareth Mitchell, autora do livro, chamou Vivien de "Scarlett" quando ambas foram apresentadas formalmente ainda sem a escolha ser feita.
Sempre assisti ao filme até a cena do baile para arrecadar fundos para os Confederados onde ela dança lindamente com Rhett Butler uma típica dança sulista. Rhett é bastante atrevido e enquanto dança faz insinuações sobre o comportamento de Scarlett.


Até 1995 nunca vi como terminava o filme pois ficava com muito sono. Mas naquele ano, me decidi a gravar o filme em VHS e assistir até o fim. Dito e feito. Hoje sei como tudo termina.
Aqui cabe um spoiller, embora duvide muito que alguém nunca tenha visto este filme ou ouvido falar dele, principalmente se tiver mais de 30 anos: Há uma cena na fazenda de Ashley Wilkies, antes da guerra em que Scarlett está na escadaria e surgem os três homens de sua vida: Charles Hamilton, Frank Kennedy e Rhett Butler. Charles e Frank falam com ela. E no fim da grande escadaria está Rhett, que não diz nada com palavras mas lança um olhar que a invade dos pés à cabeça e sorri atrevido. 


Na minha opinião, o sorriso mais encantador do cinema que também dá asas à imaginação de mulheres por todo o mundo, até hoje. Eu tremo por dentro cada vez que vejo.



Esta é a "deixa" para que a estória da Senhorita O ´Hara comece de fato a se desenvolver e o público mal percebe, pois tudo se encaixa de maneira muito discreta. Basta guardar a cena em mente e observar mais para frente o desenrolar de tudo.
A estreia do filme aconteceu dia 16 de Dezembro de 1939 em Atlanta - Geórgia - EUA.  O cinema recebeu um grande público e ainda contou com a presença dos astros principais, Clark Gable (Rhett) e Vivien Leigh (Scarlett). Houve histeria coletiva e desmaios femininos aos montes justificados principalmente pela beleza de Gable.
Atualmente quatro pessoas que fizeram parte dele ainda vivem. Entre eles, Olívia de Havelland,a doce Melanie Wilkies. É a única do elenco principal´. Ela vive em Paris e tem 98 anos.





 Quando eu fiz 27 anos, fui a um restaurante temático aqui em São Paulo cuja dona, Beth Barreto, é também fã de E o Vento Levou. O restaurante lembrava a atmosfera do filme e tinha inclusive algumas coisas que pertenceram à Vivien.  Emocionante e inesquecível!

Lá, recebi uma das homenagens mais bonitas que alguém poderia receber. Ao invés do parabéns, a orquestra tocou o "Tema de Tara", um dos mais belos temas de filme de todos os tempos composto por Max Steiner. E ainda escreveu uma mensagem em um exemplar do livro E o Vento Levou que para mim tem o mesmo valor de um autógrafo da própria Vivien Leigh.









E hoje, 75 anos depois, essa estória continua viva no imaginário de todos. Basta uma cena ou um acorde da canção para sermos "transportados" para uma estória que nem mesmo o tempo apagou. E cada vez que fizermos essa viagem sempre será um outro dia!


Dedicado à memória de Margareth Mitchell e às memórias de todos aqueles que fazem parte de uma obra épica. E também  aos amigos Beth Barreto e Eder Pontes, os maiores fãs desse filme que eu conheço. 



domingo, 28 de setembro de 2014

Revenge a única vingança que vale a pena


Sou uma pessoa que desde muito cedo curte seriado americano. Acompanhar essas estórias que são mostradas em temporadas e episódios que muitas vezes são desconexos uns dos outros é muito legal. Seria mais ou menos como acompanhar uma novela. Criar expectativas de ver os acontecimentos que virão no próximo episódio ou na próxima "season". Coisa de fã, que se envolve e pela estória como se fosse mais um dos personagens. 
Comecei a assistir seriados ainda criança em 1984 e meu primeiro seriado foi Esquadrão Classe A que passava no SBT. Só consegui assistir porque naquela época minha mãe me deu uma TV de 14 polegadas que ficava no meu quarto, podia assistir tudo que eu queria, inclusive seriados que passavam na hora do Jornal Nacional e em horários de outros programas que eu era antes obrigada a assistir se quisesse ver TV. Não existia a tecnologia digital e móvel, nem internet para acessar streaming e Netflix, não existiam box de DVDs com temporadas inteiras. Uma época em que a única opção era ter outra TV. Nem toda criança tinha sua própria televisão. Digamos que eu tive muita sorte. 
E hoje, 30 anos depois esse gosto continua.
A moda mudou, o mundo, a tecnologia, surgiu TV a cabo, outra grande aliada que traz do exterior os seriados com diferença de poucos meses e não de anos a fio.
Atualmente, estou acompanhando Revenge, criada por Mike Kelley, que conta a estória de Emily Thorne, cujo verdadeiro nome é Amanda Clarke, volta a Hamptons para se vingar das pessoas que destruíram sua família e causaram a morte de seu pai. Quando Amanda era criança seu pai foi preso sob a acusação falsa e injusta de terrorismo, sendo julgado e condenado à prisão, onde acabou sendo assasinado. Amanda sente que teve a vida destruída por essas pessoas que armaram contra seu pai, fazendo com que ela passasse sua infância no reformatório, uma detenção juvenil. Quando completou 18 anos, ela foi solta e recebeu a herança de seu pai, além de uma caixa contendo detalhes sobre as pessoas que arruinaram a vida deles, assim ela pode se vingar de todos.
É interessante como tudo se encaixa perfeitamente como num quebra - cabeças onde cada uma das peças é a chave dos planos de Emily.
Quanto mais se assiste, mais se quer assistir. O elenco é ótimo e para o público feminino é um verdadeiro desfile começando por Joshua  Boomann (Daniel Grayson), o mais bonito de todos até Henry Czerny (Conrad Grayson) com o charme da maturidade passando pelo espírito aventureiro de Nick Wechler (Jack Porter). Para o público em geral, a altivez de uma verdadeira rainha de Madeleine Stowe (Victória Grayson) e a determinação de Emily Vamcamp (Emily Throne). Não faltam atrativos para assistir.
Vi duas temporadas pela TV Globo, apesar dos horários tardios. Depois comprei as temporadas em DVD. Todas as manhãs estou assistindo a terceira temporada pelo Netflix e já encomendei na pré venda o DVD que será lançado brevemente.
Ontem estreiou pelo canal ABC nos Estados Unidos a quarta temporada e nem terminei a terceira ainda. Já estou ansiosa por ver a quarta temporada.
Resta saber se, finalmente, Emily conseguirá realizar seus planos de vingança, lidar com as emoções e as consequências que isso trará. E eu estou louca para descobrir. 

