My name is Patthy... Bondgirlpatthy

Bem - vindos ao meu cantinho virtual . A "casa" está sempre aberta à todos que queiram vir aqui ler e comentar meus posts. Este blog não tem compromisso jornalístico portanto não tem compromisso com a imparcialidade. Mas o meu compromisso com a democracia continua. Aqui toda opinião é importante e respeitada. Fiquem à vontade, a "casa" é de vocês. Voltem sempre q quiserem . Um beijo com muito carinho e obrigada.


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Garoto carioca amigo sangue "Bond"

Parodeando o título da música da cantora Fernanda Abreu, quero homenagear um amigo muito querido que hoje completa mais uma primavera em sua vida.
Começamos a trocar e - mails por causa de uma paixão incomum: Os filmes de James Bond. E nos conhecemos na ocasião em que a Comunidade 007 Brasil completava 3 anos de existência.
Logo de cara, esbanjou muita simpatia como aliás é a característica de todos os cariocas.
Parecia que éramos conhecidos de longa data pois a conversa fluiu com naturalidade e animação. Com os rapazes um clima de parceria bem carioca. Com as meninas, um charme só, aquela "malandragem do bem", acrescentando - se  o jeito cheio de gentilezas que me encanta e uma pitadinha de atrevimento respeitoso. Exatamente como nossas conversas pela internet através de e - mails.

Cláudio, eu e Fernando vestidos à caráter nos 3 anos da C007BR




Passando o tempo, meus amigos e eu fomos para o Rio de Janeiro para visitar os cenários brasileiros de 007 em comemoração aos 30 anos da estréia do filme 007 Contra o Foguete da Morte (Moonraker).
Adorei a viagem, foram dias maravilhosos, inesquecíveis, ainda mais que tínha o melhor guia turístico que alguém poderia ter: meu querido amigo Claudio Rodrigues.
Passeamos por tantos pontos turísticos mundialmente conhecidos. Gentilmente, Claudio ia explicando e mostrando cada lugar . A Cidade Maravilhosa ficou mais maravilhosa e especial ainda. Como esquecer o passeio no Copacabana Palace, conseguido graças à simpatia e o jeitinho carioca que só ele tem? Um lugar lindíssimo que sempre sonhei em entrar mas nunca foi possível. Inesquecível!
Também não dá para esquecer a ida ao Cristo Redentor. E no momento que avistei a imensidão da imagem de Nosso Senhor e chorei de emoção, foi meu amigo Claudio que me abraçou dividindo esse momento comigo. E quando fomos ao Bondinho do Pão de Açúcar, da carona que ele me deu no mais puro clima bondiano. Enquanto conversávamos, escutávamos um CD de trilhas dos filmes de 007, enquanto os pobres dos meninos foram de ônibus, tadinhos! (na verdade, foram eles que quiseram assim). Subir o morro escutando Shirley Bassey cantando "Goldfinger" foi mais do que especial.  Me senti num filme de 007.

E lá no Bondinho, revivemos uma cena do filme Moonraker. Mesmo sem nossas mãos se tocarem, mesmo em posições contrárias aos atores Roger Moore e Louis Chilles na cena original.
Decidida, eu fui, mesmo com um pouco de medo. O Marcus, nosso amigo nos ajudou no posicionamento e no momento exato bateu a foto. Além de um momento inesquecível, ficou uma foto linda. É a foto da viagem do Rio de Janeiro que mais gosto, e uma das mais bonitas que já tirei até hoje.

Claudio e eu reproduzindo uma cena do filme


Cartaz do filme





















Depois de algum tempo, nos reencontramos em São Paulo no lançamento do livro "007 A Essência do Mal do escritor Sebastian Faulks que eram parte das comemorações do Centenário de nascimento de Ian Fleming. Foi uma noite muito divertida, amigos, James Bond, livros e cultura. Combinação perfeita, uma coisa que não se vê no Brasil todo dia. Até um sósia perfeito de Sean Connery estava presente, dando ainda mais brilho ao evento. A amizade e o carinho que existe entre nós é algo especialíssimo e forte. 
Até temos trilha sonora. Nossa música, por incrível que pareça nada tem a ver como James Bond. É uma canção de Sérgio Endrigo regravada por Roberto Carlos, "Canzone per te". Como surgiu essa história? Ele me mandou de presente, num momento que eu precisava muito sem saber que eu gostava dessa música.
Eu e Claudio no lançamento de 007 A Essência do Mal





