My name is Patthy... Bondgirlpatthy

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sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Uma estória que o tempo não apagou



"Existia uma terra de cavalheiros e campos de algodão chamada "O Velho Sul". Neste mundo bonito, galanteria era a última palavra. Foi o último lugar que se viu cavalheiros e damas refinadas, senhores e escravos. Procure-a apenas em livros, pois hoje não é mais que um sonho. Uma civilização que o vento levou!"











Assim começa o maior filme de todos os tempos, baseado no único livro de Margareth Mitchell, jovem jornalista de Atlanta, Georgia -EUA. Uma  estória  que retrata a época da Guerra Civil Americana e da plantação de algodão que levou dez anos para ser escrita. 



Da mesma forma que aconteceu com o livro, o filme também demorou para ser feito. A escolha para o papel de Scarlet foi o fator que causou esse atraso.
Testes foram feitos exaustivamente entre 1400 candidatas.
 A jovem atriz Vivien Leigh, nascida na Índia e estava ao lado do marido, o também ator Lawrence Olivier a passeio em Hollywood quando foi vista pelos produtores do filme e convidada a fazer o teste para ser a maior personagem feminina de todos os tempos. Diz a lenda que Margareth Mitchell, autora do livro, chamou Vivien de "Scarlett" quando ambas foram apresentadas formalmente ainda sem a escolha ser feita.
Sempre assisti ao filme até a cena do baile para arrecadar fundos para os Confederados onde ela dança lindamente com Rhett Butler uma típica dança sulista. Rhett é bastante atrevido e enquanto dança faz insinuações sobre o comportamento de Scarlett.


Até 1995 nunca vi como terminava o filme pois ficava com muito sono. Mas naquele ano, me decidi a gravar o filme em VHS e assistir até o fim. Dito e feito. Hoje sei como tudo termina.
Aqui cabe um spoiller, embora duvide muito que alguém nunca tenha visto este filme ou ouvido falar dele, principalmente se tiver mais de 30 anos: Há uma cena na fazenda de Ashley Wilkies, antes da guerra em que Scarlett está na escadaria e surgem os três homens de sua vida: Charles Hamilton, Frank Kennedy e Rhett Butler. Charles e Frank falam com ela. E no fim da grande escadaria está Rhett, que não diz nada com palavras mas lança um olhar que a invade dos pés à cabeça e sorri atrevido. 


Na minha opinião, o sorriso mais encantador do cinema que também dá asas à imaginação de mulheres por todo o mundo, até hoje. Eu tremo por dentro cada vez que vejo.



Esta é a "deixa" para que a estória da Senhorita O ´Hara comece de fato a se desenvolver e o público mal percebe, pois tudo se encaixa de maneira muito discreta. Basta guardar a cena em mente e observar mais para frente o desenrolar de tudo.
A estreia do filme aconteceu dia 16 de Dezembro de 1939 em Atlanta - Geórgia - EUA.  O cinema recebeu um grande público e ainda contou com a presença dos astros principais, Clark Gable (Rhett) e Vivien Leigh (Scarlett). Houve histeria coletiva e desmaios femininos aos montes justificados principalmente pela beleza de Gable.
Atualmente quatro pessoas que fizeram parte dele ainda vivem. Entre eles, Olívia de Havelland,a doce Melanie Wilkies. É a única do elenco principal´. Ela vive em Paris e tem 98 anos.





 Quando eu fiz 27 anos, fui a um restaurante temático aqui em São Paulo cuja dona, Beth Barreto, é também fã de E o Vento Levou. O restaurante lembrava a atmosfera do filme e tinha inclusive algumas coisas que pertenceram à Vivien.  Emocionante e inesquecível!

Lá, recebi uma das homenagens mais bonitas que alguém poderia receber. Ao invés do parabéns, a orquestra tocou o "Tema de Tara", um dos mais belos temas de filme de todos os tempos composto por Max Steiner. E ainda escreveu uma mensagem em um exemplar do livro E o Vento Levou que para mim tem o mesmo valor de um autógrafo da própria Vivien Leigh.









E hoje, 75 anos depois, essa estória continua viva no imaginário de todos. Basta uma cena ou um acorde da canção para sermos "transportados" para uma estória que nem mesmo o tempo apagou. E cada vez que fizermos essa viagem sempre será um outro dia!


Dedicado à memória de Margareth Mitchell e às memórias de todos aqueles que fazem parte de uma obra épica. E também  aos amigos Beth Barreto e Eder Pontes, os maiores fãs desse filme que eu conheço. 



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