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A vingança da SMERSH








James Bond 007: Personagem fictício de Ian Fleming (1908 - 1964)




Em uma bela e suntuosa mansão no coração nobre de São Paulo, uma rica e solitária senhorita vagueia em seus pensamentos.

Em suas lembranças, um grande amor que marcou sua vida. Fazia um frio insuportável mas a casa estava fechada e aquecida.

De repente, a senhorita da casa sentiu um inexplicável arrepio. O som do CD de Roberto Carlos que tocava se rompe com o toque desesperado da campainha. Ela se levanta para atender. Era Domingo e os empregados estavam de folga.

Quando abriu a porta, seus olhos mal acreditavam no que estavam vendo. Wai Lin, a mais famosa espiã da China que no passado fora rival da rica senhorita pelo amor de um lindo homem.

Educadamente, a senhorita convida Wai Lin para entrar e depois da chinesa se acomodar no sofá da grande sala e desligar o som que ainda tocava, as explicações da visita inesperada começam a cair como uma bomba prestes a explodir:

-Patthy, tive que passar por cima do meu orgulho e vir aqui lhe implorar por ajuda!

Surpresa, Patthy fica parada, não move um só dedo mas quer saber mais detalhes e pede que Wai Lin prossiga. Depois de um silêncio muito breve, a espiã conta de uma vez o que aconteceu.

-Não soube ainda? Hoje pela manhã James Bond foi raptado pelos russos, pelo exército da Coronel Rosa Klebb.

Patthy sente seu coração pulsar violentamente. A verdade é que ela jamais esqueceu aquele inglês alto, charmoso, de olhos azuis como o céu que roubara seu coração desde a primeira troca de olhares em Londres.

-E o MI-6 já sabe?

-O pior é que não dá para fazer nada. O MI-6 foi tomado pelos capangas de Goldfinger. Ele se aliou à Rosa Klebb e aos russos. Ninguém sabe onde estão M e Miss Moneypenny.

Percebendo a urgência do caso, decidiu agir rápido. Correu para pegar seu helicóptero particular, juntamente com Wai Lin, sem malas. Apenas com a roupa do corpo.

Ambas voaram para a Inglaterra. Chegando lá, os jornais já estampavam o sequestro de 007 nas principais manchetes. Sem perda de tempo, foram direto para o MI - 6. Os capangas de Goldfinger receberam as duas com muita hostilidade mas sem agressão.

Wai Lin arrombou a porta com um golpe certeiro de artes marciais.

Patthy, consumida por uma ira que queimava seu corpo e ardia em seus olhos já começou a dar ordens:

-Seu imbecil, sei que Goldfinger está aí dentro! Ande logo e vá chamar seu patrão logo seu idiota! Exijo falar com aquele bolha agora!

Os gritos eram imperativos e altíssimos, saídos das profundezas das entranhas da rica senhorita que Goldfinger ouviu de longe, mesmo com o isolamento acústico forte no MI-6.

-Ojobb seu incompetente! Quem é essa doida gritando e exigindo minha presença?

Antes mesmo que o vilão respondesse, Wai Lin já foi falando:

-Viemos aqui para libertar James Bond e ninguém vai nos impedir de resgatá -lo

-Ora ora - disse Goldfinger - Só me faltava essa: uma chinesa carateca e uma baixinha inconveniente vieram para me enfrentar. Desistam! Vocês nunca mais irão ver James Bond - E soltou uma risada macabra e sonora.

A frase despertou a ira das antigas rivais que agora estavam unidas. Mais provocações vieram com a mesma frieza:

-Esse 007 tem sorte - continuou ele - Vejam só: duas mulheres tolas tentando salva - lo. Ele não é bobo. Admitamos caro Ojobb que ele sabe escolher.

Aproximando - se de Wai Lin, Goldfinger foi logo tentando tomar certas liberdades com um olhar cheio de atrevimento. A chinesa tirou as mãos dele de seu pescoço, levemente inclinadas em direção ao colo. Com um golpe perfeito, imobilizou o vilão.

Ojobb tentou agarrar Patthy e ela acertou um belo tapa na cara do capanga. Fugiu dele e entrou com tudo, tal qual um foguete pelo interior do MI-6. Não haviam obstáculos que pudessem deter sua fúria.

Num dado momento, ela se encontrou face a face com Rosa Klebb. Olhando no fundo dos olhos da coronel, disse com toda fúria que a consumia por dentro:

-Se pensa que esse rapto vai ficar assim está muito enganada. Conheço seus passos desde Moscou. Sei de seus truques e vou salvar o meu amor nem que isso custe a minha própria vida!

As duas se pegaram numa luta. Patthy já estava quase vencida quando Wai Lin surge do nada e acerta um chute na coluna de Rosa Klebb, o que lhe custou algumas vértebras quebradas. A vilã caiu gritando e não se levantou mais. Goldfinger e Ojobb reapareceram para socorrer Klebb.