Os presentes que ele me deu não pararam aí: Recentemente ele fez um tour pela França e por Portugal onde visitou locais que serviram de cenário para três filmes de Bond e fez um verdadeiro labor of love (para quem é bondmaníaco, sabe do que estou falando). Ele registrou a viagem num lindo DVD e me mandou de presente.
Um labor of love com certeza, algo tão lindo e valioso que não tenho palavras para definir tanta beleza, sensibilidade e carinho num lugar só. Imagens de fazer suspirar de tão lindas, uma trilha sonora escolhida com o mais refinado bom gosto. E além disso, acrescentou cenas do Rio de Janeiro, que tive o prazer de ver com meus olhos e deixar minhas "pegadas" por lá. A maior de todas as surpresas contidas neste DVD foi o fim de um dos mistérios mais intrigantes do mundo de 007: No dia 25 de julho de 2009, Claudio esteve no mesmo local onde foi filmada a cena da ambulância do filme 007 contra o Foguete da Morte.
Ninguém no mundo tem essa informação comprovada por restos de cenários que ainda estão lá na Rua Osvaldo Seabra no bairro do Cosme Velho. Maravilhoso presente, de verdade. Quando se vê o DVD, a impressão que se tem é que estamos viajando junto com ele. Algo inacreditável. Só que o maior de todos que ele me deu e me dá todos os dias ainda que na distância é a amizade sincera e uma avalanche de carinho.
Amigo, sei que não é muito, mas este é o meu presente, simplezinho mas feito com muito amor para você, este é um labor of love totalmente dedicado à você. Neste dia do seu aniversário, desejo tudo de melhor e muitos anos de vida. Obrigada por tudo, querido Claudinho. Um brinde especial prá você, shaken not stirred, desta amiga paulista que te adora! Beijaço.

























sexta-feira, 19 de agosto de 2011

SBT 30 anos fazendo parte da minha vida

Ainda me lembro como se fosse hoje: Nesta mesma data coloquei num canal qualquer e lá em Brasília Silvio Santos terminava seu discurso dizendo "Está entrando no ar a TVS Canal 4 de São Paulo". Eu tinha apenas 6 anos quando isso aconteceu e só fui entender o sentido de tais palavras poucos minutos depois quando o grande símbolo com as letras TVS ( que significam TV Studios) foi ao ar pela 1ª vez naquela manhã às 10:00 h pontualmente, exibindo desenhos e filmes.  Algum tempo depois, o nome TVS mudou para SBT (que significa Sistema Brasileiro de Televisão).



Eu desde pequena sempre quis vivenciar um momento histórico com um pouco mais de consciência para um dia dizer "eu vi" para alguém que me perguntasse. E a inauguração do SBT foi o primeiro momento histórico que presenciei com meus olhos. Nunca imaginei que veria uma estação de televisão nascer diante de meus olhos.
Mais do que uma tevê, o SBT se tornou para mim minha companheira depois da escola, nos momentos de lazer. Claro que eu assistia também outras emissoras dependendo do que estivesse passando, sou SBTista porém eclética quanto ao ato de ver TV. A maioria dos programas que assistia eram SBT
A emissora  tinha (e tem até hoje) diferenciais que me agradam muito.
 Foi pelo "canal 4 de São Paulo" que conheci artistas que gosto até hoje (alguns deles até já saíram da emissora mas continuam carregando em sua carreira o jeito SBT de fazer TV).
Programas que me marcaram por tantos motivos como "Reapertura" do Elias Soares que era como um telejornal humorístico, por causa dele somente às quartas - feiras eu podia dormir mais tarde mesmo estudando de manhã. Recebi e guardo até hoje uma carta do Elias Soares que respondeu uma carta minha quando eu tinha uns oito anos. O programa Bozo, esse nem tenho palavras para definir. Eu era "amiguinha" dele e só lamento profundamente nunca ter dado uma bitoca no nariz. Domingo no Parque com Silvio Santos. Queria tanto ir e minha escola nunca me levou. Eu ficava brincando de estátua em casa e dublando as cantoras da época. No Qual é a Música eu brincava junto com os artistas e aprendi muito sobre músicas. Aprendi a reconhecer as notas do Maestro Zezinho. Tanta coisa...


