My name is Patthy... Bondgirlpatthy

Bem - vindos ao meu cantinho virtual . A "casa" está sempre aberta à todos que queiram vir aqui ler e comentar meus posts. Este blog não tem compromisso jornalístico portanto não tem compromisso com a imparcialidade. Mas o meu compromisso com a democracia continua. Aqui toda opinião é importante e respeitada. Fiquem à vontade, a "casa" é de vocês. Voltem sempre q quiserem . Um beijo com muito carinho e obrigada.


terça-feira, 28 de julho de 2009

Comunidade 007 contra o misterioso Japa San

Conto inspirado em fatos reais

Um grupo de amigos fãs do agente secreto James Bond, realizava sua segunda convenção numa famosa livraria da cidade de São Paulo. Todos já tinham contato pela internet e também por telefone e assim se falavam todos os dias pelo menos uma vez. Mas faziam quatro meses desde o último encontro que tiveram pessoalmente.
Estavam todos animadíssimos, tanto pelo evento em si como também para rever os demais. Esse dia ia ser muito especial pois haviam pessoas que viriam à São Paulo especialmente para esta convenção e estes, já fazia um ano que não viam seus amigos.
Na sexta - feira, um vai e vem de e - mails cruzava as fronteiras da internet enquanto alguns desses amigos cruzavam os céus e estradas que levavam à cidade que amanhece trabalhando. Alguns se encontraram antes na noite paulista para se confraternizar e outros aguardavam o que viria na tarde seguinte.
Sábado à tarde, a tão esperada hora chegou. E todos os caminhos levavam à convenção. Corações pulsando de ansiedade e alegria. Aos poucos as pessoas vinham chegando. Cumprimentos calorosos, abraços apertados e beijos cheios de carinho, Conversas animadas sobre James Bond e sobre cinema intercaladas pelas novidades corriqueiras da vida particular de cada um e piadas para descontrair.
Dentro do auditório da livraria, todos acomodam - se e o Mestre de Cerimônias e toda a equipe da Comunidade 007 sobe ao palco e se apresenta . Era um evento muito importante: comemorava – se 30 anos do único filme que teve o Brasil, mais especificamente a cidade do Rio de Janeiro, como cenário. 007 contra o foguete da morte.
E foi aí que o grande mistério começou a se tornar presente. Para explicar melhor, voltemos à antes da entrada da equipe no palco: Eu me preparava para tomar meu posto junto aos rapazes membros da equipe. Ainda estava na platéia quando chegou perto de mim uma figura muito amável e de aparência inofensiva. Traços orientais, vestido com uma jaqueta bem aconchegante que o protegia do frio que fazia em São Paulo e também conferia – lhe um ar misterioso próprio dos grandes personagens de espionagem das telonas. Muito educado e fino dirigiu – se a mim:
-Tenho um material que trouxe para a senhora.
Eu confesso que estranhei o fato dele ter se dirigido a mim como “senhora” só que orientais tem essa peculiaridade de muita polidez e respeito quase submissos. Também confesso que por não estar acostumada ao sotaque oriental não compreendi muito bem. Indiquei o Escritor que estava no evento, muito amigo nosso além de ser nossa principal referência especializada no assunto James Bond. O cidadão nipônico seguiu para a direção do Escritor. Uma das garotas que estavam ao meu lado me perguntou de onde eu conhecia o Japonês. Respondi que não o conhecia e o mistério começou prá valer. Essa Garota, uma de minhas amigas mais queridas me disse:
- Você não entendeu? Ele queria te mostrar o material que trouxe.
Ficamos pasmas, sem entender o fundamento daquela rápida conversa.
Voltemos ao momento em que o evento começou: Fomos nos apresentar brevemente e dar boa tarde aos presentes. Os rapazes e eu, do palco observávamos a todos na platéia e ao mesmo tempo os movimentos do Japonês. Ele sentou – se na cadeira ao lado de minha Amiga e abriu a sua misteriosa maleta. Uma maleta comum, preta, dessas que muitos homens carregam documentos importantes. Ali mesmo começou a escrever uns papéis freneticamente numa velocidade que espantou todo mundo.
Começou o evento com um lindo vídeo de abertura produzido especialmente para a ocasião. O Produtor caprichara. Ficou maravilhoso e encheu os olhos de todos os presentes. Em seguida aos aplausos ensurdecedores que contemplavam a beleza e o requinte do vídeo, assim como os agradecimentos modestos de quem o criou, foi vez do Presidente resumir em breves palavras o significado do evento. Permaneci numa das cadeiras na lateral do palco observando o Presidente. Começou outra palestra.
O Bem Informado começou a falar sobre as últimas novidades que cercavam o mais novo filme da série. Contou coisas inéditas e surpreendentes. Depois de sua palestra, Bem Informado abriu espaço para perguntas sobre as notícias. Eu fiz a primeira pergunta e ele respondeu. Era uma pergunta simples que ele não demorou a responder. E na platéia, perguntas “choviam” e todas eram respondidas com detalhes e simpatia. Aí o Japonês, que não parava de anotar começou a perguntar, argumentar. E ouvido com paciência, começou a dar “ar de sua graça”. Outros perguntavam sempre interrompidos pelo simpático e misterioso cidadão.
Em seguida foi minha vez. Como voz feminina oficial eu tinha que falar das Bondgirls. O material era pouco e por isso mesmo minha parte seria rápida. Fiz a palestra dando o meu melhor. Quando encerrei, o Japonês me disse que uma Bondgirl, Holly Goodhead, continuava trabalhando em meio aos foguetes e naves, que estava bem viva. Agradeci sem saber se era ou não verdade. O fiz mais por cortesia do que por qualquer outro sentimento. Aquilo tudo me confundiu ainda mais.
O Produtor em seguida assumiu o microfone. Sua parte, junto com o Jornalista, falava amplamente sobre trilha sonora. A palestra foi a melhor de todas, a mais ampla e detalhada mas não ficou chata. Ao contrário, faltou só virar um grande baile temático com músicas de 007. Esse assunto, por ser o mais polêmico (música é como religião, política ou futebol, questão de diferentes pontos de vista e gostos) porém o menos discutido. Juntamente com essa parte também englobou – se “special effects”, esse tema sim, debatido amplamente. Bem, o fato é que a dupla de palestrantes deu um show e, novamente o “bombardeio” de perguntas e respostas.
Enquanto a palestra “rolava”...
... nosso misterioso Japonês continuava a escrever seus papéizinhos. Vez em quando balbuciava algo sobre o assunto em questão sem perder a concentração naquilo que fazia. Após a palestra do Produtor e do Jornalista, pausa para um documentário que resumia tudo que foi dito até aquele momento. Num certo instante, o Presidente veio sentar – se a meu lado no palco e de lá, assistíamos ao documentário.
Quando acabou o DVD, começava um bate papo entre o Escritor, o Mestre de Cerimônias e o Convidado Especial. Nessa hora, é que o Japonês se mostrou sem revelar sua identidade real. Eu fui para a platéia e de lá acompanhei o bate papo. Quando cheguei para tomar meu lugar na primeira fila, o cidadão entregou – me um papel com um site. Igual aos demais que havia escrito e entregue à outras pessoas. Neste papel, escrito com uma letra de mão meio grande e desalinhada havia a seguinte “mensagem”:

http://www.danielcraigisnotbond.com/

http://www.google.com.br/

Enter.

Daniel Craig is not Bond
Depois click traduzir a página

Um verdadeiro mistério que não conseguimos resolver porque esses “santinhos” são a nossa única coisa deixada pelo Japonês. Guardei o meu papel como recordação de um grande mistério por enquanto não resolvido.
Voltando ao bate papo: Escritor não conseguia argumentar uma única vez sem ser interrompido com os chamados de “Senhor Escritor, senhor Escritor”. Escritor, mesmo em momentos que não podia ser interrompido, jamais se negou a responder as perguntas e a contra – argumentar sobre os assuntos ali debatidos.
Antes do encerramento, sorteio de brindes para o grande público. Claro que nesse momento, o Japonês aproveitou – se para distribuir sua “mensagem” e também recolher nossos e – mails pessoais sabe – se lá prá quê.
Ao fim de tudo, depois do vídeo de encerramento que o Produtor fez tão brilhantemente quanto o primeiro e dos agradecimentos gerais, o cidadão saiu sem ninguém saber quem ele era, nem mesmo o nome.
Alguns dias depois, telefonei para Escritor e Mestre de Cerimônias. Ao falarmos sobre nosso grande mistério, soube apenas que a tal mala foi entregue e depois desapareceu em algum lugar próximo à livraria. E que um dos conteúdos seriam DVDs mas ninguém afirmou com certeza. Quem encontrou a tal mala provávelmente é o único no mundo que sabe o que se esconde por trás do mistério de Japa San.

FIM, até o próximo mistério.
I will return.

5 comentários:

  1. Patthy, amei, amei e amei!! Adorei ser citada! Mesmo sem vc falar meu nome! Obrigada por dizer que sou uma de suas amigas mais queridas! Te amo vc sabe! E tb adorei ler o termo "santinhos"... KKKKKKKKKK Tinha usado esse termo na comu!! Patthy, vc escreve bem,muito bem, eu sempre soube! Mas esse além de tudo cheio de humor!! Adorei, adorei e adorei!

    ResponderExcluir
  2. O conto está legal. Mas acredite: já encontrei gente muito mais retardada (e o que é pior, mal intencionada) nesses eventos. O Japa, ao menos, é um cara do bem.

    Beijos - e como ficção, está joia. Tem ritmo de crônica.

    ResponderExcluir
  3. Que legal a história. Devia tá legal o encontro com os fãs do 007

    Abraços

    ResponderExcluir
  4. Dearest BondGirlPatthy,

    Formidável! Adorei os traços de sua pena! Continue permitindo essa fluencia para nos deliciar com suas escritas!

    Sosia do Sean
    007 lives 4ever

    ResponderExcluir
  5. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir

Deixem sua opinião aqui. Ela será lida e respeitada