Wai Lin lutou com eles. Ojobb caiu morto e Goldfinger já ia fugindo quando Patthy o perseguiu, capturou e amarrou com umas cordas que achou por ali. Em seguida, torturou o vilão até que ele confessasse:

-Está certo baixinha, eu falo. James Bond está trancado na câmara de tortura. Ninguém que tenha entrado saiu de lá... vivo.

Patthy chama por Wai Lin e ambas vão até o esconderijo de Goldfinger onde 007 está trancado. Os capangas dos vilões lutam em vão com elas. Um deles pega uma pistola e atira em Wai Lin. Patthy a socorre. E mesmo ferida em seu corpo e em seu orgulho de mulher, esquece a rivalidade e diz:

-Prossiga, entendi que ele te quer. Faça o que for preciso. Ficarei bem.

Patthy corre até lá. Com uma barra de ferro bate até arrombar a porta. Uma enxurrada de água a arrasta para fora. Exímia nadadora, a senhorita vai vencendo a água, até que chega ao amado e o liberta. Ele quase não tem força e nada amparado à sua salvadora.

Horas depois, James Bond e Patthy visitam Wai Lin que se recupera bem depois que retirou a bala. M e Miss Moneypenny também estavam lá. ~Só souberam no avião quando voltaram das férias no Havaí.

Moneypenny pergunta à 007 os detalhes minusciosos. Ia saindo disfarçado com Patthy e respondeu:

-Não posso dar detalhes agora. Tenho pressa.

E, abraçando Patthy com carinho e suavidade, falou em seu ouvido com uma voz linda:

-Venha comigo querida. Vou mostrar a gratidão de alguém que tem a vida salva.




Fim





Dedicado à Comunidade 007 Brasil e à memória de Ian Fleming







   










sexta-feira, 25 de julho de 2014

Para minha mãe


 

"Tenho às vezes vontade de ser novamente um menino e na hora do meu desespero gritar por você". Claro que esta frase não é minha mas sim de Roberto Carlos, um cantor que você me ensinou a admirar. A música  foi feita para a mãe dele, Laura Moreira Braga, mais conhecida como "Lady Laura", justamente por causa da música que começa com esta frase. Minha mãe não se chamava Laura mas foi e continuará sendo, com certeza uma lady, uma Rainha.
E hoje, alguns dias após Deus mandar busca - la  para estar com Ele na eternidade, eu me permito tomar posse da canção para homenagear (em público) a pessoa mais importante que tenho na vida: minha mãe. Esse texto é para você mãezinha querida. Se puder, leia aí de cima.
Desde que me entendo por gente, ela sempre esteve ao meu lado em todos os momentos da minha vida, mesmo que por muitas vezes distante por causa do trabalho, sempre fomos unidas.
Não tenho vergonha de mesmo adulta ter saído com ela para me divertir, inclusive ela conheceu meus amigos. Além de tudo uma excelente companhia também, tanto que às vezes até me esquecia que ela era mãe pois também éramos amigas. Éramos não, somos... mesmo em sua ausência
Quando eu era adolescente lá no século passado, era muito cobrada por minhas "amigas" de escola porque tinha uma postura diferente delas e também por sempre valorizar minha mãe enquanto elas sempre diziam "minha mãe é chata". Eu não sou mãe mas essas mesmas meninas devem ser e com certeza e hoje devem escutar dos filhos coisas semelhantes ou piores daquelas que falaram para mim e com certeza nessas horas se lembram de mim.  Espero que nenhuma delas sinta, tão cedo, o que sinto hoje.
Outra coisa, todos temos uma "mãe com açúcar" e eu também. A minha mãe era uma mãe com açúcar porque muitas vezes deixava pra  lá pequenas travessuras pois fingia não ver coisas que certamente outras mães enxergariam de longe.
Como todo relacionamento entre mãe e filha ela brigava comigo quando estava errada. Lógico, tudo para meu próprio bem, não existe idade para você se educar, consertar erros. E o mais importante, não repetí - los. A diversão não precisa ser "rebelde" para ser legal, você pode ser bem humorado e divertido sem entrar em encrencas e ter más companhias.
E como prova disso, minha mãe e eu tínhamos nossas brincadeiras para descontrair. Uma era a minha favorita "Perguntas idiotas respostas cretinas" que lembra o saudoso humorista Francisco Milani, o Seu Saraiva ,único personagem legal que tinha no  Zorra Total, onde alguém fazia uma pergunta numa situação óbvia e ele dava uma resposta bem absurda. E a outra é quando uma das duas via que cometeu uma idiotice completa e a outra lembra cantando uma música de um antigo comercial da Fotótica que uma burrinha de óculos cantava "Me apaixonei por você meu amor" e em seguida um bom dia no sentido de "acorda e veja o que você disse" (ou fez).  Eram momentos muito divertidos.
E claro que tinha aqueles momentos de se falar sério, onde a amiga "saía de cena" para entrar a mãe que aconselha, corrige, exige respeito.
Minha mãe é a pessoa que mais amo no mundo. Foi uma pequena grande mulher.
Se pudesse queria que ela fosse eterna para eu ter sempre pertinho de mim. Sei que infelizmente isso é impossível e por mais que se tenha amigos e outros familiares que amo NADA substitui o que sinto por minha mãezinha. Te amo, você é o grande motivo de eu existir, Que bom que Deus te escolheu para que através de você eu viesse ao mundo. Obrigada por tudo, por me dar a Vida! Queria você aqui comigo mas não se preocupe, nossa família e amigos estão me amparando para eu tentar caminhar sozinha apesar da dor.  "Bença" Mãe. Descanse em Paz!
 Esses dias recebi de meus familiares e amigos muitas mensagens e entre elas deixo uma que minha grande amiga Mary Farah escreveu em seu Facebook dizendo tudo que eu mesma queria dizer e não tive forças. Obrigada, amiga.
 