Logomarca SBT através dos anos
O video - game estava na crista da onda naquela época mas eu nunca tive um. Só jogava de verdade quando ia na casa dos meus primos. Meu video - game era o programa TV Pow. Eu ficava desesperada gritando "pow pow pow" junto com o participante do programa e marcava pontos imaginários. No porograma Viva a Noite, cheguei a ligar e ser atendida pela assistente de palco. Eu sabia a resposta do cantor mascarado certinho e quando a assistente foi chamar o Gugu Liberato, a linha caiu, entrou outra telespectadora no meu lugar e ela levou CR$ 1 milhão. Prêmio que era para ser meu mas o destino não quis assim.
Tanta coisa dividi com o SBT. Tantas histórias que se cruzavam.
Através da emissora também conheci um tipo novo de novela: a novela mexicana. A primeira que vi foi Chispita com a atriz Lucero. Depois, inúmeras outras. E uma delas foi especialíssima Café com Aroma de Mulher que trazia no elenco principal o ator brasileiro Guy Ecker(apesar de brasileiro, ele não era conhecido no Brasil, sua carreira era estritamente no México). Sem contar também as aulas da profª Helena em Carrossel e minha personagem preferida entre os alunos, apesar de esnobe, Maria Joaquina Villaseñor interpretada por Ludwika Palletta.
De novelas brasileiras, sonhava em ser a Aninha (Suzy Camacho) a namorada do Jerônimo (Francisco di Franco). Era uma novela diferente de tudo que já vi porque tinha aventura tipo velho oeste misturado aos dramas comuns de uma novela. Adorei ver também Sangue do meu Sangue, Pérola Negra, Pícara Sonhadora e atualmente viajo nas emoções de Amor e Revolução.

Logomarca comemorativa dos 30 anos
O SBT tem outras coisas que adoro: telejornais em horários alternativos para que na hora de noticiários em outras emissoras quem prefere se informar sem usar telejornal (meu caso) tenhamos no SBT a única opção da TV aberta para quem não gosta de telejornal. Sem contar seriados que gosto de assistir: Chaves que sou fã assumida prá caramba e nos anos 80 Esquadrão Classe A, Supermáquina (que saudades). Atualmente curto no SBT Um Maluco no Pedaço com Will Smith. Tem só uma coisa que não gosto no SBT, as constantes mudanças da grade de programação ou horários.
Ah, não posso me esquecer da maior alegria como Corinthiana que foi a final da Copa do Brasil diante do Grêmio de Porto Alegre. Timão Campeão, foi lindo! E as comemorações efusivas do mascote da Copa do Mundo "Amarelinho" com a narração vibrante de Téo José e os comentários de Orlando Duarte (inclusive conheci pessoalmente).
O SBT faz parte de minha vida desde sempre e desde o dia que ganhei uma televisão só para mim, assisto o que quero, não importa o canal mas antes de desligar sempre coloco no canal 4. É uma forma que achei de demonstrar carinho pela emissora que eu vi nascer. Algumas vezes fui aos estúdios da Vila Guilherme assistir alguns programas (numa dessas oportunidades, vi o Lombardi de longe, não tirei foto porque não tinha máquina na época) e por duas vezes estive também no CDT Anhanguera. Participei em 1994 do Domingo Legal duas vezes em gincanas. Não ganhei o prêmio mas tive momentos inesquecíveis cheios de magia. Nesta data em que a emissora completa suas 3 décadas de sucesso só tenho a lhes dizer um muito obrigada por existir SBT, seja bem - vinda entre os balzaquianos e que sua trajetória de sucesso seja como você mesma diz: A mais feliz do Brasil.







sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Finalmente a busca terminou! Encontrei o livro do Calhambeque Mágico

Meu exemplar de "O Calhambeque Mágico"


