My name is Patthy... Bondgirlpatthy

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segunda-feira, 11 de junho de 2018

Meu nome é Bond... James Bond - Capítulo 7 - Goldfinger (1959)


Voltamos com nossa série especial sobre os livros de Ian Fleming e filmes de James Bond. Estamos na metade do caminho para desvendar esse maravilhoso mundo da espionagem nos livros e nas telas do cinema. 
Este sétimo capítulo nos reserva o livro que fez de 007 um verdadeiro ícone da cultura britânica e da cultura pop mundial, fazendo do personagem um verdadeiro fenômeno, vendendo livros como água no deserto e lotando cinemas em todas as sessões além de ditar moda com artigos diversos que levavam a marca 007. Todos queriam "ser Bond". 
Nesta estória, Bond inicialmente está numa missão no México, combatendo o tráfico de drogas. Enquanto saboreia seu uísque duplo, está conversando com Junius Du Pont. Ele diz a Bond que perdeu US$ 25.000,00 num jogo de canastra para o joalheiro internacional com o sugestivo nome de Auric Goldfinger.
A canastra é o hobby favorito de Goldfinger. Apesar de muito rico, o vilão gosta de tirar dinheiro de outros jogadores claro, com uma pequena trapaça. Enquanto Goldfinger está jogando, ele usa um ponto eletrônico para ouvir sua bela secretária Jill Masterton que observa da janela da suíte as jogadas do adversário do patrão com um binóculo e canta uma a uma para ele até que o outro jogador seja "derrotado".
Ian Fleming sempre gostou desse tipo de vilão: rico, megalomaníaco, frio e muito cruel, com características físicas bastante marcantes beirando o aspecto bizarro. Goldfinger era bem isso.
Isto posto, vamos voltar à missão de 007 nesta aventura.
Na missão principal Bond deve impedir Goldfinger de invadir a reserva nacional de ouro dos EUA, Fort Knox.
Para escrever esse livro, Fleming pesquisou cada detalhe que foi possível do funcionamento do Fort Knox.
O escritor é mundialmente conhecido pela riqueza de detalhes que usa para descrever ambientes, cenários, personagens e algumas ações, até pela sua vivência durante a guerra servindo a Marinha Britânica. Sua imaginação privilegiada é um trunfo para fazer o leitor viajar em suas palavras sem sair do lugar.
Entre um detalhe e outro, Fleming descobre através de jornais na época que um homem (possivelmente um Goldfinger da vida real) tem verdadeira obsessão em fazer sexo com mulheres pintadas com tinta dourada como as antigas bailarinnas de cabarés europeus que se sujeitavam à esta prática estranha para agradar clientes, sendo que uma delas faleceu exatamente como a personagem de Ian Fleming.
Lendo essa notícia ele teve uma ideia ousada e genial.
Este fato não foi o primeiro fato real que Ian Fleming misturou à suas estórias. O famoso jogo de baccará relatado em Cassino Royale por exemplo, era uma das inúmeras coisas que ele conhecia fora da Europa, além de alguns dos mais complexos truques de super contrabandistas como alguns que ele relatou em seu livro Contrabandistas de Diamantes, um livro - reportagem em que o autor era também o personagem principal, um livro não ficção. Tudo ali aconteceu com ele, de verdade.
As investigações de 007 avançam e recaem num plano maluco de Goldfinger para contrabandear ouro. Ele faz falsas blindagens em carros Rolls Royce com o ouro derretido  e transformado em bancos de avião para depois serem facilmente transportados para a Índia, onde o valor da onça (peso do ouro) é maior. Todo o outo era levado através da companhia Meca, também administrada pelo vilão.
E a imaginação de Fleming voa tão alto que os auxiliares de Goldfinger envolvidos na Operação Grand Slan (ou Grande Golpe)  são criados com o mesmo exagero.
Já falando sobre o filme, muitas das cenas saíram do livro, inclusive o capanga e braço direito Odjobb (Faz Tudo no livro) que tem como arma um chapéu coco que ele joga para que a lâmina corte os pescoços das vítimas e a a piloto Pussy Galore que comanda um grupo de aviadoras acrobatas e pilota o avião particular do vilão.
E uma das cenas mais impressionantes foi justamente a da morte de Jill Masterton, com a tinta dourada pelo corpo nu. Na verdade a atriz Sheena Eaton usava um biquini cor da pele para simular a nudez mas, mesmo assim,  a cena impressionou muito e até mesmo mudou a vida de gente que foi ao cinema apenas assistir um filme.
Trata - se do ator Pierce Brosnan que na época chegava da Irlanda, sua terra natal com apenas 11 anos acompanhado pela mãe e o padrasto. Quando o jovem Pierce viu aquela mulher dourada morta e nua em cima da cama, se impressionou tanto que disse à mãe que queria ser ator e um dia fazer uma cena como aquela no cinema.
Outra cena que impressiona muito para a época é aquela em que Connery está amarrado de braços e pernas abertas e um laser dourado vai cortando o ferro até quase chegar em suas partes íntimas para derretê - las como gelo  na famosa cena que termina com o diálogo: "Você espera que eu fale?/ "Não Senhor Bond, espero que morra" depois de 007 descobrir toda a trama da Operação Grand Slan
São técnicas de efeitos inovadoras que serviram para vários filmes dali em diante. Se Moscou Contra 007 fez o mundo descobrir a Bond mania, Goldfinger fez com que isso tomasse proporções astronômicas por todo o planeta. Bond consolidou uma "fórmula própria" para seus filmes:

1- Sequência pré créditos
2-Abertura com silhuetas femininas dançando ao som de cantores da moda
3-Missão passada por M, seu chefe
4-Encontro entre Bond e o vilão
5-Envolvimento com mulheres de caráter duvidoso
6-Envolvimento com mulheres confiáveis
7-Vilão ordena que seu capanga se livre de Bond
8-Bond invade esconderijo do vilão
9-007 corre contra o tempo para escapar de uma situação perigosa
10-Confronto entre James Bond e o vilão
11-James Bond e a mulher confiável terminam juntos em cenas de insinuação sexual após ele cumprir a missão com êxito
Esta combinação passou a ser também muito seguida por outros filmes de outros personagens do gênero, tornando - se um padrão.
Uma última curiosidade é que Ian Fleming não conseguiu ver o personagem que criou fazendo tanto sucesso, sendo o que é hoje.
Goldfinger estreiou no cinema dia 17 de Setembro de 1964, 37 dias após o falecimento de Ian Fleming. O autor se foi deixando uma legião de leitores pelo mundo e um personagem que se tornou um legado grandioso.

Eu retornarei em: 007 Para Você Somente  

PS:Essa série de textos é dedicada à memória de Ian Fleming e também aos amigos Lucian e Rildon que me incentivaram a fazer essa experiência. Obrigada, amigos. Beijos.





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