"Querida M.
Perdoe meu egoísmo neste momento muito difícil. Mas eu queria que você ainda estivesse aqui.
Mas eu também sei que, se dependesse exclusivamente da sua vontade, provavelmente você não teria ido.
Quero que você saiba que farei o q...ue puder pra ajudar a Patthy.
Sei que sempre gostou muito de mim e a recíproca também sempre foi verdadeira...
Eu sempre esquecia seu nome verdadeiro, porque pra mim, o apelido "M" era mais do que perfeito. Não só pela Patthy gostar tanto de James Bond e ter sido através desse personagem que eu as conheci, mas porque você teve sempre dentro de você a mulher que a "M" representou no cinema. Claro que eu nem me dei conta também que é a primeira letra do seu nome, mas eu sou desligada nessas coisas e você sempre vai ser a M.
Você deixa muitas saudades pra todos nós....Descansa em paz e mais uma vez, obrigada, M.
"Méry"
 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Jack Bauer está de volta para viver um novo dia


 

E lá se vão quatro anos desde que vimos Jack Bauer pela última vez levando um tiro à queima – roupa na sua última aparição na oitava temporada de 24 horas. Uma interrogação ficou no ar: o agente durão da UCT morreu? O que aconteceu com ele?
Não! Ele está vivo e pronto para mais um dia com explosões, tiros e adrenalina a mil. Preparem – se para acompanhar mais essa saga.
Depois de quatro anos, o agente federal, Jack Bauer agora não trabalha mais para o governo, virou um fugitivo da justiça americana que precisa voltar ao combate para impedir um ataque terrorista contra o presidente dos EUA, James Heller (William Devane), seu ex-chefe e ex-sogro. Para isso, Bauer deixa seu esconderijo rumo à Londres, atrás de sua fiel escudeira, Chloe O’Brian (Mary Lynn Rajskub), que está trabalhando com um grupo de hackers.  O problema é que a CIA, liderada por Steve Navarro (Benjamin Bratt), está na cola de Jack e promete infernizar a vida do agente. Esta temporada é uma ótima pedida para quem também gosta de outro JB, o James Bond 007, já que a trama reúne ação e Londres numa combinação deliciosamente explosiva!
 
 
Jack e Chloe em ação Foto: Divulgação/FOX
 
Foi uma ausência sentida por todos os fãs, inclusive por mim, mas valeu muito a pena esperar. 24 horas Live Another Day estreiou este ano em 6 de maio no Brasil no Canal FOX e a temporada se encerrou ontem, dia 17.  
Agora chegou a vez dos “sem TV a cabo” acompanharem a próxima temporada que me parece ser mesmo a última, será? Nunca se sabe quando Jack Bauer nos surpreenderá de novo.  A série estreia neste domingo dia 20 depois do tal Fantástico.  A exemplo do que fiz na ocasião em que a Globo exibiu a oitava temporada, não lerei nem conversarei com amigos ou qualquer pessoa que já tenham acompanhado no canal pago ou mesmo no exterior. E peço a essas pessoais mais uma vez que, por favor, não me contem nada por nenhum meio de comunicação. Pode ser que algo escape aqui ou ali, mas se eu perceber passarei reto e não farei comentários até que a série termine na Globo. Aproveitando, pessoal do “plim plim”, não cortem cenas da série, por favor.
Que bom que você está de volta Jack Bauer!
 
Post dedicado à Kiefer Sutherland, Mary Lynn Rajskub, John Cassar, toda equipe de 24 h e a meus amigos também fãs da série Marketto, Rildon e Filipe Grassi.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 

 

domingo, 13 de julho de 2014

Eu na Copa do Mundo no Brasil (parte 2: as aventuras de uma Bond Girl no Expresso da Copa)


Dificilmente em minha vida verei novamente um dia como aquele 09 de julho. Nunca imaginei que iria sentir tão de perto as emoções de uma Copa do Mundo, ainda mais na cidade que nasci e também no estádio do meu time do coração e sem precisar viajar para lugar nenhum. Queria ver apenas a movimentação das torcidas a caminho do jogo.
Ao chegar à estação Santana, percebi “4 Messis” apressados para pegar o metrô. Tudo ainda estava calmo, nem parecia Copa do Mundo. Fui até a estação da Luz.

Chegando lá já comecei a perceber os primeiros sons da torcida argentina e o clima de Copa estava cada vez mais evidente. Nunca vi tanto argentino por centímetro quadrado. Foi muito diferente. Chegavam de todos os lados para pegar o trem que levaria até o local do jogo, a Arena Corinthians, cantando e pulando, alegres, mas sem agredir ninguém. Queriam somente ver sua seleção.

Além dos argentinos também havia holandeses. Mas nem todos vieram da Holanda. Muitos brasileiros, por conta da tradicional rivalidade com a Argentina, reforçaram a torcida holandesa mesmo ainda magoados com a goleada sofrida diante da Alemanha um dia antes. Falei no outro post que já passei da fase “torcedora patriota roxa” faz muito tempo.
Moro no Brasil sim e gosto da minha casa, mas não pratico o patriotismo de ocasião que ocorre de 4 em 4 anos. Também não sou patriota no sentido real da palavra e para mim tanto faz o Brasil ser campeão da Copa ou não. Preferi este ano curtir o clima que envolve o evento além de guardar algumas recordações incluindo o álbum de figurinhas oficial.
Preferi este ano curtir o clima que envolve o evento além de guardar algumas recordações incluindo o álbum de figurinhas oficial.
Voltando a falar do passeio: Depois de me informar, embarquei no Expresso da Copa. Estava com minha tia. Ao chegarmos, dois argentinos vestidos com camisas brancas, faixa transversal vinho (ou grená) com iniciais F.P.F. Eles levantaram prontamente cedendo seus lugares para minha tia e eu podermos sentar. A viagem seguiu tranquila e pontual.
De forma pacífica, argentinos e holandeses (reforçados por brasileiros vestidos de laranja pela rivalidade esportiva de muito tempo) viajavam sem confusão nem violência. As conversas sobre futebol e Copa do Mundo fluíram soltas, num agradável som em um espanhol perfeito, rápido e compreensivo em alguns momentos.
Ao fim da viagem, todos desembarcaram com a mesma alegria, passividade e organização.  Agradeci em espanhol a gentileza dos turistas que me cederam o lugar e disse que eles eram bem – vindos.
    