Estou tão feliz que quero compartilhar uma coisa com vocês. E não poderia haver dia melhor para que isso tivesse acontecido do que uma sexta - feira.
Para aqueles que não se lembram ou não sabem do que estou falando, resumirei brevemente o assunto: Um dia de sexta - feira em 1985, na biblioteca da escola pública onde eu estudava, encontrei um livro que tinha muito mais do que uma estorinha infantil de um carrinho verde muito simpático que pertencia à família Pott. "Chitty -Chitty Bang Bang" (O Calhambeque Mágico). Peguei o livrinho porque achei legal. Ao abrir a primeira página eu tive uma agradável surpresa pois naquele momento conheci uma pessoa que era tão admirada por mim mas que não imaginava encontrar entre autores de uma biblioteca escolar. "Do mesmo autor de James Bond 007 Ian Fleming, "O Calhambeque Mágico" (...) escondia aquele tesouro mágico e precioso bem no fundo para nenhum outro aluno ter acesso primeiro. E li inteirinho por uns dois meses pois só dava tempo de ler umas poucas páginas...
E de lá prá cá tanta coisa mudou. Saí da escola onde encontrei o livrinho pela primeira vez pois terminei o ensino fundamental e várias outras mudanças num espaço de 26 anos. Só duas coisas jamais mudaram, nunca soube o final da estorinha do calhambeque da Família Pott (ela foi publicada em três partes e eu só havia encontrado a primeira parte). E também que a busca por esse livro que tanto significava para mim continuava.
Eu buscava por todos os lugares, totalmente sem sucesso: sebos, internet, pessoas, livrarias convencionais e nada... Teve uma vez que, pesquisando no Mercado Livre encontrei uma edição e fui comprando. Quando o livro chegou, decepção total, eu tinha encontrado apenas a segunda parte da estória.
Passaram - se quase três anos até sábado passado fui no shoping Center Norte, na livraria Saraiva para comprar outro livro que nada tinha a ver nem com Ian Fleming. Como estava lá mesmo, resolvi perguntar do livro. A atendente me disse que havia um exemplar para encomenda. Ela até me informou que a edição era completa!  Investiguei melhor na internet e encomendei imediatamente no site da Saraiva.
Chegou hoje de manhã, às 9:35h, só não fui receber porque estava me arrumando para ir à minha aula de natação. Dei uma folheada e descobri uma coisa interessante: Ian Fleming, no fim de sua vida, dedicou "O Calhambeque Mágico" ao seu filho Caspar.
Agora o livro é só meu, não vou precisar esconder nos fundos de uma estante, não terei que devolver a ninguém e também lerei todos os dias sem esperar chegar a hora de ir para a sala de leitura.




Ian Fleming, autor de O Calhambeque Mágico


PS: Dedico este texto à todos que gostam de ler, à professora Vera Lúcia que ficava na Biblioteca da escola Romão Gomes (onde a busca começou), aos meus amigos Marcus Vinícius e Fábio Carmona que me ajudaram a começar a encontrar os livros de Ian Fleming  em português e à atendente Carolina da Saraiva Megastore Center Norte por sua atenção e e eficiência ao me sugerir uma encomenda do livro.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Quando ouvi uma rádio novela pela primeira vez

Sempre fui uma noveleira, não dessas que surta se perder um capítulo e nem dessas que se encontrar o ator que faz papel de vilão na rua sai batendo nele e agredindo, cobrando - lhe o porque fez tal maldade. Sou apenas aquela que quer ver o fim da estória, torce e também fica ansiosa com o próximo capítulo.
Mas antes de existirem as populares novelas da televisão, existiram as rádio novelas.
Segundo consta no site do radioator e diretor gaúcho Cláudio Monteiro, a primeira rádio novela foi “Em Busca da Felicidade”, do escritor cubano Leandro Blanco, de 1941. Não havia TV, então o público se reunia em volta de um rádio para ouví - las. As falas eram lidas e efeitos e trilhas sonoras feitas pelas equipes de sonorização.




Minha mãe um dia contou que no interior da Bahia a rádio novela que fez muito sucesso era "O Direito de Nascer", de  Félix Caignet, sucesso nas rádios de todo país que tempos depois virou sucesso na TV e ganhou remakes. Ela chegou a ouvir.
Sempre fui curiosa para saber como era ouvir uma novela no rádio mas nos dias de hoje, elas não são transmitidas em emissoras convencionais de rádio AM.
Só que eu tenho tanta sorte que acabei encontrando na internet o filho do Cláudio Monteiro, Gustavo. E em meio à tantas conversas sobre meio de comunicação em geral, descobri que era possível ouvir novelas pelo rádio. Meu amigo também me contou coisas legais de bastidores, bastante curiosas.
Recentemente pai e filho inauguraram sua própria webrádio e eu ouvi minha primeira rádio novela, "Vende - se um vestido de noiva", uma novela muito romântica escrita por Raimundo Lopes. Adorei, foi uma experiência estranha e legal ao mesmo tempo. Como torci por Roberto (Cláudio Monteiro) e Marilse (Rosa Maria). Recomendo. 
Dedico esse texto com muito carinho ao Cláudio Monteiro, ao Gustavo, meu amigo e à webrádio Rádio Brasil Total e agradeço pela oportunidade de ouvir algo tão diferente e antigo de uma maneira tão atual.  E viva a internet!