Em Itaquera, mais cantoria. Sem violência ou agressões. Os argentinos fizeram um cântico provocativo relembrando a eliminação do Brasil na Copa da Itália.
“Brasil, decime que se siente / Tener en casa a tu papá / Te juro que aunque pasen los años / Nunca nos vamos a olvidar / Que Diego los gambeteó / Que Cani los vacunó / Están llorando desde Itália hasta hoy / A Messi lo vas a ver / La Copa nos va a traer / Maradona es más grande que Pelé”
“Brasil, me diga como se sente / Ao ter em casa seu pai / Te juro que mesmo que passem anos / Nunca vamos esquecer / Que Diego (Maradona) te driblou / Que Cani (Cannigia) te vacinou / Estás chorando desde a Itália até hoje / O Messi você vai ver / A Copa vai nos trazer / Maradona é maior que Pelé”
Em resposta, os brasileiros cantavam: “Mil gols/ mil gols/ mil gols/ mil gols/ Só Pelé/ Só Pelé/ Maradona cheirador” que além de exaltar um dos maiores recordes do futebol e também de Pelé, além de lembrar o vício de Maradona com as drogas. Tudo sempre na esportividade, piada. Um duelo lindo de se ver.


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Uma coisa engraçada aconteceu. Por pouco não ganhei um “titio” argentino. Minha tia e eu estávamos encostadas num cantinho e enquanto eu tirava fotos para guardar de recordação, um cara se aproximou de nós e disse que as mulheres brasileiras eram as mais lindas do mundo. Depois, olhou para minha tia e disse em bom espanhol: “Se pudesse te daria um beijo”. Cá entre nós, ter um tio argentino seria até engraçado e diferente.
E para mim, esta Copa será inesquecível. essas lembranças ficarão para sempre. Histórias que terei para contar.
Herzlichen Glückwunsch zum Titel Deutschland (Parabéns pelo Título Alemanha)
Felicitaciones por el gran partido Argentina (Parabéns pelo grande jogo Argentina)



Post dedicado aos meus amigos Marketto e Nicolás e também ao meu primo Junior, torcedores de Alemanha e Argentina respectivamente.



 


quinta-feira, 12 de junho de 2014

Eu e a Copa do Mundo no Brasil (e na Band)

Logo TV Band
Sempre acompanhei as transmissões de Copa do Mundo em várias emissoras e até pelo rádio.
Até 1994 torci fervorosamente, usando roupa verde e amarela, bandeira, pintando a rua etc, afinal nunca tinha visto o Brasil ser campeão desse torneio. Somente conhecia as histórias de pessoas mais velhas sobre o último título até então da copa de 1970 e também poucas histórias da copa de 1950 sediada aqui no Brasil conhecida como "Maracanazzo" pois a seleção perdeu a final daquele ano para o Uruguai. A roupa, até uso mas só por usar e quando dá vontade. Acho a combinação estranha e não uso no dia a dia e este ano fiz o álbum de figurinhas para ter uma recordação mas ainda faltam 45 figurinhas para completar. Em 2010 fiz o álbum também porque veio junto com o jornal. E esse já completei.
Nunca fui contra a Copa no Brasil. A ideia é ótima. Só acho que esse evento poderia esperar mais oito anos, apesar de tantos protestos que vemos todos os dias.
Quem protesta contra deve lembrar que a Copa não trouxe os problemas com saúde, educação, corrupção e segurança. Eles já existiam antes desse evento chegar aqui. E ao mesmo tempo, a Copa não é solução mágica para tudo.
Lendo a biografia de Sean Connery e tomando conhecimento da luta dele por uma Escócia independente, aprendi que o verdadeiro patriotismo corrige os erros e injustiças de qualquer país através da busca pelos direitos dos cidadãos e pelo voto dado consciente. Protestar agora não muda nada. Façamos isso nas urnas. Não ver os jogos nem torcer pela seleção ou mesmo escolher outro país para torcer também são direitos que devem ser respeitados. Ninguém é obrigado a assistir o que não quer. Nem torcer para "a maioria".
Hoje em dia não tenho mais aquela empolgação, tanto faz o Brasil ser campeão ou não pois desde que comecei a acompanhar esporte percebi que seleção não é tão seleção assim. Pelo menos não no sentido "brasileira". A maioria dos jogadores não joga em times brasileiros, alguns jogadores só conhecemos quando colecionamos o álbum de figurinhas ou vemos jogos de campeonatos europeus. Eu sou do tempo em que as pessoas vibravam como se fosse um golaço na final quando sabiam que o time do coração tinha mais jogadores convocados do que qualquer adversário da mesma cidade ou estado e o gol do jogador do seu time era sempre o mais bonito e o mais importante de toda a competição. Isso era legal.


Meu álbum e primeiros envelopes de figurinhas

Mas não há como negar que pararei diante da TV para assistir aos jogos do Brasil e também outros jogos que eu queira, afinal, uma Copa aqui no país desperta curiosidade de "viver o clima".
Outras seleções que me despertam um carinho especial são Estados Unidos e Inglaterra. Queria ver uma final de Copa entre os países cujas culturas amo muito mais que a própria cultura do Brasil.
Mas não esse ano. Como a competição é "em casa" não seria justo.
E como todo mundo, já escolhi minha emissora de TV preferida para acompanhar tudo e ser meus olhos e ouvidos. E jamais poderia ser outra a não ser a Band.
Quem já leu qualquer texto meu onde falo sobre esportes sabe que acompanho a Band desde que o Neto começou a comentar jogos. Comecei a assistir jogos do Corinthians, alguns também da Liga dos Campeões da Europa e alguns da seleção em época de Copa.
Com isso acabei não só prestigiando o trabalho do Neto como também aprendendo a gostar de toda uma equipe que tem um diferencial que eu gosto. É formada por gente de opinião e não robotizada de acordo com a opinião do patrão que paga o salário. Até gostava do Galvão Bueno narrando mas ele não empolga mais como antes.
E hoje estou vendo tudo pelo canal 13. Tudo está quase como em 2002.
Quase. Porque não vejo nem ouço Luciano do Valle narrando um gol na "casa" do Corinthians, palco da abertura da Copa.
No último dia 19 de abril Luciano se foi e para mim é inevitável pensar nele agora que o jogo começa. Valleu Luciano do Valle! Obrigada por tantas emoções narradas. Um beijo prá você onde você estiver. E sucesso à todos da Band a partir de agora. Tô na Copa, tô na Band, sempre.




Luciano do Valle (IM)



PS: Dedicado à equipe de esportes da Band e à memória de Luciano do Valle
 

sábado, 31 de maio de 2014

Com Eva... Ri muito


Com Eva... Ri muito.
Assim foram minhas tardes de segunda a sexta desde 02 de dezembro de 2013 até ontem, 30 de maio de 2014.
Logo na abertura da novela, vi um nome no elenco: Lucero. Imediatamente vieram em mente lembranças de uma infância feliz em frente à TV vendo uma outra novela, Chispita. 
A primeira novela mexicana que assisti na vida em 1982 pelo SBT e também a primeira novela infantil transmitida pela emissora.
Lembrava que o verdadeiro nome da "Chispita" era Lucero Hogaza e pensei: "Será a mesma Chispita com longas tranças grossas que eu pedia para minha mãe fazer somente para ficar igual à personagem?"
Quando vi a primeira cena de Lucero em Por Ela...Sou Eva, aquele sorriso, aquele olhar confirmaram que sim, mesmo sem as tranças.
A Lucero era a mesma pessoa. Cresceu mas continuou tal qual me lembrava dela. Que alegria poder revê - la
 
 

Lucero Hogaza criança (esq) e hoje em dia (dir)

 
 
Comecei a acompanhar a trama escrita por Rosy Ocampo, que conta a divertida estória de
João Carlos (Jaime Camil),  um sedutor que só quer usar as mulheres e não acredita no amor. Ele é um executivo do Grupo Império, uma empresa de destaque no ramo de turismo. Utilizando seus famosos dotes de conquistador, ele finge ser um empresário estrangeiro para tentar roubar de Helena Moreno (Lucero), seu inovador projeto de desenvolver uma praia mexicana, mas ao se envolver com ela e com seu filho, se descobre apaixonado pela primeira vez.
Quando ele pensa em revelar a verdade, é desmascarado por ela, e ao mesmo tempo acusado injustamente de uma fraude pelo vice-presidente da empresa que trabalha, o perverso Plutarco Ramos Arrieta (Marcelo Córdoba), que na verdade foi quem roubou o projeto de Helena e agora a acusa de plágio. Perseguido pela policia, João Carlos foge e sofre um acidente, enquanto no grupo, Plutarco decide contratar Helena para que ela mesma dirija seu projeto. Ela, desempregada e com uma acusação nas costas, se vê forçada a aceitar o emprego para conseguir provar que foi vítima de um engano.
É então que João Carlos, que está escondido, encontra a oportunidade para limpar seu nome e recuperar o amor de Helena. Ele decide caracterizar-se de Eva, e dessa maneira aprenderá uma lição que mudará seu modo de ver a vida e sua percepção em relação às mulheres.
Depois de se vestir de Eva, João Carlos procura saber da vida de Helena e do filho dela, tentando ao mesmo tempo conseguir provas da sua inocência e da inocência de Helena. Por isso, ele passa a trabalhar no Grupo Império.
Foram muitos momentos de risos e felicidade. Cenas hilárias e uma trama leve, às vezes até meio óbvia porque só em novela mesmo para ninguém perceber um homenzarrão como o João Carlos disfarçado de mulher todo desengonçado e ver todo o sofrimento dele ao se vestir e agir como mulher. Jaime Camil além de ser muito bonito e charmoso também é talentoso para comédia. Quantas vezes não chorei de rir com as trapalhadas da "Evinha". E a Mimi (Patrícia Navidad)? Estabanada maquiadora e dona da pensão que ajudou a criar o disfarce de Eva para João Carlos? Completamente doidinha da cabeça mas com muita bondade no coração.
A perua Rebeca Oropeza, acessora de imprensa do Grupo Império e amante do Plutarco com uma sensualidade tão exagerada que mais faz a gente rir do que achar provocante ou vulgar. Que roupinhas hein Rebequitcha! (risos). Ela só queria casar com o amante e ter uns tostõezinhos para gastar. Como vilã era mais cômica do que o Chapolin Colorado. Seus planos tinham finais desastrosos de rolar de rir.
 
Lucero (centro) e Jaime Camil como Eva (esq) e João Carlos (dir)
 
 
Sei que mal a novela terminou e já quero ver outra vez. Estou com saudade. Um dia quero escrever para a Lucero e contar prá ela toda essa história e quem sabe um dia conhecer pessoalmente. Só sei que vai ser difícil passar as minhas tardes sem a Eva. Cristooooooooooooooooooo!
Que, que que what? Como assim não vai ter mais para assistir? 
 
 

Elenco de Por Ela...Sou Eva na sede da Televisa - México

   




 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Enfim temos nossa casa


Público lota Arena Corinthians imagens: TV Band




Demorou mais de um século para o Corinthians conquistar o "sonho da casa própria" mas finalmente chegou o dia. Em 103 anos de existência do Sport Club Corinthians Paulista, o time nunca teve uma casa digna de sua grandeza e conquistas embora pequenos campos como a Ponte Grande que abrigava no início dos anos 10 do século XX times de várzea, entre eles o pequeno de nome pomposo, Corinthians, que não demoraria a ser grandioso. E também campos medianos como o Estádio Alfredo Schürig, popularmente conhecido como "Fazendinha" localizado na sede social do clube e que além de abrigar alguns jogos oficiais entre as décadas de 20 e 30 do século passado que servia também como campo de treinamento para a equipe de futebol profissional até pouco tempo atrás.
O fato é que mesmo assim as brincadeiras sem graça dos adversários diziam que o Corinthians era um time sem estádio (ou melhor, sem "istádio" em bom paulistanês). Ok pessoal, a farra acabou, essa piada também morreu. Vocês vão ter que engolir essa. Aceitem os fatos piadistas de plantão, procurem outro assunto prá brincar. Além de tudo, a Arena Corinthians vai ser o campo de abertura da Copa do Mundo de 2014 enquanto outros estádios de outros clubes que eram "esfregados na cara" do corinthiano como se fossem verdadeiras "maravilhas" ficaram de fora.
Podem falar o que quiser, que foi construído com dinheiro público etc e tal que eu não ligo. Até onde eu saiba, pelo que sai vez por outra na imprensa, muitos outros campos antes eram área pública. E aí?
Querem saber do que mais? Eu estou felicíssima com a nova casa. E mesmo vendo apenas pela TV eu senti um grande orgulho de um dia ter pisado lá quando tudo era ainda terra, pedras e andaimes de construção e depois ver aquela coisa linda, moderna e nova. Sim, faltam ajustes e a conclusão total será somente em 2015 mas tem muita coisa pronta e funcionando.
Ontem foi dia de festa e ao mesmo tempo de fazer os primeiros testes para saber se tudo iria pasar pelo crivo da FIFA. E pelo que os jornalistas falaram nas várias mesas redondas houveram algumas falhas mas nada que não pudesse ser ajustado até a Copa.
No jogo diante do Figueirense tudo estava sendo testado. Parecia até que a Copa já tinha começado. Evento impecável e transmitido para todo o país que com certeza parou para ver acontecer um dia que poucos acreditariam que seria verdade: a inauguração do estádio do Corinthians.



Equipes e árbiros entram em campo imagem: TV Band


 
 
 
Execução do Hino Nacional Brasileiro imagem: TV Band
Falando do jogo em si, o Corinthians não jogou muito bem, se deixou envolver pela forte marcação do Figueirense. A ansiedade por tudo, pela inauguração do novo estádio e pelo primeiro gol oficial marcado, pressão comum de jogo, até mesmo os erros do técnico Mano Menezes também contribuíram para a derrota. Incompetência do "dono da casa" que tirou o brilho da festa.
E coube, infelizmente, ao jogador Giovani Augusto do Figueirense marcar o primeiro gol da Arena Corinthians aos 2 minutos do segundo tempo.
Claro que eu queria uma vitória, comemorar esse dia histórico com mais alegria. Mas vai saber o que o destino aprontou e o que ele nos reserva em nossa casa. Por exemplo, em 10 de setembro de 1910, primeiro jogo do Corinthians ainda no campo de várzea diante do União da Lapa, time de prestígio na época, teve uma derrota de 1 a 0 mas isso pouco importou para aqueles primeiros Corinthianos porque o sonho de fundar e ter um time só seu tornou - se realidade. Vejam como aquele time cresceu e tantas coisas conquistou. E hoje compartilho desse sentimento: Se ontem o time não venceu pode ser que a história que começa a ser escrita na nova casa pode reservar páginas ainda mais heróicas do que as que foram escritas nesses 103 anos. Vai Corinthians! Ainda tens muito a conquistar!



Começa o jogo na Arena Corinthians imagem: TV Band

sábado, 19 de abril de 2014

Parabéns Roberto Carlos: saúde, paz e felicidade para você

Eu na exposição do "Rei" na Oca em 2010
Hoje é dia de festa na música brasileira. É aniversário do "Rei" Roberto Carlos. Todos que me conhecem sabem que ele é meu cantor preferido. E mais que isso, é ele que faz a maior parte da trilha sonora da minha vida.
Quando eu era ainda pequena, não entendia de nada, tinha uma vitrolinha branca que era do meu padrinho e eu gostava muito de escutar uns disquinhos laranjas, na verdade LPs.
Não sei explicar o porque gostei das músicas se elas não eram feitas para crianças. Se falavam de conquistas amorosas, de casais apaixonados, coisas que crianças não sabem. Acho que foi mais por gostar de uma voz calma e doce transmitindo algo bom, falando de felicidade.
Em casa tinham dois discos, o LP Detalhes e o outro A Distância que eram (ouviu bem mãezinha), eram da minha mãe e ela me passou quando percebeu que eu gostava. A quem pertenciam os discos eu soube há pouco tempo.
Naquela fase da adolescência juventude rock and roll yeah que todo mundo passa continuei comprando meus próprios discos de vinil. Meus colegas diziam que eu gostava de música de velho e tal mas eu nunca me importei e continuei a ouvir o "Rei" e ver seus especiais na TV.
Nesta fase descobri que o Roberto também foi roqueiro e dos bons. Tive acesso a alguns elepês da Jovem Guarda e dos que ouvi gostei muito do Roberto Carlos em Ritmo de Aventura. Sem querer, descobri que também era um filme, desses para fã assistir porque gosta do artista. Era uma estória meio 007 abrasileirado mas na medida para fãs do "Rei" vê - lo no cinema, nada de excepcional qualidade mas divertido. E depois descobri outros 300 km por hora e Diamante Cor de Rosa. Para alugar na locadora foi um sufoco, precisei reservar e pagar antecipado o VHS. Mas valeu!
O tempo passou, cresci mas o Roberto, meu "amigo" inseparável sempre lá. Com a tecnologia dos CDs comprei vários, inclusive 2 boxes (anos 60 e 70) e agora que tenho MP3, converti alguns CDs e coloquei no MP3 junto com outros cantores que também gosto para sempre levar comigo.
Fui a três shows e me emocionei muito. Um dia ganhei uma rosa que virou farelinhos que eu guardava na minha carteira e o ladrão roubou carteira, dinheiro, documentos e a rosa que nunca mais recuperei.
Na última vez que fui a um show um cara me deu uma pétala da rosa quando minha mãe contou o que aconteceu comigo. A rosa está na carteira num saquinho de tecido azul sequinha sequinha mas está ali.
E duas histórias incríveis envolvendo o Roberto Carlos: A primeira foi que quando voltei depois de muitos anos para um apartamento que eu já havia morado (alugado) a primeira música que tocou no rádio foi "O Portão" (eu voltei porque aqui é meu lugar). E a outra foi quando um amigo querido me ligou de lá do Rio Grande do Sul para eu ouvir por telefone um trecho do show no Gigantinho. Chorei uma cachoeira e nunca esqueci esse dia.
Agora só falta eu conhecer o Roberto Carlos um dia, dizer o quanto eu o amo e fazer nele o mesmo carinho que fiz nessa foto da exposição do Oca. Quem sabe um dia Deus possa permitir.
Feliz Aniversário "Rei", um grande e carinhoso beijo prá você!

segunda-feira, 17 de março de 2014

Tentando vencer um trauma


Bom dia leitores, não tenho costume de expor meu dia a dia aqui neste blog afinal não sou famosa e acho que a internet não serve para isso. Mas há exeções à esta regra, sobretudo quando um simples texto pode ajudar outras pessoas que passam por traumas todos os dias, seja em maior ou em menor grau.
Tento 38 anos de idade e se tem uma coisa que me deixa completamente descontrolada é agulha. Fazer um exame de sangue.
Sei que é algo necessário pois através dele podemos saber de muita coisa que acontece conosco. Muitas doenças são diagnosticadas por esse exame.
Meu trauma referente a esse procedimento começou na infância. Fiz muitos exames devido à minha deficiência. Uma vez minha mãe me explicou que ainda bebê tive de retirar líquido da espinha e isto foi terrívelmente doloroso. Confesso não ter a consciência desse dia nítidamente mas as marcas traumáticas ficaram. Não suporto nem ver o adesivinho que é colocado (mesmo em outras pessoas) e fecho os olhos quando vejo um filme ou novela em que há cenas de retirada de sangue das pessoas, mesmo sabendo que é tudo de mentirinha a ideia me apavora.
Meu último exame foi aos 10 anos e foi uma luta. Até minha dentista na época me acompanhou e eu chorei muito na hora e depois então... Mais por medo do que outra coisa.
Faço aula de natação, esporte que gosto e que preciso para fortalecimento, num lugar que amo: o Corinthians. Para fazer as aulas é preciso atestado médico.
 Este ano tive um ultimato: ou eu fazia exame de sangue ou nunca mais obteria permissão para nadar.
Antes disso, já vinha me preparando para realizar esse exame talvez em maio deste ano ou ano que vem, tentando me convencer que "sobreviveria" a tal sofrimento.
Tenho conversado muito com uma enfermeira chamada Ana Paula que trabalha no posto de saúde aqui perto de casa e ela foi me entendendo, acolhendo, passando confiança como nenhuma outra pessoa na face da terra e eu resolvi por mim mesma vencer o medo e fazer o que era preciso. A Ana nunca fez "corpo mole" até me intimidava às vezes mas sempre me entendeu.
E lá fui eu, com medo, noite mal dormida, num choro descontrolado e a Ana me acolheu, conversou, tranquilizou do jeito que foi possível, me levou para uma outra sala para que eu não me traumatizasse ainda mais e minha mãe também me deu apoio.
Até que aconteceu a tal "picadinha" que de "inha" não tem nada. Gritei... Alto  alto mesmo com toda força agarrada com meu terço nas mãos mas tudo deu certo. Depois chorei por mais de uma hora descontroladamente como um bebê. Estou me recuperando ainda disso tudo mas vai passar. O pior já foi e se Deus permitir não será repetido tão cedo.
Obrigada Ana Paula, por tudo. Por suportar meus gritos e principalmente por SER HUMANA . Você não deveria se chamar Ana Paula (que aliás é também nome de uma querida amiga) mas sim Ana Nery, como a enfermeira símbolo do Brasil. Quem dera que todas as enfermeiras fossem como você!
Apesar de ter tirado o sangue considero que hoje foi uma pequena vitória sobre um trauma de anos. Agora pode ser que tudo fique mais suportável. Inclusive aconselho a pais e futuros pais que não inventem histórias para seus filhos. Sugiram que digam que dói um pouco mas que é necessário para uma boa saúde para que possa brincar por mais tempo ao invés de ir ao hospital. O nosso cérebro se prepara adequadamente para isso e não temos traumas nem leves nem graves. Espero continuar vencendo dia após dia meu próprio medo. Um dia conseguirei pois hoje já dei o primeiro passo.